Edição 1 641 - 22/3/2000

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Educação

Experiência valiosa

Aumenta a chance de emprego para quem faz
programas de intercâmbio no exterior

Janaina Degraf

 
Joel Rocha

Alunos da Universidade Federal do Paraná: malas prontas

Morar em outro país, estudar numa das melhores faculdades do mundo e o principal: ter aumentadas as chances de obter um emprego na volta. O sonho dourado de muitos jovens vem se realizando por intermédio de um programa de intercâmbio implementado por algumas das maiores universidades do país. Hoje, já existem quase cinqüenta instituições de ensino superior que mantêm convênio com faculdades estrangeiras. Segundo os especialistas, a experiência no exterior deixa a pessoa que viajou em franca vantagem na hora de ingressar no mercado de trabalho. Isso porque, além de ganhar fluência num segundo idioma, a pessoa traz na bagagem outras qualidades bastante apreciadas pelos empregadores. "Dá disciplina, maturidade e currículo", diz a consultora Júlia Alonso, da Passarelli Talentos, empresa paulista especializada na contratação de recém-formados para grandes empresas.

O fato de ter passado numa das seleções para o intercâmbio já mostra que o candidato é, no mínimo, muito bom. Para se ter uma idéia, 150 alunos da Faculdade de Ciências Gerenciais da União de Negócios e Administração, uma das maiores de Belo Horizonte, disputam neste mês uma das vagas abertas para este ano na escola politécnica de Christchurch, na Nova Zelândia. É uma relação candidato/vaga comparável à do curso de medicina da Universidade de São Paulo. Vencida a disputada etapa de seleção, o aluno precisa bancar as despesas de passagem e hospedagem e agüentar a saudade de casa. Na volta, as matérias que ele estudou por lá ganham equivalência no currículo brasileiro.

Comum em toda a Europa, o intercâmbio universitário era incipiente no Brasil. Os primeiros convênios entre universidades nacionais e estrangeiras foram assinados há menos de três anos e só agora estão crescendo. Uma das pioneiras foi a Universidade Federal do Paraná, UFPR. Em 1997, a instituição enviou três alunos à França. A iniciativa deu tão certo que neste ano outros trinta ganharão a oportunidade. "Todos os que fizeram intercâmbio conquistaram bons empregos na volta. Agora não será diferente", diz Carlos Siqueira, coordenador de convênios da UFPR. Pode indicar um futuro promissor.