"Dom
Pedro II era um imperador com
coração republicano. Agora temos um
democrata querendo ser rei." Marco Antonio Oliveira São Paulo, SP
Pedro II
A capa da revista
da semana passada me levou incontinenti à página
108, para iniciar a leitura da ampla, reveladora e emocionante
matéria especial da jornalista Vilma Gryzinski, sobre
o rei-cidadão dom Pedro II. É uma ousadia profissional
VEJA priorizar o tema tabu da queda da monarquia brasileira,
em 15 de novembro de 1889, por um descabido golpe de estado
(com "e" minúsculo mesmo), em vez do
"prato feito" que há exatos 118 anos as diversas
gerações de brasileiros tiveram de engolir,
a partir dos bancos escolares ("O rei e nós",
14 de novembro). Edvaldo F. Esquivel Salvador, BA
A magnífica
matéria e a Carta ao leitor ("O rei-cidadão",
14 de novembro) fazem justiça ao "personagem quase
sempre minimizado", ao reconhecer "o legado do homem
público com amor ao saber, tolerante com os adversários
e fervoroso defensor da liberdade de expressão"
que foi dom Pedro II. Jorge José Bitar José Bonifácio,
SP
Como historiador,
cumprimento VEJA pela excelente matéria de capa sobre o
imperador Pedro II. A publicação foi
muito esclarecedora e oportuna ao descortinar o perfil de Pedro
II, que teve importante papel na vida brasileira ao longo
de seu reinado de 49 anos. Com a proclamação
da República, muito sobre o monarca foi esquecido ou intencionalmente
apagado da memória dos brasileiros pela febre
republicana. Fabrício Augusto
Souza Gomes Rio de Janeiro, RJ
As anotações
no diário de dom Pedro II (fixação de
propósitos com a Constituição) surpreendem-me
pelo espírito público, humano, democrático
e sem preconceitos políticos. Uma distância enorme
dos políticos e governantes de hoje. Roberto Cardoso Garanhuns, PE
Pouco antes de falecer,
o imperador dom Pedro II escreveu um soneto cuja estrofe final
diz: "E entre visões de paz, de luz, de glória
/ Sereno aguardarei no meu jazigo / A justiça de Deus
na voz da história!". Diante da mediocridade da
atual administração federal, tenho certeza de
que já está sendo feita justiça ao magnânimo
Pedro II. Armando Lopes Rafael Crato, CE
VEJA é a
publicação mais ousada da grande mídia
brasileira. Ao ver a capa da edição 2.034 (14
de novembro) estampando a fotografia do tão ilustre
imperador Pedro II, assustei-me. No entanto, ao ler a bela
reportagem "O rei e nós", exultei de alegria.
Em 118 anos de república, uma revista de circulação
nacional resolveu contrariar a opinião dos historiadores
tendenciosos e a propaganda anti-Pedro II. Eduardo Xavier Maceió, AL
Dom Pedro II foi
um imperador que defendia a liberdade de expressão,
o conhecimento e, principalmente, não tinha pretensões
ditatoriais. Deveria servir de exemplo para alguns estadistas
"modernos" que tentam de todas as maneiras continuar
no poder. Thiago Villa Belo Horizonte, MG
Dom Pedro II era
coerente. Ele tinha uma visão ampla a respeito do Brasil,
implicando tal perspectiva o fim da monarquia. Foi um homem
incomum. Armando Correa de Siqueira
Neto Mogi Mirim, SP
Como professora
de história, fico grata à revista por proporcionar
a muitos brasileiros a oportunidade de conhecer esse
grande estadista, admirador das ciências e das artes, cuja
imagem, para a maioria, é a de um velho decrépito
sendo derrubado do trono. Parabéns! Maria Stela Corrêa Carapicuíba,
SP
Medicina
diagnóstica
Como profissional
da área médica, gostaria de cumprimentar VEJA
pela reportagem especial sobre medicina diagnóstica
("Exames que salvam", 14 de novembro). Além
da excelente qualidade das informações, a seção
foi encerrada de forma magistral pelo artigo "O insubstituível
homem de branco", do médico Paulo Hoff. Ele nos
enche a alma de alegria, ao relembrar que somos parte importante
da magnífica aventura de ajudar as pessoas a enfrentar
o adoecimento, agora com um arsenal diagnóstico e terapêutico
cada vez mais aprimorado. José Elias Aiex
Neto Foz do Iguaçu,
PR
Em nome de todo
o corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês,
quero cumprimentar VEJA pelo excelente especial "Exames
que salvam". Para nós, médicos, que todos
os dias nos dedicamos à saúde e ao bem-estar
de nossos pacientes, a tecnologia tem sido uma grande aliada,
levando à maior precisão dos diagnósticos
e ao aumento das chances de cura. No entanto, como bem destacado
por nosso colega Paulo Hoff, nenhum desenvolvimento conseguirá
substituir a necessidade do atendimento humanizado e do contato
direto entre "o homem de branco" e seu paciente,
numa relação que requer preparo profissional
e uma sensibilidade que máquina alguma jamais terá. Paulo Chapchap Superintendente de
desenvolvimento e relações institucionais do
Hospital Sírio-Libanês São Paulo, SP
Fiquei muito satisfeito
em ler o artigo do colega Paulo Hoff, em meio à grandiloqüência
dos avanços tecnológicos da medicina. Medicina
se faz "olho no olho", com uma boa anamnese (conversa)
e um ótimo exame físico. Coisas simples que,
infelizmente, estão desaparecendo nos dias de hoje,
devido a uma série de fatores, como a má formação
dos jovens médicos. Os exames complementares, como
o nome já indica, servem somente para complementar
ou confirmar uma hipótese diagnóstica feita
a partir da "conversa" e do exame físico.
Hipócrates, apenas com estes últimos, se tornou
o "pai da medicina". Carlos Fabian Seixas
de Oliveira Médico Campos dos Goytacazes,
RJ
Espero, para breve,
a divulgação dos relevantes avanços da
anatomia patológica, padrão-ouro no diagnóstico
médico, permitindo inclusive a aferição
dos índices de acerto dos métodos de imagem
citados por VEJA. Seu novo ramo, patologia molecular, incorpora
as técnicas de biologia molecular aos sólidos
conceitos morfológicos macroscópicos e microscópicos,
localizando proteínas e ácidos nucleicos no
contexto da real lesão. Essa integração
é essencial para a moderna medicina personalizada,
selecionando os fármacos de máxima eficácia
para cada caso. Venancio Avancini Ferreira
Alves Professor-titular da
Faculdade de Medicina da USP Diretor-técnico
do Hospital Alemão Oswaldo Cruz São Paulo, SP
Há muito
tempo as especialidades ligadas ao diagnóstico por
imagem têm sido a vanguarda do conhecimento médico.
Cumprimento os autores da reportagem, que conseguiu reunir
alguns dos principais métodos de diagnóstico
por imagem num só caderno, incluindo alguns tópicos
relevantes e atuais. Omar Genha Taha Médico radiologista Londrina, PR
As maravilhas diagnósticas
apresentadas na edição 2 034 de VEJA infelizmente
não estão disponíveis para a grande maioria
da população brasileira. O governo poderia colaborar
melhorando a tabela do SUS e reduzindo as taxas de importação
desses aparelhos, o que estimularia médicos e hospitais
a incorporar e renovar seus equipamentos. Mauro Terra Branco Médico radiologista Rio Claro, SP
Ricardo Teixeira
Fiquei indignada ao ler a entrevista
com o senhor Ricardo Teixeira (Amarelas, 14 de novembro).
Como ele pode ser tão hipócrita em afirmar que
a Copa de 2014 não precisará dos cofres públicos?
As cidades serão escolhidas como? Pelo voto popular?
Pois só assim não haverá jogo político.
E a CPI do Corinthians? Foi arquivada "para não
manchar a imagem do futebol". Faça-me o favor!
Fernanda Oliveira Souza Meerssen, Holanda
Por mais que Ricardo
Teixeira afirme que os cofres públicos não serão
dilapidados para a realização da Copa do Mundo
de futebol no Brasil, em 2014, os altíssimos e tristes
índices de corrupção que o país
ostenta no ranking internacional não nos dão
nenhuma esperança. Jaime João Mafra Florianópolis,
SC
Nas páginas
amarelas, quase consegui entender o circo que envolve os bastidores
para a realização de uma Copa do Mundo. Parabéns
pela entrevista! Sérgio Emiliano Campo Maior, PI
Gostei da entrevista
com o senhor Ricardo Teixeira. Acreditei que ele não
vai fazer a Copa com dinheiro público. Contudo, eu
acredito também em Papai Noel, mula sem cabeça
e no Lula. José Eugenio
do Nascimento Ipatinga, MG
Petróleo
Gostaria de cumprimentar
VEJA pela excelente reportagem "É só teste...
mas dá para comemorar" (14 de novembro), que trata
da nova descoberta da Petrobras na área de Tupi, no
litoral paulista. É questão de orgulho para
nós, brasileiros, que o país seja pioneiro na
tecnologia de prospecção em profundidade e esteja
a caminho da liderança também em superprofundidade.
O impacto da nova jazida dá ao país grande perspectiva
de desenvolvimento e nos coloca entre as grandes potências.
Fabricio Umeoka Silva São Paulo, SP
O petróleo
de altíssima profundidade na bacia de Santos já
é conhecido desde o tempo dos governos militares. Será
que a publicação dessa "descoberta"
não tem o objetivo de diminuir o impacto da notícia
de que a Petrobras, mesmo vendendo seus combustíveis
a um dos preços mais altos do mundo, teve redução
significativa em seus lucros? Hugo Chávez, ao discursar
em Santiago do Chile, zombando da cara do Lula, sabia o que
estava fazendo. José N.C. Gindri Carmelo, Uruguai
Impostos
Num exemplo de concisão
e objetividade, VEJA, em apenas duas páginas, prescreve
cinco medidas fundamentais para o governo dispensar a
prorrogação da CPMF. Imposto notoriamente injusto
com a população de menor renda, ele é
um inibidor da eficiência da economia, contribuindo
para o Brasil ocupar a 38ª colocação
no Índice Fiesp de Competitividade das Nações
em 2007 ("5 formas de eliminar a CPMF...", 14 de
novembro).
Tito Schmitt União da Vitória,
PR
O governo Lula perdeu
uma grande oportunidade com a CPMF. Em vez de tentar prorrogar
o imposto, ele deveria primeiro cortar despesas. Com isso,
teria um bom argumento para acelerar as reformas necessárias. José Almir Santos
Silva Junior Francisco Morato, SP
André Petry
Excelente e objetiva
a análise feita por André Petry sobre a utilização
de animais na experimentação biológica
("O atraso zoofílico", 14 de novembro). É
fundamental que a sociedade seja esclarecida para não
cair no obscurantismo daqueles que são contra os progressos
científicos e os ganhos que a ciência pode trazer
para a sociedade. Essas mesmas correntes retrógradas
e conservadoras se colocam contra as pesquisas com células-tronco
e os benefícios dos alimentos transgênicos. Samuel Goldenberg Pesquisador titular
da Fiocruz Presidente da Sociedade
Brasileira de Protozoologia Membro titular da Academia
Brasileira de Ciências Instituto de Biologia Molecular
do Paraná (IBMP) Curitiba, PR
Como diabética
tipo 1 desde os 4 anos e bolsista de doutorado da Fundação
de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
(Fapesp), devo salientar que, ao contrário do que acha
o ilustríssimo e importantíssimo deputado
Cláudio Cavalcanti (DEM-RJ), as pesquisas para a cura
de doenças como diabetes, câncer, Alzheimer devem
se iniciar com cobaias, ratos, camundongos, enfim, animais,
uma vez que o tratamento dessas doenças envolve lidar
com o sistema imunológico, que não pode ser
reproduzido em toda a sua totalidade com cultura de células.
Thaís Cachuté
Paradella Cirurgiã-dentista São José
dos Campos, SP
Sou bióloga
e durante meu mestrado presenciei experimentos inacreditavelmente
cruéis, assim como o uso indiscriminado dos animais,
desperdício de tecidos por haver cobaias de sobra,
pessoas fazendo seus testes sem nenhuma preocupação
a não ser com os resultados. Tudo isso pode ser evitado
com a utilização de métodos já
existentes e bem estabelecidos em outros países. Podem
ser empregados tecidos sintéticos, softwares, cultura
de células humanas etc. Para isso basta modificar a
mentalidade de pessoas resistentes a mudanças e investir
um pouco em novos métodos, que, em alguns casos, são
mais seguros que cobaias. Karine de Souza Bióloga Porto Alegre, RS
O movimento pelos
direitos dos animais não é contrário
ao desenvolvimento da ciência, mas contra a escravidão.
Se as cobaias fossem humanas (como o eram em alguns campos
de concentração nazistas), será que o
colunista também seria da opinião de que não
devemos fazê-las sofrer "desnecessariamente",
mas também não podemos parar de usá-las? David Turchick Rio de Janeiro, RJ
Já está
mais do que provado que, devido à incompatibilidade
biológica, os estudos feitos em animais em nada ajudam
a evolução da ciência. Testar em animais
é como jogar batalha naval. Quando não dá
água, chega-se a alguma conclusão. Lewis Carter Toronto, Canadá
Tráfico
A reportagem "Podia
ser sua filha" (14 de novembro) é de abafar qualquer
coração de mãe. Uma jovem preparando-se
para o vestibular e linda como minha filha... É com
imensa tristeza que temos de nos posicionar, ficar alertas
e em oração. Jovens de todas as classes sociais
estão envolvidos com esquemas de distribuição
e uso de drogas. Eles sabem muito bem que estão
fazendo algo errado. São inteligentes, universitários,
informados, lidam com precisão com a internet... O desejo
de ganhar dinheiro "fácil" é uma febre
mortífera em nosso país. Magali Vasconcelos Nunes Belo Horizonte, MG
Como podemos educar
nossos filhos diante de tantos crimes e tanta impunidade em
nosso país? Como educá-los em escola pública,
se os professores não dão aula e há alunos
que traficam drogas e agridem os mestres? Como dizer que é
preciso ter valores e estudar, se nossos políticos
e nosso presidente são o exemplo contrário disso?
Como dizer que é necessário cumprir a lei, se
eles têm o exemplo do MST, do Zé Dirceu, Palocci,
Genoíno, Lula, Lulinha etc., que enganam a todos e
se dão bem na vida, e o caseiro, que denuncia, perde
tudo? Luiz Cláudio
Zabatiero Campinas, SP
Diogo Mainardi
A denúncia
que Mainardi fez aos quatro ventos está sendo apurada
na Itália ("Tem algum procurador aí?",
14 de novembro). Nestas terras de dom João VI, as autoridades
ainda estão "deitadas em berço esplêndido".
Agüente firme, caro Diogo. Não se mude para a
Europa. Sua coluna está passando o Brasil a limpo. Levi Bronzeado dos Santos Guarabira, PB
Acompanho há
muito tempo a coluna de Mainardi na revista VEJA e digo sem
hesitar: desta vez ele se superou. A ligação
sugerida entre as nebulosas transações ilegais
da Telecom Italia, os figurões petistas e as vultosas
quantias gastas na campanha eleitoral do PT parece encaixar
perfeitamente as peças do quebra-cabeça da trambicagem.
Felicito VEJA por ser incontestavelmente a maior fonte de
denúncias de casos de corrupção no Brasil
e Mainardi por publicar suspeitas que poderiam dar o norte
a qualquer investigação séria sobre o
assunto. Mas parece que investigação séria,
só na Itália. Alex Cruz Fortaleza, CE
Mamata
de Arnaldo Cohen
Tu tá de
brincadeira, Cohen (Datas, 14 de novembro)? Tu és um
fanfarrão, Cohen! Pede pra sair, porque no Brasil ninguém
vai te tirar dessa mamata no governo! Pede pra sair, Cohen!
Pede pra sair!!! Almir Teixeira Esquárcio Nova Lima, MG
Inteligência
A reportagem "Pense
bem antes..." (14 de novembro) alerta contra o perigo
de falar bobagens a respeito da inteligência e acaba
cometendo exatamente esse pecado. A "inteligência"
não é uma "coisa" que possa ser quantificada.
É uma construção cultural simplesmente
o nome dado a um conjunto extremamente variado de habilidades
humanas, entre as quais se encontram raciocínio abstrato,
memória etc. Os resultados dos testes de QI correlacionam-se
com algumas (não todas) dessas características
intelectuais humanas. Mas temos de lembrar que eles são
falhos, contêm importantes vieses culturais e certamente
não são nenhuma medida de "inteligência". Sergio D.J. Pena Professor doutor Titular
do departamento de bioquímica
e imunologia Universidade
Federal de Minas Gerais Belo Horizonte, MG
Edição
2 034
VEJA conseguiu conciliar
nesta edição cinco propostas em uma: satisfação
da leitura, espaço para os leitores, grandes anunciantes,
matéria de comportamento e prevenção
da saúde. De maneira pedagógica, a revista nos
trouxe reflexões para melhorar nossa saúde e
qualidade de vida. Valeu, VEJA. A saúde, a cultura
e o saber agradecem. José Pedro Naisser Curitiba, PR
Corpo
Há muito
peço a minha mulher, em vão, que veja, além
da beleza, o conforto na escolha de seus sapatos e bolsas.
Graças a VEJA, agora tenho dados comprovados de que
estive com razão esse tempo todo. Seus sapatos são
escolhidos ora porque combinam com o vestido, ora porque o
preço está imperdível, mesmo que não
sejam seu número. E as bolsas, então, que contêm
mais compartimentos do que o cinto de utilidades do nosso
amigo-herói Batman? Confesso que ela está preparada
para tudo, e nada poderá surpreendê-la, mas espero
que ela carregue consigo alguns analgésicos, pois,
com todo o peso que carrega, ela vai precisar ("Alívio
para a coluna", Guia, 14 de novembro). Francisco Hyppolito
Neto Mogi Guaçu,
SP
Hugo Chávez
Parabéns
a VEJA pela excelente reportagem "À sombra de
El Supremo" (7 de novembro). Na Venezuela,
pelo fato de informarem objetivamente ou de pensarem de maneira
diferente da de Chávez, vocês seriam chamados
de traidores da pátria. VEJA correria o risco de ser
multada e fechada. A Venezuela presencia uma situação
jamais vista em sua história moderna: um povo obrigado
a votar num referendo a favor da própria escravidão.
Usando todo o poder do estado, incluindo listas negras, fraudes,
chantagens, corrupção e violência, Hugo
Chávez está a ponto de completar o sonho de
todo ditador: escravizar seu povo, legitimar qualquer crime
de estado e perpetuar-se no poder de forma legal, mas não
legítima, como um ser supremo, endeusado e aclamado
como um imperador. Não dá para entender como
um país com tantos recursos e riquezas está
cada vez mais pobre. Mas, como todos os déspotas, para
se manter no poder, Chávez está disposto a converter
seu país em cinzas e reinar dentre os destroços
de uma pátria arrasada. Juan Carlos Paz Caracas, Venezuela
Auto-reclusão
de jovens
Hikikomori
é depressão made in Japan, com a diferença
de que eles têm poder aquisitivo para se manter sem
trabalhar por tantos anos. Não existe na cultura japonesa
um abraço de amigo, não há diálogo
nem incentivo para procurar um psicólogo. Tudo deve
ser muito discreto. O inverno com neve e o verão, em
que é impossível viver sem ar condicionado,
colaboram para que se fique trancado no quarto, principalmente
os homens na faixa etária acima dos 30 anos, desempregados
que são excluídos da sociedade ("De costas
para a vida", 14 de novembro). Miyoko Onishi Nagoya, Japão
Se no Japão,
que é Primeiro Mundo, esses milhares de pessoas não
querem sair de casa, imagine se eles viessem para o Brasil
e vivessem a nossa realidade de violência e corrupção.
Provavelmente já teriam se matado ou voltado para o
Japão, achando o país um paraíso. Mônica Delfraro
David Campinas, SP
Roberto Pompeu
de Toledo
O jornalista Roberto
Pompeu de Toledo analisou com absoluta precisão o problema
do caos aéreo, que só tende a piorar com a ineficácia
do ministro da Defesa, Nelson Jobim ("Autoridade é
uma coisa, eficácia é outra", Ensaio, 14
de novembro). Dono de um verborrágico discurso, Jobim
está longe, porque incapaz, de resolver o impasse,
cuja solução não será alcançada
via oral. O remédio a ser aplicado é outro,
e Jobim não tem formação acadêmica
para aviar a receita. Paulo Ricardo Stodieck Florianópolis,
SC
Correções:Maximiliano I foi
entronizado imperador do México por Napoleão
III, e não por Napoleão, como informou a reportagem
"O rei e nós" (14 de novembro).
Os Jogos Pan-Americanos de 2003 foram em Santo Domingo,
na República Dominicana, e não em Winnipeg,
no Canadá ("Fraude na piscina", 14 de novembro).
Porto Digital
do Recife
A respeito da reportagem
"Começou a faxina" (7 de novembro),
sobre o projeto de recuperação da Cracolândia
paulistana, o pernambucano Francisco Saboya escreveu
para contar a vitoriosa experiência da cidade
do Recife, com a implantação do núcleo
de gestão do Porto Digital, que transformou o
degradado bairro do Recife, na zona portuária,
num centro de tecnologia. "Fruto do esforço
coordenado de governos, academia e iniciativa privada,
o Porto Digital é uma ação bem-sucedida
de fomento do setor local de tecnologia da informação
e comunicação no histórico bairro.
Atraídas por uma proposta inovadora, oferta de
capital humano qualificado e incentivos fiscais, 103
empresas nacionais e multinacionais se mudaram para
a área, uma ilha de 100 hectares. Microsoft,
IBM, Motorola e Samsung são algumas das organizações
instaladas no parque tecnológico, onde trabalham
3 600 pessoas em mais de 40 000 metros quadrados
de imóveis restaurados", diz Saboya, que
é presidente do núcleo. "Em 2005,
o então presidente do Porto Digital, Valério
Veloso, esteve com o ex-prefeito e atual governador
de São Paulo, José Serra, e com o secretário
das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, para apresentar
o projeto pernambucano como modelo para a Cracolândia.
Com as devidas diferenças, Recife, Buenos Aires
e Londres oferecem exemplos exitosos de restauração
de tecidos urbanos degradados, através da reorientação
de suas vocações econômicas",
diz Saboya. Para saber mais sobre o núcleo de
gestão do Porto Digital do Recife, visite o site:
http://www.portodigital.org.