"O Brasil
está do avesso. O Executivo legisla,
o Legislativo rouba e o Judiciário engaveta.
Que Deus nos salve." Eduardo Câmara
Brasília, DF
Impunidade
A excelente reportagem
"Frágil como papel" (15 de agosto) dá um banho
de detalhes sobre a impunidade no Brasil. É doloroso
ver pessoas que roubaram o país livres, ricas e ostentando
poder. Mas a impunidade no Brasil é ampla quando se
trata de pessoas "importantes". São ladrões,
políticos e banqueiros corruptos, assassinos e mercenários,
que deixam uma sociedade inteira à mercê da própria
sorte. Djalma Alves Gomes Salvador, BA
Depois de ler a
reportagem, eu me sinto traído, fraco e impotente diante
de tanta sujeira. Fico imaginando quem poderia fazer alguma
coisa para acabar com essa vergonhosa impunidade. O Legislativo?
O Judiciário? Isso é pura fantasia da minha
parte. Acho que nós, os mortais, só poderemos
contar mesmo com a justiça divina, se ela existir.
Helder Erig Rocha Curitiba, PR
Ao ler a reportagem
"Frágil como papel", cheguei à conclusão
de que a sociedade brasileira em seu todo não tem mais
solução. É intrinsecamente corrupta e
amoral. Walmor Erwim Belz Blumenau, SC
Mais uma vez VEJA
enche de orgulho seus leitores. Plagiando o homem (Lula),
"nunca, na história deste país" presenciamos
tantas coisas erradas e não corrigidas. O fedor da
nossa terra só aumenta. Lamento, entretanto, dizer
que o hall da fama divulgado na reportagem, com tantos corruptos
intocáveis, está longe de ser uma lista completa.
Da mesma forma que temos o Movimento dos Sem-Terra, dos sem-teto,
aí está também, escancarado, o movimento
dos "sem-vergonha". Luiz Paulo de Seixas São Paulo,
SP
Agradeço
à revista VEJA pelas informações que
obtenho sobre o país. Precisamos mudar o sistema, que
se encontra cada vez pior. Corrupção e roubo
existem em todos os países, mas pior que o Brasil só
mesmo a grande África. Cinara Medeiros Marinho
de Andrade Montreal, Quebec, Canadá
É triste
reconhecer o erro. Nós, brasileiros, especialmente
os baianos, criticamos os antigos políticos da direita,
que, imbuídos da ambição, corrompiam
os cofres públicos em benefício próprio.
Era a época dos coronéis, era a época
do "rouba, mas faz". Hoje, o sentimento é de desespero
para os que estão no Brasil e de extrema vergonha para
quem está fora. Convivemos não só com
a errônea imagem de país do samba, prostituição
e futebol. Agora as piadas são com o descaso dos políticos,
esses que roubam, mas não fazem. Que vergonha! Como
trabalhadora do desenvolvimento na África, vislumbrava
retornar a minha pátria e continuar contribuindo com
o desenvolvimento do Brasil. Contudo, penso que em três
anos o retorno será para trabalhar a reconstrução
do país. Suely Vasconcelos Cabo Delgado, Moçambique
Não sou brasileiro,
mas como cidadão do mundo vivo o Brasil. Por isso,
digo com alguma propriedade que o país é, contrariamente
ao que os políticos querem fazer crer, de Primeiro
Mundo, com políticos terceiro-mundistas, onde a corrupção,
a ganância e o roubo, entre outros, são a forma
de servir à nação e ao seu povo. José Júlio Gomes Lisboa, Portugal
Existe um movimento
lento, gradual e seguro no sentido de se diferenciar cada
vez mais os "crimes dos ricos" (crimes do colarinho-branco)
dos "crimes dos pobres" (crimes violentos). Para estes, as
leis estão numa tendência de punição
cada vez mais severa, com instrumentos processuais mais restritivos.
Aqueles delitos, a seu turno, vêm alcançando
constantemente benesses que demonstram um futuro preocupante. Marcelo Cunha de Araújo Promotor de Justiça Criminal
em Minas Gerais Doutor em direito constitucional
Belo Horizonte, MG
Roberto DaMatta
O excelente artigo
"Sem culpa e sem vergonha" (15 de agosto), do professor Roberto
DaMatta, seria irretorquível não fosse por um
detalhe: nossa sociedade amoral, formada por 180 milhões
de "Macunaímas", não deseja passar da política
de conchavos para a dos princípios, simplesmente por
não termos princípios. Nunca chegamos a esse
nível de civilidade, e talvez nunca cheguemos. Alguém
um dia teria dito: "O Brasil não é um país
sério". A frase contém um erro: o adjetivo está
sobrando! Edson Pinto da Silva Filho Vinhedo, SP
Renan Calheiros
Excelente a reportagem
"'Renan foi um bom sócio'" (15 de agosto). Ficou mais
que comprovado que Renan Calheiros se utilizou de meios ilícitos
novamente. Desta vez usou laranjas para camuflar seus atos
de corrupção ativa. Enquanto reinar a impunidade,
o povo não terá esperança de mudança
dentro do patamar de aceitabilidade mínima de ética
que deveria ser o dogma dos nossos políticos. Diógenes Pereira
da Silva Uberlândia, MG
Como simples cidadão
brasileiro, trabalhador e pagador de impostos, fico imaginando
como devem ser bons os benefícios do poder. O mundo
caindo aos pés do senador e ele não larga o
osso!
Luiz Carlos Figueiredo Cândido Sales, BA
Atletas cubanos
O presidente Lula
adora se comparar a Getúlio Vargas. Pois então
já pode se considerar à altura do caudilho.
Assim como Vargas entregou Olga Benário a Hitler, sabendo
que seu destino seria a morte, nosso "grande líder"
agora entrega os boxeadores cubanos a Fidel Castro, sabendo
que serão, juntamente com suas famílias, severamente
punidos ("De volta à prisão", 15 de agosto).
Josué Luiz Hentz São João da Boa
Vista, SP
A repatriação
dos boxeadores cubanos mostra o lado covarde do atual governo
federal. Para agradar à ditadura cubana, quebrou-se
a tradição da diplomacia brasileira de concessão
de asilo político aos que se sentem tolhidos na sua
liberdade em seu país de origem. Graças ao atual
governo, aos poucos estamos perdendo o orgulho que tínhamos
de ter nascido no Brasil.
Armando Lopes Rafael Crato, CE
Infanticídio
em tribos índígenas
A leitura da reportagem
"Crimes na floresta" (15 de agosto) me fez lembrar de um dos
textos mais originais sobre a perseguição aos
judeus. O texto da pensadora alemã Hannah Arendt afirma
que o holocausto foi um crime de dimensões muito mais
profundas que a perseguição de um povo em si.
Ela afirma que os crimes dos nazistas não são
crimes contra os judeus, exclusivamente. São crimes
contra o ser humano. Isso mudou radicalmente a interpretação
da violência empregada contra os judeus. Os crimes descritos
com uma riqueza de detalhes quase literária pelo jornalista
Leonardo Coutinho não podem ser encarados como algo
banal. São crimes que não podem ficar restritos
aos índios ou à "floresta". São crimes
contra a humanidade. Banalizar o sacrifício de crianças
aproxima nossa sociedade como um todo da barbárie.
As autoridades de seu país e as internacionais precisam
agir para evitar que esses crimes aconteçam.
Björn Birthler Heidelberg, Alemanha
A impressionante
reportagem "Crimes na floresta" mostra de forma contundente
o cinismo e a hipocrisia das autoridades brasileiras. Nas
suas entrelinhas vemos também a omissão das
inúmeras organizações não-governamentais
que supostamente defendem os direitos humanos (quase sempre,
defendem o direito de "desumanos", ou seja, de criminosos
condenados, sem nenhuma preocupação com os direitos
das vítimas inocentes desses mesmos criminosos). A
tolerância e até mesmo o apoio à prática
de infanticídio em tribos indígenas mostram
bem o descaso ao direito mais elementar das vítimas
o direito à vida. Ethel de Oliveira Garcia Uccle, Bélgica
Quero expressar
minha gratidão a VEJA, que com muita coragem e extrema
competência divulgou a incrível história
da indiazinha da tribo suruuarrá que foi condenada
à morte mas sobreviveu milagrosamente por causa da
intervenção dos missionários evangélicos.
Isso mostra a incapacidade da Funai de cumprir sua função
e também que ainda há pessoas dispostas a amar
o próximo e valorizar o que temos de mais precioso:
a vida. Daniel Moda Júnior Londres, Inglaterra
Conheci a índia
Hakani quando ela esteve no Hospital das Clínicas de
Ribeirão Preto para iniciar seu tratamento. Hoje, passados
alguns anos, emocionei-me com a foto da reportagem de VEJA.
A alegria e os sorrisos estampados na foto dispensam palavras.
Espero que os dirigentes da Funai e o antropólogo que
deu parecer contrário à adoção
olhem também para essa foto e percebam que não
compete a eles fazer o papel de Deus, decidindo sobre a morte
ou a vida de um ser humano. Parabéns a VEJA pela belíssima
reportagem. Carlos Henrique Ferreira Ribeirão Preto, SP
Anencefalia
de Marcela de Jesus
Durante cerca de
um ano e meio, trabalhei como médico visitador de um
serviço de atendimento domiciliar de hospital situado
num bairro carente da Zona Leste de São Paulo. Nesse
período, atendi dezenas de pacientes com seqüelas
causadas por doenças do sistema nervoso central, como
síndromes demenciais avançadas, acidentes vasculares
cerebrais e encefalopatias hipóxico-isquêmicas.
Atendi inclusive crianças em estado vegetativo, cujo
quadro clínico guardava muitas semelhanças com
o da menina Marcela de Jesus Galante Ferreira ("A menina sem
estrela", 15 de agosto). Por maior que fosse o sofrimento
dessas famílias e por mais adversas que fossem suas
condições de sobrevivência, seus esforços
heróicos para cuidar da melhor forma possível
dos seus entes enfermos me ensinaram importantes lições
sobre o valor da vida e da dignidade humana. Para essas famílias,
pouco importa se a medicina não oferece perspectivas
de melhora para muitos desses doentes, pois sua motivação
maior para seguir em frente é o amor. Meus parabéns
à família da pequena Marcela. Vitor Last Pintarelli
Médico São Paulo, SP
Esse anjo vem provar
que a vida está nas mãos de Deus. Ele, sim,
decide se a criança vai viver uma hora, um dia ou um
ano. Parabéns aos pais dessa criança, que optaram
pela vida, pelo nascimento, deixando ao Pai Amor a escolha
do tempo certo para esse anjo partir. A estrela dela é
maior que a de qualquer um de nós.
Célia Garcia São Paulo, SP
Com certeza, Marcela
não é uma menina sem estrela. Sua estrela são
esses pais maravilhosos que a acolheram e todos os que a cercam.
Marcela não tem um cérebro, mas possui uma alma,
que não dá um meio sorriso ao afago da mãe,
mas um sorriso completo de agradecimento aos pais, que permitiram
que ela viesse ao mundo para cumprir, junto deles, uma missão
que só a Deus cabe dizer quando terminará.
Maria Aparecida Godoi São Paulo, SP
Lya Luft
Excepcional o Ponto
de vista "Sobre o papel do pai" (15 de agosto). Há
treze anos honro diariamente a chance que me foi dada de ser
pai. É muito bom confirmar que, apesar dos defeitos
e das dificuldades, o que fica é o exemplo, a presença,
a segurança, enfim, a educação. Hermano Campos W. Reis Belo Horizonte, MG
Fui pai pela primeira
vez há sete anos e, desde então, tenho percebido
quanto nosso papel é desvalorizado, quanto nossas responsabilidades
são superdimensionadas, a tal ponto que nenhum pai
é considerado bom o suficiente. É reconfortante
ler um texto como esse no sétimo aniversário
de minha primeira filha. Muito obrigado. Ismael Costa Rio de Janeiro, RJ
Parabéns
a Lya Luft pela infância maravilhosa que teve com um
pai como todo pai deveria ser: presente e amoroso. Lamento
não poder dizer o mesmo a milhares de filhos e filhas
carentes de pai, que esperam todos os dias ansiosamente o
toque de uma campainha, o chamado de um telefone, o abraço
de um pai ausente, que os considera mais um estorvo.
Sandra P. Aguiar
Brumado, BA
Diogo Mainardi
Foi-se o tempo
em que jacobinos e girondinos representavam esquerda e direita.
Chegamos a um estágio de loucura ideológica
em que pouco importa o que você de fato pensa. Seu caráter
direitista e esquerdista é definido pelo seu modo de
caminhar. Se bem que, se levarmos em conta determinados exemplos,
até faz sentido. Sei que Diogo Mainardi corre. Corre
muito. Lula anda devagar, muito devagar. Aliás, Lula
rasteja ("Corre, Diogo, corre", 15 de agosto). Alice Vieira Barros Guanambi, BA
André
Petry
É de muita
perspicácia o artigo "Os mineiros são tolos?"
(15 de agosto), do jornalista André Petry, sobre o
foro privilegiado para quase 2.000 autoridades em Minas Gerais.
Em resposta à indagação, tenho a dizer
que os mineiros nada têm de tolos: fingem que o são,
até mesmo, por comodidade. O problema é que
a sociedade, além de muito passiva, não consegue
assimilar o que eu chamaria de "jogo de cena". Maria Solange Ferreira
de Moraes Procuradora de Justiça
no estado de Minas Gerais Belo Horizonte, MG
Tenho convicção
de que agi nesse episódio com absoluta coerência
com meu passado e com as minhas crenças democráticas.
Vetei por duas vezes o projeto. Dei diversas declarações
sobre o tema, externando sempre o meu ponto de vista. Infelizmente,
o ambiente que se criou em torno do assunto fez com que qualquer
observador atento da realidade mineira pudesse antever o desdobramento
desse conflito. Agi, repito, com a mesma convicção
com que, anos atrás, na presidência da Câmara
dos Deputados, coordenei o processo que colocou em votação
o projeto que pôs fim à imunidade parlamentar
e criou, entre outras iniciativas, a Comissão de Ética
da Câmara, inspirando, em seguida, a instituição
do mesmo mecanismo pelo Senado Federal. Não é
meu o mérito dos resultados daquelas votações
e dos avanços deles advindos. A responsabilidade cabe
aos deputados federais que votaram as matérias. Com
relação à votação ocorrida
em Minas, não é difícil enxergar a enorme
diferença que existe entre o apoio de uma base parlamentar
que vota com o governo assuntos técnicos e administrativos
e uma votação que trata de convicções
arraigadas em que prevalecem a opinião, o sentimento
e a experiência pessoal de cada parlamentar.
Aécio Neves Governador de Minas Gerais Belo Horizonte, MG
Colin Murray
Parkes
Muito importante
a entrevista com o doutor Colin Parkes sobre a dor da morte
(Amarelas, 15 de agosto). Tenho um caso bem próximo.
Um sobrinho perdeu o pai, necessita de um suporte terapêutico
especializado, mas infelizmente o nosso Sistema Único
de Saúde, com sua precariedade, demora no atendimento,
enquanto o paciente entra numa fase depressiva. Infelizmente,
terá de esperar numa fila interminável para
que possa ser medicado. Isaac Soares de Lima Maceió, AL
Roberto Pompeu
de Toledo
Apenas alguns esclarecimentos:
1) Esta não é a primeira vez que trato da criação
do Maranhão do Sul. Junto com alguns deputados, fizemos
uma tentativa durante a Constituinte. Em vão. Dois
anos depois, o povo me elegeu governador. 2) Há sete
anos, o deputado Sebastião Madeira (que apoiou a candidatura
do governador Jackson Lago) luta pela mesma solução.
3) O grupo político do qual faço parte desta
vez não foi vitorioso. Mas sobre a criação
do Maranhão do Sul não há divergências:
os senadores são favoráveis; os deputados estaduais
e federais, com raras exceções, também;
e o governador eleito, por igual, com manifestação
enfática de apoio antes e após a eleição.
Portanto, não se cuida de vingança. 4) Havendo
responsabilidade na condução da coisa pública,
os custos com o novo estado não são tão
elevados. 5) O artigo 12 do ADCT estimula a criação
de novos estados, sobretudo na Amazônia Legal, onde
se encontra a parte sul do Maranhão. 6) Vejamos o que
ocorreu com as demais unidades criadas. Mato Grosso era um
estado pobre e transformou-se em dois ricos. Goiás,
muito embora pobre, melhorou significativamente com o surgimento
do Tocantins, que é hoje o que mais cresce. 7) Asseguro-lhe
que não tive nenhuma participação na
inclusão do assunto na enciclopédia Wikipédia.
Não tive e não sei quem teve. Edison Lobão Senador Brasília, DF
NOVOS ESTADOS
A seção
Contexto: projetos para a criação
de novos estados
Ao comentarem o
Ensaio "O Maranhão do Sul na Wikipédia",
de Roberto Pompeu de Toledo, que tratou de projetos
que tramitam no Congresso para a criação
de novos estados, alguns leitores estranharam a referência
à reportagem de O Estado de S. Paulo sobre
o assunto, publicada na edição de 30 de
julho, em detrimento de VEJA. Eles lembraram que o tema
havia sido tratado antes pela revista, na edição
2 018, que chegou às bancas e aos assinantes
a partir do dia 21 daquele mês e provavelmente
inspirou o repórter do jornal. Eles estão
certos. VEJA falou da aprovação, pela
Comissão de Constituição e Justiça
do Senado, de um plebiscito para a criação
do estado de Carajás, no Pará, na nota
"Querem mudar o mapa do Brasil". A autora da notícia,
publicada na seção Contexto, que não
é assinada, é a repórter Heloisa
Joly. A nota de VEJA citou também os demais projetos
que visam à fundação de novos estados,
localizando-os num mapa, dando seus nomes, o estado
a ser dividido e o número de municípios
que englobariam.
O GIGANTE DE
ILLINOIS
O leitor Daniel
Kiermes comenta a nota da coluna Sobe que fala do ucraniano
Leonid Stadnik, reconhecido como o homem mais alto do
mundo, com seus 2,57 metros. "Lembro-me de ter assistido
a um programa na TV sobre o livro Guinness em
que se falou de Robert Pershing Wadlow, o garoto gigante,
como o homem mais alto, com 2,72 metros." Stadnik é
considerado o homem mais alto do mundo vivo. O americano
Wadlow, nascido em 1918, em Alton, Illinois, foi o homem
mais alto de que se tem notícia. Ele morreu aos
22 anos, em 1940, com seus 2,72 metros de altura e 200
quilos. Sua impressionante estatura pode ser conferida
em vídeo no site Metacafe: (http://www.metacafe.com)
A VERDADEIRA
DANÇA DO SIRI
Dr. Zoidberg, o ET crustáceo,
e sua dança (no detalhe): criação
de 1999
O
leitor Marcelo Pires, de São Paulo, escreve para
comentar a reportagem "O siri e o mico" (8 de agosto):
"A dança do siri, declarada de autoria da dupla
Vesgo e Silvio (do programa Pânico na TV!),
na verdade é a apology dance, que o personagem
Dr. Zoidberg, da série Futurama (do mesmo
criador dos Simpsons), fez no episódio
Xmas Story". O leitor Guilherme Martins Braccini
envia um e-mail no mesmo sentido: "Um telespectador
copiou a dança do desenho animado, fez um vídeo
e enviou ao programa. A dança é feita
pelo Dr. Zoidberg, um ET cuja fisionomia combina diversas
criaturas do mar". "Em nenhum momento vi Vesgo e Silvio
fazer qualquer referência ao Zoidberg ou ao Futurama",
diz Marcelo. Os leitores enviam dois links da internet
para confirmar o que dizem. "É possível
ver até um clipart da dança", comenta
Marcelo. Vejam aqui a dança original, uma criação
de 1999 do americano Matt Groening: http://www.fanpop.com/spots/futurama/images/66842e http://www.youtube.com/watch?v=YPKdwCKGp2A