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Edição 1 714 - 22 de agosto de 2001
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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br ]

GOVERNO

Quarentena remunerada

O governo muda até o fim do mês a lei que rege a quarentena de quatro meses a que os altos servidores têm de se submeter quando vão para a iniciativa privada. Agora, a quarentena será remunerada. O governo nega que a mudança tenha sido feita sob medida para David Zylbersztajn, que está deixando a ANP em outubro.

 

Com Favre, nos salões da elite


Antonio Milena
Favre: debutou na sociedade


Na terça-feira passada, Luis Favre foi apresentado à fina flor da elite paulistana pela namorada, Marta Suplicy. Foi num jantar na casa do banqueiro Pedro Moreira Salles. Entre os convidados, empresários como Horácio Piva, presidente da Fiesp, com quem Favre conversou animadamente. Ele impressionou bem em sua estréia nos salões da burguesia. O ex-militante trotskista foi considerado elegante, bem-educado e conciliador no discurso político.

 

ECONOMIA

Fica como está

Lilly Safra desistiu de vender o Ponto Frio.

Sinal vermelho

Todas as montadoras do país fecharão o ano no vermelho ou, no máximo, no zero a zero. A exceção é a Fiat, que, a bordo do sucesso do Palio, terá um azul expressivo. A previsão é de um presidente de uma grande montadora – que não é a Fiat.

Azia, mal-estar e dor de cabeça

O Laboratório Aché, a maior indústria farmacêutica brasileira, está em pé de guerra. A brigalhada entre os três sócios já foi parar na Justiça.

Te cuida, Citibank

O Unibanco destacou dois executivos graúdos para mergulhar nos livros do Mercantil de São Paulo. Virou concorrente do Citibank no páreo pela compra do banco.

Lavanderia européia

A constatação é da Polícia Federal: o principado de Liechtenstein, paraíso fiscal entre a Suíça e a Áustria, está ganhando mercado na rota de lavagem de dinheiro dos brasileiros de colarinho branco – aqueles candidatos a usar uniforme listrado.

 

JUSTIÇA

Momentos finais 1

Em setembro, deverá ser dada a primeira sentença judicial sobre o caso da quebra do Banco Nacional. O clima é de apreensão, especialmente para dois ex-executivos do banco, Clarimundo Sant'Anna e Arnoldo de Oliveira, que respondem pelo crime de gestão fraudulenta. A dupla pode pegar até doze anos de prisão. Os irmãos Eduardo e Fernando Magalhães Pinto, que integravam o conselho de administração do Nacional, correm o risco de ser condenados a até oito anos, por gestão temerária.

Momentos finais 2

José Sarney foi arrolado como testemunha de defesa de Marcos Magalhães Pinto, ex-presidente do Nacional, que está sendo julgado à parte. Dará seu depoimento nesta semana.

Alhos e bugalhos

Duas empresas de telessexo estão acionando a Embratel, culpando-a de dificultar o negócio de ambas. Até aí, nada de mais. Os argumentos dos advogados contra a Embratel é que são um samba do crioulo doido. Sobra até para Ana Paula Arosio. As empresas acusam a Embratel de contratar uma "linda manequim que estrelava uma novela no papel de bem-sucedida prostituta e estampar o rosto da moça pelos quatro cantos para atiçar os usuários, com seu apelo de conotação claramente sexual". E concluem que a Embratel optou "pelo apelo erótico que, de modo hipócrita, visa querer combater".

Era outro

Parece piada, mas não é: o Bradesco vai processar Ronald McDonald por calote. Há cinco anos ele pediu um empréstimo numa agência do banco no Rio de Janeiro, conseguiu a grana e... evaporou-se. O Bradesco já expediu a notificação. Calma, trata-se de um homônimo do palhaço-símbolo do McDonald's.

 

A zelosa OAS versus Oscar Niemeyer


Nana Moraes
Niemeyer: alvo da OAS


A OAS está comprando uma briga dos diabos com o maior arquiteto brasileiro. A empreiteira, contratada para erguer a nova sede do TST em Brasília, quer alterar o projeto de Oscar Niemeyer. Alega que, do jeito que está, é inexecutável e que precisaria reforçar algumas estruturas. Segundo parecer de um renomado calculista, a questão posta pela construtora é risível, quase um escárnio. No TST a avaliação feita é que a OAS quer modificar o contrato por um mais vultoso.

 

CINEMA

Esquecidinha

Não foi só em O Guarani que Norma Bengell gastou irregularmente milhões de reais captados. Há quatro anos, ela recebeu 700.000 dólares da antiga Telerj para fazer Norma. O filme contaria a história de sua vida, mas não foi produzido. Só que ela nunca prestou contas da grana. Norma até que fez um bem enorme ao não produzir o filme, que provavelmente seria uma bomba, mas bem que poderia se coçar e devolver o dinheiro.

Reserva de mercado

Há um item embutido no projeto do governo que cria a Agência Nacional de Cinema (ANC) que vai dar uma tremenda confusão com as emissoras de televisão. Elas, que já estavam irritadas com a taxação da exibição dos filmes estrangeiros na TV, ficarão surpresas ao saber que pagarão um dinheirinho extra à ANC por todas as imagens audiovisuais que entram aqui, incluindo – e aí está a surpresa – imagens jornalísticas geradas do exterior. O dinheiro servirá para a criação de um fundo destinado a produzir filmes brasileiros.

 

TELEVISÃO

É a crise

O lucro da Rede Globo no primeiro semestre foi de 55 milhões de dólares. É dinheiro à beça, mas será difícil chegar em dezembro e bater a marca do ano passado, que alcançou os 270 milhões de dólares.

 

FUTEBOL

Dificultando o papo

O juiz que vai apitar Brasil e Argentina, o próximo jogo da seleção pelas eliminatórias da Copa, será um suíço. A CBF mexeu os pauzinhos e conseguiu que não se escalasse um latino-americano. Prefere alguém que não fale o espanhol.

 
 

 

 

   
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