|
Guia
Para estudar no exterior O primeiro passo
para quem quer passar um período de estudos no exterior é procurar
uma agência especializada, de preferência com sólidas referências.
Uma boa indicação é a Belta (belta.org.br),
associação que reúne empresas do setor. Também convém
consultar o histórico da agência no serviço estadual de proteção
ao consumidor. Conversar com pessoas que já fizeram viagens de intercâmbio
ajuda na decisão. Os melhores pacotes são os completos, que incluem
passagens aéreas, solicitação de vistos, acomodação,
seguro e contato com escolas ou universidades. Duas opções comuns
são os cursos de idiomas de quatro semanas e as estadas mais longas, de
um semestre inteiro, para cursar o ensino médio. Os primeiros custam, em
média, 4 000 reais para Europa e Estados Unidos, fora a passagem aérea.
Na baixa temporada, escolas e companhias aéreas reduzem os preços.
Os períodos de um semestre custam até 20 000 reais, sem passagem.
As opções mostradas nesta página têm valores convertidos
para reais, mas variam com o câmbio. Austrália
Pode-se obter orientação no IDP Education Australia (idp.com).
A Experimento (experimento.com.br)
tem um pacote de quatro semanas de inglês em Sydney, com acomodação
em residência estudantil, por 7 000 reais, incluída passagem aérea
em baixa temporada. Canadá
Desde os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, aumentou 150%
a procura de estudantes brasileiros pelo Canadá. O preço, geralmente
menor que nos Estados Unidos, também pesa na preferência. O Centro
de Educação Canadense (cec.org.br)
dá informações. Um curso de inglês de quatro semanas
no Eurocentre de Vancouver, com hospedagem em casa de família, custa 3
100 reais no Student Travel Bureau (stb.com.br).
Espanha Um semestre do ensino
médio em uma escola espanhola sai por 19 000 reais, fora passagem, na Central
de Intercâmbio (ci.com.br),
com seguro-saúde e hospedagem em casa de família. Exigem-se conhecimentos
básicos de espanhol. Estados
Unidos Informações sobre estudos podem ser obtidas na Associação
Alumni (alumni.org.br).
Estudar por quatro semanas na escola Embassy, em Boston, dormindo em quarto duplo
em casa de família, sai por 6 000 reais na Experimento (experimento.com.br),
com passagem aérea em baixa temporada incluída.
França É possível fazer um
semestre do ensino médio em uma escola francesa por aproximadamente 11
000 reais, com hospedagem em casa de família (stb.com.br).
Os requisitos são: ter entre 15 e 18 anos, notas acima da média
na escola e nível intermediário de francês.
Inglaterra O British Council (britishcouncil.org.br),
instituição oficial do Reino Unido, ajuda a encontrar cursos. A
Central de Intercâmbio (ci.com.br)
oferece quatro semanas em casa de família para estudar inglês na
St. Giles School, em Brighton, por 4 000 reais.
Testes de idiomas
Photodisc
 |
Alguns
cursos no exterior exigem comprovação de um conhecimento mínimo
do idioma local. Por isso, cada país instituiu diplomas específicos,
que podem ser obtidos no Brasil passando por uma prova.
Dalf O Diploma Aprofundado de Língua Francesa
é reconhecido pelo Ministério da Educação da França
e aceito por qualquer universidade francesa (ciep.fr).
Ielts Abreviatura de Sistema
de Teste Internacional de Língua Inglesa, é pedido por universidades
britânicas (ielts.org).
A prova é aplicada no Brasil pelo British Council (www.britishcouncil.org.br)
e custa cerca de 400 reais. Toefl
Sigla inglesa para Teste de Inglês como Língua Estrangeira, é
um teste muitas vezes exigido para ingressar em universidades americanas. A inscrição
custa em torno de 325 reais. Pode-se fazê-lo nas escolas Alumni (alumni.org.br);
no Instituto Brasil-Estados Unidos, no Rio de Janeiro (ibeu.com.br);
ou na Casa Thomas Jefferson, em Brasília (thomas.org.br).
ZOP O Exame Central de Nível
Superior permite a admissão em universidades alemãs sem prova específica
de domínio do idioma. Preço: 330 reais (goethe.de/br).
Como obter o visto de estudante
Eduardo
Pozella
 |
A
maioria dos países procurados por brasileiros para estudos exige visto
de estudante para permanências superiores a três meses. Para obter
esse visto, em geral, é preciso entregar declaração da instituição
que vai acolher o aluno e comprovantes de que o viajante pode custear a estada.
Austrália e União Européia requerem seguro-saúde para
dar o visto de estudante. Veja os procedimentos específicos de alguns países:
Estados Unidos Depois dos
atentados terroristas de 2001, a embaixada americana endureceu os procedimentos.
Convém iniciar o processo com pelo menos dois meses de antecedência.
A primeira providência é requisitar da escola um formulário
específico atestando a matrícula. Com ele na mão, o aluno
deve efetuar o pagamento de uma taxa, que varia de 35 a 100 dólares, para
o Student and Exchange Visitor Information Bureau (informações no
site fmjfee.com). Depois deve
agendar uma entrevista, que custa 38 reais, no consulado, pelo
(21) 4004-4950. É preciso levar outros formulários, que podem ser
baixados em www.embaixada-americana.org.br,
e documentos que comprovem condições de pagamento do curso e da
estada. O pedido custa 100 dólares e, se aprovado, há uma taxa adicional
de 40 dólares pelo visto. União
Européia Na maioria dos países, o estudante brasileiro pode
se matricular em cursos de até noventa dias com um visto de turista, que
pode ser recebido automaticamente ao ingressar em qualquer dos Estados integrantes.
Para cursos com duração maior, deve-se sair do Brasil já
com visto de estudante. Em todo caso, é adequado consultar o consulado
ou a embaixada do país de destino, pois alguns fazem exigências específicas.
Um exemplo é a Inglaterra. Para cursos de menos de noventa dias que não
sejam de graduação (aulas de inglês, por exemplo), exige-se
visto. Para cursos de graduação de até 180 dias, não.
Quem já teve algum problema com a imigração britânica
em visitas anteriores também é obrigado a solicitar o visto.
Austrália Para cursos
de mais de três meses é necessário visto de estudante, que
permite que o estrangeiro trabalhe até vinte horas semanais. Para permanências
de estudo menores, a Austrália exige o mesmo visto dos turistas comuns,
que pode ser requerido na embaixada ou via consulados. O visto não dá
permissão para trabalhar. Editado
por André Fontenelle. Colaboraram Felipe Lemos, Helena Fruet, Letícia
Sorg e Tatiana Vaz |