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Edição 1 727 - 21 de novembro de 2001
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Executivos por empreitada

Muitas vezes preteridos pelas empresas apesar da larga experiência, executivos acima dos 40 anos têm uma nova alternativa de trabalho: transformar-se em interim manager, nome dado ao profissional contratado para executar uma tarefa gerencial dentro de um prazo estabelecido. A idéia vem da Europa e começa a ser adotada também no Brasil. "É um recurso ideal para colocar em ordem um setor da companhia que enfrenta problemas", exemplifica o consultor José Augusto Minarelli, especialista em aconselhamento de executivos. Uma das vantagens para o profissional é a chance de planejar o futuro com antecedência, já que cada contrato assegura trabalho por um período que costuma variar de seis meses a um ano – nada mau para a atual turbulência do mercado de trabalho.

 

Ausência paterna

Sempre se soube que a mãe é o principal elo entre a criança e a escola, mas uma pesquisa da filial brasileira da agência de publicidade italiana La Fabbrica revelou que o pai está mais afastado do cotidiano escolar do que se poderia imaginar. Dos 231 professores de escolas públicas e privadas entrevistados em vários Estados, 94% apontaram a mãe como principal interlocutora nos assuntos relacionados ao aluno. Bem lá atrás, com apenas 1% das indicações, o pai divide o segundo lugar com os avós e os irmãos da criança. "É um indício fortíssimo de que o pai está devendo maior envolvimento com a escola", diz o economista Mauro Mantica, coordenador da pesquisa.

 

Os sinais da doença de Alzheimer

Marcelo Zocchio

A clínica de geriatria e gerontologia WeCare, no Rio de Janeiro, preparou um curso, baseado em similares americanos, cujo objetivo é fornecer orientações práticas para as famílias sobre o mal de Alzheimer, doença degenerativa que afeta especialmente a memória dos idosos. Um aspecto-chave é reconhecer cedo a doença – isso exige atenção, mas não é uma tarefa complexa. A geriatra Carla Frohmüller Andrade, da WeCare, explica que há três sinais básicos a serem acompanhados no comportamento do idoso:

dificuldade de localizar objetos usados com freqüência, de se concentrar e de se expressar com números;

não reter novas informações;

esquecimento de palavras.

Caso esses sintomas persistam ou progridam por mais de seis meses, é necessário submeter o idoso a uma avaliação médica, segundo Carla Andrade.

 

Cuidados com o bebê prematuro

 
Raul Junior

Um estudo publicado na revista científica americana Pediatrics dá suporte aos benefícios do método conhecido como canguru, em que o bebê com baixo peso ou prematuro fica em contato direto com a mãe e não numa incubadora. No estudo, 746 crianças foram avaliadas e acompanhadas durante um ano. Cerca de metade delas recebeu os cuidados convencionais. O outro grupo foi submetido ao método canguru. Os bebês cangurus tiveram menos infecções severas. Além disso, especialmente os de baixo peso ficaram menos tempo no hospital que outras crianças. Sem falar que o método não reduziu o crescimento físico da garotada.

 

Clínica no shopping

Rogério Montenegro


As clínicas expressas de massagem e relaxamento estão se espalhando pelos shoppings. Em São Paulo, cinco deles já têm esse serviço à disposição do cliente entre as compras ou um cineminha. No Iguatemi, a clínica Kyron oferece seis modalidades de massagem, além de acupuntura, banho de sais e bossas trazidas do Oriente. Boa parte dos clientes é de executivos que dão uma escapada no horário de almoço.

 

BOA NOTÍCIA

Aparelho para diabetes

O laboratório Abbott acaba de lançar no país um aparelho capaz de monitorar os níveis de glicose e de cetonas, indicado para quem tem diabetes tipo 1. Batizado com o nome de Optium, vem com menu em português, memoriza até 450 resultados e custa 260 reais. O teste é feito por meio de uma punção no dedo. Registra também hora e data, permitindo que os dados sejam transferidos para o computador de um médico.

 

MÁ NOTÍCIA

O perigo do tétano

Uma pesquisa conduzida na Universidade Federal de São Paulo com 98 idosos mostrou que nada menos que nove de cada dez deles não tinham anticorpos em número suficiente para protegê-los contra o tétano, infecção que pode ser fatal. A terceira idade deve ser alvo de atenção especial no caso, pois as taxas de mortalidade em decorrência do tétano nessa faixa etária não vêm diminuindo.

 

Rab on ratnoc arap: edadrev áres? (*)

O australiano David Oates garante ter descoberto a fórmula mágica para se dar bem nos negócios: gravar o que os outros dizem e depois ouvir o discurso de trás para a frente. Ele assegura que o inconsciente recorre a esse artifício para revelar verdades profundas. Oates começou suas pesquisas sobre o assunto nos anos 80, influenciado pelo boato de que estavam sendo encontradas mensagens diabólicas em músicas tocadas na direção inversa. Concluiu que basta meia hora de gravação para revelar tudo sobre a pessoa. Até agora, no entanto, há apenas um exemplo concreto de quem se tenha dado bem com a descoberta: o próprio Oates, que fundou a empresa Reverse Speech e ganha a vida prestando consultoria e organizando palestras e cursos sobre o assunto, além de vender gravadores especialmente adaptados para a tarefa.

(*) Para contar no bar: será verdade?

 

Escritório doente


Pesquisadora dos males que um ambiente pesado de trabalho provoca na saúde emocional dos funcionários de uma empresa, a pedagoga e psicanalista Hilda Alevato, da Universidade Federal Fluminense, identificou as características da síndrome que batizou de loconeurótica. É um quadro de insatisfação, em que o nome "loco" se refere a local. Diante do provável prejuízo para a carreira, ela sugere que todo profissional verifique se a síndrome está se instalando na companhia em que trabalha, indício claro de que o clima tende a ficar cada vez pior e talvez seja hora de pensar em mudar de emprego. Eis os pontos a verificar:

a insatisfação se expressa com reclamações repetitivas nos encontros: a queixa é o principal elo entre os funcionários;

há necessidade de achar um culpado para a situação: o patrão, o governo ou a crise econômica;

predomina a passividade ("Isto aqui não tem mais jeito");

espalha-se a sensação de indiferença, até com a conservação do patrimônio da empresa. Vários empregados recusam tarefas simples ("Não fui contratado para isso");

a referência institucional perde força. Rotinas banais passam a ser motivo de deboche;

a situação de desencanto dos funcionários vira motivo de piada entre eles próprios.

Coordenado por Fábio de Oliveira.
Colaboraram Demetrius Caeser e Maurício Oliveira
e-mail: parausar@abril.com.br



 
 

   
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