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Cuidados Sorriso saudávelOs cremes
dentais evoluíram e estão
Em 1986, as crianças brasileiras tinham, em média, sete dentes cariados. O número caiu para menos da metade no último levantamento, de 1996. Uma das causas da melhoria da saúde bucal no Brasil foi o aumento do consumo de flúor. Desde os anos 80, algumas companhias de saneamento começaram a adicionar a substância na água que levam às casas. Outra razão, talvez mais importante, é que o flúor passou a fazer parte da fórmula de quase todos os cremes dentais vendidos no país e houve um aumento considerável na venda desse produto. O consumo de dentifrícios no Brasil teve um crescimento de quase 60% entre 1993 e 1997, conforme os dados do Instituto Nielsen, especializado em estatísticas do mercado. "O creme com flúor foi uma das razões da queda do índice de cáries no Brasil", diz Sônia Dantas, chefe da coordenação de saúde bucal do Ministério da Saúde. Nos últimos anos, os cremes dentais evoluíram ainda mais. Novos produtos do gênero contêm substâncias de ação comprovada contra uma série de problemas que até pouco tempo levavam inexoravelmente as pessoas ao dentista. Além das pastas com flúor, que ajudam a evitar a cárie, há cremes que removem as manchas provocadas pelo café e pelo cigarro. Outros combatem os tártaros e as placas de bactérias responsáveis por inflamações nas gengivas e, em casos extremos, pela perda de dentes. "Esses produtos deixaram de ser apenas cosméticos e normalmente têm ação contra o que garantem combater", diz o dentista Jaime Cury, professor da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, em São Paulo. A questão é: esses produtos que contêm bicarbonato de sódio, peróxido de cálcio e outras substâncias na fórmula são 100% eficazes? "Não, sua ação é limitada", afirma Cury.
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