Edição 1923 . 21 de setembro de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Auto-retrato
Gente
VEJA Recomenda
Literatura brasileira
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 

"Belíssima capa! Só mesmo o Brasil
para segurar tanta bomba que
surge na política."

Gersonita Bernardo Silva
Belo Horizonte, MG

 

Conjuntura

Após ler a reportagem "O Brasil desarmou a bomba" (14 de setembro), pude constatar o seguinte: se o PT tivesse conseguido seu intento de não aprovar a Lei de Responsabilidade Fiscal, além do suicídio cometido por causa da corrupção entranhada em seu governo, teria causado também o maior desastre da história recente do Brasil, levando para a lama toda a economia do país.
Alexandre Lustosa
Goiânia, GO

O Brasil está dando a volta por cima. Mesmo com a decepção que é ver tantos representantes do povo envolvidos com a corrupção, ainda é possível acreditar que alguma justiça seja feita a favor da população brasileira e contra tanta hipocrisia. Basta que ninguém deixe esmorecer a vontade que temos de vencer.
Fernanda Mazzetto Moroso
Itajaí, SC  

Não resta dúvida de que o Brasil funciona apesar do PT. Mas o povo ainda tem de aprender a se blindar contra o populismo desde as campanhas eleitorais. E olha que isso não é uma tarefa difícil, porque as atribuições e limitações de todos os políticos têm previsão constitucional.
Adalberto Alves de Matos
Barra do Garças, MT

Com todos esses resultados positivos em relação à política econômica, é imperativo que a imprensa aguce ainda mais seu dever de fiscalizar os políticos e expor a verdade à sociedade.
Fabricio Rocha de Sousa
Pedro Afonso, TO  

VEJA dá duas notícias sobre o futuro do país. A boa é que vamos encontrar o caminho certo para o desenvolvimento cultural, crescimento econômico e igualdade social. A ruim é que estamos fadados a testar todos os caminhos errados primeiro.
Marcus de Medeiros Matsushita
Marília, SP  

O Brasil poderia estar muito melhor se não fosse a incompetência e a ganância dos responsáveis, melhor dizendo, irresponsáveis, que governam este país.
Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP  

Louve-se o fato de o Estado ter diminuído sua (má) influência no mercado, deixando que ele caminhe com as próprias pernas. A contribuição poderia ser ainda melhor se o governo diminuísse o apetite sobre o caixa das empresas e o bolso do cidadão.
Eudes Pereira de Souza
Abreu e Lima, PE

"O brasileiro não desiste nunca", diz a máxima sobre o nosso povo. Lamento muito, mas, de minha parte, eu desisti. Votarei em branco ou anularei o voto nas próximas eleições. Sempre critiquei essa posição, mas agora eu me rendo. É impossível saber quem é verdadeiramente honesto na política no Brasil.
Saulo Roberto da Rocha e Silva
Natal, RN  

Parabéns e obrigado pelo jornalismo de qualidade e pelos textos e artigos deliciosos (até mesmo sobre assuntos ou personalidades nada agradáveis) que eu recebo em casa toda semana. Mas, se me permitem uma crítica, a foto que o Planalto "desmentiu" (na página 84) é que deveria estar na capa da revista. Só ela. Eloqüentemente. Sem título nem legenda.
Marcelo Amoy Manhães
Campos dos Goytacazes, RJ

 

Roseana Sarney

Que presente maravilhoso VEJA ofereceu a seus leitores, por meio da entrevista com a senhora Roseana Sarney (Amarelas, 14 de setembro). Às vésperas de me submeter a uma delicada cirurgia, li e reli, dezenas de vezes, suas lições de vida, de coragem, de determinação, de fé e de confiança plena em algo que está acima e além de nossa compreensão. E ganhei mais ânimo, confiança e coragem para enfrentar igualmente minha prova. Que Deus abençoe essa guerreira formidável e, igualmente, a revista que nos proporcionou momentos tão sublimes.
Waldo Claro
Jaú, SP  

Quero cumprimentar a repórter Sandra Brasil por haver proporcionado a milhares de pessoas conhecer mais essa mulher encantadora que abriu sua alma e seu corpo para nos oferecer uma lição de vida. Obrigado, senadora Roseana. A bravura traduzida em suas palavras foi para mim um bálsamo e mostrou que a mulher brasileira, e principalmente a nordestina, pode dar lições a muitos homens. Que Deus a guarde!
Antonio Almeida Braga
Ribeirão Preto, SP  

A senadora Roseana Sarney é uma mulher de fibra, corajosa, exemplo de superação. Os limites da dor fortificaram seu espírito, por isso a vontade de viver prevalece e a vida agradece.
Rose Cristine Salomão Carvalho Amorim
Brasília, DF  

Num período tão conturbado, com tantas coisas acontecendo, foi muito bom ler a entrevista com a Roseana. A emblemática frase "Não me entrego" pode ser entendida de diversas maneiras, transmite mensagens significativas e é uma poderosa injeção de ânimo.
Aracélie Mayerhoffer
Campos dos Goytacazes, RJ

 

Crise

Os aspectos negativos da crise são óbvios e já foram suficientemente realçados. Mas há em tudo isso coisas positivas que surpreendem e merecem registro. As CPIs investigam mesmo, o que confere ao Parlamento importância e prestígio acrescidos. Por sua vez, a imprensa mostra uma força, uma liberdade e uma dinâmica extraordinárias. A crise trouxe à luz do dia coisas más, mas também demonstrou a solidez da democracia brasileira.
António Beça Pereira
Aveiro, Portugal  

I'm sorry, USA. Eu gostaria muito de poder ajudá-los. Mas aqui também estou afogado... num rio de lama e num mar de pizzas ("Katrina: incompetência, não racismo", 14 de setembro).
Celso Corrêa de Freitas
Praia Grande, SP

 

Severino Cavalcanti

Quando o deputado João Paulo Cunha assumiu a presidência da Câmara, em 2003, VEJA fez uma matéria em que mostrava que o cargo tem urucubaca, pois poucos deputados tiveram futuro promissor após passar pela presidência. Pelo jeito, tem cabeça de burro enterrada embaixo daquela mesa ("É o fim da linha", 14 de setembro).
José Ribeiro da Silva
Cuiabá, MT

 

Holofote

Sobre a nota "Diário do grande PT" (Holofote, 7 de setembro), e tendo lido a resposta da atual diretora de redação do jornal Diário do Grande ABC, gostaria de dizer que o leitor do Diário não entende da mesma forma como foi colocado. Fui membro do Conselho do Leitor por um ano (2002/2003) e em nenhum momento nos foi informada a situação do jornal quanto à mudança de dono. Pelo contrário, sempre foi categoricamente negada e classificada como "boatos" a negociação com o senhor Ronan Maria Pinto. Talvez só mesmo alguns jornalistas da casa soubessem, mas todos faziam questão de negar. Quanto ao conteúdo editorial, na campanha eleitoral do ano passado, confesso que nunca vi um veículo de comunicação da importância do Diário classificar o pleito como a briga do "bem" (no caso o candidato do PT a prefeito de Santo André) contra o "mal" (o candidato oposicionista). Infelizmente foram dias nos quais imaginei que o quase cinqüentenário Diário do Grande ABC tivesse se tornado um porta-voz oficial do Partido dos Trabalhadores. Basta conferir as manchetes da época.
Ademir Villatoro
Santo André, SP

 

Stephen Kanitz

Nunca vi ninguém descrever o segredo do casamento com tanta clareza, maturidade e inteligência (Ponto de vista, 14 de setembro). Eu mesma já me separei e voltei para o mesmo marido. No último domingo, antes de VEJA chegar, estávamos prestes a nos separar pela segunda vez. Após lermos o Ponto de vista, rimos e decidimos recomeçar.
Andréa Peixoto
Goiânia, GO

O texto é inteligente, brilhante e corajoso, principalmente hoje em dia, quando somos bombardeados com informações contra a instituição família. Tirei o texto da revista e plastifiquei para colocar na cabeceira da minha cama. Obrigado, VEJA, por contribuir para a união das famílias. Conquistarei novamente minha esposa, sempre que for necessário.
Ricardo Passos Conceição
Salvador, BA

 

Pacientes bem informados

Gostaria de cumprimentar Anna Paula Buchalla pela oportuna e excelente matéria "O consultório da internet" (14 de setembro), que detalha as vantagens oferecidas pela internet, dentre as quais destaco a democratização do acesso à informação em saúde. Mas também ressalta a má qualidade de alguns sites. A internet pode ter especial papel fornecendo informação de boa qualidade em doenças nas quais o diagnóstico e o tratamento adequado rápidos desempenham papel fundamental no curso da doença.
Doutora Elisabeth Nogueira Martins
Chefe do setor de trauma e pronto-socorro
Departamento de oftalmologia Universidade Federal de São Paulo
São Paulo, SP

 

André Petry

Acompanho o paciente Jhéck Breener de Oliveira há aproximadamente um ano. Sou pediatra do ambulatório de crianças de alto risco de Franca, que, entre outras enfermidades, atende também encefalopatas graves. Tenho oportunidade de acompanhar vários casos de patologias com prognóstico semelhante ao de Jhéck e o que venho notando é que o pai normalmente se torna distante – ou abandona a família ou se refugia na bebida. As mães, na maioria das vezes, vêem-se sozinhas, andando de um lado para o outro em busca da melhor assistência para o filho. Mesmo física e emocionalmente exaustas, apegam-se fortemente à mais tênue chance de sobrevida do filho e dificilmente ouvi de alguma delas a manifestação do desejo de que "ele descansasse" ("Deixem Jeson em paz", 14 de setembro).
Doutora Rita de Cássia Fuga Berteli Fontes
Franca, SP

 

VEJA, 37 anos

Queremos cumprimentar VEJA pelo aniversário da publicação. Aos 37 anos, a revista mostra o fôlego da juventude e a maturidade de quem presenciou acontecimentos tão transformadores para o país. Desde seu início, VEJA trilhou, junto aos leitores, o caminho do jornalismo sério e competente que a conduziu à liderança. Tal conquista, sabemos, é fruto de uma equipe preparada e sempre atualizada, que fornece uma análise profunda da vida do povo brasileiro em suas mais diversas nuances. Nós, da Ericsson, nos identificamos muito com essa determinação de primar sempre pela qualidade.
Carlos Fernando Ximenes Duprat
Vice-presidente da Ericsson do Brasil

 

CORREÇÃO: A atriz Viviane Victorette apareceu na capa da revista Playboy apenas uma vez (Gente, 14 de setembro).

 

 

A FOP é um problema sério

O caso da menina Amina contado na reportagem "O consultório da internet" (14 de setembro) tocou em um tema que preocupa muitas pessoas no mundo todo: a fibrodisplasia ossificante progressiva (FOP). Elas são organizadas, formam uma corrente, têm site brasileiro e internacional. Patricia Delai, presidente da Associação Brasileira de FOP (http://fopbrasil.com.br/) e representante da International FOP Association para a América Latina (sosfop@uol.com.br), leu a matéria em VEJA e disparou o alerta para a International FOP Association (www.ifopa.org), para profissionais e famílias de pacientes. Foi por meio dessa mobilização que Holly Pullano, de North Haven, Connecticut, que sofre desse mal, tomou conhecimento da reportagem. "A FOP é muito rara, e nós temos urgência em matérias sobre o assunto. Nosso principal objetivo é a conscientização das pessoas sobre a doença, para que os pacientes possam ter uma vida melhor", diz Holly. Carol Kurpiel, de Peachtree City, no estado americano da Geórgia, tem uma filha com o problema: "Estamos muito próximos de encontrar uma cura, mas precisamos de maior atenção, para evitar que mais crianças recebam um diagnóstico errado". "O conhecimento do mecanismo da doença possibilitará novos e mais eficientes tratamentos, inclusive para a osteoporose", comenta a doutora Patricia.

 

Anestesia e erro médico

Anestesiologistas escreveram a VEJA contestando o item da nota "Quando os médicos erram" (Guia, 7 de setembro) que relaciona a anestesia sem teste de alergia como um dos motivos mais comuns de ações na Justiça por erro médico. "No conhecimento e na prática médica não existem testes de alergia para procedimentos anestésicos", afirma Henrique Carlos Gonçalves, primeiro secretário do Conselho Regional de Medicina de São Paulo. "Não existe teste para assegurar ao paciente que não haverá problemas de alergia durante uma cirurgia", diz Marcos André Tannhauser, membro da Sociedade de Anestesiologia do Rio Grande do Sul. Os médicos têm razão. Embora existam ações judiciais por falta de teste, só é possível fazê-lo em casos de anestesia local, como a que utiliza lidocaína, por exemplo. Não é praxe, porém, porque reações graves são muito raras. Nas cirurgias com anestesia geral, o especialista pode evitar reações alérgicas tanto dando atenção ao histórico do paciente quanto pela administração lenta e cuidadosa dos medicamentos.

 
 
 
 
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