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Edição 1 714 - 22 de agosto de 2001
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Onde há fumaça...

Em Presença de Anita, sexo
e cigarro são inseparáveis

Marcelo Marthe


Anita e Nando: quatro cigarros por capítulo, um a cada doze minutos

Proibido por lei nos blocos comerciais e banido de novelas e séries havia algum tempo, por decisão da própria emissora, o cigarro fez sua volta triunfal à Rede Globo na minissérie Presença de Anita. No ar desde o último dia 7, a atração das 23 horas da rede carioca tem garantido um ibope na faixa dos 30 pontos graças às calientes – e bota calientes nisso – seqüências de sexo e nudez. Quando não estão transando, porém, a lolita Anita (Mel Lisboa) e seu amante, o escritor cinqüentão Nando (José Mayer), fumam como chaminés. A média é de quatro cigarros por capítulo – um a cada doze minutos. Em vários episódios, a adolescente surge na sacada de sua casa, de calcinha, soltando longas baforadas. Mas é o personagem Nando quem se revela um compulsivo. Na terça-feira passada, ele fumou três vezes só no primeiro bloco do programa. Em outra ocasião, deu umas tragadas num hospital. Essa overdose de nicotina está na contramão. Sob fogo cerrado das autoridades de saúde, o fumo é um vício em extinção na TV. A recomendação da Globo é que, nos folhetins, o tabaco só apareça quando associado a comportamentos negativos.

No livro em que a história se baseia, escrito nos anos 40 pelo paulista Mário Donato, Anita escandalizava por fumar em lugares públicos, ousadia para uma mulher naqueles tempos. Como a série se passa nos dias de hoje, pode-se dizer que o autor da minissérie, Manoel Carlos, exagerou. Ele justifica o excesso de fumaça dizendo que isso ajuda a compor o perfil "obsessivo e devasso" dos personagens. Mas, para os antitabagistas, Presença de Anita pode incentivar o vício entre os jovens, mesmo sem fazer propaganda de marcas específicas. "Associar o fumo à beleza de uma adolescente é, sem dúvida, uma influência nociva", critica Jacob Kligerman, diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer. É certo que altas doses de nicotina serão consumidas até o final da série, no dia 31 de agosto. Isso porque o fumo acabou virando um componente essencial à trama. O isqueiro esquecido por Nando na casa de Anita serve de ligação entre os amantes. Ele se lembra de sua fogosa lolita toda vez que acende um cigarro.

   
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