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AP
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| O
ciclista francês Eric Balone: recorde e acidente a 172 km/h |
Acidentou-se:
logo após bater o recorde mundial de velocidade em mountain bike
o ciclista francês Eric Balone, 41 anos. Ele alcançou
172 quilômetros por hora ao descer a encosta do Vulcão Cerro
Negro, na Nicarágua. A bicicleta, feita de fibra de carbono, partiu-se
entre o guidão e a roda dianteira no fim do trajeto de 400 metros.
Balone fraturou a bacia, uma costela e deslocou o ombro esquerdo. Embora
o capacete tenha se soltado, não sofreu contusão séria
na cabeça. Dia 13, em León, na Nicarágua.
Venceu:
uma ação na Justiça contra a agência de notícias
DDP o chanceler alemão Gerhard Schroeder, 58 anos. A agência
está proibida de repetir a insinuação de que Schroeder
pinta o cabelo, feita com base na constatação de que os
cabelos do chanceler estavam ficando cada vez mais escuros. Dia 17, em
Hamburgo.
Orlando Brito
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| Lutzenberger:
defensor do meio ambiente |
Morreram: o ambientalista gaúcho José Lutzenberger,
conhecido como um dos principais ecologistas brasileiros. Engenheiro agrônomo,
outra de suas bandeiras era o combate aos agrotóxicos. Entre 1990
e 1992, durante o governo Collor, comandou a Secretaria do Meio Ambiente,
com status de ministro. Dia 14, aos 75 anos, de ataque cardíaco,
em Porto Alegre.
o cientista e jornalista José Reis, um dos grandes divulgadores
da ciência no Brasil. Nos anos 20, Reis estudou microbiologia na
Faculdade Nacional de Medicina. Especializou-se em virologia no Rockefeller
Institute, em Nova York. De volta ao Brasil, foi um dos fundadores da
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e passou
a escrever artigos para jornais, editar revistas e publicar livros. Dia
16, aos 94 anos, de pneumonia, em São Paulo.
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| Infográficos
de VEJA sobre a guerra contra o terrorismo: prêmio na Espanha |
Concedidos:
à equipe de infografistas de VEJA o Prêmio Malofiej
pelo melhor conjunto de gráficos sobre os atentados terroristas
de 11 de setembro e seus desdobramentos, na categoria revistas. O prêmio
é oferecido pela Society for News Design, que congrega profissionais
ligados à mídia impressa em mais de cinqüenta países.
A equipe é composta por Andreia Caires, Adriano Pidone, Alexandre
Akermann, André Araújo, Ewerton Gondari e Wander Moreira.
Dia 13, em Pamplona, na Espanha.
pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) liminar em habeas-corpus
ao líder do MST, José Rainha, mediante pagamento
de fiança, a ser definida pelo juiz do processo. Rainha foi preso
há três semanas na cidade paulista de Euclides da Cunha ao
ser flagrado em uma blitz de trânsito com uma escopeta de calibre
12 dentro do carro, o que caracterizou porte ilegal de arma. Com a decisão
do STJ, irá responder ao processo em liberdade. Dia 17, em Brasília.
Dida Sampaio/AE
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| O
coronel Pantoja: pena de 228 anos |
Condenado: a 228 anos de prisão o coronel Mário
Colares Pantoja, 56 anos, comandante dos policiais militares que participaram
do conflito de Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996. Considerado
culpado em um júri popular, por 4 votos a 3, Pantoja recebeu doze
anos para cada uma das dezenove mortes de sem-terra ocorridas no episódio.
Por ser réu primário, poderá recorrer em liberdade.
Dia 16, em Belém.
Confirmadas:
pelo Tribunal de Contas da União (TCU) as irregularidades na prestação
de contas do filme O Guarani, produzido com dinheiro captado pelas
leis Rouanet e do Audiovisual. VEJA revelou em junho de 1999 que houve
desvio nas verbas destinadas ao projeto. De acordo com o parecer técnico,
a cineasta Norma Bengell e a co-produtora do filme, Sonia
Nercessian, deverão devolver 2,2 milhões de reais aos
cofres públicos. Dia 15, em Brasília.
Internada:
numa clínica especializada em tratamento de bulimia a ex-integrante
do grupo inglês Spice Girls Geri Halliwell, 29 anos. Após
anos de luta contra o excesso de peso, ela aderiu a diversas dietas, ginásticas
e tratamentos, até adquirir a doença que leva a pessoa a
induzir o vômito. De acordo com tablóides ingleses, Geri
agora está pesando pouco mais de 40 quilos. Dia 13, em Cottonwood,
nos Estados Unidos.
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A
MORTE, ENFIM
AP
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Diane
com o marido, Brian:
sem direito à eutanásia
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A inglesa Diane Pretty, 43 anos, morreu na semana passada,
depois de ter recolocado em discussão em todo o mundo a questão
da eutanásia mas não teve o fim da maneira
que desejava. Paralisada do pescoço para baixo e dependente
de aparelhos para respirar em razão de uma doença
nervosa progressiva e incurável, ela lutou na Justiça
para ter direito à morte assistida. Não queria morrer
sufocada. Incapacitada para pôr fim à própria
vida, temia punição ao marido, Brian, caso ele a ajudasse.
Recorreu à Corte Européia de Direitos Humanos após
ter sido derrotada na corte britânica. No fim do mês
passado, o pedido foi novamente negado. Os juízes disseram-se
solidários com seu sofrimento, mas alegaram que conceder
autorização para matar seria um precedente perigoso.
O drama terminou no sábado 11 de maio, quando Diane morreu
em uma clínica de Londres, de insuficiência respiratória.
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O
PODEROSO CHEFÃO
AP
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| Bonanno:
a polícia nunca teve provas para pegá-lo |
Nascido na Sicília, o berço da Cosa Nostra, Joe
Bonanno mudou-se para os Estados Unidos em meados da década
de 20 com a intenção de juntar-se às muito
ativas organizações mafiosas de Nova York. Tinha 19
anos e foi adotado pela "família" de Salvatore Maranzano.
Assumiu o comando da organização quando o padrinho
foi morto num confronto com um grupo rival. Para evitar que os capos
acabassem todos atingidos pela disputa de poder, Bonanno e quatro
outros chefões resolveram estipular regras, definir os territórios
de atuação e combater a ascensão de novas lideranças.
Essa cúpula ganhou o apelido de "comissão". As coisas
correram bem para Bonanno durante os trinta anos seguintes. Ele
enriqueceu promovendo jogos ilícitos, chantagens e tráfico
de heroína, sem que a polícia jamais conseguisse encontrar
provas para incriminá-lo. O fato de possuir negócios
legais, como uma fábrica de roupas e uma fazenda produtora
de leite, dificultava as investigações. Seu poder
começou a decair quando foi acusado de planejar a morte de
outros chefões, contrariando os princípios acertados
pela "comissão". Um dos gângsteres a quem foi confiada
a missão o teria delatado aos rivais. Bonanno fugiu antes
da inevitável retaliação. Manteve-se escondido
por quase dois anos e perdeu o comando da organização.
Decidiu aposentar-se em 1968. Mudou-se para Tucson, no Arizona,
onde permaneceu recluso desde então. Morreu no sábado
passado, aos 97 anos, vítima de um ataque cardíaco.
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