
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
Aula
de Egito
Obra de historiador inglês
disseca
o país dos faraós
Marcelo
Marthe

Veja também |
|
|
|
O
Egito está na moda. Nos últimos tempos, exposições
de relíquias arqueológicas dos tempos dos faraós
atraíram multidões a museus em São Paulo e no Rio
de Janeiro. Nas livrarias, porém, o leitor brasileiro até
agora dispôs de escassas opções para se aprofundar
no assunto há apenas obras defasadas ou caros livros de
fotografia. Essa lacuna acaba de ser preenchida por História
Ilustrada do Egito
Antigo (tradução de Alberto Pucheu; Ediouro; 400
páginas; 43,80 reais), do jornalista e historiador inglês
Paul Johnson. O autor é um ensaísta de mão-cheia,
que consegue sintetizar em livros relativamente curtos, que combinam rigor
teórico e linguagem acessível, temas tão complexos
quanto a trajetória do cristianismo ou a história dos Estados
Unidos ao longo dos séculos. Neste lançamento, Johnson explica
por que o Egito pode ser considerado o primeiro Estado-nação
do mundo e mostra como surgiu e cresceu o fascínio por suas relíquias
no Ocidente. Irônico e provocador, Johnson critica os historiadores
que ajudaram a fixar mitos equivocados sobre o país a começar
pelo grego Heródoto e expõe muitas curiosidades.
Um exemplo macabro: na Europa medieval, lembra o autor, havia o hábito
de usar restos de corpos egípcios embalsamados como remédio.
Centenas de tumbas foram saqueadas para que os nobres da época
pudessem esfregar em seus ferimentos a caríssima "múmia
em pó".
|
|
 |
|
 |

|
 |