Edição 1910 . 22 de junho de 2005

Índice
Stephen Kanitz
Millôr
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
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Entrevista
Cartas
Radar
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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• GOVERNO

Ninguém quer largar
O PSB promete barulho – e já avisou o governo disso – se Eduardo Campos perder mesmo o Ministério da Ciência e Tecnologia. Ameaça até rever sua posição de apoio ao governo. Campos, neto do cacique Miguel Arraes, também não quer deixar sua cadeira de ministro por nada neste mundo.

Via correio
O deputado petista Paulo Delgado resolveu de um jeito peculiar a dificuldade que até integrantes do partido têm para conversar com Lula. Recentemente escreveu uma carta de onze páginas, detalhando o que, em sua opinião, não está funcionando no governo. Só onze páginas? Pelo visto, não desceu a detalhes...

Um homem que desapareceu
Nesta crise política pouco se ouve falar da atuação de Luiz Dulci, secretário-geral da Presidência. Para o bem ou para o mal, ele evaporou.

Aparelhamento petista
O BNDES designou como assessor da presidência Celso Marcondes, que trabalhou com Marta Suplicy em seus tempos de prefeita. E daí? Daí que é a primeira vez na história do banco que se nomeia um assessor da presidência para cuidar de publicidade, função que sempre foi exercida por uma gerência subordinada ao departamento de comunicação. A verba publicitária do BNDES para este ano é de 30 milhões de reais. O lema parece ser: onde puder, tire um funcionário de carreira e bote um "dos nossos".

 

• CPI

Bomba nos corredores
Uma bomba foi encontrada há duas semanas no corredor das comissões do Senado, onde está funcionando a CPI dos Correios. Um funcionário desconfiou de um pacote colocado na porta de uma sala e chamou a Polícia Federal, que o abriu e encontrou um artefato de borracha cheio de massa plástica explosiva e com um detonador. A PF ainda não tem pistas de quem colocou a bomba.

Sem mistério
O presidente da CPI dos Correios, Delcídio Amaral, quer que todas as audiências sejam abertas.

 

Ele quer mais visibilidade

Paulo Liebert/AE
Gushiken: treinamento para encarar a mídia

Luiz Gushiken, homem forte da comunicação de Lula, anda treinando para melhorar sua própria comunicação. Participou recentemente de uma sessão do chamado media-training, em que se aperfeiçoam técnicas para falar com jornalistas. Sua intenção é sair da toca e aparecer mais – numa palavra, ganhar visibilidade. Coincidência ou não, agora que José Dirceu saiu, esse objetivo fica mais fácil.

 

• FUNDOS DE PENSÃO

Vôo polêmico
O aluguel pela Previ de um jatinho para que um de seus diretores voasse de Fortaleza ao Rio de Janeiro, ao custo de 62.000 reais, está agitando os corredores do maior fundo de pensão brasileiro. A Previ alega que bancar a despesa foi "um gesto humanitário", já que seu dirigente necessitava voar com urgência para o Rio para o enterro de um parente.  

Tempo quente na Petros
Acabou em tremenda confusão na semana passada uma reunião destinada a aprovar as contas da Petros, o segundo maior fundo de pensão do país: rachou o conselho fiscal do fundo, que administra um patrimônio de 90 bilhões de reais. No centro da discórdia, um gigantesco prejuízo. O potencial de barulho é tamanho que na madrugada de quinta-feira o diretor financeiro da Petros, Ricardo Malavazi, foi chamado com urgência a Brasília.

 

• BRASIL

Uma "teleajuda" ao Zeca
Uma grande empresa de telefonia fixa designou no início do ano um de seus executivos para dar umas "aulas" de administração a Zeca Dirceu, filho de José Dirceu e prefeito de Cruzeiro do Oeste, no Paraná. O rápido cursinho foi ministrado com a anuência de Dirceu, preocupado com a inexperiência administrativa do filho, marinheiro de primeira viagem no Executivo.  

Mães antes da hora
Geraldo Alckmin anuncia nos próximos dias que o número de casos de gravidez em menores de 20 anos está caindo em São Paulo. No ano passado, foram 106.737 casos, contra 109.082 em 2003. Parece pouco, mas é uma vitória importante. Inverte a tendência registrada no resto do país e mostra desaceleração de um fator perpetuador da miséria.

 

• ELEIÇÕES 2006

O aluno Jobim
Com 2006 na cabeça, ambicionando disputar a Vice-Presidência em alguma coligação ou até uma improvável Presidência pelo PMDB, o presidente do STF, Nelson Jobim, passou a ter aulas semanais de economia.

 

• ECONOMIA

A AmBev e o boitatá
Claro que a prisão dos donos da Schincariol foi comemorada na AmBev. Mas teve um sabor todo especial a prisão do dono da Cervejaria Petrópolis, Walter Faria, ex-distribuidor da Schin. Hoje, é o rápido crescimento da Petrópolis, dona da marca Itaipava e de 5,2% do mercado brasileiro de cervejas, a maior preocupação da AmBev. Internamente, aliás, a Petrópolis é tratada jocosamente por um apelido – "boitatá", uma alma penada que existe no folclore brasileiro. Agora, vai assombrar menos.

 

• CINEMA

Pela internet
Em vários cinemas das áreas mais ricas do Rio de Janeiro e de São Paulo a comercialização de ingressos pela internet já bate cerca de 20% do total de entradas vendidas. No UCI, um complexo de dezoito cinemas na Barra da Tijuca, no Rio, esse porcentual chega a 23%.

 

Três meses ensaiando uma música

 

Oripedes Ribeiro
João Gilberto: na TV, num comercial de sessenta segundos

Foi de 500 000 reais o cachê que João Gilberto recebeu para virar garoto-propaganda da Vale do Rio Doce. O comercial, que irá ao ar em meados de agosto, mostrará somente João e seu inseparável violão cantando uma música composta, veja só, por Nizan Guanaes. Foi Nizan quem convenceu o recluso cantor a participar da campanha, depois de inúmeras conversas telefônicas. Por três meses, João ensaiou Já Pensou – uma bossa que fala em samba, sol e Copacabana – num estúdio carioca até achar que ficou no ponto para gravá-la.

 

Colaboraram Lucila Soares e Otávio Cabral

 

 

 

 
 
 
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