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Edição 2022

22 de agosto de 2007
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Holofote

Felipe Patury


MOTOSSERRA NO DINHEIRO PÚBLICO

Rosé Brasil/ABR


A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, queima dinheiro público com ONGs que nada têm a ver com ecologia. Entre elas, o Movimento dos Atingidos por Barragens, dos baderneiros que invadiram a usina de Tucuruí em maio. Em 2005, seu ministério patrocinou um convescote desse bando em Brasília, cujo ápice foi a invasão do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Só entre 2003 e 2005, incinerou 30 milhões de reais em ONGs como essa. O Tribunal de Contas da União intimou Marina a pôr ordem na casa.

 

FORA DOS TRILHOS

Wilson Brasil/ABR


Foi o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, quem enterrou o projeto do trem-bala entre Rio e São Paulo, feito pela empresa italiana Italplan. Ela havia conquistado a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, com a promessa de construir a ferrovia sem dinheiro público. Coutinho descobriu dois problemas no projeto. Um: os italianos superestimaram a previsão de retorno financeiro. Dois: a Italplan queria que o governo pagasse 450 milhões de reais pelo projeto, caso ninguém quisesse executar a obra.

 

SEIS BILHÕES DE REAIS

Rogerio Lacanna


Uma das principais estratégias do governador paulista José Serra para reforçar o caixa é o parcelamento de dívidas fiscais dos contribuintes, uma espécie de Refis local. O programa, que está em curso, pode engordar os cofres paulistas com 7,5 bilhões de reais nos próximos quinze anos. Mas Serra não pretende esperar tanto. Reunirá os contratos de parcelamento em um fundo de recebíveis, cujas cotas serão vendidas no mercado financeiro. Com a operação, o governo do estado poderá embolsar já 6 bilhões de reais.

 

DESCONTENTES COM FORTES

Gervásio Baptista/ ABR


Vinte e cinco dos 41 deputados do PP promoveram um almoço para discutir a retirada do apoio da bancada ao ministro das Cidades, Márcio Fortes, que é do partido. Eles reclamam da sua falta de empenho na liberação de recursos e nas nomeações de correligionários. Entre seus principais críticos estão Paulo Maluf e os mensaleiros Pedro Corrêa e José Janene, que perderam o mandato, mas continuam assombrando o Congresso.

 

 


Foto Fernando Llano/AP

 


Foto Argemiro/Zero Hora

Com reportagem de Fábio Portela e Heloisa Joly

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