Edição 1936 . 21 de dezembro de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Auto-retrato
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 

"Na luta contra a epidemia de obesidade
os novos medicamentos são um passo à frente, mas só quando aliados a um estilo de vida saudável"

Doutor Nataniel Viuniski
São Paulo, SP

Gordura abdominal

VEJA presta mais um excelente serviço aos seus leitores esclarecendo que o acúmulo de gordura intra-abdominal, e não simplesmente o peso, é um grande fator de risco para as doenças cardiovasculares e a síndrome metabólica ("O fim da barriga", 14 de dezembro). Ficou claro que na luta contra a epidemia de obesidade os novos medicamentos significam um passo à frente, mas somente quando aliados a reeducação alimentar, atividade física e estilo de vida saudável.
Doutor Nataniel Viuniski
São Paulo, SP

Bom saber por VEJA que, para um problema de saúde como a gordura localizada e suas inúmeras implicações, a indústria farmacêutica que pesquisa já tem, se não uma solução completa, um caminho que poderá ajudar milhares de pessoas a viver de forma mais saudável.
Antonio Carlos Salles
São Paulo, SP

A reportagem constitui importante contribuição em termos de alerta à população quanto aos problemas da obesidade, em particular a gordura visceral intra-abdominal. Além dos riscos cardiovasculares e metabólicos, muito bem enfocados, faltou a abordagem do importante problema hepático freqüentemente associado com a síndrome metabólica e também relacionado com o aumento de gordura na região do abdômen: a esteato-hepatite. A simples presença de gordura no fígado (esteatose), freqüentemente encontrada no exame de ultra-som, pode não ser preocupante. No entanto, estudos mais recentes têm demonstrado que existe uma evolução silenciosa, com inflamação e destruição das células do fígado, que ao longo dos anos pode chegar ao estágio de cirrose.
Edna Strauss
Médica hepatologista e professora de pós-graduação na Universidade de São Paulo
São Paulo, SP

Qual a fórmula para passar em um vestibular, crescer profissionalmente e impulsionar o crescimento de uma nação? Só existe uma: estudar, e muito. Muito esforço. Se você vai fazê-lo de dia, à tarde ou à noite, é problema seu. Da mesma forma, para manter uma boa saúde, qual a fórmula? Também existe apenas uma: atividade física diária e diminuição drástica do consumo de carboidratos refinados, como refrigerantes, sorvetes, chocolates, doces, bolos, tortas, balas, pães e cereais refinados. A título de informação, no início do século XX cada brasileiro consumia 4 quilos de açúcar por ano e hoje consome 45. Já passaram pelo nosso planeta o Inibex, o Reductil, o Xenical e agora o rimonabant. E virão outros. A procura da conquista fácil é própria da raça humana. Mas a regra da vida é outra. Só se conquistam os objetivos com muito esforço.
Benedito Borges
Médico gastroenterologista
Cuiabá, MT

 

Thomas Friedman

Excelente a entrevista com o escritor e jornalista americano Thomas Friedman (Amarelas, 14 de dezembro). Segundo ele, para o Brasil se inserir com eficiência no "mundo plano", que para Friedman é uma nova fase da globalização em que não apenas as empresas mas também os indivíduos podem atuar em âmbito mundial, é necessário que o país invista em infra-estrutura, educação e políticas públicas. Já que estamos nas vésperas da campanha eleitoral para presidente, é bom que os candidatos reflitam sobre esses pontos e os coloquem no planejamento de governo. Não como promessas, só para angariar votos, mas como metas reais.
Maria Dilma Ponte de Brito
Professora da Universidade Federal do Piauí
Parnaíba, PI

Somente com investimento em educação, infra-estrutura e, principalmente, com uma política de impostos mais justa é que o Brasil será realmente a grande nação do futuro. Enquanto tivermos somente governantes corruptos, nosso país será um Zimbábue.
Marcos Aparecido Pincerato
Por e-mail

Falar em mundo plano, repleto de chances igualitárias para os indivíduos dos mais distintos países é, no mínimo, uma insensatez. É negar a globalização como fenômeno ambivalente: ora concorre para uma civilização transnacional com acesso a aplicações tecnológicas e a informações em todos os níveis, ora atua como instrumento de desemprego e de miséria, além de elemento destruidor das fronteiras e da soberania nacional. Falar de um mundo plano é priorizar a globalização como processo de integração econômica e tecnológica em detrimento da qualidade de vida das populações, inclusive dos povos indiano e chinês, a quem ainda é inacessível a universalização de valores, entre os quais liberdade e democracia em seu sentido mais amplo.
Maria das Graças Targino
Doutora em ciência da informação e pesquisadora do CNPq
Teresina, PI

 

José Alencar

Chocou-me a expressão usada como adjetivo para o homem que ocupa o cargo de vice-presidente da República. Há algum tempo, uma pessoa, ao ser "xingada" assim, ficaria ruborizada, irada. Reagiria, lutaria para demonstrar não o ser. Hoje, não! Riem de nós. Afinal, são caras-de-pau milionários, poderosos, imunes às leis.
Tânia Dian
Cachoeiro de Itapemirim, ES 

A cada dia que passa, fico mais irritado, desiludido, inconformado e me culpando por ter colaborado com a ascensão de alguns partidos e políticos. Não temos apenas um vice cara-de-pau, mas sim um bando de caras-de-pau nos representando e tomando decisões em favor deles e de seus familiares. Brasileiros e brasileiras, devemos ter muito cuidado nas próximas eleições, pois em 2006 estaremos elegendo novos caras. Quem sabe de quê?
Oswaldo Evaristo da Costa Neto
João Pessoa, PB  

A postura do vice-presidente José Alencar, paladino da luta contra os juros celestiais aqui vigentes, não o impede, como empresário, de buscar, como qualquer cidadão, fontes de financiamento pessoal ou para suas empresas com taxas civilizadas.
José de Anchieta Nobre de Ameida
Rio de Janeiro, RJ 

Zé Alencar pragueja contra os juros altos enquanto recebe juros subsidiados do governo de que faz parte; Hélio Costa nos premia com um suplente de senador – fluminense da gema – que forjou sua condição de eleitor mineiro com um domicílio fraudulento; Eduardo Azeredo está ameaçado de ser cassado por campanhas desonestas. E mais Banco Rural e valerioduto. Será que a tradicional ética da política mineira morreu com Tancredo Neves?
José Roberto de Amorim
Belo Horizonte, MG

 

Diogo Mainardi

Assino VEJA há anos e esta é a primeira vez que escrevo à redação. Não posso deixar de manifestar meu apoio e admiração à lucidez e à coragem de Diogo Mainardi em "Observatório da imprensa" (1 e 2). Diogo, você não é um galã de telenovela (apesar de ser lindo), você é muito mais: é a voz da indignação do brasileiro catapultado e humilhado com tanta mentira e sujeira deste governo!
Zeny Belmonte
Curitiba, PR  

Eu, que sempre apreciei o programa de Alberto Dines, comecei a estranhar de uns meses para cá uma mudança em seus editoriais e nos convidados para o programa. Mas Mainardi esclareceu tudo. Ele é chapa-branca. Mainardi, você é minha voz contra esses petistas corruptos e seus pelegos na imprensa e na intelectualidade brasileiras.
Adelson do Nascimento Mendonça
Ipatinga, MG  

Finalmente alguém expõe em palavras o que já é evidente por si: a quase totalidade da imprensa brasileira é aparelhada pelo PT e assemelhados. Aqui no Ceará, por exemplo, os dois principais jornais são meros panfletos a serviço dos interesses eleitorais e ideológicos do petismo.
Alberto Passos
Fortaleza, CE  

Lendo o artigo do jornalista Alberto Dines, eu me indignei ao ver que ele faltou ao respeito aos leitores de VEJA, insinuando que a redação da revista inventa as cartas dos leitores.
Marcos Vinicius Ferreira da Silva
Rondonópolis, MT  

Agradeço a gentileza de um breve reparo. Na coluna de Diogo Mainardi desta semana, "Observatório da imprensa (2)" (14 de dezembro), sou chamado de stalinista-quercista, quando na verdade sou ex-quercista.
Fernando Morais
Jornalista
São Paulo, SP  

Admiro sua coragem, Mainardi. Não por ser um crítico contumaz de Lula e do PT. Isso hoje em dia é moleza, qualquer um é. Mas desnudar o posicionamento camuflado de muitos coleguinhas da imprensa e enfrentar o patrulhamento enfurecido de muitos deles é para quem tem disposição para entrar em um vespeiro sem se importar com as picadas que virão. É digno de registro.
Rodrigo Odilon dos Anjos
Brasília, DF  

Com os artigos "Observatório da imprensa", o senhor Mainardi tem demonstrado sua total independência dentro do jornalismo brasileiro, o que provavelmente será pago futuramente com muitas portas fechadas em empresas jornalísticas. Enquanto puder, por favor, mantenha sua impetuosidade e inteligência a serviço do bem informar.
Paulo Machado da Costa
São Paulo, SP

 

Animais de estimação

Magnífica a reportagem "O que seu bicho precisa..." (14 de dezembro), de Laura Ming. Como é bom saber que ainda existem Homo sapiens que enxergam Canis familiaris e Felis catus como cães e gatos. Espero que os milhões de leitores de VEJA que têm animais de estimação captem a belíssima mensagem dessa matéria. Digo isso diariamente em meu consultório aos meus clientes e sinto quanto eles têm dificuldade em ver seus animais como são. O animal "racional" é o único capaz de destruir o próprio ambiente. Vamos admirar e aprender mais com os ditos "irracionais".
Marcus Vinícius Botelho de Carvalho
Médico veterinário
Belo Horizonte, MG

Parabéns a essa revista, que está antenada com todos os segmentos da sociedade, pois a distorção que se vem empreendendo causa desconforto e maus-tratos aos animais, só servindo para aumentar os lucros de pessoas mal informadas. Sem o instrumento poderoso que é essa reportagem, em pouco tempo teríamos o errado parecendo certo em razão do número de pessoas influenciando tal comportamento.
Doutor Antonio Magalhães
Médico veterinário
Feira de Santana, BA  

A escovação dental diária é a melhor forma de combater a doença periodontal em cães e gatos, enfermidade que acomete aproximadamente 80% desses animais e pode gerar conseqüências sistêmicas. A doença possui a placa bacteriana como agente etiológico, e a escovação dental diária impede que essas bactérias se organizem e se tornem patogênicas, visto que essa organização ocorre num período entre 24 e 48 horas.
Roberto Fecchio
Médico veterinário
Por e-mail  

É sempre um prazer renovado ler, a cada semana, uma edição de VEJA. Além de me manter muitíssimo bem informado, posso encontrar na revista verdadeiras pérolas literárias, dignas dos melhores escritores em nossa língua. Nesta última semana fui, mais uma vez, contemplado por Laura Ming, que na belíssima reportagem nos brindou com a frase "...olhos acobreados que contemplam o mundo com felina superioridade...". Parabéns, Laura. Parabéns a VEJA por ter entre seus colaboradores pessoas tão competentes como ela.
Ariovaldo Dias de Oliveira
São Bernardo do Campo, SP

 

Finlândia

Apesar das diferenças entre o rock pesado e a música clássica, esses dois estilos se encontraram em boa harmonia, ganhando vários adeptos pelo mundo. Corrijam-me se eu estiver errado, mas ainda considero o heavy metal melódico muito melhor do que os berros eufóricos e desafinados de uma certa Tati Quebra-Barraco, por exemplo, que polui ainda mais a música brasileira ("Entre a batuta e a guitarra", 14 de dezembro).
Felipe Daniel Bitencourt
Por e-mail

A crítica remete a uma corrente "anti-heavy metal" antiga e ultrapassada. Sabe-se que a essência do heavy metal é muito mais do que "praga finlandesa". O fato de serem utilizadas melodias eruditas e clássicas deveria ser um motivo de elogio, e não de ridicularização.
Raul Ribeiro de Souza Neto
Fortaleza, CE  

Não sou nenhum fã de bandas como Nightwish, mas acho que vocês deveriam respeitar a juventude, que cada vez mais está apreciando esse tipo de som – muito mais válido que algumas das músicas brasileiras que são expostas, sem nenhuma dor na consciência, por vocês da mídia.
Rodrigo J. dos Santos
Curitiba, PR

 

Funai

Ficamos muito satisfeitos com a reportagem "Índios por imposição" (14 de dezembro). A situação na região é muito complicada, e somente com matérias íntegras, que relatam fielmente o que vem ocorrendo, como a que foi publicada por esse veículo, será possível esclarecer a população e também o poder público sobre o assunto.
Paulo Resende
Diretor executivo da Associação dos Proprietários Rurais de Mato Grosso (APR-MT)
Por e-mail  

VEJA relata com invejável visão o problema dos "chiquitanos brasileiros", que, como é do seu direito, não são índios nem querem sê-lo. Faz mais de cinqüenta anos que me dedico à defesa dos direitos indígenas, apoiando a Funai naquilo que é de sua alçada. Parece-me que o índio pode considerar-se como tal se vive em suas aldeias, isolado da civilização envolvente, necessitando de amplas áreas onde possa caçar, pescar e coletar, visando à sua sobrevivência. Os chiquitanos, moradores da área do Rio Guaporé, não têm aldeias e não praticam rituais nem cerimônias próprios de uma suposta ascendência indígena.
Padre Ângelo Jayme Venturelli
Campo Grande, MS

Somente uma revista altamente comprometida com a verdade e a transparência dos fatos deslocaria um repórter por cerca de 200 quilômetros de estrada de chão, nos confins do oeste do Brasil, para fazer o que a Funai nunca fez: escutar a opinião de todas as pessoas que vivem e trabalham em harmonia numa região e a fazem prosperar. VEJA atende ao pedido de socorro de um povo que respeita os verdadeiros índios brasileiros mas não aceita a condição de indígenas que a Funai, por motivos obscuros, quer lhe impor na fronteira do Brasil com a Bolívia, por onde poderá ser escoada boa parte da produção agrícola do Centro-Oeste para os portos do Chile, encurtando o frete de nossos produtos destinados à Ásia, o maior mercado mundial, em quase 50%. De que lado está a Funai, do Brasil que quer se desenvolver ou dos países desenvolvidos?
André Coelho Barbosa
Produtor rural da região de Campo Grande, MS

 

Hugo Chávez

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é a desgraça da América Latina, depois de Fidel Castro. A incompetência de Hugo Chávez é notória. Ainda assim, o nosso glorioso presidente Lula o tem como ídolo, tanto é que a Venezuela se aliou ao Mercosul. Uma pergunta que não quer calar. Com que a Venezuela contribuirá para a melhoria do Mercosul? Nada. Chávez é ditador, sem conhecimentos internacionais e incompetente naquilo que faz. Se nosso governo seguir Chávez e Fidel, o Brasil voltará a ser uma província ("Viagem ao circo de Chávez", 14 de dezembro).
Kleber Montoril Rocha
Manaus, AM  

A agonia da democracia em meu país não é recente. Nós, venezuelanos, muitas vezes advertimos o mundo de que Chávez não passa de um populista que quer impor uma ditadura disfarçada de democracia. O mundo, por sua vez, esqueceu que democracia é muito mais do que chegar ao poder pelos votos. Não existe democracia quando absolutamente todos os poderes públicos estão na mão de uma pessoa, e é isso o que acontece na Venezuela. Felizmente, VEJA é uma dessas vozes que não calam o que vêem. Obrigado por uma reportagem perfeita.
Ricardo Cunha R. Rojas
Valencia, Venezuela  

Eu queria agradecer a revista VEJA por sua reportagem sobre a Venezuela. Como venezuelana, eu me sinto muito preocupada com o meu país, porque tudo o que é mencionado nessa reportagem é certo. Quando eu conto a meus amigos brasileiros ou de outros países, eles não podem entender como isso não aparece nunca na imprensa internacional. Preocupa-me a apatia política e/ou medo que sentimos, os venezuelanos, porque parece que nós não temos saída, estamos já totalmente desamparados de qualquer instrumento democrático.
Andreina Gallegos
São Paulo, SP  

Meus parabéns ao jornalista Diogo Schelp e ao fotógrafo Paulo Vitale por tão excelente artigo sobre o meu país. Claro, objetivo e real (infelizmente). Afortunadamente, podemos contar com jornalistas como vocês e com uma revista tão prestigiosa que divulga sempre a verdade. Tomara que não seja demasiado tarde quando toda a América Latina abrir os olhos. Preocupa-me o apoio que o presidente Chávez recebe do Brasil, da Argentina e da Bolívia, que o cumprimentam por ter ganho eleições com apenas 25% dos eleitores, resultando numa Assembléia totalmente monopartidarista, que não representa nem de perto a população.
Beatriz Bravo
São Paulo, SP

 

Henrique Lott

A menção de que "Luz estava entre os conspiradores que planejavam impedir a posse do presidente recém-eleito" não espelha a realidade. Carlos Luz, meu pai, nunca fez parte de grupos que pregavam o impedimento da posse dos eleitos. A solução do "Caso Mamede", estopim do movimento, que motivou o pedido de demissão do ministro da Guerra, foi formulada pelo presidente após consulta aos órgãos diretamente ligados à questão. Carlos Luz sempre pautou suas ações baseado na lei, na ordem e na justiça. Ele não conspirava nem planejava um golpe. O golpe partiu daqueles que, na madrugada de 11 de novembro de 1955, depuseram pela força das armas um presidente legalmente empossado, subvertendo a ordem pública e comprometendo a tranqüilidade do país, em desrespeito flagrante à Constituição. O discurso de Carlos Luz na memorável seção da Câmara Federal de 14 de novembro de 1955 relata pormenorizadamente, com clareza e serenidade, os acontecimentos de então ("O soldado da legalidade", 7 de dezembro).
Fernando Junqueira da Luz
Rio de Janeiro, RJ

 

Vacina contra a hepatite B

Gostaríamos de esclarecer que o preço de cada dose da vacina contra a hepatite B mencionado na reportagem "Dói no bolso" (2 de novembro) refere-se, na verdade, à dose infantil, que varia, em geral, entre 25 e 35 reais. Cada uma das três doses da vacina para adultos custa de 50 a 60 reais na maioria das clínicas consultadas. Deve ser lembrado, no entanto, que o Ministério da Saúde disponibiliza a vacina contra a hepatite B gratuitamente para pessoas de até 19 anos de idade.
João Galizzi Filho
Presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia
Por e-mail

 

CORREÇÕES: Na nota "Sem idéia na cabeça, sem bilheteria" (14 de dezembro), a queda do público nos filmes nacionais no último ano não foi de 12%, e sim de 47%, considerando os trinta filmes mais vistos no país. Fernanda Lima participa da edição especial sobre vaidade da revista TPM, e não Trip, como publicado na seção Gente (14 de dezembro).




O LEÃO IMPIEDOSO COM O LEITOR

O leitor Cézar Gori, um paulistano de 70 anos, está inconformado com a Receita Federal. Ele caiu na malha fina e levará cerca de dois anos para receber sua restituição do imposto de renda. No começo do ano, depois que ele já havia feito via internet sua declaração e a de sua mulher, o INSS enviou à sua esposa um segundo comprovante de rendimentos retificando dados do primeiro. Diante disso, Gori fez declarações retificadoras, conforme orientação da própria Receita. De lá para cá, ele perdeu a conta das vezes que foi à sede da Receita atrás de informação sobre sua restituição. Conferidos seus papéis, os funcionários o tranqüilizavam sobre a correção dos procedimentos, mas não sabiam informar a razão de sua restituição não sair. Agora, no fim do ano, ele finalmente soube que "caiu numa malha fina" e que terá de esperar cerca de dois anos para receber seu dinheiro. "Tenho mais de 70 anos, estou adoentado e não sei se terei condições de esperar mais de dois anos para receber", lamenta. "É ridículo ter de esperar mais de dois anos para receber uma restituição, por causa de uma diferença pequena (erro do INSS) que já foi corrigida", diz Gori.


KANITZ NO VESTIBULAR 2006

O leitor Leandro Anésio Coelho, da cidade de Resende Costa, em Minas Gerais, chamou atenção para o uso do artigo "O contrato de casamento", de Stephen Kanitz (Ponto de vista, 29 de setembro de 2004), no vestibular da Universidade Federal de Minas Gerais deste ano. As sete questões a respeito do texto avaliaram a capacidade de interpretação e o grau de discernimento dos vestibulandos. O aproveitamento de textos de VEJA em vestibulares de todo o país é muito comum. Neste ano, a reportagem "Estamos tomando remédio demais?", de Paula Neiva (2 de fevereiro de 2005), foi tema de dissertação no exame da Universidade de Santo Amaro, na capital paulista. O artigo de Kanitz pode ser lido no site http://veja.abril.com.br/290904/ponto_de_vista.html ou em seu site pessoal, www.kanitz.com.


EXEMPLO DE SERENIDADE

A oncologista Aline Lauda Freitas Chaves, da Associação de Combate ao Câncer do Centro-Oeste de Minas (ACCCOM), escreveu à redação para divulgar o Projeto Humanizar. Criado em julho deste ano pela ACCCOM, em Divinópolis (MG), ele oferece apoio aos pacientes que se encontram fora das possibilidades terapêuticas, oferecendo-lhes acompanhamento médico e psicológico domiciliar, além de medicamentos que minimizam as dores físicas, a exemplo do que foi mostrado na matéria "Serenidade até o fim", em 9 de novembro. "O paciente só é internado quando não conseguimos mais mantê-lo em condições dignas ambulatoriais, pois o objetivo é que fique com os entes queridos até os últimos momentos de sua vida", diz Aline. Outras informações sobre o projeto se encontram no site www.acccom.org.br.

 
 
 
 
topovoltar