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Edição 1 752 - 22 de maio de 2002
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A história de Lula
em treze capas

De sindicalista a candidato a presidente, nas capas de VEJA

Desde que despontou para a vida pública, em 1979, Luís Inácio Lula da Silva teve sua fisionomia estampada na capa de VEJA em treze oportunidades. É um recorde só superado por políticos que presidiram o Brasil, como Fernando Collor (23 capas), João Figueiredo (22) e Fernando Henrique Cardoso (quinze). Na reportagem que mereceu a primeira capa, Lula ainda era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Ele defendia naquela época uma tese espantosa quando apreciada pela ótica de hoje. Lula considerava simplesmente que a Nicarágua dos sandinistas, a revolucionária Nicarágua cuja trajetória acabou em fiasco, era um modelo ideal a ser seguido por todos os países da América Latina.

Muita água rolou sob a ponte do Brasil e do PT desde então. Hoje o partido e seu líder Lula não vivem mais nos tempos difíceis, às vezes heróicos, da luta contra a ditadura. E procuram adaptar-se ao novo ambiente, até por uma questão de sobrevivência política. O PT tornou-se o mais forte e o mais bem estruturado partido da oposição no Brasil, elegeu representantes em prefeituras, tem seus governadores. Aprendeu como é fácil criticar de fora e como é difícil exercer o poder. Nestes anos todos, o partido de Lula destacou-se pela reivindicação social. Mais recentemente, tornou-se no Brasil uma caixa de ressonância daqueles que não suportam "esse neoliberalismo que está aí". É o suficiente para fazer um candidato a presidente?

Na reportagem especial que dedica nesta edição a Lula e ao Partido dos Trabalhadores, VEJA discute até que ponto vai o propalado amadurecimento dos petistas. Também mostra por que as chances de Lula, derrotado em três tentativas anteriores, são maiores agora do que foram contra Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso. A reportagem relata ainda as reações que a subida de Lula provoca nos mercados financeiros mundiais, que abominam riscos, e aponta as inconsistências entre o candidato do marketing televisivo, o discurso e a prática do partido. Também examina como as instituições brasileiras se haveriam num eventual governo petista.

 
 
   
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