Fotos AP
 |
 |
| Jagger, em Londres,
e Luciana, em Nova York: pensão |
Assumiu: oficialmente a paternidade de Lucas,
filho da modelo Luciana Gimenez, 30 anos, o roqueiro
inglês Mick Jagger, 56 anos. De Londres, por
telefone, o vocalista dos Rolling Stones admitiu à
Justiça americana ter se submetido a um exame de
DNA. A quase 6.000 quilômetros
de distância, na corte nova-iorquina, Luciana acompanhou
o testemunho de Jagger pelo viva-voz. O objetivo da audiência,
solicitada pela modelo, era definir o valor da pensão
a ser paga pelo roqueiro. Para ela, os 5.500
dólares mensais que vinha recebendo eram insuficientes
para manter o filho, de 10 meses. Luciana reclama 35.000
dólares por mês. É do que precisa, de
acordo com seus cálculos, para cobrir os gastos com
o aluguel do apartamento em Nova York, a babá e os
seguranças de Lucas. Jagger contesta o valor, sob
o argumento de que aceita arcar com as despesas do menino,
mas não com as da mãe. Até que o valor
definitivo da pensão seja estabelecido, o que só
deve ocorrer em maio, o juiz David Kirshblum determinou
que Jagger pague mensalmente 10.000
dólares. Dia 15, em Nova York.
Roubadas: as 55 estatuetas do Oscar 2000.
A nove dias da festa da Academia de Artes e Ciências
Cinematográficas de Hollywood, as peças desapareceram
entre as cidades de Chicago, onde são fabricadas,
e Los Angeles. O FBI, a polícia federal americana,
está investigando o roubo. Os diretores da academia
garantem que a cerimônia de entrega dos prêmios
não será adiada. Dia 16, em Los Angeles.
Recebeu alta: o economista Roberto Campos,
82 anos. O ex-ministro e ex-deputado estava internado desde
26 de fevereiro, vítima de isquemia cerebral. Com
dificuldade de fala, uma seqüela do distúrbio,
Campos continuará com acompanhamento médico,
ainda por tempo indeterminado. Dia 13, no Rio de Janeiro.
Fernando Vivas
 |
| Sá: pena de quatro anos |
Condenado: o ex-dono do extinto Banco Econômico
Ângelo Calmon de Sá, 64 anos, a quatro
anos de prisão, em regime semi-aberto. Ele foi considerado
culpado pela concessão de empréstimos no valor
de 300 milhões de dólares, entre 1992 e 1994,
do Econômico à Cajuba (Caju da Bahia S.A.),
empresa controlada pelo Econômico Empreendimentos,
holding do banco. A legislação proíbe
aos bancos emprestar dinheiro a empresas coligadas ou pertencentes
a seus sócios majoritários. Dia 14, em Salvador.
Morreram: o advogado Samuel Malamud.
Nascido na Ucrânia em 1908, ele chegou ao Rio de Janeiro
em dezembro de 1923. A partir dos anos 30, transformou-se
em um dos mais influentes representantes da comunidade judaica
no Brasil. Em 1948, Malamud foi o primeiro cônsul
de Israel no país. Fundou e presidiu, entre outras
entidades, a Federação Israelita do Brasil
e o Clube Hebraica. Dia 11, aos 91 anos, de infarto, no
Rio de Janeiro.
Maria Werneck de Castro, uma pioneira do desenho
científico no Brasil. Extremamente minuciosa, especializou-se
no desenho de plantas, sobretudo das espécies em
extinção na flora do planalto brasileiro.
Além de ser usados em estudos acadêmicos, seus
trabalhos foram reproduzidos em selos postais. Dia 11, aos
95 anos, de insuficiência respiratória, no
Rio de Janeiro.
Thomas Wilson Ferebee, artilheiro do Enola Gay, o
avião que lançou a bomba atômica sobre
a cidade japonesa de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945.
Ferebee lamentava as vítimas civis, mas dizia jamais
ter sentido culpa. Dia 16, aos 81 anos, nos Estados Unidos.
Nelio Rodrigues
 |
| Senador Luiz Estevão: defesa
|
Apresentou: defesa no processo por quebra de decoro
parlamentar o senador Luiz Estevão, 49 anos,
do PMDB-DF. A representação contra Estevão,
que pode ter o mandato cassado, foi apresentada ao Senado
por sete partidos de oposição com base no
relatório final da CPI do Judiciário. A comissão
de inquérito constatou que o Grupo OK, de propriedade
do senador, recebeu 34 milhões de dólares
do Grupo Monteiro de Barros, responsável pela obra
superfaturada do Tribunal Regional do Trabalho de São
Paulo. O dossiê de quase 1 000 páginas inclui
laudos periciais, para demonstrar que Estevão não
apresentou documentos falsos à CPI, e pareceres assinados
por Aristides Junqueira, procurador-geral da República
no governo Collor, e Osiris Lopes Filho, ex-secretário
da Receita Federal, contestando a acusação
de crime fiscal. Sustenta, por fim, que não pode
ser cassado, porque todos os fatos citados na representação
dos partidos de oposição são anteriores
a sua posse como senador. Ele pediu que testemunhas de defesa
sejam ouvidas pelo Conselho de Ética do Senado. Dia
16, em Brasília.
AP
 |
| Porcos clonados: transplantes |
Anunciada: a clonagem de cinco porcos. Nascidos
em 5 de março, os porquinhos, todos fêmeas,
foram batizados Millie, Christa, Alexis, Carrel e
Dotcom. A experiência foi realizada pelos mesmos
cientistas da empresa PPL Therapeutics, do Instituto Roslin,
na Escócia, que criaram a ovelha Dolly, em 1996.
Essa foi a primeira clonagem a partir de células
adultas desde o nascimento de Dolly. Os cientistas acreditam
que, em quatro anos, terão condições
de transplantar para seres humanos órgãos
de porcos clonados. Dia 14, em Londres.
Exonerado: do cargo de coordenador
de segurança pública do Estado do Rio o sociólogo
Luiz Eduardo Soares. Um dos principais assessores
do governador Anthony Garotinho, ele tinha declarado que
a cúpula da polícia do Rio é uma "banda
podre". Garotinho decidiu demiti-lo ao saber que Soares
já tinha levado suas denúncias ao Ministério
Público. Dia 17, no Rio de Janeiro.
|
Olho
por olho, dente por dente
|
 |
| Javed Iqbal: crimes cruéis
|
O paquistanês Javed Iqbal, de 42 anos,
que confessou ter violentado, matado e dissolvido
em ácido 100 crianças, foi condenado
à morte na quinta-feira passada. O que chama
a atenção é o ineditismo da sentença:
o juiz determinou que fosse da mesma forma cruel com
que matou suas vítimas. Ele será estrangulado
100 vezes, retalhado em 100 pedaços e dissolvido
em ácido. Tudo isso em Minar-e-Pakistan, a
principal praça da cidade paquistanesa de Lahore,
diante dos pais das crianças assassinadas.
Por garantia, caso a pena seja revertida no futuro,
o juiz ainda o condenou a 700 anos de prisão.
Engenheiro químico, Iqbal está preso
desde dezembro, quando a polícia encontrou
as roupas das 100 vítimas, além de fotografias
e anotações detalhadas das mortes. Ele
ainda pode recorrer da sentença.
|

O monge e a czarina
Em 1908, o monge Grigori
Efimovich Novykh, mais conhecido como Rasputin,
foi apresentado à família real russa.
Com fama de vidente e curandeiro, caiu nas graças
da czarina Alexandra. Sobretudo porque parecia
ter o poder sobrenatural de curar a hemofilia do príncipe
Alexei, o herdeiro do trono. Lançado na quarta-feira
passada em Londres, Rasputin: a Última Palavra,
do historiador russo Edvard Radzinski, tenta provar
com documentos inéditos que o monge não
conquistou apenas poder político mas também
o coração e a cama da czarina. "Por
ti sacrifico meu marido e o meu coração.
Reza por mim e benze-me. Beijos, amor meu", escreveu-lhe
ela. O livro contesta ainda a versão corrente
da morte do monge, em 1916. Diz-se que resistiu de
forma sobrenatural ao envenenamento no atentado organizado
pelo príncipe Felix Yusupov. Radzinski sustenta
que o monge sobreviveu porque nem sequer chegou a
provar o vinho e os pastéis preparados com
cianureto. Morreu afogado no Rio Niva, onde seu corpo
foi jogado depois de ser alvejado por três tiros.
|