Educação
Experiência valiosa
Aumenta a chance de emprego para quem
faz
programas de intercâmbio no exterior
Janaina Degraf
Joel Rocha
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Alunos da Universidade Federal
do Paraná: malas prontas
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Morar em outro país, estudar numa das melhores faculdades
do mundo e o principal: ter aumentadas as chances de obter
um emprego na volta. O sonho dourado de muitos jovens vem
se realizando por intermédio de um programa de intercâmbio
implementado por algumas das maiores universidades do país.
Hoje, já existem quase cinqüenta instituições
de ensino superior que mantêm convênio com faculdades
estrangeiras. Segundo os especialistas, a experiência
no exterior deixa a pessoa que viajou em franca vantagem
na hora de ingressar no mercado de trabalho. Isso porque,
além de ganhar fluência num segundo idioma,
a pessoa traz na bagagem outras qualidades bastante apreciadas
pelos empregadores. "Dá disciplina, maturidade e
currículo", diz a consultora Júlia Alonso,
da Passarelli Talentos, empresa paulista especializada na
contratação de recém-formados para
grandes empresas.
O fato de ter passado numa das seleções
para o intercâmbio já mostra que o candidato
é, no mínimo, muito bom. Para se ter uma idéia,
150 alunos da Faculdade de Ciências Gerenciais da
União de Negócios e Administração,
uma das maiores de Belo Horizonte, disputam neste mês
uma das vagas abertas para este ano na escola politécnica
de Christchurch, na Nova Zelândia. É uma relação
candidato/vaga comparável à do curso de medicina
da Universidade de São Paulo. Vencida a disputada
etapa de seleção, o aluno precisa bancar as
despesas de passagem e hospedagem e agüentar a saudade
de casa. Na volta, as matérias que ele estudou por
lá ganham equivalência no currículo
brasileiro.
Comum em toda a Europa, o intercâmbio universitário
era incipiente no Brasil. Os primeiros convênios entre
universidades nacionais e estrangeiras foram assinados há
menos de três anos e só agora estão
crescendo. Uma das pioneiras foi a Universidade Federal
do Paraná, UFPR. Em 1997, a instituição
enviou três alunos à França. A iniciativa
deu tão certo que neste ano outros trinta ganharão
a oportunidade. "Todos os que fizeram intercâmbio
conquistaram bons empregos na volta. Agora não será
diferente", diz Carlos Siqueira, coordenador de convênios
da UFPR. Pode indicar um futuro promissor.