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Edição 1 727 - 21 de novembro de 2001
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Gustavo Poloni [e-mail: hipertexto@abril.com.br]

Hiperprofundidade

A partir desta semana, o Hipertexto passa a dedicar algumas de suas edições a tratar com profundidade de temas que movimentam o mundo da tecnologia e mexem com o cotidiano dos consumidores. Na estréia, o assunto foi a chegada ao Brasil da geração 2,5 de celulares. Em edições futuras, você poderá acompanhar novidades e tendências em segmentos como computadores, softwares, internet e games.

 

Será que agora vai?

Internet de alta velocidade, telas coloridas, transmissão de arquivos enormes. Você já deve ter ouvido muitas promessas de que, um dia, o telefone celular fará tudo isso. Mas também deve ter lido várias vezes que, por razões técnicas ou financeiras, os avanços foram adiados. Pois bem. Fabricantes e operadoras voltaram à carga com pelo menos parte dessas promessas. Quando? Ainda em 2001. O nome da novidade? Geração 2,5 de telefonia móvel.

Na semana passada, o Hipertexto acompanhou com exclusividade um teste com a nova tecnologia, feito pela Telesp Celular. A operadora deve lançar a 2,5G em dezembro, apenas na cidade de São Paulo. Não há grandes mudanças na hora de falar ao celular. Mas, quando o assunto é internet móvel, os avanços são surpreendentes. Algumas coisas que mudam – e que não mudam – com a 2,5G:

É possível navegar com até 144 kilobits por segundo (Kbps) de velocidade. Em média, são 70 Kbps – na média ou no pico, é mais que o máximo de "56 k" da linha fixa ligada ao PC.

Com um computador de mão ou um notebook, pode-se navegar por qualquer site ou promover uma videoconferência.

No caso de algumas operadoras, como a Telesp, bastará ligar o aparelho para estar conectado à internet (como na banda larga do PC).

Os primeiros aparelhos 2,5G não serão muito mais modernos que os atuais. Uns terão monitor mais nítido; outros, agenda maior. Mas nada de especial.

Na tela do telefone, a internet será mais rápida, mas o conteúdo seguirá pobre, como no atual wap.

Leia mais novidades neste Hipertexto sobre a 2,5G.

 
Para navegar
A página da Telesp Celular ainda não tem informações sobre o novo serviço. A partir de dezembro, no entanto, ela pode ser uma boa fonte de consulta para os interessados.

 

 

Fotos Rogério Voltan

 

Para os fabricantes, a 2,5G pode
ser a salvação

Raphael Gaillarde


Enquanto anunciam grandes novidades, as empresas do setor penam para pagar suas contas. A Motorola iniciou no fim de 2000 um processo de demissão de 30.000 funcionários. A Nokia viu seus lucros desabarem 18% no último trimestre e vai cortar 1.000 pessoas. A Sony e a Ericsson decidiram fabricar telefones em conjunto, para atenuar custos. Para virar o jogo, os fabricantes contam com a 2,5G. Para eles – mais até que para os usuários –, a nova geração precisa dar certo.


Nokia viu seus lucros desabarem 18% no último trimestre e vai cortar 1.000 pessoas. A Sony e a Ericsson decidiram fabricar telefones em conjunto, para atenuar custos. Para virar o jogo, os fabricantes contam com a 2,5G. Para eles – mais até que para os usuários –, a nova geração precisa dar certo.


Para navegar
A Motorola iniciou um processo para demitir
30 000 funcionários. Leia em reportagem do IDG Now!
Leia reportagem da Info Exame sobre a união da Sony com a Ericsson no mercado de celulares
Leia reportagem do IDG Now sobre as dificuldades financeiras da Nokia

 

Pedágio bilionário para as operadoras

Criar a infra-estrutura de telefonia celular para a 2,5G está exigindo tempo e um bom dinheiro. Operadoras estreantes no setor, como a Telemar (sim, ela também terá celulares em 2002), gastarão mais. A despesa das que já atuam, como a Telesp Celular, deve ser menor. Um estudo da consultoria Accenture estima que novas operadoras investirão 1,2 bilhão de reais para entrar no mercado. Outro bilhão será aplicado em serviços adicionais capazes de manter os usuários pendurados – e gastando dinheiro – ao celular o maior tempo possível.

 

Tão perto, tão longe

Yoshikazu Tsuno/AFP


A operadora DoCoMo lançou em outubro, no Japão, o celular de terceira geração, um passo à frente da 2,5G. Com ele é possível falar vendo a pessoa na tela e navegar a 384 Kbps. Mas o serviço ainda está restrito a um grupo limitado de clientes. Só em meados de 2002 todo o país será servido. Na Europa, os testes da 3G começam na segunda metade do ano que vem. Meses mais tarde, será a vez dos Estados Unidos. Por aqui, os otimistas falam em 2004.


Para navegar
Site da NTT DoCoMo
Reportagem da Folha Online sobre os novos telefones
Reportagem da Folha Online sobre a procura dos novos telefones
Reportagem do The Guardian sobre os novos telefones (em inglês)

 

Cresce a concorrência

Junto com a geração 2,5G, outra novidade vai sacudir o mercado: a partir de 2002, haverá mais operadoras disputando um mesmo mercado. Em São Paulo, onde a luta já é pesada entre Telesp Celular e BCP, a poderosa italiana TIM entrará em cena. No Rio, a Telefônica Celular terá de se engalfinhar com a Telemar.

Para navegar
Saiba como vai ficar o mapa brasileiro da telefonia móvel a partir do ano que vem. As informações são da consultoria Accenture
Leia reportagem do IDG Now! sobre a entrada da Telemar no mercado de telefonia móvel
A revista especializada World Telecom afirma que a TIM já iniciou os testes em sua rede. Leia a reportagem

 

Navegar será melhor e, quem sabe, mais barato

Quem usar os novos celulares para navegar pelo wap, transmitir imagens de sites para o notebook, computador de mão ou mesmo o PC pode ter boas surpresas na hora de pagar a conta no fim do mês. Novas formas de cobrança adotadas pelas operadoras tendem a baratear o serviço. A mais criativa cobrará por um pacote de dados recebidos, e não mais por tempo. O usuário poderá pagar um preço fixo para receber, por exemplo, até 100 megabytes de informação por mês. Outra forma de cobrar: quanto mais rápida a navegação, maior a tarifa. E mais uma: pagar por evento (por exemplo, para ver os gols da rodada do Campeonato Brasileiro).

 

Sopa de letras
Siglas que você precisa conhecer para comprar um celular da nova geração

GSM/GPRS
É a tecnologia das operadoras que estréiam em 2002 no país. Tem um cartão inteligente chamado SimCard, que permite ao usuário transferir suas ligações, agenda e dados pessoais para outro aparelho

CDMA 1X
Será adotada por algumas operadoras já instaladas no Brasil. Transmite dados com até 144 Kbps, mais que o dobro da velocidade de um modem de PC

TDMA
A maioria dos celulares do Brasil usa essa tecnologia, que, no entanto, parou no tempo. Para evoluir já, as operadoras TDMA terão de migrar para GSM/GPRS ou CDMA. Mas isso custa caro e a maioria delas vai preferir esperar a chegada da 3G, em 2004


Para navegar
BCP e ATL, operadoras de celular que usam tecnologia TDMA, podem saltar direto para a terceira geração de aparelhos. A reportagem é do IDG Now!

 

 

Vitrine

Visor colorido e MP3

Conheça alguns dos novos modelos que estarão à venda no mercado para atender à nova geração:

 
 
Motorola V.120x: toca música   Sony Ericsson T60c: navega com joystick
 
Sansumg Xpress:
popular
  Siemens S45: troca dados com o PC
Nokia 9210: telefone e computador de mão

Fotos divulgação


Para navegar
Galeria de fotos dos telefones

 

 
 

 

 

Para navegar
A pedido de VEJA, a consultoria Accenture montou uma tabela com a evolução do número de usuários após a privatização do Sistema Telebrás. Confira essa e outras tabelas com números de geração 2,5 e 3.
Leia reportagem de VEJA sobre a privatização da Telebrás
VEJA registrou a entrada das operadoras da banda B no mercado. Leia a reportagem
Com a privatização, o número de celulares vendidos multiplica e caem os preços dos serviços. Leia reportagem de VEJA
Leia reportagem de VEJA sobre a privatização da banda D
O jornal Estado de S. Paulo preparou uma reportagem especial sobre a evolução do mercado de telefonia móvel.
Há 11 anos, um celular custava US$ 22 mil
30 anos em 30 meses

 

   
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