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DISCOS
MTV
Unplugged 2.0, Lauryn Hill (Sony Music) Os 13 milhões
de cópias vendidas e os cinco Grammy ganhos por The Miseducation
of Lauryn Hill, seu disco de estréia, não foram suficientes
para fazer da cantora uma pessoa feliz. Hill entrou em depressão,
esteve a ponto de largar a vida artística e diz ter sido salva
pela religião. Em meados do ano passado, gravou esse show que chega
em álbum duplo. Nele, critica seus atos do passado ("eu fazia pose
de rebelde e não era nada disso", discursa) e mostra canções
inéditas acompanhada apenas pelo violão. As músicas
novas são boas e Hill é uma das melhores intérpretes
da sua geração. Ela chora ao final da execução
de I
Gotta Find Peace of Mind,canção que fala
sobre suas dificuldades pessoais e em momento nenhum deixa de soar
autêntica.
18,
Moby (EMI) O músico e DJ americano Richard Melville Hall
(ele é descendente do escritor Herman Melville, autor de Moby
Dick, daí seu nome artístico) desfruta do mesmo prestígio
dos principais artistas da música pop atual. Suas canções
são utilizadas em comerciais e 18 foi aguardado com a mesma
ansiedade que um disco do U2. Isso se deve ao fato de Moby, que iniciou
sua carreira nos clubes de música eletrônica, não
se limitar ao bate-estaca. As faixas do novo CD foram criadas sob influência
do blues e da música gospel, para só depois ganharem um
verniz tecno. O resultado é bom. Há ecos de David Bowie
em We
Are All Made of Stars. Harbour traz o vocal sussurrante
da irlandesa Sinéad O'Connor, e a cantora Angie Stone e a rapper
MC Lyte roubam a cena na racha-assoalho Jam
for the Ladies.
LIVROS
História
da Arte Brasileira para Crianças, de Nereide Schilaro Santa
Rosa (Edições Pinakotheke; 32 páginas; 15 reais cada
um) Essa coleção em quatro volumes é uma ótima
introdução à arte nacional para o público
que está entre o fim da infância e o início da adolescência.
Sua autora, a pedagoga paulista Nereide Santa Rosa, faz de cada livro
um pequeno tratado a respeito dos períodos mais marcantes da arte
no país. O primeiro volume fala sobre os viajantes que retrataram
o Brasil colonial a partir do século XVII, como Debret e Rugendas,
o segundo aborda a pintura acadêmica do século XIX e o terceiro,
o movimento modernista. No último, ela destrinça uma tendência
complicada até para muitos adultos: o abstracionismo. Seus textos
são curtos e vão direto ao ponto. Leia
trecho.
O
Terror, de Arthur Machen (tradução de José
Antonio Arantes; Iluminuras; 190 páginas; 29 reais) Toda
estante de livros dedicada ao fantástico e ao sobrenatural deveria
reservar espaço ao galês Machen (1863-1947), prestigiado
por escritores como Jorge Luis Borges e Stephen King, mas esquecido pelo
grande público. O elogio mais enfático a ele veio de H.P.
Lovecraft, um dos grandes nomes da literatura de horror: "Dos criadores
do medo, poucos, se algum, conseguem se igualar ao versátil Arthur
Machen". A novela O Terroré ambientada numa área
rural do País de Gales, durante a I Guerra, e narra mortes pavorosas
que podem ou não ter explicação racional.
Segue-se a ela uma coletânea de textos curtos, povoados de seres
fantásticos e enigmáticos, que Machen batizou de Ornamentos
em Jade. É a primeira vez em muitas décadas que esses
"ornamentos" são reeditados nem mesmo em inglês eles
estavam em circulação.
EXPOSIÇÃO
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O
marchand Vollard,
retratado
por
Cézanne: destaque
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Enfeite
de cabelo: a
moda na velha Paris
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Paris
1900 (a partir de terça-feira no Centro Cultural Banco
do Brasil, Rio de Janeiro) Na virada do século XX, Paris
fazia valer como nunca seu epíteto de "Cidade Luz". A capital francesa
era o grande centro de efervescência da cultura mundial, além
de palco de invenções tecnológicas e de uma intensa
vida social. Essa mostra fornece um panorama daquele período, com
175 peças trazidas do Museu de Belas-Artes parisiense. Há
de tudo um pouco: de trajes da então nascente alta-costura a objetos
de decoração. O ponto alto são as obras de arte.
Podem-se conferir quadros de Renoir e Fantin-Latour e uma escultura de
Rodin, entre outros. A exposição destaca duas figuras essenciais
no cenário artístico daqueles tempos. Uma delas é
a atriz Sarah Bernhardt, tida como precursora das estrelas pop. A outra
é o marchand Ambroise Vollard, que aparece em retratos pintados
por Cézanne e Bonnard.
TELEVISÃO
Divulgação
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| Price,
em filme de Corman: trash |
A Arte do Terror (segunda a domingo, às 22h, no Telecine
Classic) Roger Corman é uma figura folclórica em
Hollywood. Entre os anos 50 e 70, dirigiu dezenas de produções
de baixo orçamento, que se tornaram matrizes do que hoje se chama
de trash. Seus filmes com cenários precários e figurinos
horrendos podiam custar menos de 10.000 dólares e ser feitos
em uma semana. O resultado era invariavelmente engraçado. Esse
ciclo resgata sete fitas do início dos anos 60, a melhor fase do
diretor. À exceção de O Castelo Assombrado (sexta),
baseado numa história de H.P. Lovecraft, todas são inspiradas
na obra de Edgar Allan Poe. Entre elas está O Corvo (quinta),
que traz um duelo de duas lendas do cinema de horror, os atores Boris
Karloff e Vincent Price (além de um novato Jack Nicholson). Price
também protagoniza A Orgia da Morte (sábado), talvez
a mais perfeita realização do gênero terrir
o terror que faz rir.
DVD
Thelma
& Louise (Estados Unidos, 1991. Fox) Na maioria dos
filmes do diretor inglês Ridley Scott, há personagens femininas
fortes e centrais. Aqui ele redobrou a dose. Susan Sarandon e Geena Davis
são as amigas do título, que embarcam numa viagem de carro
pelo Oeste americano para fugir durante um fim de semana ao seu cotidiano
mesquinho e sem perspectivas. Eis que, logo na primeira parada, elas protagonizam
acidentalmente um assassinato. Foragidas da lei, as duas vão se
metamorfoseando em personagens clássicas de um faroeste, desesperadas
e acuadas. O filme surpreendeu pelo seu feminismo, no melhor sentido da
palavra, e pela explosiva ponta de Brad Pitt, como um caubói que
enrola a personagem de Geena (não que ela tenha algo a reclamar).
Nos extras, Scott explica como e por que encurtou o final e, assim, mudou
o rumo de seu filme.
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