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O
ministro e o social
Ana Araújo
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| Malan
no depoimento ao Senado: não existem atalhos |
O
ministro da Fazenda, Pedro Malan, fez na semana passada uma longa e bem
fundamentada defesa da política econômica do governo. Malan
foi ao Senado explicar o novo acordo do Brasil com o Fundo Monetário
Internacional e encontrou a ocasião propícia para desafiar
os candidatos oposicionistas que consideram um fracasso a gestão
econômica do governo. Malan lembrou que a Lei de Responsabilidade
Fiscal e a que obriga o Congresso a só criar despesas quando apontar
de onde sairá o dinheiro são conquistas da sociedade brasileira.
Não são bandeiras dos tucanos. Não ouviu ali nenhuma
contestação de porte, nem quando insistiu que é falsa
a noção de que se vivia melhor no Brasil antes do governo
Fernando Henrique Cardoso.
Mais cedo do que tarde a opinião pública cobrará
dos candidatos de oposição com chance de chegar ao Planalto
uma definição sobre os avanços econômicos do
período FHC. Não bastará mais aos candidatos expor
vagamente sua vontade de ver implantado no país um regime de justiça
social e de independência em relação a entidades como
o FMI. Será preciso mostrar como farão para melhorar o Brasil.
Seja qual for o presidente eleito, o país que acordará no
dia da posse será tão complexo, injusto, endividado, burocratizado
e arcaico quanto o da noite anterior. Será preciso reconhecer que
o Brasil é um projeto em andamento e que o desafio é continuar
a construção, não recomeçá-la em outro
molde. Se há alguma coisa que o governo tucano teve a ocasião
de ensinar a seus adversários é que, no mundo atual, não
há mais espaço para países que atentem contra a seriedade
orçamentária e o equilíbrio fiscal. E, como lembrou
Pedro Malan, não existem fórmulas alternativas para chegar
à prosperidade.
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