Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 752 - 22 de maio de 2002
VEJA Recomenda
 

estaçãoveja
Leia trechos de livros, veja trailers de filmes e ouça as músicas dos CDs recomendados nas últimas semanas por esta coluna na seção multimídia de VEJA on-line.

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas

VEJA na copa
Para usar
VEJA on-line
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

DISCOS

MTV Unplugged 2.0, Lauryn Hill (Sony Music) – Os 13 milhões de cópias vendidas e os cinco Grammy ganhos por The Miseducation of Lauryn Hill, seu disco de estréia, não foram suficientes para fazer da cantora uma pessoa feliz. Hill entrou em depressão, esteve a ponto de largar a vida artística e diz ter sido salva pela religião. Em meados do ano passado, gravou esse show que chega em álbum duplo. Nele, critica seus atos do passado ("eu fazia pose de rebelde e não era nada disso", discursa) e mostra canções inéditas acompanhada apenas pelo violão. As músicas novas são boas e Hill é uma das melhores intérpretes da sua geração. Ela chora ao final da execução de I Gotta Find Peace of Mind,canção que fala sobre suas dificuldades pessoais – e em momento nenhum deixa de soar autêntica.

18, Moby (EMI) – O músico e DJ americano Richard Melville Hall (ele é descendente do escritor Herman Melville, autor de Moby Dick, daí seu nome artístico) desfruta do mesmo prestígio dos principais artistas da música pop atual. Suas canções são utilizadas em comerciais e 18 foi aguardado com a mesma ansiedade que um disco do U2. Isso se deve ao fato de Moby, que iniciou sua carreira nos clubes de música eletrônica, não se limitar ao bate-estaca. As faixas do novo CD foram criadas sob influência do blues e da música gospel, para só depois ganharem um verniz tecno. O resultado é bom. Há ecos de David Bowie em We Are All Made of Stars. Harbour traz o vocal sussurrante da irlandesa Sinéad O'Connor, e a cantora Angie Stone e a rapper MC Lyte roubam a cena na racha-assoalho Jam for the Ladies.

 

LIVROS

História da Arte Brasileira para Crianças, de Nereide Schilaro Santa Rosa (Edições Pinakotheke; 32 páginas; 15 reais cada um) – Essa coleção em quatro volumes é uma ótima introdução à arte nacional para o público que está entre o fim da infância e o início da adolescência. Sua autora, a pedagoga paulista Nereide Santa Rosa, faz de cada livro um pequeno tratado a respeito dos períodos mais marcantes da arte no país. O primeiro volume fala sobre os viajantes que retrataram o Brasil colonial a partir do século XVII, como Debret e Rugendas, o segundo aborda a pintura acadêmica do século XIX e o terceiro, o movimento modernista. No último, ela destrinça uma tendência complicada até para muitos adultos: o abstracionismo. Seus textos são curtos e vão direto ao ponto. Leia trecho.

O Terror, de Arthur Machen (tradução de José Antonio Arantes; Iluminuras; 190 páginas; 29 reais) – Toda estante de livros dedicada ao fantástico e ao sobrenatural deveria reservar espaço ao galês Machen (1863-1947), prestigiado por escritores como Jorge Luis Borges e Stephen King, mas esquecido pelo grande público. O elogio mais enfático a ele veio de H.P. Lovecraft, um dos grandes nomes da literatura de horror: "Dos criadores do medo, poucos, se algum, conseguem se igualar ao versátil Arthur Machen". A novela O Terroré ambientada numa área rural do País de Gales, durante a I Guerra, e narra mortes pavorosas que podem – ou não – ter explicação racional. Segue-se a ela uma coletânea de textos curtos, povoados de seres fantásticos e enigmáticos, que Machen batizou de Ornamentos em Jade. É a primeira vez em muitas décadas que esses "ornamentos" são reeditados – nem mesmo em inglês eles estavam em circulação.

 

EXPOSIÇÃO

O marchand Vollard, retratado por Cézanne: destaque

Enfeite de cabelo: a moda na velha Paris

Paris 1900 (a partir de terça-feira no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro) – Na virada do século XX, Paris fazia valer como nunca seu epíteto de "Cidade Luz". A capital francesa era o grande centro de efervescência da cultura mundial, além de palco de invenções tecnológicas e de uma intensa vida social. Essa mostra fornece um panorama daquele período, com 175 peças trazidas do Museu de Belas-Artes parisiense. Há de tudo um pouco: de trajes da então nascente alta-costura a objetos de decoração. O ponto alto são as obras de arte. Podem-se conferir quadros de Renoir e Fantin-Latour e uma escultura de Rodin, entre outros. A exposição destaca duas figuras essenciais no cenário artístico daqueles tempos. Uma delas é a atriz Sarah Bernhardt, tida como precursora das estrelas pop. A outra é o marchand Ambroise Vollard, que aparece em retratos pintados por Cézanne e Bonnard.

 

TELEVISÃO

Divulgação
Price, em filme de Corman: trash


A Arte do Terror
(segunda a domingo, às 22h, no Telecine Classic) – Roger Corman é uma figura folclórica em Hollywood. Entre os anos 50 e 70, dirigiu dezenas de produções de baixo orçamento, que se tornaram matrizes do que hoje se chama de trash. Seus filmes – com cenários precários e figurinos horrendos – podiam custar menos de 10.000 dólares e ser feitos em uma semana. O resultado era invariavelmente engraçado. Esse ciclo resgata sete fitas do início dos anos 60, a melhor fase do diretor. À exceção de O Castelo Assombrado (sexta), baseado numa história de H.P. Lovecraft, todas são inspiradas na obra de Edgar Allan Poe. Entre elas está O Corvo (quinta), que traz um duelo de duas lendas do cinema de horror, os atores Boris Karloff e Vincent Price (além de um novato Jack Nicholson). Price também protagoniza A Orgia da Morte (sábado), talvez a mais perfeita realização do gênero terrir – o terror que faz rir.

 

DVD

Thelma & Louise (Estados Unidos, 1991. Fox) – Na maioria dos filmes do diretor inglês Ridley Scott, há personagens femininas fortes e centrais. Aqui ele redobrou a dose. Susan Sarandon e Geena Davis são as amigas do título, que embarcam numa viagem de carro pelo Oeste americano para fugir durante um fim de semana ao seu cotidiano mesquinho e sem perspectivas. Eis que, logo na primeira parada, elas protagonizam acidentalmente um assassinato. Foragidas da lei, as duas vão se metamorfoseando em personagens clássicas de um faroeste, desesperadas e acuadas. O filme surpreendeu pelo seu feminismo, no melhor sentido da palavra, e pela explosiva ponta de Brad Pitt, como um caubói que enrola a personagem de Geena (não que ela tenha algo a reclamar). Nos extras, Scott explica como e por que encurtou o final e, assim, mudou o rumo de seu filme.

   
 



Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Nobel, Siciliano, Fnac; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Siciliano; Porto Alegre: Saraiva, Livraria Ed. Porto Alegre, Siciliano; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva, Leitura; Recife: Sodiler, Saraiva, Siciliano; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano; Goiânia: Siciliano; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva; Belo Horizonte: Siciliano, Leitura; Maceió: Sodiler.
   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS