Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 786 - 22 de janeiro de 2003
Artes e Espetáculos Cinema
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
  A Casa das Sete Mulheres
Femme Fatale, de Brian De Palma
Ricardo Darín e o bom cinema argentino
A influência das drogas na literatura

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
VEJA on-line
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2003
Reportagens de capa
2000|01|02|03
Entrevistas
2000|01|02|03
Busca somente texto
96|97|98|99
2000
|01|02|03


Crie seu grupo




 

Ator tipo exportação

Protagonista de Nove Rainhas
e O Filho da Noiva, o excelente
Ricardo Darín é símbolo do
cinema argentino que dá certo

Isabela Boscov

 
Buena Vista Internacional
Divulgação
Darín em Rainhas (à esq.) e Noiva: o ex-"galancito" virou ator sério

Veja também
Estação VEJA: trailer de O Filho da Noiva

Apesar da crise desesperadora que atinge a Argentina, seu cinema fez bonito em todo o mundo nos últimos tempos, graças a dois filmes em especial – o suspense Nove Rainhas e o drama O Filho da Noiva (este ainda em cartaz no Brasil). Além do sucesso e do tema – as contramarchas por que passa o país –, eles têm em comum o protagonista: o ator Ricardo Darín, de 45 anos, que se tornou assim o intérprete argentino mais popular fora de seu país. Merecidamente, diga-se. Seu estilo econômico rende ao máximo no cinema, em que a câmera costuma punir artifícios e exageros com o ridículo. Darín, além disso, é versátil. O trambiqueiro Marcos de Nove Rainhas pouco tem a ver com o Rafael de O Filho da Noiva, um quarentão em dificuldades financeiras e pessoais, exceto pelo fato de que ambos parecem absolutamente genuínos e de que Darín, em que pese seu tipo físico marcante – cabelos escuros, olhos azuis e traços fortes –, desaparece, por assim dizer, dentro dos personagens. "Há poucos atores capazes de ser ao mesmo tempo graciosos e patéticos, levianos e profundos. Para mim, Ricardo é um desses, e está no mesmo patamar que Nino Manfredi ou Jack Lemmon", diz o diretor Juan José Campanella, de O Filho da Noiva. Os espanhóis, pelo visto, concordam. O filme de Campanella vendeu mais ingressos na Espanha do que o Fale com Ela de Pedro Almodóvar. Há pouco mais de uma semana, também, Darín estreou seu espetáculo Art em Madri – que já vinha encenando ininterruptamente há cinco anos na Argentina –, com ótima repercussão e casa lotada.

Editorial Perfil


O curioso no prestígio de Darín é o que ele tem de improvável. Filho de atores, ele estreou no teatro aos 10 anos, mais por inércia do que convicção. "Eu queria ser veterinário e achei que, enquanto pensava numa coisa, podia ir fazendo outra. Até que me dei conta de que estava feliz", disse, em entrevista a VEJA de Madri, onde comemorava com a mulher, Florencia ("linda como uma brasileira"), e a filha caçula o aniversário de 14 anos do primogênito, Ricardo. Darín chegou à juventude na televisão, e com uma distinção duvidosa: a de ser um dos "galancitos", ou galãzinhos, como os argentinos batizaram os atores jovens e bonitões que tomaram de assalto as novelas nos anos 80. Ótimo para as finanças, nem tão bom assim para o currículo – e os filmes ligeiros que Darín fez nessa época também não contribuíram para elevar seu coeficiente de respeitabilidade. Em 1999, quando as dores de uma hérnia de disco se somaram ao cansaço com a rotina da televisão, ele deu sua guinada. Largou de vez a TV, da qual já vinha se afastando, e tem se dedicado só aos palcos e ao cinema. Entre todas as pessoas surpresas com a extensão de seu talento, ele garante ser a mais perplexa. "Ainda não tenho certeza de que sou um bom ator. Mas estou aprendendo", diz.

Darín jura que, mesmo que venha a filmar na Espanha ou em outros países, não tem a menor intenção de deixar seu país. "Não saio de lá por nada", diz. Nem o fantasma da crise, e a hipótese de que ele venha a assombrar o florescimento do cinema argentino, o assusta. "A Argentina é um país cíclico. Ou seja, gosta de voltar para trás o tempo todo. Já estamos acostumados", ri Darín, que acredita que bons filmes dependem muito mais de iniciativas individuais do que de um clima coletivo. A sua parte, de embaixador do cinema argentino, ele já vem cumprindo. E com honras.

   
canaldecompras
O que é canal de compras
CDs DVDs Vídeos
Saraiva.com.br
 
Livros
Saraiva.com.br
Livraria Nobel
 
Ingressos
Ingresso.com.br
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS