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Home  »  Revistas  »  Edição 2122 / 22 de julho de 2009


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Leitor

Assuntos mais comentados
Longevidade (capa) - 43
Senado em crise - 42
José Roberto Arruda (entrevista) - 41
Diogo Mainardi - 31
Pedofilia - 14

Longevidade

"Li com entusiasmo a reportagem. Com 28 anos, eu me sinto bem mais jovem do que realmente sou. Sou adepta do filtro solar diário desde os meus 15 anos, faço exercícios físicos de forma regular e cuido da alimentação sem paranoias. Não tomo bebida alcoólica e não fumo. Encaro como um elogio quando sou barrada em uma festa proibida para menores de 18 anos."
Carolina Scherer Araújo
Montenegro, RS

 

Parabéns pela reportagem sobre longevidade ("Como viver mais e melhor", 15 de julho). Como nutricionista e especialista em gerontologia, reforço a tese de que a cada dia as pessoas comparecem mais ao consultório solicitando orientações nutricionais para um envelhecimento saudável. Por meio de uma dieta equilibrada e variada, podemos alcançar parte desse objetivo. Como já dizia Hipócrates: "Que seu alimento seja o seu remédio e que seu remédio seja o seu alimento".
Teresa Cristina Alves Barbosa
Nutricionista
Por e-mail

A reportagem, bem fundamentada, mostrou aspectos interessantes de alimentação e estilo de vida. Alicerçada em fatos reais, casos verídicos e explicações de profissionais das áreas envolvidas, ela pode servir para a educação do leitor, como matéria de pesquisa e para ajudar no planejamento da mudança no estilo de vida. Enfoque com profundidade jornalística e apresentação de várias interfaces que podem ser uma nova e importante forma de ação educacional para a população.
Daniel Magnoni
Presidente da Associação Brasileira pela Nutrição Saudável
Por e-mail

Viver muito com qualidade de vida é uma realidade conquistada por gerações que se beneficiaram de medidas adotadas ao longo dos tempos, como a melhoria das condições sanitárias, os programas de vacinação em massa, o uso de antibióticos para tratar doenças infecciosas, o controle das doenças coronarianas com tecnologia de ponta e do dia-betes com o uso de insulina, as campanhas antitabagistas, o combate ao câncer com rastreamento precoce. Para essas gerações, a expectativa de vida parece estar chegando a seu ápice. Agora estão surgindo as gerações das crianças obesas. No Brasil, a obesidade infantil aumentou cinco vezes nos últimos vinte anos, de 3% para 15%. É bem provável que para essas gerações a longevidade com qualidade de vida esteja ficando distante. Segundo vários estudos, essa doença reduz a expectativa de vida entre dez e treze anos. Vamos cuidar das nossas crianças.
Benedito Borges
Cirurgião da obesidade
Cuiabá, MT

Muito me identifiquei com as "7 razões para não vestir o pijama", porque, apesar de ter sido obrigada a me aposentar no Banco do Brasil aos 43 anos, não fiquei de braços cruzados. Participei de uma seleção pública para lecionar na Universidade Federal do Piauí (UFPI), fui aprovada e hoje, com 55 anos de idade, sinto que o trabalho me deixa jovem, mais vaidosa, me proporciona boas relações de amizade e, principalmente, melhora minha renda familiar. Foi trabalhando que tive a motivação de escrever três livros. Hoje pertenço à Academia de Ciências do Piauí, à Academia Parnaíba de Letras e escrevo em vários portais.
Maria Dilma Ponte de Brito
Professora
Parnaíba, PI

Quem são esses seres sem idade? Aparentemente, são pessoas saudáveis e joviais que abrem mão de ter uma idade definida para ser confundidas com os mais jovens. Haverá alguma vantagem nisso? Certamente, ou não seriam alvo de admiração. No entanto, há um ônus. Com a ausência de uma idade, perde-se a possibilidade de pertencer a um grupo, a uma geração. A história vivida em determinada época é esquecida ou omitida. Isso é bom? Para quem quer abrir mão de parte importante de sua identidade, parece ser ótimo.
Susan Guggenheim
Psicanalista
Rio de Janeiro, RJ

Saúde é importante, mas alegria é mais ainda. Para comemorar a reportagem, fui comer virado de feijão com ovo frito, banana frita, bistequinha, linguicinha e, claro, tomar uma caipirinha de pinga. Prefiro a morte a viver comendo salada e ficar parecido com o californiano Mike Linksvayer, da página 118.
Ronaldo José Neves de Carvalho
São Paulo, SP

Aos 88, continuo escrevendo textos para teatro – bons ou ruins, não importa. São 56 comédias, algumas até premiadas, como Revolução em Campina Brava, no XV Concurso Nacional de Dramaturgia com o Prêmio Nelson Rodrigues. Afonso Arinos é que estava certo: "Domar o tempo não é matá-lo, é vivê-lo".
Waldir de Luna Carneiro
Alfenas, MG

Todas as dicas para uma aparência jovial dos 35 aos 50 anos daquela galera simpática são ótimas, e eles realmente estão muito bem. Mas quem arrasa em beleza e jovialidade do alto de seus 73 anos é Julie Andrews, a adorável noviça rebelde. O segredo de Julie, aparentemente, é ir na contramão das celebridades deslumbradas com badalação e vulgaridade e simplesmente continuar seu trabalho como talentosa atriz, cantora e escritora, mantendo sempre seu famoso bom humor. Ao contrário de suas contemporâneas Brigitte Bardot e Elizabeth Taylor, tão debilitadas, Julie continua um símbolo de elegância e beleza, com porte de rainha.
Waldemar Lopes
Santos, SP

Os avanços da medicina na conservação da juventude, bem como cirurgias plásticas mais modernas, têm contribuído significativamente para que as pessoas tenham uma aparência mais jovial e saudável. Gostaria de chamar atenção para a beleza do sorriso das pessoas retratadas na reportagem, em especial Daniella Sarahyba e sua mãe, Mara Lúcia. Posso afirmar que, caso os fotografados não tivessem um sorriso harmonioso, certamente não pareceriam tão belos e tão jovens. A odontologia moderna tem um papel muito importante na saúde e na beleza das pessoas.
Cléber Tadeu Antunes de Souza
Cirurgião-dentista
Balneário Camboriú, SC

Lailson Santos
Juventude duradoura
Daniella Sarahyba: "Minha mãe é jovial e ativa, o que faz dela uma ótima companhia para qualquer hora"

 

Senado em crise

Para ler reportagens como "A conta secreta de ‘JS’ lá fora" (15 de julho), tenho me utilizado de um novo recurso tecnológico: um nariz vermelho com um dispositivo redutor de mau cheiro.
Pedro José Cilnyk
São Paulo, SP

O senhor José Sarney não tem mesmo jeito. Agora é o escândalo na fundação que leva seu nome, no Maranhão, da qual é presidente vitalício, que recebeu verbas da Petrobras, desviadas, em parte, para uma empresa-fantasma, Souza Premieri, aquinhoada para prestar um "curso de capacitação em história da arte". Bonito, não? Pelo contrário, muito feio.
Oswaldo Duarte
Rio de Janeiro, RJ

Ao que parece, entre todos os correntistas do Banco Santos, o senador Sarney foi o único que não perdeu dinheiro com os títulos podres oferecidos pelas empresas-fantasma do senhor Edemar Cid Ferreira. Abra os olhos, Judiciário de São Paulo, porque a massa falida do Banco Santos está com enxurradas de ações milionárias de cobrança de títulos podres, que pedem o benefício da justiça gratuita.
Elson Duques dos Santos
Cuiabá, MT

Neste momento da vida de José Sarney, só nos resta recorrer ao sábio filósofo contemporâneo Roberto Jefferson e dizer: "Zé, sai daí, Zé!".
Wagner Alves
São Paulo, SP

VEJA e dois jornais paulistas estão tomando a dianteira na tarefa de informar os cidadãos sobre as falcatruas de Sarney e seus asseclas. Evitam que, mais uma vez, tudo caia no esquecimento. A imprensa combativa, da qual VEJA faz parte, está sendo fundamental para manter os eleitores pelo menos indignados, em vez de indiferentes. Falta agora transformar a indignação em ação.
Derisvaldo Santana
Niterói, RJ

 

Internet e eleições

A propósito da reportagem "Não sabem o que falam" (15 de julho), digo que a ideia de que a internet seria um "território sem regras" levaria à legalização de sites que defendem a pedofilia, o racismo, o nazismo ou mesmo que ensinam adolescentes a fabricar bombas caseiras. Evidentemente não é assim, inclusive nas campanhas eleitorais, que não podem ser o reino do "vale-tudo". O projeto não oficializou as "doações ocultas", que são legalmente permitidas desde o já distante ano de 1995. Ao contrário, limitou-as, impondo tetos e dispondo sobre fontes vedadas, conforme os artigos 23, 24 e 81 da Lei nº 9504/97. Quanto aos candidatos "ficha-suja", a crítica é disparatada: o tema das inelegibilidades só pode ser regulado por lei complementar, nos termos do artigo 14 da Constituição, e não por lei ordinária, que foi o que votamos.
Flávio Dino (PCdoB-MA)
Deputado
Brasília, DF

 

Diogo Mainardi

Numa primeira leitura do artigo "Edna entendeu tudo" (15 de julho), espantei-me com a petulância de alguém que ousou criticar Chico Buarque. Numa segunda leitura, pensei: é exatamente essa postura de nunca perder o senso crítico que falta ao brasileiro. Chico é sem dúvida um gênio, mas não pode ficar acima do bem e do mal. Essa falta de senso crítico é que faz os Lulas e Sarneys da vida pensar que tudo podem.
Ricardo Teixeira Piolla
São Bernardo do Campo, SP

Diogo Mainardi, com todo o respeito a sua carreira de escritor, produtor e crítico da sociedade brasileira, chamar Chico Buarque de fraude é perder a seriedade, requisito indispensável para quem ganha a vida criticando e analisando a obra dos outros.
Esther Uzeda
São Paulo, SP

 

José Roberto Arruda

O governador José Roberto Arruda (Entrevista, 15 de julho) demonstra ser um administrador moderno, realista e com uma visão nova e bem diferente de fazer política. Suas afirmações, se acompanhadas por ações governamentais que confirmem seu ponto de vista, o credenciam a fazer parte da elite de políticos, ainda em número pequeno, mas que começa a aparecer por todo o país – vários deles já entrevistados por VEJA – e se propõe a resgatar uma nova forma de exercer o poder, mais ética e mais responsável. É neles que repousa a esperança do eleitor brasileiro.
Joel Osorio Alves
Brasília, DF

Aplaudo a entrevista das páginas amarelas concedida por José Roberto Arruda, que deu a volta por cima. Destaco o subtítulo: "Depois de amargar uma imensa rejeição provocada por medidas de austeridade, o governador do Distrito Federal diz que é possível ser popular sem ceder às tentações do populismo". Essa, verdadeiramente, constitui a política que engrandece os estados constitucionais.
Ney Santos Arruda
Lajeado, RS

Excelente a entrevista com José Roberto Arruda. O governador demonstrou grandeza em suas respostas e opiniões. São raros os políticos que reconhecem seus erros e pedem desculpas por eles. Ele teve coragem de tomar medidas impopulares, como livrar o Distrito Federal daquelas vans que transformavam a cidade num caos; de dar um basta às invasões de terras públicas; de acabar com funcionários-fantasma no serviço público; e de acabar com a "feira do rolo" na cidade de Ceilândia, onde até armas de fogo eram vendidas. Há governantes que são contra escolas em tempo integral por serem caras. Esses, com certeza, não conhecem o preço da ignorância. O governador implantou a escola em tempo integral, na qual os alunos aprendem mais e fazem três refeições diárias. Enquanto o mundo só fala em crise econômica, o DF se transformou num verdadeiro canteiro de obras, objetivando elevar a cidade a sua real posição de capital do Brasil.
Abílio Teixeira
Brasília, DF

Sou médico nefrologista e trabalho em um hospital público no Distrito Federal – o Hospital Regional da Asa Norte –, e até hoje de manhã (segunda-feira 13 de julho) não sabíamos se teríamos capilares para que os pacientes portadores de doenças renais pudessem ser submetidos a hemodiálise. Há mais de quatro meses exames básicos de dosagem de sódio e potássio não são realizados nos hospitais do SUS. O programa de transplantes renais foi totalmente sucateado, pois os médicos não conseguem fazer a dosagem sanguínea das drogas para transplante, não têm agulha de biópsia para diagnóstico de rejeição, e os pacientes não podem fazer os exames pré-operatórios porque as máquinas de tomografia estão constantemente quebradas.
Fábio Ferraz
Médico
Brasília, DF

 

Pedofilia

Esta entidade defende a apuração rigorosa de todos os fatos envolvendo o magistrado e servidores da Vara do Trabalho de Tefé e, em sendo demonstrada a responsabilidade de cada um, sejam exemplarmente aplicadas as penalidades máximas cabíveis, mas sempre assegurando o amplo direito de defesa e refutando-se a condenação prévia em face da constitucional presunção de inocência até que seja demonstrada a culpa do agente ("Cultura da pedofilia", 15 de julho). Não caberia à presidente, em caráter individual, pedir explicações ao juiz Antônio Carlos Branquinho, posto que essa incumbência pertence ao Pleno do Tribunal. Exatamente por isso é que foi procedida a convocação de reunião extraordinária de caráter reservado (como determina a Lei Orgânica da Magistratura – Loman) e determinada a expedição de ofício ao magistrado para que apresentasse defesa prévia no prazo de quinze dias.
Adilson Maciel Dantas
Presidente da Amatra 11
Manaus, AM

Correção: Nikita Kruschev, e não Stalin (morto três anos antes), ordenou a invasão militar da Hungria em 1956, narrada na nota de Datas (15 de julho) sobre a morte de Bela Kiraly.

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