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A
história de Lula
em treze capas
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| De
sindicalista a candidato a presidente, nas capas de VEJA |
Desde
que despontou para a vida pública, em 1979, Luís Inácio
Lula da Silva teve sua fisionomia estampada na capa de VEJA em treze oportunidades.
É um recorde só superado por políticos que presidiram
o Brasil, como Fernando Collor (23 capas), João Figueiredo (22)
e Fernando Henrique Cardoso (quinze). Na reportagem que mereceu a primeira
capa, Lula ainda era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de
São Bernardo do Campo. Ele defendia naquela época uma tese
espantosa quando apreciada pela ótica de hoje. Lula considerava
simplesmente que a Nicarágua dos sandinistas, a revolucionária
Nicarágua cuja trajetória acabou em fiasco, era um modelo
ideal a ser seguido por todos os países da América Latina.
Muita água rolou sob a ponte do Brasil e do PT desde então.
Hoje o partido e seu líder Lula não vivem mais nos tempos
difíceis, às vezes heróicos, da luta contra a ditadura.
E procuram adaptar-se ao novo ambiente, até por uma questão
de sobrevivência política. O PT tornou-se o mais forte e
o mais bem estruturado partido da oposição no Brasil, elegeu
representantes em prefeituras, tem seus governadores. Aprendeu como é
fácil criticar de fora e como é difícil exercer o
poder. Nestes anos todos, o partido de Lula destacou-se pela reivindicação
social. Mais recentemente, tornou-se no Brasil uma caixa de ressonância
daqueles que não suportam "esse neoliberalismo que está
aí". É o suficiente para fazer um candidato a presidente?
Na reportagem
especial
que dedica nesta edição a Lula e ao Partido dos Trabalhadores,
VEJA discute até que ponto vai o propalado amadurecimento dos petistas.
Também mostra por que as chances de Lula, derrotado em três
tentativas anteriores, são maiores agora do que foram contra Fernando
Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso. A reportagem relata ainda
as reações que a subida de Lula provoca nos mercados financeiros
mundiais, que abominam riscos, e aponta as inconsistências entre
o candidato do marketing televisivo, o discurso e a prática do
partido. Também examina como as instituições brasileiras
se haveriam num eventual governo petista.
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