Edição 1910 . 22 de junho de 2005

Índice
Stephen Kanitz
Millôr
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Auto-retrato
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Guia

Para estudar no exterior

O primeiro passo para quem quer passar um período de estudos no exterior é procurar uma agência especializada, de preferência com sólidas referências. Uma boa indicação é a Belta (belta.org.br), associação que reúne empresas do setor. Também convém consultar o histórico da agência no serviço estadual de proteção ao consumidor. Conversar com pessoas que já fizeram viagens de intercâmbio ajuda na decisão. Os melhores pacotes são os completos, que incluem passagens aéreas, solicitação de vistos, acomodação, seguro e contato com escolas ou universidades. Duas opções comuns são os cursos de idiomas de quatro semanas e as estadas mais longas, de um semestre inteiro, para cursar o ensino médio. Os primeiros custam, em média, 4 000 reais para Europa e Estados Unidos, fora a passagem aérea. Na baixa temporada, escolas e companhias aéreas reduzem os preços. Os períodos de um semestre custam até 20 000 reais, sem passagem. As opções mostradas nesta página têm valores convertidos para reais, mas variam com o câmbio.

Austrália
Pode-se obter orientação no IDP Education Australia (idp.com). A Experimento (experimento.com.br) tem um pacote de quatro semanas de inglês em Sydney, com acomodação em residência estudantil, por 7 000 reais, incluída passagem aérea em baixa temporada.  

Canadá
Desde os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, aumentou 150% a procura de estudantes brasileiros pelo Canadá. O preço, geralmente menor que nos Estados Unidos, também pesa na preferência. O Centro de Educação Canadense (cec.org.br) dá informações. Um curso de inglês de quatro semanas no Eurocentre de Vancouver, com hospedagem em casa de família, custa 3 100 reais no Student Travel Bureau (stb.com.br).

Espanha
Um semestre do ensino médio em uma escola espanhola sai por 19 000 reais, fora passagem, na Central de Intercâmbio (ci.com.br), com seguro-saúde e hospedagem em casa de família. Exigem-se conhecimentos básicos de espanhol.  

Estados Unidos
Informações sobre estudos podem ser obtidas na Associação Alumni (alumni.org.br). Estudar por quatro semanas na escola Embassy, em Boston, dormindo em quarto duplo em casa de família, sai por 6 000 reais na Experimento (experimento.com.br), com passagem aérea em baixa temporada incluída.

França
É possível fazer um semestre do ensino médio em uma escola francesa por aproximadamente 11 000 reais, com hospedagem em casa de família (stb.com.br). Os requisitos são: ter entre 15 e 18 anos, notas acima da média na escola e nível intermediário de francês.

Inglaterra
O British Council (britishcouncil.org.br), instituição oficial do Reino Unido, ajuda a encontrar cursos. A Central de Intercâmbio (ci.com.br) oferece quatro semanas em casa de família para estudar inglês na St. Giles School, em Brighton, por 4 000 reais.

EXCLUSIVO ON-LINE
Mais opções de pacotes

 

Testes de idiomas

Photodisc


Alguns cursos no exterior exigem comprovação de um conhecimento mínimo do idioma local. Por isso, cada país instituiu diplomas específicos, que podem ser obtidos no Brasil passando por uma prova.  

Dalf
O Diploma Aprofundado de Língua Francesa é reconhecido pelo Ministério da Educação da França e aceito por qualquer universidade francesa (ciep.fr).

Ielts
Abreviatura de Sistema de Teste Internacional de Língua Inglesa, é pedido por universidades britânicas (ielts.org). A prova é aplicada no Brasil pelo British Council (www.britishcouncil.org.br) e custa cerca de 400 reais.

Toefl
Sigla inglesa para Teste de Inglês como Língua Estrangeira, é um teste muitas vezes exigido para ingressar em universidades americanas. A inscrição custa em torno de 325 reais. Pode-se fazê-lo nas escolas Alumni (alumni.org.br); no Instituto Brasil-Estados Unidos, no Rio de Janeiro (ibeu.com.br); ou na Casa Thomas Jefferson, em Brasília (thomas.org.br).

ZOP
O Exame Central de Nível Superior permite a admissão em universidades alemãs sem prova específica de domínio do idioma. Preço: 330 reais (goethe.de/br).

EXCLUSIVO ON-LINE
Outros diplomas de línguas estrangeiras

 

Como obter o visto de estudante

Eduardo Pozella

A maioria dos países procurados por brasileiros para estudos exige visto de estudante para permanências superiores a três meses. Para obter esse visto, em geral, é preciso entregar declaração da instituição que vai acolher o aluno e comprovantes de que o viajante pode custear a estada. Austrália e União Européia requerem seguro-saúde para dar o visto de estudante. Veja os procedimentos específicos de alguns países:

Estados Unidos
Depois dos atentados terroristas de 2001, a embaixada americana endureceu os procedimentos. Convém iniciar o processo com pelo menos dois meses de antecedência. A primeira providência é requisitar da escola um formulário específico atestando a matrícula. Com ele na mão, o aluno deve efetuar o pagamento de uma taxa, que varia de 35 a 100 dólares, para o Student and Exchange Visitor Information Bureau (informações no site fmjfee.com). Depois deve agendar uma entrevista, que custa 38 reais, no consulado, pelo (21) 4004-4950. É preciso levar outros formulários, que podem ser baixados em www.embaixada-americana.org.br, e documentos que comprovem condições de pagamento do curso e da estada. O pedido custa 100 dólares e, se aprovado, há uma taxa adicional de 40 dólares pelo visto.

União Européia
Na maioria dos países, o estudante brasileiro pode se matricular em cursos de até noventa dias com um visto de turista, que pode ser recebido automaticamente ao ingressar em qualquer dos Estados integrantes. Para cursos com duração maior, deve-se sair do Brasil já com visto de estudante. Em todo caso, é adequado consultar o consulado ou a embaixada do país de destino, pois alguns fazem exigências específicas. Um exemplo é a Inglaterra. Para cursos de menos de noventa dias que não sejam de graduação (aulas de inglês, por exemplo), exige-se visto. Para cursos de graduação de até 180 dias, não. Quem já teve algum problema com a imigração britânica em visitas anteriores também é obrigado a solicitar o visto.  

Austrália
Para cursos de mais de três meses é necessário visto de estudante, que permite que o estrangeiro trabalhe até vinte horas semanais. Para permanências de estudo menores, a Austrália exige o mesmo visto dos turistas comuns, que pode ser requerido na embaixada ou via consulados. O visto não dá permissão para trabalhar.


Editado por André Fontenelle.
Colaboraram Felipe Lemos, Helena Fruet,
Letícia Sorg e Tatiana Vaz

 
 
 
 
topovoltar