|
|
Cartas  | "Belíssima
capa! Só mesmo o Brasil para segurar tanta bomba que surge na política." Gersonita
Bernardo Silva Belo Horizonte, MG |
Conjuntura Após ler a reportagem "O
Brasil desarmou a bomba" (14 de setembro), pude constatar o seguinte: se o PT
tivesse conseguido seu intento de não aprovar a Lei de Responsabilidade
Fiscal, além do suicídio cometido por causa da corrupção
entranhada em seu governo, teria causado também o maior desastre da história
recente do Brasil, levando para a lama toda a economia do país. Alexandre
Lustosa Goiânia, GO
O Brasil está dando a volta por cima. Mesmo com a decepção
que é ver tantos representantes do povo envolvidos com a corrupção,
ainda é possível acreditar que alguma justiça seja feita
a favor da população brasileira e contra tanta hipocrisia. Basta
que ninguém deixe esmorecer a vontade que temos de vencer. Fernanda
Mazzetto Moroso Itajaí, SC
Não resta dúvida de que o Brasil funciona apesar do PT. Mas o povo
ainda tem de aprender a se blindar contra o populismo desde as campanhas eleitorais.
E olha que isso não é uma tarefa difícil, porque as atribuições
e limitações de todos os políticos têm previsão
constitucional. Adalberto Alves de Matos Barra do Garças,
MT Com todos esses resultados positivos
em relação à política econômica, é imperativo
que a imprensa aguce ainda mais seu dever de fiscalizar os políticos e
expor a verdade à sociedade. Fabricio Rocha de Sousa Pedro
Afonso, TO VEJA dá duas
notícias sobre o futuro do país. A boa é que vamos encontrar
o caminho certo para o desenvolvimento cultural, crescimento econômico e
igualdade social. A ruim é que estamos fadados a testar todos os caminhos
errados primeiro. Marcus de Medeiros Matsushita Marília, SP
O Brasil poderia estar muito
melhor se não fosse a incompetência e a ganância dos responsáveis,
melhor dizendo, irresponsáveis, que governam este país. Jorge
Jossi Wagner Ribeirão Preto, SP
Louve-se o fato de o Estado ter diminuído sua (má) influência
no mercado, deixando que ele caminhe com as próprias pernas. A contribuição
poderia ser ainda melhor se o governo diminuísse o apetite sobre o caixa
das empresas e o bolso do cidadão. Eudes Pereira de Souza Abreu
e Lima, PE "O brasileiro não
desiste nunca", diz a máxima sobre o nosso povo. Lamento muito, mas, de
minha parte, eu desisti. Votarei em branco ou anularei o voto nas próximas
eleições. Sempre critiquei essa posição, mas agora
eu me rendo. É impossível saber quem é verdadeiramente honesto
na política no Brasil. Saulo Roberto da Rocha e Silva Natal,
RN Parabéns e obrigado
pelo jornalismo de qualidade e pelos textos e artigos deliciosos (até mesmo
sobre assuntos ou personalidades nada agradáveis) que eu recebo em casa
toda semana. Mas, se me permitem uma crítica, a foto que o Planalto "desmentiu"
(na página 84) é que deveria estar na capa da revista. Só
ela. Eloqüentemente. Sem título nem legenda. Marcelo Amoy Manhães
Campos dos Goytacazes, RJ
Roseana Sarney Que presente maravilhoso VEJA
ofereceu a seus leitores, por meio da entrevista com a senhora Roseana Sarney
(Amarelas, 14 de setembro). Às vésperas de me submeter a uma delicada
cirurgia, li e reli, dezenas de vezes, suas lições de vida, de coragem,
de determinação, de fé e de confiança plena em algo
que está acima e além de nossa compreensão. E ganhei mais
ânimo, confiança e coragem para enfrentar igualmente minha prova.
Que Deus abençoe essa guerreira formidável e, igualmente, a revista
que nos proporcionou momentos tão sublimes. Waldo Claro Jaú,
SP Quero cumprimentar a repórter
Sandra Brasil por haver proporcionado a milhares de pessoas conhecer mais essa
mulher encantadora que abriu sua alma e seu corpo para nos oferecer uma lição
de vida. Obrigado, senadora Roseana. A bravura traduzida em suas palavras foi
para mim um bálsamo e mostrou que a mulher brasileira, e principalmente
a nordestina, pode dar lições a muitos homens. Que Deus a guarde! Antonio
Almeida Braga Ribeirão Preto, SP
A senadora Roseana Sarney é uma mulher de fibra, corajosa, exemplo de superação.
Os limites da dor fortificaram seu espírito, por isso a vontade de viver
prevalece e a vida agradece. Rose Cristine Salomão Carvalho Amorim
Brasília, DF Num período
tão conturbado, com tantas coisas acontecendo, foi muito bom ler a entrevista
com a Roseana. A emblemática frase "Não me entrego" pode ser entendida
de diversas maneiras, transmite mensagens significativas e é uma poderosa
injeção de ânimo. Aracélie Mayerhoffer Campos
dos Goytacazes, RJ
Crise Os aspectos negativos da crise são
óbvios e já foram suficientemente realçados. Mas há
em tudo isso coisas positivas que surpreendem e merecem registro. As CPIs investigam
mesmo, o que confere ao Parlamento importância e prestígio acrescidos.
Por sua vez, a imprensa mostra uma força, uma liberdade e uma dinâmica
extraordinárias. A crise trouxe à luz do dia coisas más,
mas também demonstrou a solidez da democracia brasileira. António
Beça Pereira Aveiro, Portugal
I'm sorry, USA. Eu gostaria muito de poder ajudá-los. Mas aqui também
estou afogado... num rio de lama e num mar de pizzas ("Katrina: incompetência,
não racismo", 14 de setembro). Celso Corrêa de Freitas Praia
Grande, SP Severino Cavalcanti
Quando o deputado João Paulo Cunha
assumiu a presidência da Câmara, em 2003, VEJA fez uma matéria
em que mostrava que o cargo tem urucubaca, pois poucos deputados tiveram futuro
promissor após passar pela presidência. Pelo jeito, tem cabeça
de burro enterrada embaixo daquela mesa ("É o fim da linha", 14 de setembro). José
Ribeiro da Silva Cuiabá, MT
Holofote Sobre a nota "Diário do grande
PT" (Holofote, 7 de setembro), e tendo lido a resposta da atual diretora de redação
do jornal Diário do Grande ABC, gostaria de dizer que o leitor do
Diário não entende da mesma forma como foi colocado. Fui
membro do Conselho do Leitor por um ano (2002/2003) e em nenhum momento nos foi
informada a situação do jornal quanto à mudança de
dono. Pelo contrário, sempre foi categoricamente negada e classificada
como "boatos" a negociação com o senhor Ronan Maria Pinto. Talvez
só mesmo alguns jornalistas da casa soubessem, mas todos faziam questão
de negar. Quanto ao conteúdo editorial, na campanha eleitoral do ano passado,
confesso que nunca vi um veículo de comunicação da importância
do Diário classificar o pleito como a briga do "bem" (no caso o
candidato do PT a prefeito de Santo André) contra o "mal" (o candidato
oposicionista). Infelizmente foram dias nos quais imaginei que o quase cinqüentenário
Diário do Grande ABC tivesse se tornado um porta-voz oficial do
Partido dos Trabalhadores. Basta conferir as manchetes da época. Ademir
Villatoro Santo André, SP
Stephen Kanitz Nunca vi ninguém descrever
o segredo do casamento com tanta clareza, maturidade e inteligência (Ponto
de vista, 14 de setembro). Eu mesma já me separei e voltei para o mesmo
marido. No último domingo, antes de VEJA chegar, estávamos prestes
a nos separar pela segunda vez. Após lermos o Ponto de vista, rimos e decidimos
recomeçar. Andréa Peixoto Goiânia, GO
O texto é inteligente, brilhante e corajoso, principalmente hoje em dia,
quando somos bombardeados com informações contra a instituição
família. Tirei o texto da revista e plastifiquei para colocar na cabeceira
da minha cama. Obrigado, VEJA, por contribuir para a união das famílias.
Conquistarei novamente minha esposa, sempre que for necessário. Ricardo
Passos Conceição Salvador, BA
Pacientes bem informados Gostaria de cumprimentar
Anna Paula Buchalla pela oportuna e excelente matéria "O consultório
da internet" (14 de setembro), que detalha as vantagens oferecidas pela internet,
dentre as quais destaco a democratização do acesso à informação
em saúde. Mas também ressalta a má qualidade de alguns sites.
A internet pode ter especial papel fornecendo informação de boa
qualidade em doenças nas quais o diagnóstico e o tratamento adequado
rápidos desempenham papel fundamental no curso da doença. Doutora
Elisabeth Nogueira Martins Chefe do setor de trauma e pronto-socorro Departamento
de oftalmologia Universidade Federal de São Paulo São Paulo,
SP André Petry
Acompanho o paciente Jhéck Breener de Oliveira há aproximadamente
um ano. Sou pediatra do ambulatório de crianças de alto risco de
Franca, que, entre outras enfermidades, atende também encefalopatas graves.
Tenho oportunidade de acompanhar vários casos de patologias com prognóstico
semelhante ao de Jhéck e o que venho notando é que o pai normalmente
se torna distante ou abandona a família ou se refugia na bebida.
As mães, na maioria das vezes, vêem-se sozinhas, andando de um lado
para o outro em busca da melhor assistência para o filho. Mesmo física
e emocionalmente exaustas, apegam-se fortemente à mais tênue chance
de sobrevida do filho e dificilmente ouvi de alguma delas a manifestação
do desejo de que "ele descansasse" ("Deixem Jeson em paz", 14 de setembro).
Doutora Rita de Cássia Fuga Berteli Fontes Franca, SP
VEJA, 37 anos
Queremos cumprimentar VEJA pelo aniversário da publicação.
Aos 37 anos, a revista mostra o fôlego da juventude e a maturidade de quem
presenciou acontecimentos tão transformadores para o país. Desde
seu início, VEJA trilhou, junto aos leitores, o caminho do jornalismo sério
e competente que a conduziu à liderança. Tal conquista, sabemos,
é fruto de uma equipe preparada e sempre atualizada, que fornece uma análise
profunda da vida do povo brasileiro em suas mais diversas nuances. Nós,
da Ericsson, nos identificamos muito com essa determinação de primar
sempre pela qualidade. Carlos Fernando Ximenes Duprat Vice-presidente
da Ericsson do Brasil
CORREÇÃO: A atriz Viviane Victorette apareceu na capa
da revista Playboy apenas uma vez (Gente, 14 de setembro). 
A FOP é um problema sério
O
caso da menina Amina contado na reportagem "O consultório da internet"
(14 de setembro) tocou em um tema que preocupa muitas pessoas no mundo todo: a
fibrodisplasia ossificante progressiva (FOP). Elas são organizadas, formam
uma corrente, têm site brasileiro e internacional. Patricia Delai, presidente
da Associação Brasileira de FOP (http://fopbrasil.com.br/)
e representante da International FOP Association para a América Latina
(sosfop@uol.com.br), leu a matéria
em VEJA e disparou o alerta para a International FOP Association (www.ifopa.org),
para profissionais e famílias de pacientes. Foi por meio dessa mobilização
que Holly Pullano, de North Haven, Connecticut, que sofre desse mal, tomou conhecimento
da reportagem. "A FOP é muito rara, e nós temos urgência em
matérias sobre o assunto. Nosso principal objetivo é a conscientização
das pessoas sobre a doença, para que os pacientes possam ter uma vida melhor",
diz Holly. Carol Kurpiel, de Peachtree City, no estado americano da Geórgia,
tem uma filha com o problema: "Estamos muito próximos de encontrar uma
cura, mas precisamos de maior atenção, para evitar que mais crianças
recebam um diagnóstico errado". "O conhecimento do mecanismo da doença
possibilitará novos e mais eficientes tratamentos, inclusive para a osteoporose",
comenta a doutora Patricia. | |
Anestesia e erro médico
Anestesiologistas
escreveram a VEJA contestando o item da nota "Quando os médicos erram"
(Guia, 7 de setembro) que relaciona a anestesia sem teste de alergia como um dos
motivos mais comuns de ações na Justiça por erro médico.
"No conhecimento e na prática médica não existem testes de
alergia para procedimentos anestésicos", afirma Henrique Carlos Gonçalves,
primeiro secretário do Conselho Regional de Medicina de São Paulo.
"Não existe teste para assegurar ao paciente que não haverá
problemas de alergia durante uma cirurgia", diz Marcos André Tannhauser,
membro da Sociedade de Anestesiologia do Rio Grande do Sul. Os médicos
têm razão. Embora existam ações judiciais por falta
de teste, só é possível fazê-lo em casos de anestesia
local, como a que utiliza lidocaína, por exemplo. Não é praxe,
porém, porque reações graves são muito raras. Nas
cirurgias com anestesia geral, o especialista pode evitar reações
alérgicas tanto dando atenção ao histórico do paciente
quanto pela administração lenta e cuidadosa dos medicamentos. |
| |