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VEJA
Edição 2035

21 de novembro de 2007
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Cartas

"Dom Pedro II era um imperador com
coração republicano. Agora temos um
‘democrata’ querendo ser rei."

Marco Antonio Oliveira
São Paulo, SP


Pedro II

A capa da revista da semana passada me levou incontinenti à página 108, para iniciar a leitura da ampla, reveladora e emocionante matéria especial da jornalista Vilma Gryzinski, sobre o rei-cidadão dom Pedro II. É uma ousadia profissional VEJA priorizar o tema tabu da queda da monarquia brasileira, em 15 de novembro de 1889, por um descabido golpe de estado (com "e" minúsculo mesmo), em vez do "prato feito" que há exatos 118 anos as diversas gerações de brasileiros tiveram de engolir, a partir dos bancos escolares ("O rei e nós", 14 de novembro).
Edvaldo F. Esquivel
Salvador, BA

A magnífica matéria e a Carta ao leitor ("O rei-cidadão", 14 de novembro) fazem justiça ao "personagem quase sempre minimizado", ao reconhecer "o legado do homem público com amor ao saber, tolerante com os adversários e fervoroso defensor da liberdade de expressão" que foi dom Pedro II.
Jorge José Bitar
José Bonifácio, SP

Como historiador, cumprimento VEJA pela excelente matéria de capa sobre o imperador Pedro II. A publicação foi muito esclarecedora e oportuna ao descortinar o perfil de Pedro II, que teve importante papel na vida brasileira ao longo de seu reinado de 49 anos. Com a proclamação da República, muito sobre o monarca foi esquecido ou intencionalmente apagado da memória dos brasileiros pela febre republicana. 
Fabrício Augusto Souza Gomes
Rio de Janeiro, RJ

As anotações no diário de dom Pedro II (fixação de propósitos com a Constituição) surpreendem-me pelo espírito público, humano, democrático e sem preconceitos políticos. Uma distância enorme dos políticos e governantes de hoje.
Roberto Cardoso
Garanhuns, PE

Pouco antes de falecer, o imperador dom Pedro II escreveu um soneto cuja estrofe final diz: "E entre visões de paz, de luz, de glória / Sereno aguardarei no meu jazigo / A justiça de Deus na voz da história!". Diante da mediocridade da atual administração federal, tenho certeza de que já está sendo feita justiça ao magnânimo Pedro II.
Armando Lopes Rafael
Crato, CE

VEJA é a publicação mais ousada da grande mídia brasileira. Ao ver a capa da edição 2.034 (14 de novembro) estampando a fotografia do tão ilustre imperador Pedro II, assustei-me. No entanto, ao ler a bela reportagem "O rei e nós", exultei de alegria. Em 118 anos de república, uma revista de circulação nacional resolveu contrariar a opinião dos historiadores tendenciosos e a propaganda anti-Pedro II.
Eduardo Xavier
Maceió, AL

Dom Pedro II foi um imperador que defendia a liberdade de expressão, o conhecimento e, principalmente, não tinha pretensões ditatoriais. Deveria servir de exemplo para alguns estadistas "modernos" que tentam de todas as maneiras continuar no poder.
Thiago Villa
Belo Horizonte, MG

Dom Pedro II era coerente. Ele tinha uma visão ampla a respeito do Brasil, implicando tal perspectiva o fim da monarquia. Foi um homem incomum.
Armando Correa de Siqueira Neto
Mogi Mirim, SP

Como professora de história, fico grata à revista por proporcionar a muitos brasileiros a oportunidade de conhecer esse grande estadista, admirador das ciências e das artes, cuja imagem, para a maioria, é a de um velho decrépito sendo derrubado do trono. Parabéns!
Maria Stela Corrêa
Carapicuíba, SP

 

Medicina diagnóstica

Como profissional da área médica, gostaria de cumprimentar VEJA pela reportagem especial sobre medicina diagnóstica ("Exames que salvam", 14 de novembro). Além da excelente qualidade das informações, a seção foi encerrada de forma magistral pelo artigo "O insubstituível homem de branco", do médico Paulo Hoff. Ele nos enche a alma de alegria, ao relembrar que somos parte importante da magnífica aventura de ajudar as pessoas a enfrentar o adoecimento, agora com um arsenal diagnóstico e terapêutico cada vez mais aprimorado.
José Elias Aiex Neto
Foz do Iguaçu, PR

Em nome de todo o corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês, quero cumprimentar VEJA pelo excelente especial "Exames que salvam". Para nós, médicos, que todos os dias nos dedicamos à saúde e ao bem-estar de nossos pacientes, a tecnologia tem sido uma grande aliada, levando à maior precisão dos diagnósticos e ao aumento das chances de cura. No entanto, como bem destacado por nosso colega Paulo Hoff, nenhum desenvolvimento conseguirá substituir a necessidade do atendimento humanizado e do contato direto entre "o homem de branco" e seu paciente, numa relação que requer preparo profissional e uma sensibilidade que máquina alguma jamais terá.
Paulo Chapchap
Superintendente de desenvolvimento e relações institucionais do Hospital Sírio-Libanês
São Paulo, SP

Fiquei muito satisfeito em ler o artigo do colega Paulo Hoff, em meio à grandiloqüência dos avanços tecnológicos da medicina. Medicina se faz "olho no olho", com uma boa anamnese (conversa) e um ótimo exame físico. Coisas simples que, infelizmente, estão desaparecendo nos dias de hoje, devido a uma série de fatores, como a má formação dos jovens médicos. Os exames complementares, como o nome já indica, servem somente para complementar ou confirmar uma hipótese diagnóstica feita a partir da "conversa" e do exame físico. Hipócrates, apenas com estes últimos, se tornou o "pai da medicina".
Carlos Fabian Seixas de Oliveira
Médico
Campos dos Goytacazes, RJ

Espero, para breve, a divulgação dos relevantes avanços da anatomia patológica, padrão-ouro no diagnóstico médico, permitindo inclusive a aferição dos índices de acerto dos métodos de imagem citados por VEJA. Seu novo ramo, patologia molecular, incorpora as técnicas de biologia molecular aos sólidos conceitos morfológicos macroscópicos e microscópicos, localizando proteínas e ácidos nucleicos no contexto da real lesão. Essa integração é essencial para a moderna medicina personalizada, selecionando os fármacos de máxima eficácia para cada caso.
Venancio Avancini Ferreira Alves
Professor-titular da Faculdade de Medicina da USP
Diretor-técnico do Hospital Alemão Oswaldo Cruz
São Paulo, SP

Há muito tempo as especialidades ligadas ao diagnóstico por imagem têm sido a vanguarda do conhecimento médico. Cumprimento os autores da reportagem, que conseguiu reunir alguns dos principais métodos de diagnóstico por imagem num só caderno, incluindo alguns tópicos relevantes e atuais.
Omar Genha Taha
Médico radiologista
Londrina, PR

As maravilhas diagnósticas apresentadas na edição 2 034 de VEJA infelizmente não estão disponíveis para a grande maioria da população brasileira. O governo poderia colaborar melhorando a tabela do SUS e reduzindo as taxas de importação desses aparelhos, o que estimularia médicos e hospitais a incorporar e renovar seus equipamentos.
Mauro Terra Branco
Médico radiologista
Rio Claro, SP

 

Ricardo Teixeira

Fiquei indignada ao ler a entrevista com o senhor Ricardo Teixeira (Amarelas, 14 de novembro). Como ele pode ser tão hipócrita em afirmar que a Copa de 2014 não precisará dos cofres públicos? As cidades serão escolhidas como? Pelo voto popular? Pois só assim não haverá jogo político. E a CPI do Corinthians? Foi arquivada "para não manchar a imagem do futebol". Faça-me o favor!
Fernanda Oliveira Souza
Meerssen, Holanda

Por mais que Ricardo Teixeira afirme que os cofres públicos não serão dilapidados para a realização da Copa do Mundo de futebol no Brasil, em 2014, os altíssimos e tristes índices de corrupção que o país ostenta no ranking internacional não nos dão nenhuma esperança.
Jaime João Mafra
Florianópolis, SC

Nas páginas amarelas, quase consegui entender o circo que envolve os bastidores para a realização de uma Copa do Mundo. Parabéns pela entrevista!
Sérgio Emiliano
Campo Maior, PI

Gostei da entrevista com o senhor Ricardo Teixeira. Acreditei que ele não vai fazer a Copa com dinheiro público. Contudo, eu acredito também em Papai Noel, mula sem cabeça e no Lula.
José Eugenio do Nascimento
Ipatinga, MG

 

Petróleo

Gostaria de cumprimentar VEJA pela excelente reportagem "É só teste... mas dá para comemorar" (14 de novembro), que trata da nova descoberta da Petrobras na área de Tupi, no litoral paulista. É questão de orgulho para nós, brasileiros, que o país seja pioneiro na tecnologia de prospecção em profundidade e esteja a caminho da liderança também em superprofundidade. O impacto da nova jazida dá ao país grande perspectiva de desenvolvimento e nos coloca entre as grandes potências.
Fabricio Umeoka Silva
São Paulo, SP

O petróleo de altíssima profundidade na bacia de Santos já é conhecido desde o tempo dos governos militares. Será que a publicação dessa "descoberta" não tem o objetivo de diminuir o impacto da notícia de que a Petrobras, mesmo vendendo seus combustíveis a um dos preços mais altos do mundo, teve redução significativa em seus lucros? Hugo Chávez, ao discursar em Santiago do Chile, zombando da cara do Lula, sabia o que estava fazendo.
José N.C. Gindri
Carmelo, Uruguai

 

Impostos

Num exemplo de concisão e objetividade, VEJA, em apenas duas páginas, prescreve cinco medidas fundamentais para o governo dispensar a prorrogação da CPMF. Imposto notoriamente injusto com a população de menor renda, ele é um inibidor da eficiência da economia, contribuindo para o Brasil ocupar a 38ª colocação no Índice Fiesp de Competitividade das Nações em 2007 ("5 formas de eliminar a CPMF...", 14 de novembro).
Tito Schmitt
União da Vitória, PR

O governo Lula perdeu uma grande oportunidade com a CPMF. Em vez de tentar prorrogar o imposto, ele deveria primeiro cortar despesas. Com isso, teria um bom argumento para acelerar as reformas necessárias.
José Almir Santos Silva Junior
Francisco Morato, SP

 

André Petry

Excelente e objetiva a análise feita por André Petry sobre a utilização de animais na experimentação biológica ("O atraso zoofílico", 14 de novembro). É fundamental que a sociedade seja esclarecida para não cair no obscurantismo daqueles que são contra os progressos científicos e os ganhos que a ciência pode trazer para a sociedade. Essas mesmas correntes retrógradas e conservadoras se colocam contra as pesquisas com células-tronco e os benefícios dos alimentos transgênicos.
Samuel Goldenberg
Pesquisador titular da Fiocruz
Presidente da Sociedade Brasileira de Protozoologia
Membro titular da Academia Brasileira de Ciências
Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP)
Curitiba, PR

Como diabética tipo 1 desde os 4 anos e bolsista de doutorado da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), devo salientar que, ao contrário do que acha o ilustríssimo e importantíssimo deputado Cláudio Cavalcanti (DEM-RJ), as pesquisas para a cura de doenças como diabetes, câncer, Alzheimer devem se iniciar com cobaias, ratos, camundongos, enfim, animais, uma vez que o tratamento dessas doenças envolve lidar com o sistema imunológico, que não pode ser reproduzido em toda a sua totalidade com cultura de células.
Thaís Cachuté Paradella
Cirurgiã-dentista
São José dos Campos, SP

Sou bióloga e durante meu mestrado presenciei experimentos inacreditavelmente cruéis, assim como o uso indiscriminado dos animais, desperdício de tecidos por haver cobaias de sobra, pessoas fazendo seus testes sem nenhuma preocupação a não ser com os resultados. Tudo isso pode ser evitado com a utilização de métodos já existentes e bem estabelecidos em outros países. Podem ser empregados tecidos sintéticos, softwares, cultura de células humanas etc. Para isso basta modificar a mentalidade de pessoas resistentes a mudanças e investir um pouco em novos métodos, que, em alguns casos, são mais seguros que cobaias.
Karine de Souza
Bióloga
Porto Alegre, RS

O movimento pelos direitos dos animais não é contrário ao desenvolvimento da ciência, mas contra a escravidão. Se as cobaias fossem humanas (como o eram em alguns campos de concentração nazistas), será que o colunista também seria da opinião de que não devemos fazê-las sofrer "desnecessariamente", mas também não podemos parar de usá-las?
David Turchick
Rio de Janeiro, RJ

Já está mais do que provado que, devido à incompatibilidade biológica, os estudos feitos em animais em nada ajudam a evolução da ciência. Testar em animais é como jogar batalha naval. Quando não dá água, chega-se a alguma conclusão.
Lewis Carter
Toronto, Canadá

 

Tráfico

A reportagem "Podia ser sua filha" (14 de novembro) é de abafar qualquer coração de mãe. Uma jovem preparando-se para o vestibular e linda como minha filha... É com imensa tristeza que temos de nos posicionar, ficar alertas e em oração. Jovens de todas as classes sociais estão envolvidos com esquemas de distribuição e uso de drogas. Eles sabem muito bem que estão fazendo algo errado. São inteligentes, universitários, informados, lidam com precisão com a internet... O desejo de ganhar dinheiro "fácil" é uma febre mortífera em nosso país.
Magali Vasconcelos Nunes
Belo Horizonte, MG

Como podemos educar nossos filhos diante de tantos crimes e tanta impunidade em nosso país? Como educá-los em escola pública, se os professores não dão aula e há alunos que traficam drogas e agridem os mestres? Como dizer que é preciso ter valores e estudar, se nossos políticos e nosso presidente são o exemplo contrário disso? Como dizer que é necessário cumprir a lei, se eles têm o exemplo do MST, do Zé Dirceu, Palocci, Genoíno, Lula, Lulinha etc., que enganam a todos e se dão bem na vida, e o caseiro, que denuncia, perde tudo?
Luiz Cláudio Zabatiero
Campinas, SP

 

Diogo Mainardi

A denúncia que Mainardi fez aos quatro ventos está sendo apurada na Itália ("Tem algum procurador aí?", 14 de novembro). Nestas terras de dom João VI, as autoridades ainda estão "deitadas em berço esplêndido". Agüente firme, caro Diogo. Não se mude para a Europa. Sua coluna está passando o Brasil a limpo.
Levi Bronzeado dos Santos
Guarabira, PB

Acompanho há muito tempo a coluna de Mainardi na revista VEJA e digo sem hesitar: desta vez ele se superou. A ligação sugerida entre as nebulosas transações ilegais da Telecom Italia, os figurões petistas e as vultosas quantias gastas na campanha eleitoral do PT parece encaixar perfeitamente as peças do quebra-cabeça da trambicagem. Felicito VEJA por ser incontestavelmente a maior fonte de denúncias de casos de corrupção no Brasil e Mainardi por publicar suspeitas que poderiam dar o norte a qualquer investigação séria sobre o assunto. Mas parece que investigação séria, só na Itália.
Alex Cruz
Fortaleza, CE

 

Mamata de Arnaldo Cohen

Tu tá de brincadeira, Cohen (Datas, 14 de novembro)? Tu és um fanfarrão, Cohen! Pede pra sair, porque no Brasil ninguém vai te tirar dessa mamata no governo! Pede pra sair, Cohen! Pede pra sair!!!
Almir Teixeira Esquárcio
Nova Lima, MG

 

Inteligência

A reportagem "Pense bem antes..." (14 de novembro) alerta contra o perigo de falar bobagens a respeito da inteligência e acaba cometendo exatamente esse pecado. A "inteligência" não é uma "coisa" que possa ser quantificada. É uma construção cultural – simplesmente o nome dado a um conjunto extremamente variado de habilidades humanas, entre as quais se encontram raciocínio abstrato, memória etc. Os resultados dos testes de QI correlacionam-se com algumas (não todas) dessas características intelectuais humanas. Mas temos de lembrar que eles são falhos, contêm importantes vieses culturais e certamente não são nenhuma medida de "inteligência".
Sergio D.J. Pena
Professor doutor Titular do departamento de bioquímica e imunologia Universidade Federal de Minas Gerais
Belo Horizonte, MG

 

Edição 2 034

VEJA conseguiu conciliar nesta edição cinco propostas em uma: satisfação da leitura, espaço para os leitores, grandes anunciantes, matéria de comportamento e prevenção da saúde. De maneira pedagógica, a revista nos trouxe reflexões para melhorar nossa saúde e qualidade de vida. Valeu, VEJA. A saúde, a cultura e o saber agradecem.
José Pedro Naisser
Curitiba, PR

 

Corpo

Há muito peço a minha mulher, em vão, que veja, além da beleza, o conforto na escolha de seus sapatos e bolsas. Graças a VEJA, agora tenho dados comprovados de que estive com razão esse tempo todo. Seus sapatos são escolhidos ora porque combinam com o vestido, ora porque o preço está imperdível, mesmo que não sejam seu número. E as bolsas, então, que contêm mais compartimentos do que o cinto de utilidades do nosso amigo-herói Batman? Confesso que ela está preparada para tudo, e nada poderá surpreendê-la, mas espero que ela carregue consigo alguns analgésicos, pois, com todo o peso que carrega, ela vai precisar ("Alívio para a coluna", Guia, 14 de novembro).
Francisco Hyppolito Neto
Mogi Guaçu, SP

 

Hugo Chávez

Parabéns a VEJA pela excelente reportagem "À sombra de ‘El Supremo’" (7 de novembro). Na Venezuela, pelo fato de informarem objetivamente ou de pensarem de maneira diferente da de Chávez, vocês seriam chamados de traidores da pátria. VEJA correria o risco de ser multada e fechada. A Venezuela presencia uma situação jamais vista em sua história moderna: um povo obrigado a votar num referendo a favor da própria escravidão. Usando todo o poder do estado, incluindo listas negras, fraudes, chantagens, corrupção e violência, Hugo Chávez está a ponto de completar o sonho de todo ditador: escravizar seu povo, legitimar qualquer crime de estado e perpetuar-se no poder de forma legal, mas não legítima, como um ser supremo, endeusado e aclamado como um imperador. Não dá para entender como um país com tantos recursos e riquezas está cada vez mais pobre. Mas, como todos os déspotas, para se manter no poder, Chávez está disposto a converter seu país em cinzas e reinar dentre os destroços de uma pátria arrasada.
Juan Carlos Paz
Caracas, Venezuela

 

Auto-reclusão de jovens

Hikikomori é depressão made in Japan, com a diferença de que eles têm poder aquisitivo para se manter sem trabalhar por tantos anos. Não existe na cultura japonesa um abraço de amigo, não há diálogo nem incentivo para procurar um psicólogo. Tudo deve ser muito discreto. O inverno com neve e o verão, em que é impossível viver sem ar condicionado, colaboram para que se fique trancado no quarto, principalmente os homens na faixa etária acima dos 30 anos, desempregados que são excluídos da sociedade ("De costas para a vida", 14 de novembro).
Miyoko Onishi
Nagoya, Japão

Se no Japão, que é Primeiro Mundo, esses milhares de pessoas não querem sair de casa, imagine se eles viessem para o Brasil e vivessem a nossa realidade de violência e corrupção. Provavelmente já teriam se matado ou voltado para o Japão, achando o país um paraíso.
Mônica Delfraro David
Campinas, SP

 

Roberto Pompeu de Toledo

O jornalista Roberto Pompeu de Toledo analisou com absoluta precisão o problema do caos aéreo, que só tende a piorar com a ineficácia do ministro da Defesa, Nelson Jobim ("Autoridade é uma coisa, eficácia é outra", Ensaio, 14 de novembro). Dono de um verborrágico discurso, Jobim está longe, porque incapaz, de resolver o impasse, cuja solução não será alcançada via oral. O remédio a ser aplicado é outro, e Jobim não tem formação acadêmica para aviar a receita.
Paulo Ricardo Stodieck
Florianópolis, SC


Correções:
Maximiliano I foi entronizado imperador do México por Napoleão III, e não por Napoleão, como informou a reportagem "O rei e nós" (14 de novembro). Os Jogos Pan-Americanos de 2003 foram em Santo Domingo, na República Dominicana, e não em Winnipeg, no Canadá ("Fraude na piscina", 14 de novembro).

 

 

Porto Digital do Recife

A respeito da reportagem "Começou a faxina" (7 de novembro), sobre o projeto de recuperação da Cracolândia paulistana, o pernambucano Francisco Saboya escreveu para contar a vitoriosa experiência da cidade do Recife, com a implantação do núcleo de gestão do Porto Digital, que transformou o degradado bairro do Recife, na zona portuária, num centro de tecnologia. "Fruto do esforço coordenado de governos, academia e iniciativa privada, o Porto Digital é uma ação bem-sucedida de fomento do setor local de tecnologia da informação e comunicação no histórico bairro. Atraídas por uma proposta inovadora, oferta de capital humano qualificado e incentivos fiscais, 103 empresas nacionais e multinacionais se mudaram para a área, uma ilha de 100 hectares. Microsoft, IBM, Motorola e Samsung são algumas das organizações instaladas no parque tecnológico, onde trabalham 3 600 pessoas em mais de 40 000 metros quadrados de imóveis restaurados", diz Saboya, que é presidente do núcleo. "Em 2005, o então presidente do Porto Digital, Valério Veloso, esteve com o ex-prefeito e atual governador de São Paulo, José Serra, e com o secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, para apresentar o projeto pernambucano como modelo para a Cracolândia. Com as devidas diferenças, Recife, Buenos Aires e Londres oferecem exemplos exitosos de restauração de tecidos urbanos degradados, através da reorientação de suas vocações econômicas", diz Saboya. Para saber mais sobre o núcleo de gestão do Porto Digital do Recife, visite o site: http://www.portodigital.org.



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