Panorama
Radar

Lauro Jardim
ljardim@abril.com.br
Depois
a conversa é outra
Ed Ferreira/AE
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Articulação Lula: vai mesmo abrir mão dos
governos estaduais? |
Lula tem
dito em algumas reuniões que o PT só deve ter candidato a governador
onde já governa. Do contrário, fará alianças
com o PMDB. Quer, assim, fazer uma grande bancada petista no Congresso,
que considera mais importante. Muita gente relevante no PT acha que é
conversa para boi dormir. Lula estaria querendo apenas agradar ao PMDB neste
momento para conseguir tranquilidade no Congresso até o fim do ano.
Ou governabilidade, no jargão político. Em abril, no entanto,
a conversa seria outra. |
Fabio Motta/AE
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| Combustão Dilma: temperamento em discussão |
• ELEIÇÕES 2010
Endurecer
perdendo a ternura
Na próxima pesquisa qualitativa que
o comando da candidatura Dilma Rousseff mandará fazer será incluído
o tema "o temperamento da ministra". O que se quer saber é
se os destemperos verbais de Dilma contra companheiros de governo, que vieram
a público recentemente, chamuscaram sua imagem. De qualquer forma,
o grupo que a assessora quer passar a vender a imagem de que eventuais explosões
estariam sempre ligadas a questões gerenciais, nas quais ela é muito
rigorosa.
• GOVERNO
Um
é pouco,...
Lula andou vazando que os ministros que
deixarem o cargo em abril para ser candidatos serão substituídos
pelos secretários executivos dos ministérios. Beleza. Mas não
é bem assim. O próprio Lula já combinou com o PMDB que o
sucessor de Reinhold Stephanes, na Agricultura, será Wagner Rossi, presidente
da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Rossi é uma indicação
de Michel Temer.
...dois é
bom,...
Há também uma ala influente no partido
querendo indicar o sucessor de Geddel Vieira Lima, na Integração
Nacional.
...mais é melhor
Por
enquanto, é isso. Mas, como o PMDB é o PMDB, quanto mais
cargos, melhor.
Cabral versus Lobão
Há
hoje um mal-estar crescente de Sérgio Cabral com Edison Lobão por
causa da lei do pré-sal, que resultará na mudança da
divisão do bolo dos royalties do petróleo. Cabral vê no ministro
de Minas e Energia o mentor de alterações que emagreceriam a receita
a que hoje o Rio de Janeiro, o maior produtor de petróleo do país,
tem direito. Aos mais próximos, fala até em risco de crise com o
governo federal. Cabral tem também um pé atrás com Lobão
por causa do estímulo que dá à candidatura de Anthony Garotinho
ao governo do Rio.
• DEFESA DO CONSUMIDOR
Problemas
na linha
Um levantamento recente do Ministério da Justiça
mostra que as empresas de telefonia foram as grandes vilãs dos primeiros
seis meses de vigência da chamada "lei dos SACs" que, entre
outras coisas, obriga as empresas a atender o cliente em até um minuto
e a cancelar serviços sem transferência da ligação.
Nada menos do que 57% das reclamações contra os serviços
de atendimento ao consumidor entre 1º de dezembro e 31 de maio foram endereçadas
às operadoras de telefonia fixa e celular. Nas de celular, a Claro liderou
as queixas dos clientes, com 31% do total. Entre as fixas, a campeã
de reclamações é a Oi (58%).
• ECONOMIA
A
"Varacruz"
Dentro de um mês, será anunciado
o novo nome da empresa resultante da união entre VCP e Aracruz. Por enquanto,
internamente, a maior empresa do mundo em celulose de eucalipto é apelidada
de "Varacruz". Não é só. Vem aí um enxugamento
no alto da pirâmide: vai ter demissão de diretores e gerentes.
• BRASIL
Os reis do gado
Uma
turma da pesada promoveu um leilão virtual de gado no início do
mês: Orestes Quércia, João Carlos Di Gênio e, como promotor
convidado, Joaquim Roriz.
Uma ordem do
Exército
Pelo menos cinco bancos que atuam fazendo crédito
consignado para o Exército recebem uma estranha recomendação:
têm de contratar a corretora Okita para repassar um seguro de vida aos tomadores
de empréstimo. Além da peculiar recomendação, o tal
seguro é 30% mais caro que o do mercado e, de acordo com o INSS, não
seria obrigatório.
Oscar
Cabral
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Até nos treinos
Teixeira: mais
patrocínios |
• FUTEBOL
Faturando
com os treinos da seleção
Treino é
treino, jogo é jogo, diz um velho ditado do futebol. Mas para a CBF os
dois são motivos para faturar. Ricardo Teixeira está conversando
com algumas empresas justamente para patrocinar os treinos da seleção.
Um patrocínio será para os calções (calções
de treino). E mais uns dois para propagandas usadas nos campos de treinamento.
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