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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br ]
Quarentena remunerada O governo muda até o fim do mês a lei que rege a quarentena de quatro meses a que os altos servidores têm de se submeter quando vão para a iniciativa privada. Agora, a quarentena será remunerada. O governo nega que a mudança tenha sido feita sob medida para David Zylbersztajn, que está deixando a ANP em outubro.
Fica como está Lilly Safra desistiu de vender o Ponto Frio. Sinal vermelho Todas as montadoras do país fecharão o ano no vermelho ou, no máximo, no zero a zero. A exceção é a Fiat, que, a bordo do sucesso do Palio, terá um azul expressivo. A previsão é de um presidente de uma grande montadora que não é a Fiat. Azia, mal-estar e dor de cabeça O Laboratório Aché, a maior indústria farmacêutica brasileira, está em pé de guerra. A brigalhada entre os três sócios já foi parar na Justiça. Te cuida, Citibank O Unibanco destacou dois executivos graúdos para mergulhar nos livros do Mercantil de São Paulo. Virou concorrente do Citibank no páreo pela compra do banco. Lavanderia européia A constatação é da Polícia Federal: o principado de Liechtenstein, paraíso fiscal entre a Suíça e a Áustria, está ganhando mercado na rota de lavagem de dinheiro dos brasileiros de colarinho branco aqueles candidatos a usar uniforme listrado.
Momentos finais 1 Em setembro, deverá ser dada a primeira sentença judicial sobre o caso da quebra do Banco Nacional. O clima é de apreensão, especialmente para dois ex-executivos do banco, Clarimundo Sant'Anna e Arnoldo de Oliveira, que respondem pelo crime de gestão fraudulenta. A dupla pode pegar até doze anos de prisão. Os irmãos Eduardo e Fernando Magalhães Pinto, que integravam o conselho de administração do Nacional, correm o risco de ser condenados a até oito anos, por gestão temerária. Momentos finais 2 José Sarney foi arrolado como testemunha de defesa de Marcos Magalhães Pinto, ex-presidente do Nacional, que está sendo julgado à parte. Dará seu depoimento nesta semana. Alhos e bugalhos Duas empresas de telessexo estão acionando a Embratel, culpando-a de dificultar o negócio de ambas. Até aí, nada de mais. Os argumentos dos advogados contra a Embratel é que são um samba do crioulo doido. Sobra até para Ana Paula Arosio. As empresas acusam a Embratel de contratar uma "linda manequim que estrelava uma novela no papel de bem-sucedida prostituta e estampar o rosto da moça pelos quatro cantos para atiçar os usuários, com seu apelo de conotação claramente sexual". E concluem que a Embratel optou "pelo apelo erótico que, de modo hipócrita, visa querer combater". Era outro Parece piada, mas não é: o Bradesco vai processar Ronald McDonald por calote. Há cinco anos ele pediu um empréstimo numa agência do banco no Rio de Janeiro, conseguiu a grana e... evaporou-se. O Bradesco já expediu a notificação. Calma, trata-se de um homônimo do palhaço-símbolo do McDonald's.
Esquecidinha Não foi só em O Guarani que Norma Bengell gastou irregularmente milhões de reais captados. Há quatro anos, ela recebeu 700.000 dólares da antiga Telerj para fazer Norma. O filme contaria a história de sua vida, mas não foi produzido. Só que ela nunca prestou contas da grana. Norma até que fez um bem enorme ao não produzir o filme, que provavelmente seria uma bomba, mas bem que poderia se coçar e devolver o dinheiro. Reserva de mercado Há um item embutido no projeto do governo que cria a Agência Nacional de Cinema (ANC) que vai dar uma tremenda confusão com as emissoras de televisão. Elas, que já estavam irritadas com a taxação da exibição dos filmes estrangeiros na TV, ficarão surpresas ao saber que pagarão um dinheirinho extra à ANC por todas as imagens audiovisuais que entram aqui, incluindo e aí está a surpresa imagens jornalísticas geradas do exterior. O dinheiro servirá para a criação de um fundo destinado a produzir filmes brasileiros.
É a crise O lucro da Rede Globo no primeiro semestre foi de 55 milhões de dólares. É dinheiro à beça, mas será difícil chegar em dezembro e bater a marca do ano passado, que alcançou os 270 milhões de dólares.
Dificultando o papo
O juiz que vai apitar Brasil e Argentina, o próximo jogo da seleção
pelas eliminatórias da Copa, será um suíço.
A CBF mexeu os pauzinhos e conseguiu que não se escalasse um latino-americano.
Prefere alguém que não fale o espanhol.
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