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• Livros: As memórias do "tremendão" Erasmo CarlosLeitor
Guia do bebê"Como pais de primeira viagem, vivemos a cada dia um grande
dilema: em que acreditar? A reportagem de VEJA traz a lume perguntas que pareciam
insolúveis ou de solução duvidosa. Agora dá para
separar o que é fato do que é mito e aumentar nosso sentimento
de segurança." O Brasil começa a se dar conta da prioridade do investimento
na educação e na saúde da primeira infância. Não
faltam evidências científicas para sustentá-la. Se ela não
for assumida definitivamente como fundamental para o desenvolvimento da sociedade,
o país não será capaz de superar seus dilemas e os obstáculos
de uma realidade social complexa e desigual. A revista sai à frente ao
publicar reportagem de qualidade sobre o assunto a partir do livro da SBP. Contribui,
assim, para despertar a consciência de todos para a necessidade de melhores
cuidados com a criança no período decisivo de sua existência.
Admirável matéria de capa ("Bebês O novo ma-nual
de instruções", 14 de outubro). No item "O leite" da nova cartilha, a informação
de que as crianças com menos de 1 ano não podem ingerir leite
de origem animal não é totalmente correta. Na verdade, é
contraindicado o uso de leite de vaca integral no primeiro ano de vida. A indicação
para as crianças que, por motivos diversos, não estejam sendo
amamentadas no seio é que sejam prescritas fórmulas infantis modificadas
e apropriadas para o primeiro e para o segundo semestres de vida. Essas fórmulas,
em sua grande maioria, são derivadas do leite de vaca, porém adaptadas
para essa faixa etária, de maneira a garantir melhor digestão
e menor risco de alergia alimentar. Como psicóloga clínica e estudiosa das questões
do desenvolvimento emocional da criança, gostaria de acrescentar algumas
noções importantes do ponto de vista psicológico à
reportagem. A mãe tem um conhecimento intuitivo que a torna capaz de
cuidar de seu bebê, independentemente de qualquer aprendizado. Cada dupla
mãe-bebê é única. Uma mãe tem a capacidade
de olhar para o seu bebê e atender às suas necessidades. VEJA veio confirmar o que minha intuição de mãe
já sabia: devemos, sim, respeitar o tempo de nossos filhos. Constantemente
sou bombardeada com palpites como "tira a fralda!", "tira o peito!", "deixa
chorar!". Agora carregarei VEJA na bolsa para mostrar aos enxeridos.
IDHO mesmo lenço branco que enxugou as lágrimas emocionadas
de nosso presidente quando da escolha do Rio de Janeiro para sede da Olimpíada
de 2016 deveria servir agora para conter lágrimas de vergonha diante
da notícia de que o Brasil continua em 75º lugar no Índice
de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo pesquisa da ONU ("Uma régua
não muito precisa", 14 de outubro). O social e a educação
continuam sem nenhuma melhora. Resultado embaraçoso para um presidente
de esquerda que alardeia que nunca antes neste país foi feito tanto pelo
social. Zé Dirceu a todo o vaporQuando vejo Zé Dirceu mostrando novamente sua cara e cabelos
novos, eu me arrepio ("O chefe do mensalão já opera 2010", 14
de outubro). Será que a aprovação do ministro Toffoli,
o oitavo indicado de Lulla ao STF, já deu a ele a absolvição
no caso do mensalão? Só nos falta ter novamente no cenário
nacional esse chefão atuando leve e solto! Ben-Hur Ferraz NetoMuito boa a entrevista com o doutor
Ben-Hur Ferraz Neto (Amarelas, 14 de outubro). Ele demonstrou sensibilidade ao
atender e acolher as pessoas que se encontram fragilizadas com suas
enfermidades. Parabéns, doutor Ben-Hur. Que o senhor seja um exemplo a
ser seguido por todos os profissionais que escolheram a medicina como profissão. Deve dar uma segurança enorme
a um paciente terminal poder escolher o competente doutor Ben-Hur Ferraz
Neto para lhe fazer uma cirurgia. Infelizmente, a realidade do brasileiro é muito
diferente. A grande maioria depende do SUS, no qual uma cirurgia, mesmo
urgente, é marcada para uma data distante e um exame especializado
nem sempre é realizado pela falta de equipamento. Se o paciente sobreviver
à espera, será atendido por um médico que ele nem sempre
conhece. A escolha fica por conta da sorte. A sobrevivência, também. Nasci e moro na
cidade de Caruaru, onde médicos rasgam, a cada dia, o código de
ética profissional e deixam a população à mercê
da sorte. De modo paralelo, confesso que fiquei orgulhoso do doutor Ben-Hur Ferraz
Neto. Há tempos não leio uma entrevista tão prazerosa e emocionante,
com uma pessoa de sucesso e ao mesmo tempo humilde. Parabéns, doutor, o
senhor me devolveu o orgulho de ser brasileiro. Feliz deve ser o doutor Ben-Hur, que pode operar em hospitais
como o Albert Einstein, em que o material usado é de qualidade. Mas a dura
realidade em outros hospitais, até mesmo na cidade de São Paulo,
não é bem essa, uma vez que os pacientes são submetidos a
pacotes elaborados por convênios que sempre visam ao lucro e são
acobertados pela sociedade (Alguém tem notícia de alguma causa ganha
por um hospital contra um plano de saúde?). Que bela entrevista! Apesar da "racionalidade", não
há como não conter as lágrimas... Barbárie do MSTMeus parabéns
pela coragem em informar de maneira tão clara as ilegalidades cometidas
pelo MST, uma entidade que parece estar acima da lei, pois, apesar de cometer
crimes imperdoáveis, é financiada com impostos pagos por empresas
como a própria Cutrale ("A explosão da barbárie",
14 de outubro). A esperança é que o povo brasileiro vote, nas próximas
eleições, em políticos que tenham entre seus valores a honestidade,
pois os honestos devem ter interesse em obrigar as instituições
governamentais a agir contra o Movimento dos Fora da Lei, protegendo a propriedade
de empresários que pagam impostos e criam empregos. Nunca olhei o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra
com bons olhos, pelo fato de seus integrantes invadirem e destruírem propriedades.
Lendo a reportagem na última edição de VEJA sobre a invasão
de uma propriedade da Cutrale pelo MST, fiquei estarrecido com o que fizeram e
muito indignado com a falta de punição. Quem vai pagar os prejuízos
provocados por eles? Creio que o MST não seja um movimento social, mas
uma quadrilha que atenta contra a ordem pública e social. Acho absurdo
o governo apoiar direta ou indiretamente tal movimento! O movimento do MST pode tudo. Tanto que o nosso presidente
achou lamentável o que viu na televisão. Mas que atitude tomou
ou mandou tomar? Ninguém toma nenhuma providência nem civil
nem criminal. E há ainda quem defenda: deputado Rosinha, CNBB, ridículo. É um desalento
para nós, brasileiros, que vislumbramos a construção
de um país melhor, saber que uma organização criminosa, somada
a um organismo governamental que tem a função de elaborar a reforma
agrária, está exercendo atividades ilícitas, livre de
qualquer tipo de punição imposta pelas leis brasileiras. Bolsa guerrilhaParabéns
pela bela reportagem "O esquema do bolsa guerrilha" (14 de outubro),
apresentada de maneira séria para a reflexão de todos os brasileiros.
O assunto foi abordado com muita propriedade. Enquanto o país sofre com
milhões de famintos, o governo Lula paga polpudas indenizações
a esses guerrilheiros assassinos do século passado. Essa senhora Ana Corbisier,
que outrora foi líder de uma organização clandestina (ALN),
deveria ter vergonha na cara de pedir uma indenização desse tipo,
enquanto os pobres estão à míngua pelas ruas de todas as
nossas cidades. Parabéns, VEJA. Continue mostrando a sujeira desse desgoverno
Lula. É
de indignar que o governo, com nossos impostos, pague indenizações
milionárias a ex-terroristas. Quanto será que recebem as famílias
dos mortos em ações terroristas? J.R. GuzzoAté que enfim alguém
escreveu exatamente o que eu penso sobre o Rio de Janeiro, minha cidade ("A
capital perdida", 14 de outubro)! Também tenho orgulho de ter ido
à inauguração de Brasília (nada contra). Porém,
eu me considero órfã da ex-capital, que em meu coração
continua sendo a eterna capital do Brasil. Além das obras que, por razões conhecidas, tanto
seduzem os políticos nacionais, há na transferência da capital
outro atrativo pouco percebido que é a vantagem de manter a indignação
do povo fisicamente distante. Para entender o que isso representa, basta
comparar o custo de um protesto organizado por cariocas diante do antigo Senado,
no centro do Rio de Janeiro, com o custo de um protesto semelhante diante
do Senado em Brasília. Não é por outra razão que assistimos
aos atos de cinismo explícito exibidos no Parlamento. E ainda há
quem enalteça o responsável pela mudança da capital. O Rio de
Janeiro continua lindo, mesmo sem ser a capital administrativa. O Rio é
para ser capital turística, capital do Carnaval, capital da beleza. É
para ser sede de Jogos Olímpicos, de Copas do Mundo, de fóruns,
de grandes eventos culturais. E isso não tem nada a ver com ser capital
administrativa.
Mercedes SosaVEJA foi desrespeitosa ao anunciar
a morte da cantora Mercedes Sosa, na edição 2.134 (Datas, 14 de
outubro). O fato de ela não ter evoluído em suas ideias não
quer dizer que não tenha sido importante na luta contra as sangrentas ditaduras
da América Latina nos anos 60 e 70 do século passado. Além
disso, tinha uma bela voz e fez duetos maravilhosos com Milton Nascimento e Fagner. Definindo-a como "a
cantora do bumbo argentina", VEJA noticiou a morte de Mercedes Sosa. Usou
sete linhas, das quais cinco para informar a idade dela, a data e a causa da morte.
Achei tão pouco! E, perdoem-me se estou muito sensível, mas senti,
no texto mínimo, um tom irônico. Devo estar realmente muito velha,
pois ainda sou do tempo em que Mercedes era referida como "A Voz da América",
intérprete das lindas canções de Violeta Parra, Maria Elena
Walsh, Fito Paez, Atahualpa Iupanqui, Milton Nascimento e A. Ramirez, entre outros. Correção: na reportagem "A atualidade de Charles Darwin" (14 de outubro), a casa da foto foi o lugar onde Darwin fez suas pesquisas depois de voltar da viagem no Beagle.
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