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• Especial: Como viver mais e melhorLeitor
Longevidade "Li com entusiasmo a reportagem.
Com 28 anos, eu me sinto bem mais jovem do que realmente sou. Sou adepta do
filtro solar diário desde os meus 15 anos, faço exercícios
físicos de forma regular e cuido da alimentação sem paranoias.
Não tomo bebida alcoólica e não fumo. Encaro como um elogio
quando sou barrada em uma festa proibida para menores de 18 anos."
Parabéns pela reportagem sobre longevidade ("Como
viver mais e melhor", 15 de julho). Como nutricionista e especialista em
gerontologia, reforço a tese de que a cada dia as pessoas comparecem
mais ao consultório solicitando orientações nutricionais
para um envelhecimento saudável. Por meio de uma dieta equilibrada e
variada, podemos alcançar parte desse objetivo. Como já dizia
Hipócrates: "Que seu alimento seja o seu remédio e que seu
remédio seja o seu alimento". A reportagem, bem fundamentada, mostrou aspectos interessantes
de alimentação e estilo de vida. Alicerçada em fatos reais,
casos verídicos e explicações de profissionais das áreas
envolvidas, ela pode servir para a educação do leitor, como matéria
de pesquisa e para ajudar no planejamento da mudança no estilo de vida.
Enfoque com profundidade jornalística e apresentação de
várias interfaces que podem ser uma nova e importante forma de ação
educacional para a população. Viver muito com qualidade de vida é uma realidade conquistada
por gerações que se beneficiaram de medidas adotadas ao longo
dos tempos, como a melhoria das condições sanitárias, os
programas de vacinação em massa, o uso de antibióticos
para tratar doenças infecciosas, o controle das doenças coronarianas
com tecnologia de ponta e do dia-betes com o uso de insulina, as campanhas antitabagistas,
o combate ao câncer com rastreamento precoce. Para essas gerações,
a expectativa de vida parece estar chegando a seu ápice. Agora estão
surgindo as gerações das crianças obesas. No Brasil, a
obesidade infantil aumentou cinco vezes nos últimos vinte anos, de 3%
para 15%. É bem provável que para essas gerações
a longevidade com qualidade de vida esteja ficando distante. Segundo vários
estudos, essa doença reduz a expectativa de vida entre dez e treze anos.
Vamos cuidar das nossas crianças. Muito me identifiquei com as "7 razões para não
vestir o pijama", porque, apesar de ter sido obrigada a me aposentar no
Banco do Brasil aos 43 anos, não fiquei de braços cruzados. Participei
de uma seleção pública para lecionar na Universidade Federal
do Piauí (UFPI), fui aprovada e hoje, com 55 anos de idade, sinto que
o trabalho me deixa jovem, mais vaidosa, me proporciona boas relações
de amizade e, principalmente, melhora minha renda familiar. Foi trabalhando
que tive a motivação de escrever três livros. Hoje pertenço
à Academia de Ciências do Piauí, à Academia Parnaíba
de Letras e escrevo em vários portais. Quem são esses seres sem idade? Aparentemente, são
pessoas saudáveis e joviais que abrem mão de ter uma idade definida
para ser confundidas com os mais jovens. Haverá alguma vantagem nisso?
Certamente, ou não seriam alvo de admiração. No entanto,
há um ônus. Com a ausência de uma idade, perde-se a possibilidade
de pertencer a um grupo, a uma geração. A história vivida
em determinada época é esquecida ou omitida. Isso é bom?
Para quem quer abrir mão de parte importante de sua identidade, parece
ser ótimo. Saúde é importante, mas alegria é mais ainda.
Para comemorar a reportagem, fui comer virado de feijão com ovo frito,
banana frita, bistequinha, linguicinha e, claro, tomar uma caipirinha de pinga.
Prefiro a morte a viver comendo salada e ficar parecido com o californiano Mike
Linksvayer, da página 118. Aos 88, continuo escrevendo textos para teatro bons ou
ruins, não importa. São 56 comédias, algumas até
premiadas, como Revolução em Campina Brava, no XV Concurso
Nacional de Dramaturgia com o Prêmio Nelson Rodrigues. Afonso Arinos é
que estava certo: "Domar o tempo não é matá-lo, é
vivê-lo". Todas as dicas para uma aparência jovial dos 35 aos 50 anos
daquela galera simpática são ótimas, e eles realmente estão
muito bem. Mas quem arrasa em beleza e jovialidade do alto de seus 73 anos é
Julie Andrews, a adorável noviça rebelde. O segredo de Julie,
aparentemente, é ir na contramão das celebridades deslumbradas
com badalação e vulgaridade e simplesmente continuar seu trabalho
como talentosa atriz, cantora e escritora, mantendo sempre seu famoso bom humor.
Ao contrário de suas contemporâneas Brigitte Bardot e Elizabeth
Taylor, tão debilitadas, Julie continua um símbolo de elegância
e beleza, com porte de rainha. Os avanços da medicina na conservação da
juventude, bem como cirurgias plásticas mais modernas, têm contribuído
significativamente para que as pessoas tenham uma aparência mais jovial
e saudável. Gostaria de chamar atenção para a beleza do
sorriso das pessoas retratadas na reportagem, em especial Daniella Sarahyba
e sua mãe, Mara Lúcia. Posso afirmar que, caso os fotografados
não tivessem um sorriso harmonioso, certamente não pareceriam
tão belos e tão jovens. A odontologia moderna tem um papel muito
importante na saúde e na beleza das pessoas.
Senado em crise Para ler reportagens como "A conta secreta de JS
lá fora" (15 de julho), tenho me utilizado de um novo recurso tecnológico:
um nariz vermelho com um dispositivo redutor de mau cheiro. O senhor José Sarney não tem mesmo jeito. Agora
é o escândalo na fundação que leva seu nome, no Maranhão,
da qual é presidente vitalício, que recebeu verbas da Petrobras,
desviadas, em parte, para uma empresa-fantasma, Souza Premieri, aquinhoada para
prestar um "curso de capacitação em história da arte".
Bonito, não? Pelo contrário, muito feio. Ao que parece, entre todos os correntistas do Banco Santos, o
senador Sarney foi o único que não perdeu dinheiro com os títulos
podres oferecidos pelas empresas-fantasma do senhor Edemar Cid Ferreira. Abra
os olhos, Judiciário de São Paulo, porque a massa falida do Banco
Santos está com enxurradas de ações milionárias
de cobrança de títulos podres, que pedem o benefício da
justiça gratuita. Neste momento da vida de José Sarney, só nos resta
recorrer ao sábio filósofo contemporâneo Roberto Jefferson
e dizer: "Zé, sai daí, Zé!". VEJA e dois jornais paulistas estão tomando a dianteira
na tarefa de informar os cidadãos sobre as falcatruas de Sarney e seus
asseclas. Evitam que, mais uma vez, tudo caia no esquecimento. A imprensa combativa,
da qual VEJA faz parte, está sendo fundamental para manter os eleitores
pelo menos indignados, em vez de indiferentes. Falta agora transformar a indignação
em ação.
Internet e eleições A propósito da reportagem "Não sabem o que
falam" (15 de julho), digo que a ideia de que a internet seria um "território
sem regras" levaria à legalização de sites que defendem
a pedofilia, o racismo, o nazismo ou mesmo que ensinam adolescentes a fabricar
bombas caseiras. Evidentemente não é assim, inclusive nas campanhas
eleitorais, que não podem ser o reino do "vale-tudo". O projeto
não oficializou as "doações ocultas", que são
legalmente permitidas desde o já distante ano de 1995. Ao contrário,
limitou-as, impondo tetos e dispondo sobre fontes vedadas, conforme os artigos
23, 24 e 81 da Lei nº 9504/97. Quanto aos candidatos "ficha-suja",
a crítica é disparatada: o tema das inelegibilidades só
pode ser regulado por lei complementar, nos termos do artigo 14 da Constituição,
e não por lei ordinária, que foi o que votamos.
Diogo Mainardi Numa primeira leitura do artigo "Edna entendeu tudo"
(15 de julho), espantei-me com a petulância de alguém que ousou
criticar Chico Buarque. Numa segunda leitura, pensei: é exatamente essa
postura de nunca perder o senso crítico que falta ao brasileiro. Chico
é sem dúvida um gênio, mas não pode ficar acima do
bem e do mal. Essa falta de senso crítico é que faz os Lulas e
Sarneys da vida pensar que tudo podem. Diogo Mainardi, com todo o respeito a sua carreira de escritor,
produtor e crítico da sociedade brasileira, chamar Chico Buarque de fraude
é perder a seriedade, requisito indispensável para quem ganha
a vida criticando e analisando a obra dos outros.
José Roberto Arruda O governador José Roberto Arruda (Entrevista, 15 de julho)
demonstra ser um administrador moderno, realista e com uma visão nova
e bem diferente de fazer política. Suas afirmações, se
acompanhadas por ações governamentais que confirmem seu ponto
de vista, o credenciam a fazer parte da elite de políticos, ainda em
número pequeno, mas que começa a aparecer por todo o país
vários deles já entrevistados por VEJA e se propõe
a resgatar uma nova forma de exercer o poder, mais ética e mais responsável.
É neles que repousa a esperança do eleitor brasileiro. Aplaudo a entrevista das páginas amarelas concedida por
José Roberto Arruda, que deu a volta por cima. Destaco o subtítulo:
"Depois de amargar uma imensa rejeição provocada por medidas
de austeridade, o governador do Distrito Federal diz que é possível
ser popular sem ceder às tentações do populismo".
Essa, verdadeiramente, constitui a política que engrandece os estados
constitucionais. Excelente a entrevista com José Roberto Arruda. O governador
demonstrou grandeza em suas respostas e opiniões. São raros os
políticos que reconhecem seus erros e pedem desculpas por eles. Ele teve
coragem de tomar medidas impopulares, como livrar o Distrito Federal daquelas
vans que transformavam a cidade num caos; de dar um basta às invasões
de terras públicas; de acabar com funcionários-fantasma no serviço
público; e de acabar com a "feira do rolo" na cidade de Ceilândia,
onde até armas de fogo eram vendidas. Há governantes que são
contra escolas em tempo integral por serem caras. Esses, com certeza, não
conhecem o preço da ignorância. O governador implantou a escola
em tempo integral, na qual os alunos aprendem mais e fazem três refeições
diárias. Enquanto o mundo só fala em crise econômica, o
DF se transformou num verdadeiro canteiro de obras, objetivando elevar a cidade
a sua real posição de capital do Brasil. Sou médico nefrologista e trabalho em um hospital público
no Distrito Federal o Hospital Regional da Asa Norte , e até
hoje de manhã (segunda-feira 13 de julho) não sabíamos
se teríamos capilares para que os pacientes portadores de doenças
renais pudessem ser submetidos a hemodiálise. Há mais de quatro
meses exames básicos de dosagem de sódio e potássio não
são realizados nos hospitais do SUS. O programa de transplantes renais
foi totalmente sucateado, pois os médicos não conseguem fazer
a dosagem sanguínea das drogas para transplante, não têm
agulha de biópsia para diagnóstico de rejeição,
e os pacientes não podem fazer os exames pré-operatórios
porque as máquinas de tomografia estão constantemente quebradas.
Pedofilia Esta entidade defende a apuração rigorosa de todos
os fatos envolvendo o magistrado e servidores da Vara do Trabalho de Tefé
e, em sendo demonstrada a responsabilidade de cada um, sejam exemplarmente
aplicadas as penalidades máximas cabíveis, mas sempre assegurando
o amplo direito de defesa e refutando-se a condenação prévia
em face da constitucional presunção de inocência até
que seja demonstrada a culpa do agente ("Cultura da pedofilia", 15
de julho). Não caberia à presidente, em caráter individual,
pedir explicações ao juiz Antônio Carlos Branquinho, posto
que essa incumbência pertence ao Pleno do Tribunal. Exatamente por isso
é que foi procedida a convocação de reunião extraordinária
de caráter reservado (como determina a Lei Orgânica da Magistratura
Loman) e determinada a expedição de ofício ao magistrado
para que apresentasse defesa prévia no prazo de quinze dias. Correção: Nikita Kruschev, e não Stalin (morto três anos antes), ordenou a invasão militar da Hungria em 1956, narrada na nota de Datas (15 de julho) sobre a morte de Bela Kiraly.
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