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Edição 2022

22 de agosto de 2007
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Cartas

 

"O Brasil está do avesso. O Executivo legisla,
o Legislativo rouba e o Judiciário engaveta.
Que Deus nos salve."

Eduardo Câmara
Brasília, DF


Impunidade

A excelente reportagem "Frágil como papel" (15 de agosto) dá um banho de detalhes sobre a impunidade no Brasil. É doloroso ver pessoas que roubaram o país livres, ricas e ostentando poder. Mas a impunidade no Brasil é ampla quando se trata de pessoas "importantes". São ladrões, políticos e banqueiros corruptos, assassinos e mercenários, que deixam uma sociedade inteira à mercê da própria sorte.
Djalma Alves Gomes
Salvador, BA

Depois de ler a reportagem, eu me sinto traído, fraco e impotente diante de tanta sujeira. Fico imaginando quem poderia fazer alguma coisa para acabar com essa vergonhosa impunidade. O Legislativo? O Judiciário? Isso é pura fantasia da minha parte. Acho que nós, os mortais, só poderemos contar mesmo com a justiça divina, se ela existir.
Helder Erig Rocha

Curitiba, PR

Ao ler a reportagem "Frágil como papel", cheguei à conclusão de que a sociedade brasileira em seu todo não tem mais solução. É intrinsecamente corrupta e amoral.
Walmor Erwim Belz
Blumenau, SC

Mais uma vez VEJA enche de orgulho seus leitores. Plagiando o homem (Lula), "nunca, na história deste país" presenciamos tantas coisas erradas e não corrigidas. O fedor da nossa terra só aumenta. Lamento, entretanto, dizer que o hall da fama divulgado na reportagem, com tantos corruptos intocáveis, está longe de ser uma lista completa. Da mesma forma que temos o Movimento dos Sem-Terra, dos sem-teto, aí está também, escancarado, o movimento dos "sem-vergonha".
Luiz Paulo de Seixas
São Paulo, SP

Agradeço à revista VEJA pelas informações que obtenho sobre o país. Precisamos mudar o sistema, que se encontra cada vez pior. Corrupção e roubo existem em todos os países, mas pior que o Brasil só mesmo a grande África.
Cinara Medeiros Marinho de Andrade
Montreal, Quebec, Canadá

É triste reconhecer o erro. Nós, brasileiros, especialmente os baianos, criticamos os antigos políticos da direita, que, imbuídos da ambição, corrompiam os cofres públicos em benefício próprio. Era a época dos coronéis, era a época do "rouba, mas faz". Hoje, o sentimento é de desespero para os que estão no Brasil e de extrema vergonha para quem está fora. Convivemos não só com a errônea imagem de país do samba, prostituição e futebol. Agora as piadas são com o descaso dos políticos, esses que roubam, mas não fazem. Que vergonha! Como trabalhadora do desenvolvimento na África, vislumbrava retornar a minha pátria e continuar contribuindo com o desenvolvimento do Brasil. Contudo, penso que em três anos o retorno será para trabalhar a reconstrução do país.
Suely Vasconcelos
Cabo Delgado, Moçambique

Não sou brasileiro, mas como cidadão do mundo vivo o Brasil. Por isso, digo com alguma propriedade que o país é, contrariamente ao que os políticos querem fazer crer, de Primeiro Mundo, com políticos terceiro-mundistas, onde a corrupção, a ganância e o roubo, entre outros, são a forma de servir à nação e ao seu povo.
José Júlio Gomes

Lisboa, Portugal

Existe um movimento lento, gradual e seguro no sentido de se diferenciar cada vez mais os "crimes dos ricos" (crimes do colarinho-branco) dos "crimes dos pobres" (crimes violentos). Para estes, as leis estão numa tendência de punição cada vez mais severa, com instrumentos processuais mais restritivos. Aqueles delitos, a seu turno, vêm alcançando constantemente benesses que demonstram um futuro preocupante.
Marcelo Cunha de Araújo
Promotor de Justiça Criminal em Minas Gerais
Doutor em direito constitucional
Belo Horizonte, MG

 

Roberto DaMatta

O excelente artigo "Sem culpa e sem vergonha" (15 de agosto), do professor Roberto DaMatta, seria irretorquível não fosse por um detalhe: nossa sociedade amoral, formada por 180 milhões de "Macunaímas", não deseja passar da política de conchavos para a dos princípios, simplesmente por não termos princípios. Nunca chegamos a esse nível de civilidade, e talvez nunca cheguemos. Alguém um dia teria dito: "O Brasil não é um país sério". A frase contém um erro: o adjetivo está sobrando!
Edson Pinto da Silva Filho

Vinhedo, SP

 

Renan Calheiros

Excelente a reportagem "'Renan foi um bom sócio'" (15 de agosto). Ficou mais que comprovado que Renan Calheiros se utilizou de meios ilícitos novamente. Desta vez usou laranjas para camuflar seus atos de corrupção ativa. Enquanto reinar a impunidade, o povo não terá esperança de mudança dentro do patamar de aceitabilidade mínima de ética que deveria ser o dogma dos nossos políticos.
Diógenes Pereira da Silva
Uberlândia, MG

Como simples cidadão brasileiro, trabalhador e pagador de impostos, fico imaginando como devem ser bons os benefícios do poder. O mundo caindo aos pés do senador e ele não larga o osso!
Luiz Carlos Figueiredo

Cândido Sales, BA

 

Atletas cubanos

O presidente Lula adora se comparar a Getúlio Vargas. Pois então já pode se considerar à altura do caudilho. Assim como Vargas entregou Olga Benário a Hitler, sabendo que seu destino seria a morte, nosso "grande líder" agora entrega os boxeadores cubanos a Fidel Castro, sabendo que serão, juntamente com suas famílias, severamente punidos ("De volta à prisão", 15 de agosto).
Josué Luiz Hentz
São João da Boa Vista, SP

A repatriação dos boxeadores cubanos mostra o lado covarde do atual governo federal. Para agradar à ditadura cubana, quebrou-se a tradição da diplomacia brasileira de concessão de asilo político aos que se sentem tolhidos na sua liberdade em seu país de origem. Graças ao atual governo, aos poucos estamos perdendo o orgulho que tínhamos de ter nascido no Brasil.
Armando Lopes Rafael

Crato, CE

 

Infanticídio em tribos índígenas

A leitura da reportagem "Crimes na floresta" (15 de agosto) me fez lembrar de um dos textos mais originais sobre a perseguição aos judeus. O texto da pensadora alemã Hannah Arendt afirma que o holocausto foi um crime de dimensões muito mais profundas que a perseguição de um povo em si. Ela afirma que os crimes dos nazistas não são crimes contra os judeus, exclusivamente. São crimes contra o ser humano. Isso mudou radicalmente a interpretação da violência empregada contra os judeus. Os crimes descritos com uma riqueza de detalhes quase literária pelo jornalista Leonardo Coutinho não podem ser encarados como algo banal. São crimes que não podem ficar restritos aos índios ou à "floresta". São crimes contra a humanidade. Banalizar o sacrifício de crianças aproxima nossa sociedade como um todo da barbárie. As autoridades de seu país e as internacionais precisam agir para evitar que esses crimes aconteçam.
Björn Birthler

Heidelberg, Alemanha

A impressionante reportagem "Crimes na floresta" mostra de forma contundente o cinismo e a hipocrisia das autoridades brasileiras. Nas suas entrelinhas vemos também a omissão das inúmeras organizações não-governamentais que supostamente defendem os direitos humanos (quase sempre, defendem o direito de "desumanos", ou seja, de criminosos condenados, sem nenhuma preocupação com os direitos das vítimas inocentes desses mesmos criminosos). A tolerância e até mesmo o apoio à prática de infanticídio em tribos indígenas mostram bem o descaso ao direito mais elementar das vítimas – o direito à vida.
Ethel de Oliveira Garcia
Uccle, Bélgica

Quero expressar minha gratidão a VEJA, que com muita coragem e extrema competência divulgou a incrível história da indiazinha da tribo suruuarrá que foi condenada à morte mas sobreviveu milagrosamente por causa da intervenção dos missionários evangélicos. Isso mostra a incapacidade da Funai de cumprir sua função e também que ainda há pessoas dispostas a amar o próximo e valorizar o que temos de mais precioso: a vida.
Daniel Moda Júnior
Londres, Inglaterra

Conheci a índia Hakani quando ela esteve no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto para iniciar seu tratamento. Hoje, passados alguns anos, emocionei-me com a foto da reportagem de VEJA. A alegria e os sorrisos estampados na foto dispensam palavras. Espero que os dirigentes da Funai e o antropólogo que deu parecer contrário à adoção olhem também para essa foto e percebam que não compete a eles fazer o papel de Deus, decidindo sobre a morte ou a vida de um ser humano. Parabéns a VEJA pela belíssima reportagem.
Carlos Henrique Ferreira
Ribeirão Preto, SP

 

Anencefalia de Marcela de Jesus

Durante cerca de um ano e meio, trabalhei como médico visitador de um serviço de atendimento domiciliar de hospital situado num bairro carente da Zona Leste de São Paulo. Nesse período, atendi dezenas de pacientes com seqüelas causadas por doenças do sistema nervoso central, como síndromes demenciais avançadas, acidentes vasculares cerebrais e encefalopatias hipóxico-isquêmicas. Atendi inclusive crianças em estado vegetativo, cujo quadro clínico guardava muitas semelhanças com o da menina Marcela de Jesus Galante Ferreira ("A menina sem estrela", 15 de agosto). Por maior que fosse o sofrimento dessas famílias e por mais adversas que fossem suas condições de sobrevivência, seus esforços heróicos para cuidar da melhor forma possível dos seus entes enfermos me ensinaram importantes lições sobre o valor da vida e da dignidade humana. Para essas famílias, pouco importa se a medicina não oferece perspectivas de melhora para muitos desses doentes, pois sua motivação maior para seguir em frente é o amor. Meus parabéns à família da pequena Marcela.
Vitor Last Pintarelli
Médico
São Paulo, SP

Esse anjo vem provar que a vida está nas mãos de Deus. Ele, sim, decide se a criança vai viver uma hora, um dia ou um ano. Parabéns aos pais dessa criança, que optaram pela vida, pelo nascimento, deixando ao Pai Amor a escolha do tempo certo para esse anjo partir. A estrela dela é maior que a de qualquer um de nós.
Célia Garcia

São Paulo, SP

Com certeza, Marcela não é uma menina sem estrela. Sua estrela são esses pais maravilhosos que a acolheram e todos os que a cercam. Marcela não tem um cérebro, mas possui uma alma, que não dá um meio sorriso ao afago da mãe, mas um sorriso completo de agradecimento aos pais, que permitiram que ela viesse ao mundo para cumprir, junto deles, uma missão que só a Deus cabe dizer quando terminará.
Maria Aparecida Godoi

São Paulo, SP

 

Lya Luft

Excepcional o Ponto de vista "Sobre o papel do pai" (15 de agosto). Há treze anos honro diariamente a chance que me foi dada de ser pai. É muito bom confirmar que, apesar dos defeitos e das dificuldades, o que fica é o exemplo, a presença, a segurança, enfim, a educação.
Hermano Campos W. Reis
Belo Horizonte, MG

Fui pai pela primeira vez há sete anos e, desde então, tenho percebido quanto nosso papel é desvalorizado, quanto nossas responsabilidades são superdimensionadas, a tal ponto que nenhum pai é considerado bom o suficiente. É reconfortante ler um texto como esse no sétimo aniversário de minha primeira filha. Muito obrigado.
Ismael Costa
Rio de Janeiro, RJ

Parabéns a Lya Luft pela infância maravilhosa que teve com um pai como todo pai deveria ser: presente e amoroso. Lamento não poder dizer o mesmo a milhares de filhos e filhas carentes de pai, que esperam todos os dias ansiosamente o toque de uma campainha, o chamado de um telefone, o abraço de um pai ausente, que os considera mais um estorvo.
Sandra P. Aguiar

Brumado, BA

 

Diogo Mainardi

Foi-se o tempo em que jacobinos e girondinos representavam esquerda e direita. Chegamos a um estágio de loucura ideológica em que pouco importa o que você de fato pensa. Seu caráter direitista e esquerdista é definido pelo seu modo de caminhar. Se bem que, se levarmos em conta determinados exemplos, até faz sentido. Sei que Diogo Mainardi corre. Corre muito. Lula anda devagar, muito devagar. Aliás, Lula rasteja ("Corre, Diogo, corre", 15 de agosto).
Alice Vieira Barros

Guanambi, BA

 

André Petry

É de muita perspicácia o artigo "Os mineiros são tolos?" (15 de agosto), do jornalista André Petry, sobre o foro privilegiado para quase 2.000 autoridades em Minas Gerais. Em resposta à indagação, tenho a dizer que os mineiros nada têm de tolos: fingem que o são, até mesmo, por comodidade. O problema é que a sociedade, além de muito passiva, não consegue assimilar o que eu chamaria de "jogo de cena".
Maria Solange Ferreira de Moraes
Procuradora de Justiça no estado de Minas Gerais
Belo Horizonte, MG

Tenho convicção de que agi nesse episódio com absoluta coerência com meu passado e com as minhas crenças democráticas. Vetei por duas vezes o projeto. Dei diversas declarações sobre o tema, externando sempre o meu ponto de vista. Infelizmente, o ambiente que se criou em torno do assunto fez com que qualquer observador atento da realidade mineira pudesse antever o desdobramento desse conflito. Agi, repito, com a mesma convicção com que, anos atrás, na presidência da Câmara dos Deputados, coordenei o processo que colocou em votação o projeto que pôs fim à imunidade parlamentar e criou, entre outras iniciativas, a Comissão de Ética da Câmara, inspirando, em seguida, a instituição do mesmo mecanismo pelo Senado Federal. Não é meu o mérito dos resultados daquelas votações e dos avanços deles advindos. A responsabilidade cabe aos deputados federais que votaram as matérias. Com relação à votação ocorrida em Minas, não é difícil enxergar a enorme diferença que existe entre o apoio de uma base parlamentar que vota com o governo assuntos técnicos e administrativos e uma votação que trata de convicções arraigadas em que prevalecem a opinião, o sentimento e a experiência pessoal de cada parlamentar.
Aécio Neves

Governador de Minas Gerais
Belo Horizonte, MG

 

Colin Murray Parkes

Muito importante a entrevista com o doutor Colin Parkes sobre a dor da morte (Amarelas, 15 de agosto). Tenho um caso bem próximo. Um sobrinho perdeu o pai, necessita de um suporte terapêutico especializado, mas infelizmente o nosso Sistema Único de Saúde, com sua precariedade, demora no atendimento, enquanto o paciente entra numa fase depressiva. Infelizmente, terá de esperar numa fila interminável para que possa ser medicado.
Isaac Soares de Lima
Maceió, AL

 

Roberto Pompeu de Toledo

Apenas alguns esclarecimentos: 1) Esta não é a primeira vez que trato da criação do Maranhão do Sul. Junto com alguns deputados, fizemos uma tentativa durante a Constituinte. Em vão. Dois anos depois, o povo me elegeu governador. 2) Há sete anos, o deputado Sebastião Madeira (que apoiou a candidatura do governador Jackson Lago) luta pela mesma solução. 3) O grupo político do qual faço parte desta vez não foi vitorioso. Mas sobre a criação do Maranhão do Sul não há divergências: os senadores são favoráveis; os deputados estaduais e federais, com raras exceções, também; e o governador eleito, por igual, com manifestação enfática de apoio antes e após a eleição. Portanto, não se cuida de vingança. 4) Havendo responsabilidade na condução da coisa pública, os custos com o novo estado não são tão elevados. 5) O artigo 12 do ADCT estimula a criação de novos estados, sobretudo na Amazônia Legal, onde se encontra a parte sul do Maranhão. 6) Vejamos o que ocorreu com as demais unidades criadas. Mato Grosso era um estado pobre e transformou-se em dois ricos. Goiás, muito embora pobre, melhorou significativamente com o surgimento do Tocantins, que é hoje o que mais cresce. 7) Asseguro-lhe que não tive nenhuma participação na inclusão do assunto na enciclopédia Wikipédia. Não tive e não sei quem teve.
Edison Lobão
Senador
Brasília, DF

 

 

 

NOVOS ESTADOS

 
A seção Contexto: projetos para a criação de novos estados

Ao comentarem o Ensaio "O Maranhão do Sul na Wikipédia", de Roberto Pompeu de Toledo, que tratou de projetos que tramitam no Congresso para a criação de novos estados, alguns leitores estranharam a referência à reportagem de O Estado de S. Paulo sobre o assunto, publicada na edição de 30 de julho, em detrimento de VEJA. Eles lembraram que o tema havia sido tratado antes pela revista, na edição 2 018, que chegou às bancas e aos assinantes a partir do dia 21 daquele mês e provavelmente inspirou o repórter do jornal. Eles estão certos. VEJA falou da aprovação, pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, de um plebiscito para a criação do estado de Carajás, no Pará, na nota "Querem mudar o mapa do Brasil". A autora da notícia, publicada na seção Contexto, que não é assinada, é a repórter Heloisa Joly. A nota de VEJA citou também os demais projetos que visam à fundação de novos estados, localizando-os num mapa, dando seus nomes, o estado a ser dividido e o número de municípios que englobariam.



O GIGANTE DE ILLINOIS

O leitor Daniel Kiermes comenta a nota da coluna Sobe que fala do ucraniano Leonid Stadnik, reconhecido como o homem mais alto do mundo, com seus 2,57 metros. "Lembro-me de ter assistido a um programa na TV sobre o livro Guinness em que se falou de Robert Pershing Wadlow, o garoto gigante, como o homem mais alto, com 2,72 metros." Stadnik é considerado o homem mais alto do mundo vivo. O americano Wadlow, nascido em 1918, em Alton, Illinois, foi o homem mais alto de que se tem notícia. Ele morreu aos 22 anos, em 1940, com seus 2,72 metros de altura e 200 quilos. Sua impressionante estatura pode ser conferida em vídeo no site Metacafe: (http://www.metacafe.com)



A VERDADEIRA DANÇA DO SIRI

 
Dr. Zoidberg, o ET crustáceo, e sua dança (no detalhe): criação de 1999

O leitor Marcelo Pires, de São Paulo, escreve para comentar a reportagem "O siri e o mico" (8 de agosto): "A dança do siri, declarada de autoria da dupla Vesgo e Silvio (do programa Pânico na TV!), na verdade é a apology dance, que o personagem Dr. Zoidberg, da série Futurama (do mesmo criador dos Simpsons), fez no episódio Xmas Story". O leitor Guilherme Martins Braccini envia um e-mail no mesmo sentido: "Um telespectador copiou a dança do desenho animado, fez um vídeo e enviou ao programa. A dança é feita pelo Dr. Zoidberg, um ET cuja fisionomia combina diversas criaturas do mar". "Em nenhum momento vi Vesgo e Silvio fazer qualquer referência ao Zoidberg ou ao Futurama", diz Marcelo. Os leitores enviam dois links da internet para confirmar o que dizem. "É possível ver até um clipart da dança", comenta Marcelo. Vejam aqui a dança original, uma criação de 1999 do americano Matt Groening: http://www.fanpop.com/spots/futurama/images/66842 e http://www.youtube.com/watch?v=YPKdwCKGp2A

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