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VEJA Recomenda CINEMA
Fotos
divulgação
 | | Os
bichos da animação Madagascar: do zoológico para a
África |
Madagascar
(Madagascar, Estados Unidos, 2005. Estréia nesta sexta em circuito
nacional) Atração do zoológico do Central Park, em
Nova York, a zebra Marty morre de vontade de conhecer a natureza. Para saciar
seu desejo, ela dá um jeito de fugir, acompanhada de três amigos:
o leão Alex, a girafa Melman e a hipopótama Glória. Numa
viagem cheia de confusões à África, o quarteto descobre que
a vida na selva não é tão moleza assim. Perto de Shrek,
a produção mais bem-sucedida do estúdio americano Dreamworks,
Madagascar é uma animação menor. Mas, embora seu roteiro
não seja perfeito (falta um vilão, por exemplo), o desenho tem suas
qualidades. A reconstituição de Nova York é impecável.
E não faltam bichos engraçados, como o trio de pingüins terroristas
que ajudam Marty a escapar do zoológico. Veja
cenas.
DVDs
 | | Valentín:
por que o cinema argentino é o melhor do continente |
Valentín
(Argentina/Holanda/Espanha, 2002. Buena Vista) O pequeno Valentín,
de 8 anos, diz que não tem queixas de sua visão perfeita
o que o incomoda é o ângulo dela. Interpretado pelo irresistível
Rodrigo Noya, Valentín é, além de estrábico, espirituoso
e precoce. Não demora para que ator e personagem ganhem o espectador para
essa narrativa escrita pelo diretor Alejandro Agresti sobre um menino que mora
só com a avó (Carmen Maura) na Buenos Aires dos anos 60 e vê
o mundo de maneira mais nítida que os adultos que o cercam. Valentín
mostra por que a produção argentina é hoje a melhor da América
Latina. Esse não é um cinema nascido de idéias isoladas ou
oportunidades de mercado: é um cinema enraizado na observação,
na inteligência e no interesse genuíno pelos personagens que retrata.
Veja
cenas.
 | | Agonia:
clássico recuperado |
Agonia
e Glória A Reconstrução (The Big Red One,
Estados Unidos, 1980. Warner) Ex-repórter policial, ex-escritor
de mistérios baratos e ex-soldado, o diretor Samuel Fuller (1912-1997)
nunca se dobrou às regras do cinema americano. Pagou caro pela independência:
quando rodou essa saga sobre quatro praças e um sargento que atravessam
juntos algumas das piores campanhas da II Guerra, já não tinha cacife
para negociar com seus produtores. O resultado é que Agonia e Glória
chegou mutilado aos cinemas e assim permaneceu até este ano, quando
o crítico Richard Schickel conseguiu reunir os rolos de filme jogados fora
e reconstruir a obra de Fuller, que chega agora ao DVD. Como diria o sargento
soberbamente interpretado por Lee Marvin: a única glória é
sobreviver. LIVROS No
Bunker de Hitler, de Joachim Fest (tradução de Jens e Patricia
Lehmann; Objetiva; 190 páginas; 29,90 reais) Autor de uma apurada
biografia de Adolf Hitler, o jornalista e historiador alemão Joachim Fest
volta-se, nesse livro, para os últimos dias do regime nazista. A obra,
que inspirou o filme A Queda, reconstitui o cotidiano do alto-comando alemão
quando a tomada de Berlim pelas tropas soviéticas era iminente. Fest mostra
sobretudo a disposição de Hitler de não se render: mesmo
quando já estava claro que a derrota era irreversível, ele preferiu
ver o país arrasado a buscar um acordo de paz. Os últimos dias do
ditador, refugiado num bunker 10 metros abaixo do solo, alternaram momentos de
depressão e delírio maníaco. Leia
trecho. Alguém
para Correr Comigo, de David Grossman (tradução
de George Schlesinger; Companhia das Letras; 440 páginas; 49 reais)
Nome consagrado da literatura israelense contemporânea, Grossman
conhecido no Brasil por Ver: Amor apresenta nesse romance um ângulo
inusitado de Jerusalém. A cidade sagrada de judeus, cristãos e muçulmanos
é vista do seu submundo, no qual se abrigam jovens drogados e moradores
de rua. Assaf, um rapaz de 16 anos que nas férias trabalha para a prefeitura
de Jerusalém, é encarregado de encontrar o dono de um cachorro.
Depois de muita correria atrás do animal fujão, Assaf acaba se juntando
a Tamar, uma menina que busca libertar seu irmão de uma organização
criminosa que escraviza artistas de rua. Leia
trecho.
DISCOS  |  | | Foo
Fighters: rock e baladas | |
In
Your Honour, Foo Fighters (Sony/BMG)
Ex-baterista do Nirvana, o roqueiro Dave Grohl não se abateu com o fim
da banda, em 1994, depois do suicídio do vocalista Kurt Cobain. Ele fundou
o Foo Fighters, como guitarrista e cantor e deu-se bem. Nesse álbum
duplo, o quinto de sua carreira, o grupo entrega o de sempre: rock honesto e energético.
Aliás, a energia de Grohl está mais à flor da pele que nunca.
Seu vozeirão atinge altos decibéis no primeiro CD, que presta reverência
aos sons pesados dos anos 70 inclusive com a participação
de John Paul Jones, ex-baixista do Led Zeppelin. O outro disco tem só canções
acústicas, como uma bossa nova em que Grohl faz dueto com Norah Jones.
 |  | | Van
Morrison: no auge da forma | |
Magic
Time, Van Morrison (Universal) Quando um artista completa quarenta
anos de carreira, é normal que ele coloque o pé no freio e lance
trabalhos menores. Pois com Van Morrison está acontecendo o contrário.
Magic Time, disco que marca a quinta década de atividade do cantor
irlandês, é um disco digno de figurar ao lado de Astral Weeks
(1968) e Moondance (1970), dois dos melhores trabalhos da sua carreira.
Morrison equilibra jazz e rhythm'n'blues com ingredientes de sua terra natal
como a flauta tocada por Paddy Moloney, um dos ícones da música
folclórica irlandesa. Os melhores momentos são baladas como Stranded
e Celtic New Year. Mas o cantor também faz bonito no jazz This
Love of Mine, de Frank Sinatra. |