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VEJA Recomenda CINEMA
Bambi 2 (Estados Unidos, 2006. Em cartaz
no país) Essa seqüência de Bambi, de 1942, parte
da cena mais pungente daquele clássico da animação da Disney
a morte da mãe do pequeno cervo. Abandonado à companhia de
um pai muito rígido, Bambi tenta a todo custo conquistar o seu afeto. A
relação entre os dois é o centro da história, mas
alguns coadjuvantes que já apareciam no desenho animado original às
vezes roubam a cena. É o caso do gambá Flor e do coelho Tambor,
que agora aparece acompanhado de quatro irmãs engraçadas. Os adultos
que assistiram ao primeiro desenho certamente vão sentir falta do primor
artístico da velha Disney. Mas as crianças vão se divertir
com Bambi 2. Veja
cenas.
Divulgação
 | | Uma
Mulher contra Hitler: candidato ao Oscar |
Uma
Mulher contra Hitler (Sophie Scholl Die Letzten Tage, Alemanha,
2005. Estréia nesta sexta-feira no país) Está-se em
1943 e no auge da opressão nazista. Sophie e seu irmão Hans, membros
do grupo de resistência Rosa Branca, são presos distribuindo panfletos
anti-hitleristas na Universidade de Munique. Dessa manhã até a tarde
do dia seguinte, eles serão repetidamente interrogados, sumariamente julgados
e então decapitados. Interpretada por Julia Jentsch, a jovem Sophie é
um modelo de contenção no interior do qual se entrevê, às
vezes, uma centelha de esperança de que a sentença seja adiada,
de que os aliados derrotem Hitler e de que ela, então, possa sobreviver.
Baseado nas transcrições dos interrogatórios reais, o filme
(que concorre ao Oscar de produção estrangeira) é também
ele um modelo de foco, concisão e tensão.
LIVROS O
Atentado, de Yasmina Khadra (tradução de Ana Montoia; Sá
Editora; 256 páginas; 33 reais) Oficial do Exército da Argélia,
o escritor Mohammed Moulessehoul assumiu o nome de sua mulher, Yasmina Khadra,
para escapar à censura imposta pelos militares. Hoje exilado na França,
ele manteve o pseudônimo literário. Admirada pelo Nobel sul-africano
J.M. Coetzee, entre outros, a literatura de Khadra é um retrato devastador
da opressão fundamentalista no Oriente Médio. O Atentado,
seu mais recente romance e o primeiro lançado no Brasil ,
tem como protagonista um médico israelense de origem árabe. Ele
sempre se manteve neutro nas disputas entre judeus e palestinos, até ser
surpreendido por um atentado suicida cometido por sua própria mulher. Leia
trecho. Librado
Romero/NYT
 |  | | Pelecanos:
crime e tensão racial | |
Preto
no Branco, de George Pelecanos (tradução de Beth Vieira;
Companhia das Letras; 360 páginas; 39,50 reais) Pelecanos ganhou
seu lugar entre os melhores nomes da ficção policial americana com
livros de enredo eletrizante e temática política ou social. Preto
no Branco tem a tensão racial das grandes cidades americanas como pano
de fundo. O detetive Derek Strange, herói habitual dos livros do autor,
resolve quebrar a regra que estabeleceu para sua agência não
investigar assassinatos para se dedicar a um caso difícil: a morte
de um negro por um policial branco, durante um tiroteio em Washington. A grande
questão é saber se o crime foi ou não cometido por preconceito.
DVD
Divulgação
 | | Noites
de Circo: um Bergman inédito em vídeo |
Noites de Circo (Gycklarnas Afton, Suécia,
1953. Versátil) O dono de um circo decadente ao mesmo tempo tenta
conquistar sua platéia, persegue uma reconciliação com sua
mulher e mantém um caso com uma moça vulgar que está,
também, tendo um romance com um ator infeliz. A partir desse quadrilátero
amoroso (ou desamoroso, como caberia melhor), o diretor sueco Ingmar Bergman se
exercita em temas que viriam a marcar toda a sua obra, como a humilhação
e a rejeição a qual o dono do circo terá de encarar
em todas as frentes. Nunca lançado em vídeo no Brasil, Noites
de Circo, um trabalho de início de carreira, é o que se convencionou
chamar de um Bergman "menor". Quisera todos começassem assim grandes.
DISCO
Fernando
Pimentel
 | | A
cantora Elis Regina: material raro |
Pérolas
Raras, Elis Regina (Universal) A coletânea reúne uma
série de gravações raras, a maioria delas dos anos 60. Essas
interpretações do início da carreira da gaúcha Elis
Regina (1945-1982) já mostram por que ela se tornou uma das intérpretes
mais memoráveis da MPB. Sua voz poderosa contrasta com a letra ingênua
de A Coruja e encontra o tom brejeiro ideal para Ladeira da Preguiça.
O disco traz bons registros ao vivo, como Terra de Ninguém, gravada
no Teatro Paramount, em 1964. A faixa-bônus do CD é uma gravação
ao vivo do programa Som Livre Exportação, apresentado por
Elis e Ivan Lins na TV Globo, nos anos 70. Ela canta Black Is Beautiful,
de Paulo Sérgio e Marcos Valle.
O mais vendido Investigado
pela Polícia Federal por atividades ilícitas, o negociante de notícias
Leonardo Attuch está envolvido em uma nova fraude. Há três
semanas, um volume de ficção de sua autoria, intitulado A CPI
que Abalou o Brasil, apareceu nas listas de mais vendidos classificado equivocadamente
como não-ficção. Só isso já seria estranho.
Mas, como tudo o que circunda o investigado, as zonas de sombra desse caso são
mais densas do que parecem. Na semana passada, desconfiados de que o desonesto
volume pudesse estar tendo suas vendas fraudulentamente infladas, repórteres
de VEJA foram investigar a correção dos dados enviados pelas livrarias.
Bingo! Descobriu-se que a livraria Siciliano, dona do selo Futura, que publicou
o indecoroso panfleto ficcional, fornecera à imprensa dados manipulados,
jogando para cima as cifras de venda. Se elas ainda fossem referentes ao autor,
vá lá. Mas ao livreco? Bem, o fato é que a vendagem do panfleto
ignominioso (452 exemplares em uma semana) divulgada pela Siciliano superior
à de outras quatro grandes redes somadas ao longo de mais de um mês
era tão falsa quanto a produção do quadrilheiro que
deve satisfações à polícia.
VEJA pediu explicações à Siciliano. A resposta veio na forma
de uma nota oficial: "Constatamos que houve um erro de informação
na lista referente ao período de 6/2 a 12/2. Por um erro de cadastro no
sistema, foram computadas, além das vendas internas (nas lojas Siciliano),
as vendas para redes de livrarias e distribuidores. Isso ocorreu somente com o
título A CPI que Abalou o Brasil". Foram dados, portanto, como vendidos
livros que estão apanhando poeira em estoques. A nota termina assim: "Favor
considerar, como venda total nas livrarias Siciliano, 84 exemplares". Com os dados
corretos ou seja, 368 exemplares a menos , o volume ficcional não
teria sido alçado a nenhuma lista de vendagem. Até que a fraude
seja completamente esclarecida e a Siciliano, inocentada de cumplicidade com o
novelista investigado que ela publica, VEJA decidiu não computar os dados
daquela livraria na elaboração de suas listas. Leonardo Attuch,
porém, continua à venda. | | |