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À prova
de barbeiragem
Novos
sistemas de segurança podem
salvar a pele dos maus motoristas
Amauri
Segalla
Fotos divulgação
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| A
perua da Volvo: a cortina de airbags protege
os passageiros em caso de capotagem |
A
maioria dos carros dotados de airbag possui a versão simples do
equipamento, que salva milhares de vidas mas apresenta dois defeitos graves.
Um deles: o motorista dirige seu carro e, sem que o veículo sofra
nenhuma batida, o airbag dispara sozinho. Vários acidentes foram
provocados por essa abertura inesperada. O outro defeito está ligado
à força da expansão da bolsa de ar. Ela é
tão violenta que pode ferir ou até matar os passageiros.
Nos Estados Unidos, o equipamento salvou a vida de 7.224 pessoas nos últimos
dez anos. Mas matou outras 191, sendo 97 crianças. Nos últimos
anos, os engenheiros de segurança estudam uma forma de aumentar
a taxa de eficiência daquele que é o principal item de segurança
do veículo depois do cinto. Alguns modelos já saem de fábrica
com um airbag dotado de sensores especiais. Em caso de colisão
leve, o sistema pode ordenar que apenas 70% da capacidade da bolsa de
ar seja inflada. Outros carros possuem um número maior de almofadas
de proteção destinadas a proteger a cabeça dos passageiros
em caso de capotagem. Agora, o trabalho se concentra na criação
de airbags "inteligentes" capazes de "ler" o peso e a altura dos ocupantes
do banco. A idéia é fazer com que o mecanismo não
dispare quando o passageiro for uma criança.
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Observe como as rodas estão
tortas: calma, isso aumenta a estabilidade |
O
investimento na inovação de airbags faz parte de uma fase
nova da indústria automobilística, que já priorizou
o design dos modelos e a potência dos motores e agora aposta pesado
em segurança. A idéia é oferecer ao motorista instrumentos
que ajudem a evitar uma batida e, quando ela for inevitável, a
melhorar as chances de sobrevida. O dinheiro gasto nesse campo tem retorno
certo. Na década de 60, a probabilidade de morte de um passageiro
em colisão frontal era de 70%. Hoje, esse índice caiu para
menos da metade: 30%. Além dos airbags, os engenheiros atuam em
duas grandes frentes. Numa delas, recorreram à eletrônica
para melhorar os freios dos automóveis. Na outra linha de desenvolvimento,
os especialistas passaram a criar sistemas para aumentar a estabilidade
dos veículos.
Longe de ser um exercício de futurologia destinado apenas a equipar
protótipos, os novos equipamentos já têm prazo para
entrar no mercado. Nos próximos três anos, a DaimlerChrysler
pretende instalar faróis infravermelhos em alguns jipes da série
Grand Cherokee. O equipamento é capaz de iluminar durante a noite
pessoas, animais e objetos a uma distância até 150 metros.
Depois, reproduz as imagens numa tela no painel do veículo. Até
o fim do primeiro semestre de 2002, a Mercedes promete trazer ao Brasil
as novas versões dos modelos da série Classe SL equipados
com cérebro eletrônico à prova de barbeiragens. Diante
de um perigo iminente, o sistema aciona automaticamente os freios. Ou
desacelera o carro em caso de derrapagem. A fábrica agora trabalha
no desenvolvimento de um veículo que, nos trechos mais sinuosos,
pode variar o ângulo de inclinação das rodas até
20 graus, gerando maior estabilidade para o carro. Projetos do gênero
costumam consumir orçamentos superiores a 400 milhões de
dólares. Diante do desejo e das necessidades dos consumidores,
não é exagero dizer que esse custo se tornou baixo para
as montadoras.
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