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Oportuna
a capa de VEJA que mostra o vigor extraordinário da possível
candidatura à Presidência da República da governadora
Roseana Sarney ("A dama da sucessão", 14 de novembro). Gostaria,
no entanto, de ressaltar que, independentemente de ser filha do Sarney,
sua família ter um patrimônio considerável e ser proprietária
de meios de comunicação, Roseana é uma excelente
governadora. Roseana Sarney
não só mostra confiança e liderança como também
quebra preconceitos ainda existentes contra o chamado "sexo frágil".
Excelente
reportagem. Contudo, é desconfortante ver despontar nas pesquisas
eleitorais políticos como Roseana, principalmente para nós,
a minoria alfabetizada e esclarecida do Maranhão, que há
muito tempo vivemos no atraso econômico e social, e que somos testemunhas
de campanhas mentirosas e politiqueiras. Uma governadora
que não manda em seu Estado (afinal, como a própria reportagem
mostra, quem manda é o "primeiro-damo"), que tem um irmão
que acha que o meio ambiente se resume a uma lagoa, um pai que deixou
o país com uma inflação assombrosa e procedente de
uma oligarquia que, novamente como insinua a reportagem, se mantém
no poder devido aos votos do interior, onde é mais fácil
"negociar" com os eleitores! É esta a opção que teremos?
A situação está feia. É
lindo o sorriso vitorioso da governadora Roseana na capa de VEJA. Lendo
a reportagem, ao ver tantas provações de saúde por
que ela passou, constata-se que o sorriso é a melhor arma daquele
que quer ser vencedor, ultrapassar obstáculos em busca de uma meta,
seja ela qual for.
Li a reportagem
de VEJA com o senhor Edward Nicolae Luttwak (Amarelas, 14 de novembro),
cientista político e historiador nascido na Romênia e naturalizado
americano, e percebi o óbvio: a arrogância dos americanos
simplesmente não tem limites. O que quer esse cavalheiro é
a reedição melhorada e globalizada da política americana
do big stick. Ao defender
a Alca e a privatização, Edward Nicolae Luttwak prova por
que é um estrategista americano. O Brasil
deve ser mesmo muito perigoso para os demais países do mundo. Ao
menor sinal de conquista de prestígio internacional, logo vem um
exército de doutores, mestres e diretores de institutos de pesquisas
desfiando um amontoado de críticas e inverdades, com o fim específico
de evitar que a auto-estima do brasileiro fique em alta.
Corajoso
e de muita consistência o exemplo dado em "Você está
despedido!", do administrador Stephen Kanitz. Certamente isso será
levado em consideração por muitos empresários que
detêm o destino de centenas de milhares de cidadãos brasileiros
(Ponto de vista, 14 de novembro).
Diogo Mainardi
diz que torce pelo Brasil. Eu torço por Diogo Mainardi e para que
ele desista da idéia de voltar para o Brasil. Torço ainda
para que as águas oceânicas subam de uma vez e inundem Veneza,
levando Diogo Mainardi junto. Seria uma pena pelo imenso patrimônio
arquitetônico que é Veneza, mas, neste caso, os fins justificariam
os meios ("Torço pelo Brasil", 14 de novembro).
Sou usuária
assídua de maconha. Tenho uma filha adolescente, com 14 anos. Apesar
de ter o dobro da idade dela, jamais poderia me ver sentada a seu lado
apertando um baseado. Há pouco tempo ela soube do meu vício.
Isso abalou profundamente nossa relação. A reportagem "Meu
pai fuma maconha comigo" (14 de novembro) veio na hora certa para mim.
Já
tive o privilégio de trabalhar em boas escolas particulares de
São Paulo que atendem a classe média. O que se tem é
uma visão cada vez mais distorcida e "doente" do que é educar
crianças e adolescentes para a liberdade. Confunde-se liberdade
com desmando e falta de limites. Acredito
que a maior arma contra as drogas é a família e a melhor
educação é o exemplo. O ambiente influencia diretamente
a formação do caráter da pessoa. É
um absurdo que pais participem de rodinha de maconha com os próprios
filhos. Alguns pais não conseguem impor limites a seus filhos e
acham, nesse ato, o melhor caminho para mostrar algum tipo de carinho,
compreensão.
Parabéns
pela reportagem "Fera faminta" (14 de novembro). Temos os mais altos impostos
do mundo. Em troca, nosso governo social-democrata nos obriga a pagar
segurança privada, plano de saúde privado, escolas e universidades
privadas, pedágio em nossas estradas, a financiar nossas casas
em bancos privados, além de todos os impostos indiretos. É
irônico ver na mesma página de VEJA o secretário da
Receita Federal dizer que se a sociedade quer menos impostos deve apontar
de onde cortar gastos e empresários relatarem como fazem para sonegar
impostos. Ou seja, é muito mais fácil tomar o dinheiro dos
assalariados que combater a sonegação. O Brasil
precisa de menos impostos para produzir mais, gerar mais emprego, mais
consumo, melhor qualidade de vida e, automaticamente, maior arrecadação.
Muito esclarecedora
a reportagem de VEJA "O golpe do boi gordo" (14 de novembro), que mostra
a figura que é o senhor Paulo Roberto de Andrade e descerra sua
máscara. Como podem as autoridades dar cobertura e licença
para que pessoas com esse passado possam lograr a tão sofrida sociedade
brasileira?
Em seu ensaio
publicado em 14 de novembro, o articulista faz referência ao patriotismo
de Mrs. Zenowich. Entre o lado positivo e o outro, conforme sua análise,
fico com o primeiro. Na comparação com o brasileiro, aliás
corretíssima, quando diz que por aqui pátria é um
time de futebol, faltou acrescentar que o patriotismo é mais de
empolgação que de respeito. Atentemos para a postura dos
atletas, seguida por 99,99% da platéia, no momento da execução
do Hino Nacional Brasileiro. Em vez de colocarem a mão espalmada
contra o peito, como deveriam ter aprendido na escola, cruzam os braços
sobre as costas. Triste espetáculo para o mundo inteiro assistir.
Sobre a
nota "Eterna insatisfação" (Radar, 14 de novembro), esclareço
que a Anatel em momento algum pretendeu, pretende nem mesmo admite "afrouxar
as metas que as companhias telefônicas estavam obrigadas por lei
a atingir desde que foram privatizadas". Tais metas estão inscritas
nos contratos de concessão, não serão modificadas,
e as empresas sabem que não há na Anatel nenhuma possibilidade
de considerar uma reavaliação do assunto. Ao contrário,
algumas empresas estão antecipando as obrigações
metas previstas nos contratos para dezembro de 2003, o que
lhes possibilitará obter licenças para outros serviços
e atuar em outras regiões a partir de janeiro de 2002.
O Departamento
Estadual de Trânsito de Pernambuco, em referência à
nota "Testados e aprovados" (Hipertexto, 14 de novembro), esclarece que
não aceita a mudança de endereço pelo seu site por
questões de segurança. Procura evitar, com isso, que o endereço
de seus usuários sejam alterados por pessoas não autorizadas,
que poderão fazer mau uso desse expediente.
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