VEJA Recomenda
DVD
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| Nick & Norah: encantador,
bem escrito e protagonizado pelos atores certos nos papéis
corretos |
NICK & NORAH:
UMA NOITE DE AMOR E MÚSICA (Nick and Norahs
Infinite Playlist, Estados Unidos, 2008. Sony)
Nick (Michael Cera) foi largado pela namorada e está
com dor de cotovelo aguda; Norah (Kat Dennings), que guarda
todos os CDs que ele grava para a ex que os joga no
lixo , está apaixonada por ele, embora nem o
conheça: essa é a idade em que nada é
mais importante do que a música que se ouve, e Nick
e Norah adoram e detestam as mesmas músicas. Durante
uma noite em Nova York, indo de show em show, tentando encontrar
a amiga bêbada de Norah ou andando de carro com a banda
gay da qual Nick ele mesmo não gay faz
parte, os dois vão tomar conhecimento um do outro e
testar essa afinidade. Encantador, extraordinariamente bem
escrito e protagonizado pelos atores certos nos papéis
corretos, Nick & Norah sugere que o diretor Peter
Sollett é um nome a ser acompanhado com muita atenção.
LIVRO
CAVE CANEM, de
Danila Comastri Montanari (tradução de Joana
Angélica DÁvila Melo; Record; 322 páginas;
39 reais)
Na casa de campo de um plebeu rico, na Roma antiga, o senador
e detetive Públio Aurélio depara com a morte
de três homens da família. Aceitando o pedido
do patriarca para ser testemunha de um novo testamento, descobre
que uma maldição assombra aquele clã
apesar de não acreditar em profecias nem em
milagres e conhece as terríveis mulheres da
casa, que dificultam o resultado do inquérito. Cave
Canem é o primeiro título de uma série
de treze volumes protagonizados pelo detetive Aurélio
e escritos pela autora que mais entende de policial histórico
na Itália. Danila Montanari homenageia a romancista
britânica Agatha Christie e abre o livro com uma frase
do filósofo grego Epicuro: "É estupidez
pedir aos deuses aquilo que podemos obter por nós mesmos".
Leia
trecho.
TELEVISÃO
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| Elton e Costello em Spectacle:
música, bate-papo e alguma tietagem |
SPECTACLE: ELVIS
COSTELLO WITH... (Quartas-feiras, às 22h30, na
HBO Plus)
Spectacle
é um híbrido: Elvis Costello abre o programa
tocando uma música que remeta ao convidado da noite
(na do ex-presidente americano Bill Clinton, o cantor escolheu
Mistery Train, de Elvis Presley, outro ícone
sulista) e, em seguida, emenda um bate-papo. Os entrevistados
raramente são obrigados a responder a questões
de foro íntimo mas, quando falam de suas inspirações
musicais, acabam revelando mais do que fariam a um entrevistador
convencional. Elton John, por exemplo, confessa que telefonou
até para a mãe quando Frank Sinatra cantou uma
música sua. Divertido também é o jeitão
desengonçado de Costello, que às vezes parte
para a tietagem. Nesta semana, os convidados são o
cantor Lou Reed e o cineasta Julian Schnabel.
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Peixonauta: desenho 100%
nacional
para as crianças entre 4 e 8 anos |
PEIXONAUTA
(Segunda a sexta-feira, às 11h30, no Discovery Kids)
Peixonauta,
para as crianças de 4 a 8 anos, é um marco na
animação brasileira. A série tem mais
de 570 minutos o equivalente a cinco longas-metragens
e é 100% nacional. O desenho conta a história
do peixe-astronauta, que faz parte de uma organização
secreta que quer salvar o ambiente. Toda vez que é
chamado, o simpático agente sai do seu habitat, o lago
do parque das Árvores Felizes, para cumprir suas missões
na companhia da menina Marina e do macaco Zico. A série,
de 52 episódios com onze minutos cada um, vem com grandes
pretensões: o lançamento de um longa-metragem,
um portal exclusivo e o licenciamento de produtos dos personagens.
DISCO
Nikhil/Divulgação
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Mariana Aydar: uma
cantora em evolução |
PEIXES PÁSSAROS
PESSOAS, Mariana Aydar (Universal)
Em seu trabalho
de estreia, Kavita1, de 2006, Mariana Aydar exibia
voz bem colocada e personalidade na interpretação
de sambas de Clara Nunes e Leci Brandão e baladas dos
Los Hermanos. Nos três anos seguintes, a cantora evoluiu.
Ela confirma o talento revelado no trabalho anterior, mas
se mostra também uma intérprete mais segura,
uma compositora promissora e uma artista em sintonia com os
bons valores de sua geração. A começar
pela produção, dividida entre Kassin (que trabalhou
com Caetano Veloso e Los Hermanos) e Duani, parceiro e namorado
de Mariana. O repertório privilegia sua verve "sambística"
Aqui em Casa e Manhã Azul são
de uma beleza ímpar. Mas há espaço para
gêneros como o baião (Tá?) e até
para canções com um quê de psicodelia
(Peixes).
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Cinemateca VEJA
No
Japão feudal do século XVI, um senhor
da guerra morre e, para que seus inimigos não
descubram a súbita fraqueza de seu clã,
um sósia um homem miserável, que
vive de pequenos furtos é obrigado a tomar
o seu lugar. Pouco a pouco, ele esquece que está
desempenhando um papel: em seu íntimo, começa
a crer que é o suserano que interpreta
e a se imbuir tanto de seu poder quanto de sua responsabilidade.
O que, então, faz o homem a índole
ou o traje? Essa é a indagação
que o cineasta Akira Kurosawa faz, com angústia
e também com imensa capacidade de se maravilhar,
em Kagemusha A Sombra do Samurai, uma
de suas várias obras-primas, que a Cinemateca
VEJA lança neste sábado em São
Paulo e no Rio de Janeiro.
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Nos demais
estados, nesta semana: Fale com Ela,
o comovente manifesto de amor às mulheres
do espanhol Pedro Almodóvar. |
Como comprar
a Cinemateca VEJA
Em bancas,
livrarias e redes de supermercados, a 13,90 reais o
exemplar avulso. Para assinar, ligue 3347-2180 (Grande
São Paulo) ou 0800-775-3180 (outras localidades),
de segunda a sexta-feira, das 8 às 22 horas.
Pela internet, acesse www.assineabril.com
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