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Edição 1 752 - 22 de maio de 2002
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AP
O ciclista francês Eric Balone: recorde e acidente a 172 km/h

Acidentou-se: logo após bater o recorde mundial de velocidade em mountain bike o ciclista francês Eric Balone, 41 anos. Ele alcançou 172 quilômetros por hora ao descer a encosta do Vulcão Cerro Negro, na Nicarágua. A bicicleta, feita de fibra de carbono, partiu-se entre o guidão e a roda dianteira no fim do trajeto de 400 metros. Balone fraturou a bacia, uma costela e deslocou o ombro esquerdo. Embora o capacete tenha se soltado, não sofreu contusão séria na cabeça. Dia 13, em León, na Nicarágua.

Venceu: uma ação na Justiça contra a agência de notícias DDP o chanceler alemão Gerhard Schroeder, 58 anos. A agência está proibida de repetir a insinuação de que Schroeder pinta o cabelo, feita com base na constatação de que os cabelos do chanceler estavam ficando cada vez mais escuros. Dia 17, em Hamburgo.

Orlando Brito
Lutzenberger: defensor do meio ambiente


Morreram:
o ambientalista gaúcho José Lutzenberger, conhecido como um dos principais ecologistas brasileiros. Engenheiro agrônomo, outra de suas bandeiras era o combate aos agrotóxicos. Entre 1990 e 1992, durante o governo Collor, comandou a Secretaria do Meio Ambiente, com status de ministro. Dia 14, aos 75 anos, de ataque cardíaco, em Porto Alegre.

o cientista e jornalista José Reis, um dos grandes divulgadores da ciência no Brasil. Nos anos 20, Reis estudou microbiologia na Faculdade Nacional de Medicina. Especializou-se em virologia no Rockefeller Institute, em Nova York. De volta ao Brasil, foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e passou a escrever artigos para jornais, editar revistas e publicar livros. Dia 16, aos 94 anos, de pneumonia, em São Paulo.

 
Infográficos de VEJA sobre a guerra contra o terrorismo: prêmio na Espanha

Concedidos: à equipe de infografistas de VEJA o Prêmio Malofiej pelo melhor conjunto de gráficos sobre os atentados terroristas de 11 de setembro e seus desdobramentos, na categoria revistas. O prêmio é oferecido pela Society for News Design, que congrega profissionais ligados à mídia impressa em mais de cinqüenta países. A equipe é composta por Andreia Caires, Adriano Pidone, Alexandre Akermann, André Araújo, Ewerton Gondari e Wander Moreira. Dia 13, em Pamplona, na Espanha.

pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) liminar em habeas-corpus ao líder do MST, José Rainha, mediante pagamento de fiança, a ser definida pelo juiz do processo. Rainha foi preso há três semanas na cidade paulista de Euclides da Cunha ao ser flagrado em uma blitz de trânsito com uma escopeta de calibre 12 dentro do carro, o que caracterizou porte ilegal de arma. Com a decisão do STJ, irá responder ao processo em liberdade. Dia 17, em Brasília.

Dida Sampaio/AE
O coronel Pantoja: pena de 228 anos


Condenado:
a 228 anos de prisão o coronel Mário Colares Pantoja, 56 anos, comandante dos policiais militares que participaram do conflito de Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996. Considerado culpado em um júri popular, por 4 votos a 3, Pantoja recebeu doze anos para cada uma das dezenove mortes de sem-terra ocorridas no episódio. Por ser réu primário, poderá recorrer em liberdade. Dia 16, em Belém.

Confirmadas: pelo Tribunal de Contas da União (TCU) as irregularidades na prestação de contas do filme O Guarani, produzido com dinheiro captado pelas leis Rouanet e do Audiovisual. VEJA revelou em junho de 1999 que houve desvio nas verbas destinadas ao projeto. De acordo com o parecer técnico, a cineasta Norma Bengell e a co-produtora do filme, Sonia Nercessian, deverão devolver 2,2 milhões de reais aos cofres públicos. Dia 15, em Brasília.

Internada: numa clínica especializada em tratamento de bulimia a ex-integrante do grupo inglês Spice Girls Geri Halliwell, 29 anos. Após anos de luta contra o excesso de peso, ela aderiu a diversas dietas, ginásticas e tratamentos, até adquirir a doença que leva a pessoa a induzir o vômito. De acordo com tablóides ingleses, Geri agora está pesando pouco mais de 40 quilos. Dia 13, em Cottonwood, nos Estados Unidos.


A MORTE, ENFIM

AP

Diane com o marido, Brian: sem direito à eutanásia


A inglesa Diane Pretty, 43 anos, morreu na semana passada, depois de ter recolocado em discussão em todo o mundo a questão da eutanásia – mas não teve o fim da maneira que desejava. Paralisada do pescoço para baixo e dependente de aparelhos para respirar em razão de uma doença nervosa progressiva e incurável, ela lutou na Justiça para ter direito à morte assistida. Não queria morrer sufocada. Incapacitada para pôr fim à própria vida, temia punição ao marido, Brian, caso ele a ajudasse. Recorreu à Corte Européia de Direitos Humanos após ter sido derrotada na corte britânica. No fim do mês passado, o pedido foi novamente negado. Os juízes disseram-se solidários com seu sofrimento, mas alegaram que conceder autorização para matar seria um precedente perigoso. O drama terminou no sábado 11 de maio, quando Diane morreu em uma clínica de Londres, de insuficiência respiratória.

 

O PODEROSO CHEFÃO

AP
Bonanno: a polícia nunca teve provas para pegá-lo


Nascido na Sicília, o berço da Cosa Nostra, Joe Bonanno mudou-se para os Estados Unidos em meados da década de 20 com a intenção de juntar-se às muito ativas organizações mafiosas de Nova York. Tinha 19 anos e foi adotado pela "família" de Salvatore Maranzano. Assumiu o comando da organização quando o padrinho foi morto num confronto com um grupo rival. Para evitar que os capos acabassem todos atingidos pela disputa de poder, Bonanno e quatro outros chefões resolveram estipular regras, definir os territórios de atuação e combater a ascensão de novas lideranças. Essa cúpula ganhou o apelido de "comissão". As coisas correram bem para Bonanno durante os trinta anos seguintes. Ele enriqueceu promovendo jogos ilícitos, chantagens e tráfico de heroína, sem que a polícia jamais conseguisse encontrar provas para incriminá-lo. O fato de possuir negócios legais, como uma fábrica de roupas e uma fazenda produtora de leite, dificultava as investigações. Seu poder começou a decair quando foi acusado de planejar a morte de outros chefões, contrariando os princípios acertados pela "comissão". Um dos gângsteres a quem foi confiada a missão o teria delatado aos rivais. Bonanno fugiu antes da inevitável retaliação. Manteve-se escondido por quase dois anos e perdeu o comando da organização. Decidiu aposentar-se em 1968. Mudou-se para Tucson, no Arizona, onde permaneceu recluso desde então. Morreu no sábado passado, aos 97 anos, vítima de um ataque cardíaco.



 
 
   
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