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O Fusca dos jatos
Novos
modelos mostram
que
aviões pequenos
e baratos
também
podem ser confortáveis

Veja também |
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O
Brasil é o segundo maior consumidor de jatinhos. São vendidos
quinze aparelhos novos por ano. Desses, dois são aviões
espaçosos e com motores potentes, capazes de voar à Europa
ou América do Norte sem escalas. São aparelhos caros, que
podem custar 45 milhões de dólares. Cinco são de
tamanho médio, com autonomia para viajar do Rio de Janeiro a Recife
e preço na faixa dos 13 milhões de dólares. Os oito
restantes são de pequeno porte, aviõezinhos que custam entre
4 milhões e 6 milhões de dólares e funcionam como
porta de entrada dos compradores para o mundo da aviação
a jato. O comércio da aviação executiva repete no
Brasil o fenômeno do carro popular: todo mundo quer ter um carrão,
mas o grosso das vendas concentra-se nos modelos mais em conta.
Nos últimos três anos, os fabricantes passaram a caprichar
em seus aviões mais baratos. O interior continua apertado, mas
o projeto das aeronaves e o emprego de novos materiais melhoraram bastante
o conforto dos passageiros. A fuselagem do Premier I, um modelo novo de
14 metros de comprimento e espaço para seis passageiros, que a
americana Raytheon começou a vender no Brasil na semana passada,
por exemplo, tem uma curiosa barriga no ponto de fixação
das asas. Graças a ela os projetistas conseguiram fazer um corredor
de circulação pela cabine com 1,65 metro de altura. Esse
espaço ainda não é suficiente para que a maioria
das pessoas possa ficar em pé, mas é um avanço se
comparado ao 1,33 metro do Learjet31A, um modelo bastante vendido no Brasil.
O Citation CJ2, fabricado pela Cessna desde 2000 e considerado um dos
jatinhos mais modernos que existem, não é tão alto.
Tem 1,45 metro, mas, em compensação, dispõe de um
bagageiro capaz de acomodar com folga um par de esquis de 2,10 metros
de comprimento.
O comprador do jatinho mais barato quase sempre é proprietário
de um aparelho turboélice, desses que se vêem nas fazendas
brasileiras. O preço do jatinho é maior, evidentemente,
mas o custo de operação e manutenção é
similar. Os gastos estão em torno de 600 dólares por hora
voada. "Esses novos aviões são boas armas para os fabricantes
brigarem na faixa que vende mais", diz Adalberto Febeliano, diretor executivo
da Associação Brasileira de Aviação Geral.
"Com isso eles ganham fôlego para a disputa mais lucrativa, a dos
grandes jatos executivos." É como na indústria automobilística,
em que a venda de milhões de carros populares sustenta a produção
dos automóveis de luxo.
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PEQUENOS
Fotos divulgação
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Modelos:
Citation CJ1 e CJ2, Premier I,
Beechjet 400A, Learjet 31A
Autonomia: 2 500 a 3 100 km
Preço: 3,9 milhões a 6,5 milhões
de dólares
MÉDIOS
Modelos:
Citation Excel, Hawker 800XP, Learjet 60,
Gulfstream 100
Autonomia: 3 700 a 4 000 km
Preço: 12 milhões a 14 milhões de dólares
SUPERMÉDIOS
Modelos:
Hawker Horizon, Gulfstream 200, Bombardier
Continental
Autonomia: 5 500 a 5 900 km
Preço: 17,5 milhões a 19 milhões de
dólares
DE LONGO ALCANCE
Modelos: Embraer Legacy, Bombardier Challenger 604, Gulfstream
V, Falcon 900 EX e 2000
Autonomia: 7 400 a 11 800 km
Preço: 20 milhões a 45 milhões de dólares
Fontes:
Líder Táxi Aéreo e Associação
Brasileira de Aviação Geral
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