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Cartas  | "Na
luta contra a epidemia de obesidade os novos medicamentos são um passo
à frente, mas só quando aliados a um estilo de vida saudável"
Doutor Nataniel
Viuniski São Paulo, SP |
Gordura
abdominal VEJA presta mais um excelente
serviço aos seus leitores esclarecendo que o acúmulo de gordura
intra-abdominal, e não simplesmente o peso, é um grande fator de
risco para as doenças cardiovasculares e a síndrome metabólica
("O fim da barriga", 14 de dezembro). Ficou claro que na luta contra a epidemia
de obesidade os novos medicamentos significam um passo à frente, mas somente
quando aliados a reeducação alimentar, atividade física e
estilo de vida saudável. Doutor Nataniel
Viuniski São Paulo, SP
Bom saber por VEJA que, para um problema de saúde como a gordura localizada
e suas inúmeras implicações, a indústria farmacêutica
que pesquisa já tem, se não uma solução completa,
um caminho que poderá ajudar milhares de pessoas a viver de forma mais
saudável. Antonio Carlos Salles São Paulo, SP
A reportagem constitui importante contribuição em termos de alerta
à população quanto aos problemas da obesidade, em particular
a gordura visceral intra-abdominal. Além dos riscos cardiovasculares e
metabólicos, muito bem enfocados, faltou a abordagem do importante problema
hepático freqüentemente associado com a síndrome metabólica
e também relacionado com o aumento de gordura na região do abdômen:
a esteato-hepatite. A simples presença de gordura no fígado (esteatose),
freqüentemente encontrada no exame de ultra-som, pode não ser preocupante.
No entanto, estudos mais recentes têm demonstrado que existe uma evolução
silenciosa, com inflamação e destruição das células
do fígado, que ao longo dos anos pode chegar ao estágio de cirrose.
Edna Strauss Médica hepatologista e professora de pós-graduação
na Universidade de São Paulo São Paulo, SP
Qual a fórmula para passar em um vestibular, crescer profissionalmente
e impulsionar o crescimento de uma nação? Só existe uma:
estudar, e muito. Muito esforço. Se você vai fazê-lo de dia,
à tarde ou à noite, é problema seu. Da mesma forma, para
manter uma boa saúde, qual a fórmula? Também existe apenas
uma: atividade física diária e diminuição drástica
do consumo de carboidratos refinados, como refrigerantes, sorvetes, chocolates,
doces, bolos, tortas, balas, pães e cereais refinados. A título
de informação, no início do século XX cada brasileiro
consumia 4 quilos de açúcar por ano e hoje consome 45. Já
passaram pelo nosso planeta o Inibex, o Reductil, o Xenical e agora o rimonabant.
E virão outros. A procura da conquista fácil é própria
da raça humana. Mas a regra da vida é outra. Só se conquistam
os objetivos com muito esforço. Benedito Borges Médico
gastroenterologista Cuiabá, MT
Thomas Friedman Excelente a entrevista
com o escritor e jornalista americano Thomas Friedman (Amarelas, 14 de dezembro).
Segundo ele, para o Brasil se inserir com eficiência no "mundo plano", que
para Friedman é uma nova fase da globalização em que não
apenas as empresas mas também os indivíduos podem atuar em âmbito
mundial, é necessário que o país invista em infra-estrutura,
educação e políticas públicas. Já que estamos
nas vésperas da campanha eleitoral para presidente, é bom que os
candidatos reflitam sobre esses pontos e os coloquem no planejamento de governo.
Não como promessas, só para angariar votos, mas como metas reais.
Maria Dilma Ponte de Brito Professora
da Universidade Federal do Piauí Parnaíba, PI
Somente com investimento em educação, infra-estrutura e, principalmente,
com uma política de impostos mais justa é que o Brasil será
realmente a grande nação do futuro. Enquanto tivermos somente governantes
corruptos, nosso país será um Zimbábue. Marcos Aparecido
Pincerato Por e-mail Falar
em mundo plano, repleto de chances igualitárias para os indivíduos
dos mais distintos países é, no mínimo, uma insensatez. É
negar a globalização como fenômeno ambivalente: ora concorre
para uma civilização transnacional com acesso a aplicações
tecnológicas e a informações em todos os níveis, ora
atua como instrumento de desemprego e de miséria, além de elemento
destruidor das fronteiras e da soberania nacional. Falar de um mundo plano é
priorizar a globalização como processo de integração
econômica e tecnológica em detrimento da qualidade de vida das populações,
inclusive dos povos indiano e chinês, a quem ainda é inacessível
a universalização de valores, entre os quais liberdade e democracia
em seu sentido mais amplo. Maria das Graças Targino Doutora
em ciência da informação e pesquisadora do CNPq Teresina,
PI José
Alencar Chocou-me a expressão
usada como adjetivo para o homem que ocupa o cargo de vice-presidente da República.
Há algum tempo, uma pessoa, ao ser "xingada" assim, ficaria ruborizada,
irada. Reagiria, lutaria para demonstrar não o ser. Hoje, não!
Riem de nós. Afinal, são caras-de-pau milionários, poderosos,
imunes às leis. Tânia Dian Cachoeiro de Itapemirim,
ES A cada dia que passa, fico
mais irritado, desiludido, inconformado e me culpando por ter colaborado com a
ascensão de alguns partidos e políticos. Não temos apenas
um vice cara-de-pau, mas sim um bando de caras-de-pau nos representando e tomando
decisões em favor deles e de seus familiares. Brasileiros e brasileiras,
devemos ter muito cuidado nas próximas eleições, pois em
2006 estaremos elegendo novos caras. Quem sabe de quê? Oswaldo Evaristo
da Costa Neto João Pessoa, PB
A postura do vice-presidente José Alencar, paladino da luta contra os juros
celestiais aqui vigentes, não o impede, como empresário, de buscar,
como qualquer cidadão, fontes de financiamento pessoal ou para suas empresas
com taxas civilizadas. José de Anchieta Nobre de Ameida Rio
de Janeiro, RJ Zé Alencar
pragueja contra os juros altos enquanto recebe juros subsidiados do governo de
que faz parte; Hélio Costa nos premia com um suplente de senador
fluminense da gema que forjou sua condição de eleitor mineiro
com um domicílio fraudulento; Eduardo Azeredo está ameaçado
de ser cassado por campanhas desonestas. E mais Banco Rural e valerioduto. Será
que a tradicional ética da política mineira morreu com Tancredo
Neves? José Roberto de Amorim Belo Horizonte, MG
Diogo Mainardi Assino VEJA há anos
e esta é a primeira vez que escrevo à redação. Não
posso deixar de manifestar meu apoio e admiração à lucidez
e à coragem de Diogo Mainardi em "Observatório da imprensa" (1 e
2). Diogo, você não é um galã de telenovela (apesar
de ser lindo), você é muito mais: é a voz da indignação
do brasileiro catapultado e humilhado com tanta mentira e sujeira deste governo!
Zeny Belmonte Curitiba, PR
Eu, que sempre apreciei o programa de Alberto Dines, comecei a estranhar de uns
meses para cá uma mudança em seus editoriais e nos convidados para
o programa. Mas Mainardi esclareceu tudo. Ele é chapa-branca. Mainardi,
você é minha voz contra esses petistas corruptos e seus pelegos na
imprensa e na intelectualidade brasileiras. Adelson do Nascimento Mendonça
Ipatinga, MG Finalmente
alguém expõe em palavras o que já é evidente por si:
a quase totalidade da imprensa brasileira é aparelhada pelo PT e assemelhados.
Aqui no Ceará, por exemplo, os dois principais jornais são meros
panfletos a serviço dos interesses eleitorais e ideológicos do petismo.
Alberto Passos Fortaleza, CE
Lendo o artigo do jornalista Alberto Dines, eu me indignei ao ver que ele faltou
ao respeito aos leitores de VEJA, insinuando que a redação da revista
inventa as cartas dos leitores. Marcos Vinicius Ferreira da Silva
Rondonópolis, MT
Agradeço a gentileza de um breve reparo. Na coluna de Diogo Mainardi desta
semana, "Observatório da imprensa (2)" (14 de dezembro), sou chamado de
stalinista-quercista, quando na verdade sou ex-quercista. Fernando Morais
Jornalista São Paulo, SP
Admiro sua coragem, Mainardi. Não por ser um crítico contumaz de
Lula e do PT. Isso hoje em dia é moleza, qualquer um é. Mas desnudar
o posicionamento camuflado de muitos coleguinhas da imprensa e enfrentar o patrulhamento
enfurecido de muitos deles é para quem tem disposição para
entrar em um vespeiro sem se importar com as picadas que virão. É
digno de registro. Rodrigo Odilon dos Anjos Brasília, DF
Com os artigos "Observatório
da imprensa", o senhor Mainardi tem demonstrado sua total independência
dentro do jornalismo brasileiro, o que provavelmente será pago futuramente
com muitas portas fechadas em empresas jornalísticas. Enquanto puder, por
favor, mantenha sua impetuosidade e inteligência a serviço do bem
informar. Paulo Machado da Costa São Paulo, SP
Animais de estimação
Magnífica a reportagem "O que seu bicho precisa..."
(14 de dezembro), de Laura Ming. Como é bom saber que ainda existem Homo
sapiens que enxergam Canis familiaris e Felis catus como cães
e gatos. Espero que os milhões de leitores de VEJA que têm animais
de estimação captem a belíssima mensagem dessa matéria.
Digo isso diariamente em meu consultório aos meus clientes e sinto quanto
eles têm dificuldade em ver seus animais como são. O animal "racional"
é o único capaz de destruir o próprio ambiente. Vamos admirar
e aprender mais com os ditos "irracionais". Marcus Vinícius Botelho
de Carvalho Médico veterinário Belo Horizonte, MG
Parabéns a essa revista, que está antenada com todos os segmentos
da sociedade, pois a distorção que se vem empreendendo causa desconforto
e maus-tratos aos animais, só servindo para aumentar os lucros de pessoas
mal informadas. Sem o instrumento poderoso que é essa reportagem, em pouco
tempo teríamos o errado parecendo certo em razão do número
de pessoas influenciando tal comportamento. Doutor Antonio Magalhães
Médico veterinário Feira de Santana, BA
A escovação dental diária é a melhor forma de combater
a doença periodontal em cães e gatos, enfermidade que acomete aproximadamente
80% desses animais e pode gerar conseqüências sistêmicas. A doença
possui a placa bacteriana como agente etiológico, e a escovação
dental diária impede que essas bactérias se organizem e se tornem
patogênicas, visto que essa organização ocorre num período
entre 24 e 48 horas. Roberto Fecchio Médico veterinário
Por e-mail É sempre
um prazer renovado ler, a cada semana, uma edição de VEJA. Além
de me manter muitíssimo bem informado, posso encontrar na revista verdadeiras
pérolas literárias, dignas dos melhores escritores em nossa língua.
Nesta última semana fui, mais uma vez, contemplado por Laura Ming, que
na belíssima reportagem nos brindou com a frase "...olhos acobreados que
contemplam o mundo com felina superioridade...". Parabéns, Laura. Parabéns
a VEJA por ter entre seus colaboradores pessoas tão competentes como ela.
Ariovaldo Dias de Oliveira São Bernardo do Campo, SP
Finlândia
Apesar das diferenças entre o rock pesado e a música
clássica, esses dois estilos se encontraram em boa harmonia, ganhando vários
adeptos pelo mundo. Corrijam-me se eu estiver errado, mas ainda considero o heavy
metal melódico muito melhor do que os berros eufóricos e desafinados
de uma certa Tati Quebra-Barraco, por exemplo, que polui ainda mais a música
brasileira ("Entre a batuta e a guitarra", 14 de dezembro). Felipe Daniel
Bitencourt Por e-mail A crítica
remete a uma corrente "anti-heavy metal" antiga e ultrapassada. Sabe-se que a
essência do heavy metal é muito mais do que "praga finlandesa". O
fato de serem utilizadas melodias eruditas e clássicas deveria ser um motivo
de elogio, e não de ridicularização. Raul Ribeiro
de Souza Neto Fortaleza, CE
Não sou nenhum fã de bandas como Nightwish, mas acho que vocês
deveriam respeitar a juventude, que cada vez mais está apreciando esse
tipo de som muito mais válido que algumas das músicas brasileiras
que são expostas, sem nenhuma dor na consciência, por vocês
da mídia. Rodrigo J. dos Santos Curitiba, PR
Funai Ficamos
muito satisfeitos com a reportagem "Índios por imposição"
(14 de dezembro). A situação na região é muito complicada,
e somente com matérias íntegras, que relatam fielmente o que vem
ocorrendo, como a que foi publicada por esse veículo, será possível
esclarecer a população e também o poder público sobre
o assunto. Paulo Resende Diretor executivo da Associação
dos Proprietários Rurais de Mato Grosso (APR-MT) Por e-mail
VEJA relata com invejável visão
o problema dos "chiquitanos brasileiros", que, como é do seu direito, não
são índios nem querem sê-lo. Faz mais de cinqüenta anos
que me dedico à defesa dos direitos indígenas, apoiando a Funai
naquilo que é de sua alçada. Parece-me que o índio pode considerar-se
como tal se vive em suas aldeias, isolado da civilização envolvente,
necessitando de amplas áreas onde possa caçar, pescar e coletar,
visando à sua sobrevivência. Os chiquitanos, moradores da área
do Rio Guaporé, não têm aldeias e não praticam rituais
nem cerimônias próprios de uma suposta ascendência indígena.
Padre Ângelo Jayme Venturelli Campo Grande, MS
Somente uma revista altamente comprometida com a verdade e a transparência
dos fatos deslocaria um repórter por cerca de 200 quilômetros de
estrada de chão, nos confins do oeste do Brasil, para fazer o que a Funai
nunca fez: escutar a opinião de todas as pessoas que vivem e trabalham
em harmonia numa região e a fazem prosperar. VEJA atende ao pedido de socorro
de um povo que respeita os verdadeiros índios brasileiros mas não
aceita a condição de indígenas que a Funai, por motivos obscuros,
quer lhe impor na fronteira do Brasil com a Bolívia, por onde poderá
ser escoada boa parte da produção agrícola do Centro-Oeste
para os portos do Chile, encurtando o frete de nossos produtos destinados à
Ásia, o maior mercado mundial, em quase 50%. De que lado está a
Funai, do Brasil que quer se desenvolver ou dos países desenvolvidos? André
Coelho Barbosa Produtor rural da região de Campo Grande, MS
Hugo Chávez
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é a
desgraça da América Latina, depois de Fidel Castro. A incompetência
de Hugo Chávez é notória. Ainda assim, o nosso glorioso presidente
Lula o tem como ídolo, tanto é que a Venezuela se aliou ao Mercosul.
Uma pergunta que não quer calar. Com que a Venezuela contribuirá
para a melhoria do Mercosul? Nada. Chávez é ditador, sem conhecimentos
internacionais e incompetente naquilo que faz. Se nosso governo seguir Chávez
e Fidel, o Brasil voltará a ser uma província ("Viagem ao circo
de Chávez", 14 de dezembro). Kleber Montoril Rocha Manaus,
AM A agonia da democracia em
meu país não é recente. Nós, venezuelanos, muitas
vezes advertimos o mundo de que Chávez não passa de um populista
que quer impor uma ditadura disfarçada de democracia. O mundo, por sua
vez, esqueceu que democracia é muito mais do que chegar ao poder pelos
votos. Não existe democracia quando absolutamente todos os poderes públicos
estão na mão de uma pessoa, e é isso o que acontece na Venezuela.
Felizmente, VEJA é uma dessas vozes que não calam o que vêem.
Obrigado por uma reportagem perfeita. Ricardo Cunha R. Rojas Valencia,
Venezuela Eu queria agradecer
a revista VEJA por sua reportagem sobre a Venezuela. Como venezuelana, eu me sinto
muito preocupada com o meu país, porque tudo o que é mencionado
nessa reportagem é certo. Quando eu conto a meus amigos brasileiros ou
de outros países, eles não podem entender como isso não aparece
nunca na imprensa internacional. Preocupa-me a apatia política e/ou medo
que sentimos, os venezuelanos, porque parece que nós não temos saída,
estamos já totalmente desamparados de qualquer instrumento democrático.
Andreina Gallegos São Paulo, SP
Meus parabéns ao jornalista Diogo Schelp e ao fotógrafo Paulo Vitale
por tão excelente artigo sobre o meu país. Claro, objetivo e real
(infelizmente). Afortunadamente, podemos contar com jornalistas como vocês
e com uma revista tão prestigiosa que divulga sempre a verdade. Tomara
que não seja demasiado tarde quando toda a América Latina abrir
os olhos. Preocupa-me o apoio que o presidente Chávez recebe do Brasil,
da Argentina e da Bolívia, que o cumprimentam por ter ganho eleições
com apenas 25% dos eleitores, resultando numa Assembléia totalmente monopartidarista,
que não representa nem de perto a população. Beatriz
Bravo São Paulo, SP
Henrique Lott A menção de que "Luz
estava entre os conspiradores que planejavam impedir a posse do presidente recém-eleito"
não espelha a realidade. Carlos Luz, meu pai, nunca fez parte de grupos
que pregavam o impedimento da posse dos eleitos. A solução do "Caso
Mamede", estopim do movimento, que motivou o pedido de demissão do ministro
da Guerra, foi formulada pelo presidente após consulta aos órgãos
diretamente ligados à questão. Carlos Luz sempre pautou suas ações
baseado na lei, na ordem e na justiça. Ele não conspirava nem planejava
um golpe. O golpe partiu daqueles que, na madrugada de 11 de novembro de 1955,
depuseram pela força das armas um presidente legalmente empossado, subvertendo
a ordem pública e comprometendo a tranqüilidade do país, em
desrespeito flagrante à Constituição. O discurso de Carlos
Luz na memorável seção da Câmara Federal de 14 de novembro
de 1955 relata pormenorizadamente, com clareza e serenidade, os acontecimentos
de então ("O soldado da legalidade", 7 de dezembro). Fernando Junqueira
da Luz Rio de Janeiro, RJ
Vacina contra a hepatite B Gostaríamos de
esclarecer que o preço de cada dose da vacina contra a hepatite B mencionado
na reportagem "Dói no bolso" (2 de novembro) refere-se, na verdade, à
dose infantil, que varia, em geral, entre 25 e 35 reais. Cada uma das três
doses da vacina para adultos custa de 50 a 60 reais na maioria das clínicas
consultadas. Deve ser lembrado, no entanto, que o Ministério da Saúde
disponibiliza a vacina contra a hepatite B gratuitamente para pessoas de até
19 anos de idade. João Galizzi Filho Presidente da Sociedade
Brasileira de Hepatologia Por e-mail
CORREÇÕES: Na nota "Sem idéia
na cabeça, sem bilheteria" (14 de dezembro), a queda do público
nos filmes nacionais no último ano não foi de 12%, e sim de 47%,
considerando os trinta filmes mais vistos no país.
Fernanda Lima participa da edição especial sobre vaidade da revista
TPM, e não Trip, como publicado na seção Gente
(14 de dezembro).

O LEÃO IMPIEDOSO COM O LEITOR
O leitor Cézar Gori, um paulistano de 70
anos, está inconformado com a Receita Federal. Ele caiu na malha fina e
levará cerca de dois anos para receber sua restituição do
imposto de renda. No começo do ano, depois que ele já havia feito
via internet sua declaração e a de sua mulher, o INSS enviou à
sua esposa um segundo comprovante de rendimentos retificando dados do primeiro.
Diante disso, Gori fez declarações retificadoras, conforme orientação
da própria Receita. De lá para cá, ele perdeu a conta das
vezes que foi à sede da Receita atrás de informação
sobre sua restituição. Conferidos seus papéis, os funcionários
o tranqüilizavam sobre a correção dos procedimentos, mas não
sabiam informar a razão de sua restituição não sair.
Agora, no fim do ano, ele finalmente soube que "caiu numa malha fina" e que terá
de esperar cerca de dois anos para receber seu dinheiro. "Tenho mais de 70 anos,
estou adoentado e não sei se terei condições de esperar mais
de dois anos para receber", lamenta. "É ridículo ter de esperar
mais de dois anos para receber uma restituição, por causa de uma
diferença pequena (erro do INSS) que já foi corrigida", diz Gori.
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KANITZ NO VESTIBULAR 2006
O leitor
Leandro Anésio Coelho, da cidade de Resende Costa, em Minas Gerais, chamou
atenção para o uso do artigo "O contrato de casamento", de Stephen
Kanitz (Ponto de vista, 29 de setembro de 2004), no vestibular da Universidade
Federal de Minas Gerais deste ano. As sete questões a respeito do texto
avaliaram a capacidade de interpretação e o grau de discernimento
dos vestibulandos. O aproveitamento de textos de VEJA em vestibulares de todo
o país é muito comum. Neste ano, a reportagem "Estamos tomando remédio
demais?", de Paula Neiva (2 de fevereiro de 2005), foi tema de dissertação
no exame da Universidade de Santo Amaro, na capital paulista. O artigo de Kanitz
pode ser lido no site http://veja.abril.com.br/290904/ponto_de_vista.html
ou em seu site pessoal, www.kanitz.com.
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EXEMPLO DE SERENIDADE
A
oncologista Aline Lauda Freitas Chaves, da Associação de Combate
ao Câncer do Centro-Oeste de Minas (ACCCOM), escreveu à redação
para divulgar o Projeto Humanizar. Criado em julho deste ano pela ACCCOM, em Divinópolis
(MG), ele oferece apoio aos pacientes que se encontram fora das possibilidades
terapêuticas, oferecendo-lhes acompanhamento médico e psicológico
domiciliar, além de medicamentos que minimizam as dores físicas,
a exemplo do que foi mostrado na matéria "Serenidade até o fim",
em 9 de novembro. "O paciente só é internado quando não conseguimos
mais mantê-lo em condições dignas ambulatoriais, pois o objetivo
é que fique com os entes queridos até os últimos momentos
de sua vida", diz Aline. Outras informações sobre o projeto se encontram
no site www.acccom.org.br. |
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