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Titular
na reserva
A escritora Iris Murdoch
não
merecia o filme Iris
Isabela
Boscov
Playarte Pictures
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| Judi,
como a romancista: o marido virou protagonista |

Veja também
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Parece
natural que Iris (Inglaterra/Estados Unidos, 2001), que
estréia nesta sexta-feira no país, tenha esse nome. Para
todos os efeitos, trata-se da história da romancista britânica
Iris Murdoch, que morreu vítima do mal de Alzheimer em 1999. Indo
e vindo sem parar entre a juventude e a velhice de Iris, o filme narra
seu encontro e posterior vida em comum com John Bayley, um professor de
literatura tímido e inexperiente em nada parecido com os
vários amantes com que a autora se envolveu , que, por razões
mal delineadas, seduz aquela mulher tão mundana. Os jovens Iris
e John são interpretados por Kate Winslet e Hugh Bonneville. Velhos,
cabem a Judi Dench e Jim Broadbent. À exceção de
Bonneville, foram todos indicados para o Oscar, e Broadbent levou o prêmio
de coadjuvante. São, de fato, excelentes atores. Mas não
o bastante para ofuscar as falhas do roteiro. Além da excessiva
justaposição entre presente e passado, o intrigante aqui
é o fato de Iris não passar de uma "escada" para John
um eterno apaixonado, que não desiste da mulher nem quando a demência
a isola num aflitivo mundo em desintegração. Explica-se:
o filme se baseia em dois livros escritos por Bayley após a morte
de Iris. Apaixonado ele podia ser, mas aproveitou a deixa para fazer aquilo
de que nunca fora capaz quando sua metade mais célebre estava viva:
transformá-la em coadjuvante.
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