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22 de agosto de 2007
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Brasil
A tragédia alerta

A TAM vai atualizar o sistema de alarme de
uso incorreto dos manetes no Airbus A320


Antonio Ribeiro, de Paris

Divulgação
Pouso em Congonhas: novo sistema de alerta será padrão nos A320 da TAM


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O vice-presidente de segurança de vôo da TAM, Marco Aurélio de Castro, anunciou na CPI do Apagão Aéreo que a companhia vai comprar um dispositivo que adverte os pilotos da posição incorreta dos manetes durante o pouso. Esse novo alarme está disponível desde novembro de 2006, quando a Airbus informou sua existência em um boletim de serviço enviado aos operadores desse tipo de aeronave. O A320 da tragédia em Congonhas que matou 199 pessoas não tinha essa atualização. Como revelou VEJA, a causa inicial do desastre foi a posição equivocada de um dos manetes. A TAM decidiu não fazer a atualização antes porque a melhoria estava classificada no boletim como "desejável", a terceira na ordem dos quatro graus de recomendações feitas pelo fabricante.

Na prática, o novo alerta, que custa 5 000 dólares, é uma atualização de um programa do computador do avião, o Sistema de Alerta de Vôo – FWC, na sigla em inglês. O atual alerta sonoro de duração curta passou a ser acompanhado de uma luz de advertência e de uma mensagem de texto no painel de comando. Esse aviso sonoro tocou durante três segundos no acidente em Congonhas ("retard, retard, retard") e depois parou. Isso porque o computador pressupõe que, se o piloto não atende ao aviso, existe uma razão – um obstáculo na pista ou a tentativa de arremeter, por exemplo.

Depois do acidente com o A320 da TransAsia, em Taipei – um manete se encontrava na posição errada e um reversor estava inoperante, situação igual à da tragédia de Congonhas –, o Conselho de Segurança de Aviação de Taiwan sugeriu que o alarme continuasse a soar mesmo depois de o avião tocar o solo. A Airbus respondeu que tinha criado um novo sistema de alerta e que emitiria um boletim a respeito "muito em breve". Isso foi em outubro de 2004, ou seja, 25 meses antes da nota de atualização enviada às operadoras. Além de gerar mensagem de texto e acender luzes vermelhas no painel, o alarme emitiria um continuous repetitive chime (CRC) – alarme sonoro ensurdecedor que adverte da existência de problema grave. Isso exigiria reforma radical na programação do FWC. A Airbus preferiu só atualizar o sistema. Para justificar, Yannick Malinge, diretor de segurança de vôo da Airbus, diz que o alerta não ajudaria o piloto a corrigir o erro durante os segundos cruciais de uma tomada de decisão radical.

 

O AVISO QUE FALTOU

Durante o pouso, quando os manetes estão em posição errada, luzes de advertência se acendem no painel, soa um alarme e aparece uma mensagem escrita numa tela. O equipamento é desejável, e a TAM anunciou que a partir de agora vai instalá-lo

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