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Home  »  Revistas  »  Edição 2135 / 21 de outubro de 2009


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Leitor

Assuntos mais comentados
Ben-Hur Ferraz Neto (Entrevista) - 35
Barbárie do MST - 34
J.R. Guzzo - 32
Mercedes Sosa (Datas) - 16
Bolsa guerrilha - 11

 

Guia do bebê

"Como pais de primeira viagem, vivemos a cada dia um grande dilema: em que acreditar? A reportagem de VEJA traz a lume perguntas que pareciam insolúveis ou de solução duvidosa. Agora dá para separar o que é fato do que é mito e aumentar nosso sentimento de segurança."
Patrick Gleber e Thayane Ferreira
Cajazeiras, PB

O Brasil começa a se dar conta da prioridade do investimento na educação e na saúde da primeira infância. Não faltam evidências científicas para sustentá-la. Se ela não for assumida definitivamente como fundamental para o desenvolvimento da sociedade, o país não será capaz de superar seus dilemas e os obstáculos de uma realidade social complexa e desigual. A revista sai à frente ao publicar reportagem de qualidade sobre o assunto a partir do livro da SBP. Contribui, assim, para despertar a consciência de todos para a necessidade de melhores cuidados com a criança no período decisivo de sua existência. Admirável matéria de capa ("Bebês – O novo ma-nual de instruções", 14 de outubro).
Dioclécio Campos Júnior
Presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria
Brasília, DF

No item "O leite" da nova cartilha, a informação de que as crianças com menos de 1 ano não podem ingerir leite de origem animal não é totalmente correta. Na verdade, é contraindicado o uso de leite de vaca integral no primeiro ano de vida. A indicação para as crianças que, por motivos diversos, não estejam sendo amamentadas no seio é que sejam prescritas fórmulas infantis modificadas e apropriadas para o primeiro e para o segundo semestres de vida. Essas fórmulas, em sua grande maioria, são derivadas do leite de vaca, porém adaptadas para essa faixa etária, de maneira a garantir melhor digestão e menor risco de alergia alimentar.
Christiane Araujo Chaves Leite
Professora doutora de pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará
Por e-mail

Como psicóloga clínica e estudiosa das questões do desenvolvimento emocional da criança, gostaria de acrescentar algumas noções importantes do ponto de vista psicológico à reportagem. A mãe tem um conhecimento intuitivo que a torna capaz de cuidar de seu bebê, independentemente de qualquer aprendizado. Cada dupla mãe-bebê é única. Uma mãe tem a capacidade de olhar para o seu bebê e atender às suas necessidades.
Paula Beatriz Gallerani Cuter Rochel
Psicóloga
Sorocaba, SP

VEJA veio confirmar o que minha intuição de mãe já sabia: devemos, sim, respeitar o tempo de nossos filhos. Constantemente sou bombardeada com palpites como "tira a fralda!", "tira o peito!", "deixa chorar!". Agora carregarei VEJA na bolsa para mostrar aos enxeridos.
Juliana de Mendonça Fernandes Morais
Por e-mail

O desafio de ser mãe
Carla Marins, atriz: "Os primeiros meses de cuidados com o bebê são os mais difíceis. É muita vontade de acertar e uma quantidade enorme de informações que acaba nos confundindo"
Marcelo Tabach/Contigo

 

IDH

O mesmo lenço branco que enxugou as lágrimas emocionadas de nosso presidente quando da escolha do Rio de Janeiro para sede da Olimpíada de 2016 deveria servir agora para conter lágrimas de vergonha diante da notícia de que o Brasil continua em 75º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo pesquisa da ONU ("Uma régua não muito precisa", 14 de outubro). O social e a educação continuam sem nenhuma melhora. Resultado embaraçoso para um presidente de esquerda que alardeia que nunca antes neste país foi feito tanto pelo social.
Eni Maria Martin de Carvalho
Botucatu, SP

Zé Dirceu a todo o vapor

Quando vejo Zé Dirceu mostrando novamente sua cara e cabelos novos, eu me arrepio ("O chefe do mensalão já opera 2010", 14 de outubro). Será que a aprovação do ministro Toffoli, o oitavo indicado de Lulla ao STF, já deu a ele a absolvição no caso do mensalão? Só nos falta ter novamente no cenário nacional esse chefão atuando leve e solto!
Beatriz Campos
São Paulo, SP

 

Ben-Hur Ferraz Neto

Muito boa a entrevista com o doutor Ben-Hur Ferraz Neto (Amarelas, 14 de outubro). Ele demonstrou sensibilidade ao atender e acolher as pessoas que se encontram fragilizadas com suas enfermidades. Parabéns, doutor Ben-Hur. Que o senhor seja um exemplo a ser seguido por todos os profissionais que escolheram a medicina como profissão.
Adriana Giglio Roca
Santos, SP

Deve dar uma segurança enorme a um paciente terminal poder escolher o competente doutor Ben-Hur Ferraz Neto para lhe fazer uma cirurgia. Infelizmente, a realidade do brasileiro é muito diferente. A grande maioria depende do SUS, no qual uma cirurgia, mesmo urgente, é marcada para uma data distante e um exame especializado nem sempre é realizado pela falta de equipamento. Se o paciente sobreviver à espera, será atendido por um médico que ele nem sempre conhece. A escolha fica por conta da sorte. A sobrevivência, também.
Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso
Bauru, SP

Nasci e moro na cidade de Caruaru, onde médicos rasgam, a cada dia, o código de ética profissional e deixam a população à mercê da sorte. De modo paralelo, confesso que fiquei orgulhoso do doutor Ben-Hur Ferraz Neto. Há tempos não leio uma entrevista tão prazerosa e emocionante, com uma pessoa de sucesso e ao mesmo tempo humilde. Parabéns, doutor, o senhor me devolveu o orgulho de ser brasileiro.
Ériko Vasconcelos Gomes
Caruaru, PE

Feliz deve ser o doutor Ben-Hur, que pode operar em hospitais como o Albert Einstein, em que o material usado é de qualidade. Mas a dura realidade em outros hospitais, até mesmo na cidade de São Paulo, não é bem essa, uma vez que os pacientes são submetidos a pacotes elaborados por convênios que sempre visam ao lucro e são acobertados pela sociedade (Alguém tem notícia de alguma causa ganha por um hospital contra um plano de saúde?).
Wellington Ferreira
Vitória, ES

Que bela entrevista! Apesar da "racionalidade", não há como não conter as lágrimas...
Geminiano Santos
Goiânia, GO

Barbárie do MST

Meus parabéns pela coragem em informar de maneira tão clara as ilegalidades cometidas pelo MST, uma entidade que parece estar acima da lei, pois, apesar de cometer crimes imperdoáveis, é financiada com impostos pagos por empresas como a própria Cutrale ("A explosão da barbárie", 14 de outubro). A esperança é que o povo brasileiro vote, nas próximas eleições, em políticos que tenham entre seus valores a honestidade, pois os honestos devem ter interesse em obrigar as instituições governamentais a agir contra o Movimento dos Fora da Lei, protegendo a propriedade de empresários que pagam impostos e criam empregos.
Marcos Schoenberger
São Paulo, SP

Nunca olhei o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra com bons olhos, pelo fato de seus integrantes invadirem e destruírem propriedades. Lendo a reportagem na última edição de VEJA sobre a invasão de uma propriedade da Cutrale pelo MST, fiquei estarrecido com o que fizeram e muito indignado com a falta de punição. Quem vai pagar os prejuízos provocados por eles? Creio que o MST não seja um movimento social, mas uma quadrilha que atenta contra a ordem pública e social. Acho absurdo o governo apoiar direta ou indiretamente tal movimento!
Mário Miki
Curitiba, PR

O movimento do MST pode tudo. Tanto que o nosso presidente achou lamentável o que viu na televisão. Mas que atitude tomou ou mandou tomar? Ninguém toma nenhuma providência – nem civil nem criminal. E há ainda quem defenda: deputado Rosinha, CNBB, ridículo.
Ary Cesar
São Caetano do Sul, SP

É um desalento para nós, brasileiros, que vislumbramos a construção de um país melhor, saber que uma organização criminosa, somada a um organismo governamental que tem a função de elaborar a reforma agrária, está exercendo atividades ilícitas, livre de qualquer tipo de punição imposta pelas leis brasileiras.
Renato Cartolano
Ribeirão Preto, SP

Bolsa guerrilha

Parabéns pela bela reportagem "O esquema do bolsa guerrilha" (14 de outubro), apresentada de maneira séria para a reflexão de todos os brasileiros. O assunto foi abordado com muita propriedade. Enquanto o país sofre com milhões de famintos, o governo Lula paga polpudas indenizações a esses guerrilheiros assassinos do século passado. Essa senhora Ana Corbisier, que outrora foi líder de uma organização clandestina (ALN), deveria ter vergonha na cara de pedir uma indenização desse tipo, enquanto os pobres estão à míngua pelas ruas de todas as nossas cidades. Parabéns, VEJA. Continue mostrando a sujeira desse desgoverno Lula.
Afonso Lopes Sobreira Júnior
Resende, RJ

É de indignar que o governo, com nossos impostos, pague indenizações milionárias a ex-terroristas. Quanto será que recebem as famílias dos mortos em ações terroristas?
Ronaldo Cruz
Caruaru, PE

J.R. Guzzo

Até que enfim alguém escreveu exatamente o que eu penso sobre o Rio de Janeiro, minha cidade ("A capital perdida", 14 de outubro)! Também tenho orgulho de ter ido à inauguração de Brasília (nada contra). Porém, eu me considero órfã da ex-capital, que em meu coração continua sendo a eterna capital do Brasil.
Ivana Iane F. Ferreira
Guarapari, ES

Além das obras que, por razões conhecidas, tanto seduzem os políticos nacionais, há na transferência da capital outro atrativo pouco percebido que é a vantagem de manter a indignação do povo fisicamente distante. Para entender o que isso representa, basta comparar o custo de um protesto organizado por cariocas diante do antigo Senado, no centro do Rio de Janeiro, com o custo de um protesto semelhante diante do Senado em Brasília. Não é por outra razão que assistimos aos atos de cinismo explícito exibidos no Parlamento. E ainda há quem enalteça o responsável pela mudança da capital.
Jayme Lourenço Guedes Filho
Rio de Janeiro, RJ

O Rio de Janeiro continua lindo, mesmo sem ser a capital administrativa. O Rio é para ser capital turística, capital do Carnaval, capital da beleza. É para ser sede de Jogos Olímpicos, de Copas do Mundo, de fóruns, de grandes eventos culturais. E isso não tem nada a ver com ser capital administrativa.
Hélio Luís Camões de Abreu
Brasília, DF

 

Mercedes Sosa

VEJA foi desrespeitosa ao anunciar a morte da cantora Mercedes Sosa, na edição 2.134 (Datas, 14 de outubro). O fato de ela não ter evoluído em suas ideias não quer dizer que não tenha sido importante na luta contra as sangrentas ditaduras da América Latina nos anos 60 e 70 do século passado. Além disso, tinha uma bela voz e fez duetos maravilhosos com Milton Nascimento e Fagner.
Fernando Bacha Mokarzel Junior
Campinas, SP

Definindo-a como "a cantora do bumbo argentina", VEJA noticiou a morte de Mercedes Sosa. Usou sete linhas, das quais cinco para informar a idade dela, a data e a causa da morte. Achei tão pouco! E, perdoem-me se estou muito sensível, mas senti, no texto mínimo, um tom irônico. Devo estar realmente muito velha, pois ainda sou do tempo em que Mercedes era referida como "A Voz da América", intérprete das lindas canções de Violeta Parra, Maria Elena Walsh, Fito Paez, Atahualpa Iupanqui, Milton Nascimento e A. Ramirez, entre outros.
Maria Abília M. Paes
Três Rios, RJ

Correção: na reportagem "A atualidade de Charles Darwin" (14 de outubro), a casa da foto foi o lugar onde Darwin fez suas pesquisas depois de voltar da viagem no Beagle.

 

 
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