Edição 1923 . 21 de setembro de 2005

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Holofote

Felipe Patury

• DE: EDEMAR
PARA: DELÚBIO


Evelson de Freitas/AE


Um interessante conjunto de e-mails de Edemar Cid Ferreira foi anexado ao processo de falência do Banco Santos. Três deles foram enviados em 2002 ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Em resposta a uma dessas mensagens, Delúbio avisa que marcou um encontro de Edemar com Luiz Inácio Lula da Silva, então candidato a presidente. Em e-mail datado de 2003, o ex-banqueiro relata a seus diretores uma reunião na qual discutiu com Delúbio a criação de um fundo de pensão para os funcionários da prefeitura do Recife.

 

• "EU MATO NO PEITO, RATINHO"

João Raposo


Os registros do Banco Rural mostram que o deputado José Borba recebeu 2,1 milhões de reais do lobista Marcos Valério. Alguns jornais publicaram que esse dinheiro foi repassado ao apresentador Carlos Massa, o Ratinho. Na semana passada, Ratinho interpelou Borba judicialmente. O advogado de Borba, Roberto Bertoldo, avisou a Ratinho que seu cliente desmentirá os jornais. Certo de que será cassado, Borba decidiu assumir a culpa e salvar o apresentador.

 

• AS ARMAS DO PRESIDENTE

Paulo Liebert/AE


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é dono de dois revólveres. As armas foram adquiridas quando ele ainda era líder sindical e foi avisado de que corria o risco de sofrer um atentado. O Palácio do Planalto, para variar, nega a existência dos revólveres. Mas alguns dos amigos mais próximos do presidente, que conhecem o caso, tentam convencê-lo a desfazer-se das armas e entregá-las à campanha do desarmamento, que termina com o plebiscito de 23 de outubro.

 

• CINCO BILHÕES PARA O ALUMÍNIO

A filial brasileira da Alcoa iniciou um importante processo de reestruturação interna. O presidente da empresa no país, Franklin Feder, começou a mudar o comando da empresa e criou mais duas diretorias. As reformulações são o primeiro passo para a expansão dos negócios da multinacional no país. A matriz americana pretende investir 5 bilhões de reais no Brasil. O dinheiro deve ser usado em novas hidrelétricas e na ampliação das fábricas de alumínio.


Com reportagem de Camila Antunes, Fábio Portela e Heloisa Joly

 


Foto: Samuel Chaves



Foto: Roberto Setton

 
 
 
 
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