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GOT TO BE THERE, BEN E MUSIC AND ME, Michael Jackson (Universal) O relançamento de discos de um artista pop logo depois de sua morte pode parecer um lance oportunista. No caso de Michael Jackson, porém, o escândalo é o fato de seus três primeiros álbuns terem ficado anos fora de catálogo. Lançados entre 1972 e 1973, Got to Be There, Ben e Music and Me trazem Michael ainda fiel à fórmula da Motown, a legendária gravadora de música negra que detinha o contrato dos Jackson Five. Nos dois primeiros discos, ouve-se uma encantadora voz infantil, já cheia de personalidade, como se nota na interpretação de Youve Got a Friend, de Carole King. Music and Me apresenta um Michael um pouco mais maduro, em hits como Happy.
DVDs
CADILLAC RECORDS (Estados Unidos, 2008. Sony) Na década de 50, Leonard Chess, filho de imigrantes, pôs fogo em seu bar para, com o dinheiro do seguro, fundar a gravadora Chess Records. Bom de olho e de ouvido, atraiu para seu elenco alguns desconhecidos que rapidamente deixariam de sê-lo ícones da música negra como Muddy Waters, Chuck Berry e Etta James (aqui, no corpo e na voz de Beyoncé Knowles). O dinheiro entrava a rodo, Chess premiava seus artistas com Cadillacs reluzentes daí o nome com que o selo ficou conhecido e nenhum deles notou que a música estava mudando e o auge da Chess, passando. O filme da diretora Darnell Martin carece de um centro firme. Mas a recriação do momento e a música ficam acima de qualquer ressalva.
Video
RUDO E CURSI (Rudo y Cursi, México/Estados Unidos, 2008. Universal) Neste filme cheio de graça e vitalidade do mexicano Carlos Cuarón irmão do também cineasta Alfonso Cuarón , a dupla de E Sua Mãe Também, Diego Luna e Gael García Bernal, volta a contracenar. Desta vez, eles são meio-irmãos, muito caipiras, que trabalham em uma plantação de bananas. Até o domingo em que um olheiro assiste a uma pelada em que "Rude" (Luna, numa atuação deliciosa) é goleiro e Tato (Bernal) é atacante. Da noite para o dia, estão os dois na Cidade do México, jogando para a primeira divisão e, claro, metendo os pés pelas mãos de todas as maneiras possíveis. Rude, apostador contumaz, perde tudo o que ganha para tipos insalubres. E Tato, que se acha cantor ("Cursi", seu apelido, significa algo entre "romântico" e "brega"), arruma uma maria-chuteira. O saldo fica na medida certa entre o cômico e o melancólico.
Video
TELEVISÃO
TRUE BLOOD SEGUNDA TEMPORADA (estreia no domingo 19, às 22h, na HBO) Numa cena da nova temporada, o vampiro Bill (Stephen Moyer) ensina a uma adolescente recém-convertida à sua condição como escolher a variedade de sangue sintético mais adequada a seu paladar ela opta por um coquetel dos tipos sanguíneos O e B. O tal sangue fajuto, o True Blood, permitiu que os vampiros se integrassem pacificamente (ou quase) à sociedade e essa é a premissa da série criada pelo americano Alan Ball, de Beleza Americana: um mundo onde a tolerância é testada pela admissão de criaturas sombrias. Na nova fase, a protagonista Sookie (Anna Paquin) descobre que o namorado, Bill, por mais concessões que tenha feito ao estilo de vida humano, nunca abandonará certa ética vampiresca. E seu irmão Jason (Ryan Kwanten), ex-viciado no sangue de vampiro (a droga da moda), entra para uma seita que caça os hematófagos.
LIVRO A ÚLTIMA ESTAÇÃO, de Jay Parini (tradução de Sônia Coutinho; Record; 416 páginas; 49 reais)
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