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Edição 1 752 - 22 de maio de 2002
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"Se a insegurança continuar a crescer no ritmo atual, chegaremos ao extremo de cercar não só os condomínios, mas cidades inteiras."
Roberto Szabunia
Joinville, SC

 

Condomínio

A grande procura dos brasileiros por condomínios fechados é fruto da falta de segurança que assola nosso país e faz do brasileiro um refém dentro de sua própria cidade ("Viver em condomínio", 15 de maio).
Flávio Romero Ferreira Soares
Gama, DF

Optar pela vida em cidade entre muros e afastar o Estado por desacreditar em sua capacidade de regular a convivência humana em sociedade me faz refletir: será que estamos voltando à Idade Média?
Hortência de Carvalho Santos
São Domingos do Prata, MG

Já que somos forçados a viver cercados de muros altos, grades nas janelas e sistemas de segurança, temos de fazer dessa "prisão" o local mais agradável possível.
Antônio José dos Anjos Brito
Salvador, BA

O fato de a classe média buscar cada vez mais segurança longe dos grandes centros cria uma nova classe social, que não contribui para o fortalecimento e a organização da sociedade de um modo geral.
Shakespeare Teixeira Andrade
Juazeiro do Norte, CE

 

VEJA especial Brasil

Mais uma vez VEJA esbanja competência ao nos brindar com a edição O Brasil que já é Primeiro Mundo (maio de 2002). Pelo conteúdo, essa edição deveria ter lugar obrigatório em muitas mesas de Brasília.
Vanderlei Malta
vanderlei_malta@bol.com.br

Fiquei emocionada e eternamente grata a essa equipe que topou o desafio de explicar o Brasil. Parabéns a VEJA, que de forma brilhante, verdadeira e imparcial apresentou a realidade positiva do Brasil nestes tempos em que as desgraças dão mais ibope.
Betânia Godoy Garcia
Jataí, GO

Só tenho ouvido falar de coisas que não deram certo ou que ainda estão por fazer. E olha que a campanha eleitoral está apenas começando. E, quem diria, muito disso foi feito na "era" FHC.
Ricardo de C. Rocha
Salvador, BA

O conteúdo da edição especial é fantástico. Gostaria apenas de acrescentar que o problema do crescimento populacional ainda não foi resolvido. No Brasil, a classe média e rica cresce a níveis europeus. Enquanto isso, a classe pobre, por falta de orientação e assistência em planejamento familiar, acrescenta 2 milhões de carentes a cada ano. Sugiro um mutirão entre ONGs e governo para dar mais eficácia ao planejamento familiar.
Egon Nort
Presidente da Fundação População e Desenvolvimento
www.populacao.org.br

Acabei de ler (inteira) a edição especial O Brasil que já é Primeiro Mundo e estou emocionada com as lindas, expressivas e brasileiríssimas fotos e com os eloqüentes textos. É emocionante ver nosso país retratado dessa forma – realista, mas esperançosa e bela.
Lenke Peres
Cotia, SP

 

David Neeleman

Parabéns pela entrevista com o dono da JetBlue (Amarelas, 15 de maio). Gostaria de chamar a atenção para o fato de que nos Estados Unidos o poder aquisitivo da população é bem maior que o nosso. Em contrapartida, não pagar impostos dá cadeia mesmo. Aqui no Brasil, além de "pagarem" um ICMS bem baixinho, as empresas aéreas acumulam dívidas astronômicas e ficam na expectativa de um possível salvamento por parte do governo federal, como já ocorreu em outras oportunidades.
Lana Mara Moreira Vargas
Brasília, DF

 

Stephen Kanitz

Excelente o artigo do senhor Kanitz ("O candidato perfeito", Ponto de vista, 15 de maio). Embora nas entrelinhas tenha ficado claro que, além de presidente, ministros, prefeitos, vereadores e burocratas perfeitos, precisamos também de 174 milhões de brasileiros perfeitos.
Marthon Ary Mendes
Pitanga, PR

 

Gustavo Franco

Simplesmente brilhante o artigo do economista Gustavo Franco intitulado "A segunda revolta" (Em foco, 8 de maio), tratando da carga tributária existente hoje no Brasil. Deveria ser lido atentamente por todos os presidenciáveis.
João Veloso Guimarães
Belo Horizonte, MG

 

Claudio de Moura Castro

Foi correto o diagnóstico do trabalho pedagógico do professor em sala de aula, onde são propostas inúmeras atividades meramente mecânicas, sem a preocupação de envolver o aluno em trabalhos voltados para o cognitivo (Ponto de vista, 8 de maio). Mas muitas vezes eu, como educadora e dirigente de uma escola (até "calma" pelos padrões atuais), percebo que alguns professores tentam mudar seu cotidiano e não conseguem, pois um contingente grande de alunos não vê na escola uma condição para seu crescimento social e a ela só comparecem por força da lei. São verdadeiras gangues de alunos que, quando juntos, se sentem fortalecidos. É a baderna total! É a violência banalizada! Então, o professor, por mais bem-intencionado que seja, não consegue realizar nada. Os professores precisam estar preparados para lidar com a violência dentro das salas de aula. Como? É a pergunta que faço.
Maria Angela Bastos de Aguiar
Catanduva, SP

 

Ginástica

Além de cumprimentar VEJA pela reportagem "Músculos precoces" (15 de maio) e concordar integralmente com seu conteúdo, gostaria de acrescentar que em várias academias os jovens não estão apenas malhando mais precocemente, mas se expondo a riscos variados – como o uso de anabolizantes e afins. Apresentados como naturais e seguros, não raramente com aspecto de refrigerantes energéticos, na verdade são solventes industriais. O primeiro caso de uso do butanodiol em jovem freqüentador de academia foi por mim atendido em fevereiro deste ano – o rapaz entrou em coma e não morreu porque chegou logo ao hospital. Provavelmente a droga foi dada a ele na academia e o controle de seu uso é praticamente impossível, pois a principal forma de venda é pela internet. Que esta carta sirva como um alerta.
Celio Levyma
São Paulo, SP

 

Datas

É por isso que este país não vai para a frente. Bandido ri na cara da polícia e ainda desafia as autoridades. E o pior é que ninguém faz nada. O presídio Bangu 1 deve ser ótimo. Sombra e água fresca, visitas secretas e celular na mão. Olha só o sorriso de felicidade ("Rumo a Bangu 1", Datas, 15 de maio)!
Eduardo Viver
Bauru, SP

 

Polícia

Já fui vítima de um seqüestro-relâmpago e me apavora a possibilidade de um de meus filhos vir a passar por isso. A única coisa que pensei em receber de meu marido e de meus filhos quando cheguei em casa foi um caloroso abraço ("Diário de um seqüestro", 15 de maio).
Alexandra Camillo
Campo Grande, MS

 

Glória Perez

Moro nos Estados Unidos desde 1991 e sempre comentava com os amigos que aqui não havia terrorismo – até 11 de setembro do ano passado. Fiquei com ódio do islamismo. Mas com a novela O Clone pude aprender um pouco mais sobre o Corão e a não discriminar todos os adeptos da religião. A novela é boa e divertida. Quanto a Guilherme de Pádua e à senhora Paula Thomaz, não se preocupem, pois vão "arder no mármore do inferno" ("A mãe do clone", 15 de maio).
Luiz Lima
Nova York, NY, EUA

O Clone arrasa com a cultura árabe da mesma maneira que o Brasil é ridicularizado em filmes e desenhos estrangeiros. Para eles, somos um país selvagem. Para O Clone, os árabes não passam de um bando de odaliscas interesseiras e homens idiotas. A audiência é a mesma de programas como o do Ratinho, Big Brother, Casa dos Artistas: quem curte lixo descerebrado.
Rodrigo Maciel
Belo Horizonte, MG

 

Roberto Pompeu de Toledo

O ensaio de Roberto Pompeu de Toledo ("Copa do Mundo: prós e contras", 15 de maio), brilhante como todos que escreve, aborda de forma espirituosa um tema que, no fundo, revela também outra realidade: o homem ainda precisa de coliseus. Sua natureza hostil, apesar de atenuada pelo passar dos séculos, continua viva. Assim, o futebol, praticado nas modernas arenas espalhadas por este planeta, é a disputa que mais dá vazão ao instinto primitivo. A bola, ao penetrar o gol, substitui, de certa forma, a lâmina que degola.
João Ezídio Gomes
Ribeirão Preto, SP

 

Newton Cardoso

Sob o título "Assombração bancária" (Radar, 15 de maio), VEJA afirmou que "o STJ confirmou que o vice-governador de Minas Gerais, Newton Cardoso, terá de responder a processo pela polêmica venda do Banco Agrimisa, treze anos depois da privatização", o que se choca com a afirmação seguinte de que ele terá de ressarcir os cofres do Estado em 50 milhões de reais. A mais alta corte de Justiça ordinária do país condenou o ex-governador a pagar perdas e danos, a ser apurados, por ter agido imoral e lesivamente contra o Estado de Minas Gerais no episódio de venda do Banco Agrimisa.
Mário Genival Tourinho
Belo Horizonte, MG

 

Saúde

A respeito da reportagem "Batatinha frita pode causar câncer?" (15 de maio), a batata tem, sim, vitamina C, mas quando crua. Ela tem ferro, 0,8 miligrama por 100 gramas, mas isso não representa nem 10% da necessidade/dia (que num homem adulto é de 10 miligramas). Trata-se, ainda, de um ferro não-heme, que é muito mal absorvido.
Marle Alvarenga
Doutora em nutrição humana (USP)
São Paulo, SP

 

CORREÇÕES: A escultura A Esfera, que estava exposta na frente das torres gêmeas, em Nova York, pesava 45.000 libras, e não 45.000 toneladas, como foi informado em "Acabou a limpeza" (15 de maio). A foto em destaque na reportagem "As capitais estão doentes" (VEJA especial O Brasil que já é Primeiro Mundo, maio de 2002) é da cidade de Itapema (SC), e não de um condomínio em Florianópolis. Entre as fontes citadas no quadro "De olho no charlatão" ("Promessa de milagre", 1º de maio), faltou incluir o Dicionário do Cético. Acesse o site do Dicionário, em português.

 

 

 

UMA ESCOLA PARA PAIS

Arc, o marcianinho, ficou chocado ao saber que não existiam cursos nas escolas para ensinar pais a educar filhos (8 de maio). Os leitores Abilio Campanha Botelho (Belo Horizonte), Solange Castro de Oliviera (Salvador), Paulo Marcondes (São Paulo) e o casal Zilpha e Ivo Nascimento lembraram que existe um movimento voluntário denominado Escola de Pais do Brasil, com sede em São Paulo, há quase quarenta anos equipando os pais para a tarefa de educar seus filhos.

 
Veja também
Da internet
Escola de Pais do Brasil

Cartas

MARMELADA!

Os leitores de VEJA nem esperaram a revista falar no assunto e mandaram bala no piloto brasileiro Rubens Barrichello, que, sob ordens de sua equipe, a Ferrari, deixou o alemão Michael Schumacher ultrapassá-lo no GP da Áustria. Acompanhe alguns dos mais de 200 comentários que chegaram à redação:

"Os dirigentes da Ferrari conseguiram um belo presente para suas mães. Elas receberam as mais variadas 'homenagens', nos mais diversos idiomas."
Gleison Luiz Zambon, Piracicaba, SP

"Rubinho Barrichello, pela coincidência da data, deve ganhar um título: Mãe do Ano!"
José Carlos Vieira Orphão,
Resende, RJ

"Por que eu não compraria uma Ferrari? Porque basta aparecer um alemão que ela encosta para dar passagem."
Alvaro Antunes,
Curitiba, PR

"No circo da Fórmula 1, os brasileiros são os palhaços."
Daniel Sviech,
Curitiba, PR

"Rubens Barrichello, você nos envergonha!"
Ricardo Costa Val,
Belo Horizonte, MG

 
Veja também
Outras opiniões dos leitores

 

DÉFICIT DE ATENÇÃO

Em mensagem à redação, o leitor Marcelo D.N. Ferrão disse que gostaria muito de saber mais sobre a síndrome de déficit de atenção (SDA), citada na entrevista de David Neeleman (Amarelas, 15 de maio). VEJA já tratou do tema em outras oportunidades.

Veja também
Da internet
Associação Brasileira do Déficit de Atenção
Dos arquivos de VEJA
"Sossega, menino!", de 24/10/2001
"Eles são da pá virada", de 20/12/2000
"Inquietos demais", de 10/11/1999
"Babá química", de 2/5/1998
"Confusão da hora", do especial Bebês, de de 13/5/1998

 

 
 
   
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