Panorama
Holofote

Felipe Patury
Os paulistas querem Serra no Planalto
Pedro Silveira/Folha Imagem
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O presidente Lula divulga que o governador paulista José
Serra prefere concorrer à reeleição certa a disputar o
Palácio do Planalto, em 2010. Há quinze dias, disse isso ao governador
do Paraná, Roberto Requião, para evitar que ele passasse a apoiar
Serra. Trata-se apenas de uma estratégia de Lula para esvaziar o palanque
do tucano e forçá-lo a antecipar o lançamento de sua candidatura.
A seus ministros, o presidente conta outra história. Relatou-lhes um
encontro no qual Serra lhe disse que só decidirá sua candidatura
no próximo ano mantra que o governador repete a quem quiser ouvir.
Aos mais próximos, Serra mostra uma pesquisa feita há poucos dias:
65% dos paulistas querem que ele dispute a Presidência e 70% preferem
que adie esse anúncio para 2010.
Pegou mal para Lula
Dida Sampaio/AE
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Não caiu bem no eleitorado o apoio dado pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente do Senado, José Sarney, acusado de comandar uma central secreta de nepotismo e favorecimento a apadrinhados.
Um indicador do desgaste de Lula é uma pesquisa telefônica feita
em São Paulo pelo Ipespe. O levantamento revela que 82% dos entrevistados
conhecem as denúncias que pesam sobre Sarney, 79% acreditam que ele deveria
deixar o cargo enquanto os fatos são apurados e 71% dizem que Lula errou
ao defender o presidente do Senado.
Mais pimenta
na Bahia
Otavio Cabral/ Correio da Bahia
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Numa briga interminável, os herdeiros de Antonio Carlos
Magalhães agora disputam o comando da TV Bahia, afiliada da Rede Globo.
O senador ACM Júnior e o empresário Luís Eduardo Magalhães
Filho,
o Duquinho, juntaram-se para comprar a parte do terceiro herdeiro,
César Mata Pires, dono da construtora OAS. O empreiteiro topou, mas não
muito: cobra 200 milhões de reais por suas ações, um terço
do total. ACM Júnior e Duquinho acham caro e dizem que, por esse valor,
venderiam suas partes a Mata Pires. Ele não quer.
Nome de vivo, não
Divulgação
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O Ministério Público Federal deu um prazo
de sessenta dias para que o governador do Acre,
Binho Marques, mude os nomes da Biblioteca Marina Silva e da Usina de Artes
João Donato. Os prédios, os mais vistosos de Rio Branco, foram
batizados pelo ex-governador Jorge Viana, que descumpriu a lei que proíbe
que obras públicas levem o nome de pessoas vivas. Os procuradores processarão
Marques por improbidade administrativa se ele não cumprir a orientação
no prazo.
Como seduzir o eleitor
Divulgação
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O marketing político deu fama e fortuna ao sociólogo
Antônio Lavareda, mas nenhum de seus cinco primeiros livros trata do assunto.
Em novembro, ele aproveitará o aniversário de vinte anos da primeira
eleição presidencial da redemocratização para lançar
um sexto livro, A Sedução do Eleitor, bem colado à
sua experiência profissional. No texto, que não terá cunho
acadêmico nem rememorará suas campanhas passadas, Lavareda tentará
mostrar que as pesquisas ajudam a vencer nas urnas e como se escolhe a mensagem
certa para cada candidato.
Odebrecht pode comprar parte da Brenco
Llia Lubambo
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O presidente da Brenco, Henri Philippe Reichstul, busca formas
de capitalizar a empresa, que atua no mercado de álcool. Ele contratou
um banco para procurar novos sócios. Cinco petroleiras e empresas chinesas
já foram contatadas. A negociação está mais avançada
com a ETH, subsidiária da Odebrecht, que analisa se injetará ou
não 250 milhões de reais no negócio até setembro.
A Brenco foi surpreendida pela eclosão da crise global. Seus custos aumentaram
e a companhia, que precisaria de 300 milhões de reais para começar
a produzir, já consumiu 400 milhões de reais e ainda não
entrou em operação. Os atuais sócios, entre os quais o
BNDES, querem diminuir
as despesas administrativas. Para atendê-los, Reichstul reduziu a diretoria
à metade. Também concordou com os pedidos para que as operações
sejam acompanhadas por duas empresas de consultoria: a americana Accenture e
a brasileira Angra Partners.
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Com reportagem de Leonardo Coutinho
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