A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, queima dinheiro
público com ONGs que nada têm a ver com ecologia.
Entre elas, o Movimento dos Atingidos por Barragens, dos baderneiros
que invadiram a usina de Tucuruí em maio. Em 2005,
seu ministério patrocinou um convescote desse bando
em Brasília, cujo ápice foi a invasão
do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Só entre
2003 e 2005, incinerou 30 milhões de reais em ONGs
como essa. O Tribunal de Contas da União intimou Marina
a pôr ordem na casa.
FORA DOS TRILHOS
Wilson
Brasil/ABR
Foi o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, quem enterrou
o projeto do trem-bala entre Rio e São Paulo, feito
pela empresa italiana Italplan. Ela havia conquistado a ministra
da Casa Civil, Dilma Rousseff, com a promessa de construir
a ferrovia sem dinheiro público. Coutinho descobriu
dois problemas no projeto. Um: os italianos superestimaram
a previsão de retorno financeiro. Dois: a Italplan
queria que o governo pagasse 450 milhões de reais pelo
projeto, caso ninguém quisesse executar a obra.
SEIS BILHÕES DE REAIS
Rogerio
Lacanna
Uma das principais estratégias do governador paulista
José Serra para reforçar o caixa é
o parcelamento de dívidas fiscais dos contribuintes,
uma espécie de Refis local. O programa, que está
em curso, pode engordar os cofres paulistas com 7,5 bilhões
de reais nos próximos quinze anos. Mas Serra não
pretende esperar tanto. Reunirá os contratos de parcelamento
em um fundo de recebíveis, cujas cotas serão
vendidas no mercado financeiro. Com a operação,
o governo do estado poderá embolsar já 6 bilhões
de reais.
DESCONTENTES COM FORTES
Gervásio
Baptista/ ABR
Vinte e cinco dos 41 deputados do PP promoveram um almoço
para discutir a retirada do apoio da bancada ao ministro das
Cidades, Márcio Fortes, que é do partido.
Eles reclamam da sua falta de empenho na liberação
de recursos e nas nomeações de correligionários.
Entre seus principais críticos estão Paulo Maluf
e os mensaleiros Pedro Corrêa e José Janene,
que perderam o mandato, mas continuam assombrando o Congresso.