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• Livros: As memórias do "tremendão" Erasmo CarlosImagem da SemanaApertem os cintosA vingança de Cristina será maligna: nova lei engessa
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Pawan Sharma/AP![]() |
A presidente argentina Cristina Kirchner matou a imprensa e foi
ao Taj Mahal. Em frente ao monumento indiano, fez pose de princesa Diana, numa
foto famosa. O figurino, como sempre, era uma coisa assim meio anos 50, meio
o seriado Mad Men. Ou, no caso, mad woman, considerando-se a mistura
de fúria vingativa e de incompatibilidade orgânica com a democracia
que usou para aprovar uma nova legislação que aumenta o controle
do estado sobre a imprensa. Como sempre, com os piores objetivos possíveis.
Cristina e o marido e antecessor, Néstor Kirchner, unidos pelos sagrados
laços do matrimônio e os nada santos preceitos do populismo peronista,
esgotaram o repertório de bruxarias para aprovar a lei antes de dezembro,
quando não terão mais a maioria no Congresso. A derrota eleitoral atrapalhou os planos do casal de se perpetuar no poder até
acabar o estoque de letras K do universo. Como aqueles a quem os deuses querem
enlouquecer nascem na Argentina, o país que tem tudo para ser o máximo,
mas sempre acaba com o mínimo, os dois Kirchner atribuem seus tropeços
ao Grupo Clarín, pelo crime de não adesão incondicional.
Dedicaram-se, portanto, a desmantelá-lo. Numa reunião da empresa
mista que controla o papel de imprensa, o secretário de Comércio,
Guillermo Moreno, ameaçou os participantes nos seguintes termos: "Lá
fora estão os meus muchachos, especialistas em quebrar a espinha e arrancar
os olhos de quem fale". Comparativamente, Maradona foi um lorde. El Diez comemorou a classificação da Argentina para a Copa com
um palavrão episódico dirigido à imprensa. Já os
impropérios de Los Dos se perpetuarão até a próxima
catarse argentina.