
estaçãoveja
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
DVD
Divulgação
 |
| Branca
de Neve: versão restaurada |
Branca
de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarves,
Estados Unidos, 1937. Walt Disney's Classic) Mais de sessenta anos
após sua estréia, o primeiro longa-metragem de animação
produzido por Walt Disney (e também o primeiro da história)
é um testamento à obsessão de seu criador pela qualidade
e explica muito sobre a primazia dos estúdios Disney nesse setor
ainda que a concorrência esteja cada vez mais perto de seus
calcanhares. A história da princesa que sobrevive à perseguição
de sua madrasta má é um bocado mais ingênua que o
que se vê nos desenhos de hoje, mas continua insuperável
em seu lirismo e beleza esta, acentuada pela restauração
da cópia para o seu lançamento em DVD. É verdade
que seria ainda melhor rever o filme nos cinemas, onde foi exibido pela
última vez em 1987. O consolo está nos extras presentes
no disco. Eles incluem um menu interativo (em que o espelho mágico
faz as vezes de mestre-de-cerimônias), o curta Silly Symphony,
no qual muitas das soluções visuais empregadas no filme
foram testadas, e um karaokê em que o espectador pode providenciar
os vocais para as canções. O item mais atraente, contudo,
é o making of, que mostra Walt Disney no comando de sua
empreitada pioneira e revela muitos dos detalhes técnicos da produção.
DISCOS
Reginaldo Teixeira
 |
| Chico:
clássicos e raridades |
Construção,
Chico Buarque (Universal) O cantor e compositor carioca tem sua
carreira homenageada nessa caixa, que reúne 21 CDs antigos (entre
trabalhos-solo, discos divididos com Maria Bethânia e Caetano Veloso
e trilhas sonoras) e um disco de raridades. Boa parte dos álbuns,
é verdade, está em catálogo. Ainda assim, trata-se
de uma ótima oportunidade para conferir a evolução
de um dos principais compositores da MPB, de A Banda (1966) a Chico
Buarque (1984). O CD de raridades contém pérolas. Há
duetos com Nara Leão (João e Maria e Dueto)
e Milton Nascimento (O Cio da Terra e Primeiro de Maio),
além de duas canções de Julinho da Adelaide, pseudônimo
que Chico Buarque criou para escapar da censura durante o regime militar.
Divulgação
 |
 |
| UB40:
reggae sem pregação política |
Cover
Up, UB40 (EMI) A especialidade desse octeto inglês
é o "lovers rock", uma espécie de reggae misturado com soul
music, sem a ladainha política e religiosa que caracteriza o gênero
jamaicano. Apoiado pelos vocais suaves do líder Ali Campbell e
por uma poderosa seção de metais, o UB40 cria baladas para
dançar coladinho e reggaes chacoalhantes, daqueles que incendeiam
a pista. O grupo volta à boa forma em Cover Up, primeiro
álbum inteiramente palatável depois de dez anos de discos
fracos. Há convites ao sacolejo do naipe de The Day I Broke
the Law e Walk on Me Land, além de duas covers caprichadas
de clássicos do reggae: a balada Sparkle of My Eyes e Since
I Met You Lady essa com participação especial
da desbocada rapper jamaicana Lady Saw.
LIVROS
A
Artista do Corpo, de Don DeLillo (tradução de Paulo
Henriques Britto; Companhia das Letras; 122 páginas; 19,50 reais)
Don DeLillo sempre pensou grande. Sua obra-prima, o romance Submundo,
cobre as últimas cinco décadas de história dos Estados
Unidos e começa com páginas impressionantes, em que se misturam
um jogo de beisebol e um teste nuclear, figuras célebres e a multidão.
Não deixa de ser uma surpresa, portanto, o lançamento dessa
novela curta e intimista. Ela conta a história de Lauren, mulher
que se recolhe a uma casa de praia depois do suicídio do marido.
Concentrado, lírico, meditativo, o livro põe em evidência
a outra qualidade de DeLillo, além da imaginação
prodigiosa: seu virtuosismo no trato com as palavras.
Juan Steves/Folha Imagem
 |
 |
| O
americano Stephen Jay Gould: beisebol e biologia |
Lance
de Dados, de Stephen Jay Gould (tradução de Sergio
Moraes Rego; Record; 332 páginas; 40 reais) O biólogo
americano Stephen Jay Gould escreveu esse livro para refutar uma interpretação
popular do processo evolutivo descrito por Charles Darwin. Seu alvo é
a idéia de que existe "progresso" na história da vida, e
de que os seres humanos são a culminação desse progresso.
"Nós não somos o pináculo da evolução",
diz ele. Um dos mais famosos autores de divulgação científica
da atualidade, Jay Gould gosta de publicar livros com ensaios breves.
Nesse caso, optou pela argumentação extensa, numa obra de
tema único. Mas seu texto é sempre um prazer, com citações
literárias e exemplos inusitados. O que a média anual de
rebatidas no campeonato de beisebol americano tem a ver com a biologia?
Leia para descobrir.
1961
Que as Armas Não Falem, de Paulo Markun e Duda Hamilton
(Senac; 416 páginas; 38 reais) O livro documenta treze dias
conturbados da história brasileira: aqueles que se seguiram à
renúncia do presidente Jânio Quadros, em 25 de agosto de
1961, e deixaram o país no vácuo institucional. Entre essa
data e a posse do vice, João Goulart, o Brasil viveu na iminência
de um golpe de Estado nos meios militares, temia-se a "ameaça
comunista" representada por Jango. Num trabalho que consumiu oito meses
e teve apoio de quinze pesquisadores, os jornalistas Paulo Markun e Duda
Hamilton rememoram a resistência ao golpe, num ambiente de intensa
mobilização e divisão política na caserna.
Prelúdio dos acontecimentos que desembocariam na ditadura implantada
em 1964, o período finalmente ganha um estudo alentado.
EXPOSIÇÃO
Divulgação
 |
| Tela
de Fontana: grande retrospectiva |
Lucio
Fontana A Ótica do Invisível (estréia
nesta terça-feira no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de
Janeiro) A busca de novas experiências estéticas sempre
norteou a obra do italiano Lucio Fontana. Nome mais importante do movimento
chamado "espacialismo", ele foi um dos primeiros artistas a desafiar os
limites da superfície de trabalho, fazendo cortes em suas telas
monocromáticas. Apesar de sua enorme influência na produção
artística dos anos 50 e 60, Fontana nunca tinha merecido, no Brasil,
uma mostra representativa de seus mais de quarenta anos de carreira. Essa
retrospectiva traz 76 obras. São duas grandes instalações,
telas, desenhos e esculturas em terracota, cerâmica e bronze. Paralelamente,
será realizada uma exposição de 22 artistas brasileiros
cujo trabalho guarda relação com a obra de Fontana.
|
|
 |
|
 |

|
 |