TELEVISÃO
Sex and the City (segundas, às 23h15, no Multishow) Poucos seriados da atualidade são tão cultuados e acumulam tantas premiações quanto Sex and the City. Depois de quase dois anos sem transmissão no país, a série volta à programação de um canal pago, que promete exibir as quatro temporadas produzidas até agora em ordem cronológica. Sex and the City narra as aventuras amorosas da jornalista Carrie (Sarah Jessica Parker) e suas amigas Miranda (Cynthia Nixon), Charlotte (Kristin Davis) e Samantha (Kim Cattrall), em Nova York. Solteiras e despachadas, elas se tornaram ícones de um tipo de mulher madura, independente, bem-sucedida e atiradíssima. Que o diga Samantha, a mais avançada do quarteto. Ela protagonizou até uma cena caliente com a brasileira Sonia Braga, que fez uma participação especial no programa. Veja imagens da série.
O Lendário John Wayne (segunda a domingo, às 22h, no Telecine Classic) Um dos astros mais populares da história do cinema, John Wayne protagonizou cerca de 140 filmes e trafegou por vários gêneros. Esse ciclo ilumina algumas facetas do ator. A imagem de caubói que o consagrou está bem representada em faroestes como A Indomável (1942, quarta), no qual divide a cena com Marlene Dietrich, e El Dorado (1967, domingo 25), fita da fase final de sua carreira, em que interpreta um pistoleiro veterano. No mesmo pacote encontra-se o filme de guerra Iwo Jima, o Portal da Glória (1949, sexta), com o ator na pele de um sargento durão. O filé mignon do ciclo, contudo, é o clássico Depois do Vendaval (1952, sábado), drama romântico dirigido por John Ford e estrelado por Wayne e pela bela Maureen O'Hara.
LIVROS
Dicionário do Brasil Imperial (Objetiva; 750 páginas; 72,90 reais) Dois anos depois de lançar uma obra de referência da maior relevância sobre o Brasil colonial, o historiador Ronaldo Vainfas traz à luz uma seqüência à altura desta vez, devotada ao período que vai da proclamação da Independência, em 1822, até o fim do Império, em 1889.De "abdicação", que aborda a renúncia de dom Pedro I ao trono, ao verbete "zungus", sobre as casas de batucadas freqüentadas pelos negros no século XIX, a obra fornece um alentado panorama do período. De suas páginas emergem não só análises críticas dos principais fatos e personagens do Império. Há também curiosidades saborosas, como um verbete sobre um certo Antônio Galinheiro, ex-escravo que ficou endinheirado ao herdar oito propriedades em Salvador e dezesseis escravos.
A Intimação, de John Grisham (tradução de Aulyde Soares Rodrigues; Rocco; 284 páginas; 32 reais) Especialista em criar eletrizantes suspenses de tribunal, o americano John Grisham decepcionou seus fãs no ano passado ao lançar A Casa Pintada, um romance de cores autobiográficas dos mais insossos. Com A Intimação, o escritor voltou ao terreno que melhor domina. O livro evoca, em tudo, best-sellers de sua boa fase, como A Firma. Tem ação, mistério e, claro, advogados. Essa é a profissão do protagonista, Ray Atlee. Ele recebe uma carta de seu pai, um velho juiz à beira da morte, solicitando que esteja em sua casa num determinado dia e horário, para tratar da divisão da herança com seu irmão mais novo um drogado. Ao comparecer ao local, Ray encontra o pai morto, num cenário para lá de suspeito. Leia trechos do livro.
EXPOSIÇÃO
China: a Arte dos Imperadores, a Arte do Cotidiano, a Arte Contemporânea (São Paulo, a partir desta segunda) Em cartaz no Museu da Faap, a mostra é um apanhado da produção cultural chinesa nos últimos 6.000 anos. São 1 000 peças vindas de diferentes coleções, expostas num cenário que imita a Cidade Proibida. Do Museu Guimet, de Paris, vem a parte mais antiga e importante do acervo. Há utensílios em bronze e cerâmica datados do Neolítico, assim como porcelanas das dinastias Tang e Ming, entre outras. A parte moderna da mostra tem obras de arte e objetos dos tempos da Revolução Cultural, quando a figura do ditador Mao Tsé-tung se tornou objeto de culto. Há também uma seção dedicada à produção contemporânea. Ela inclui não só os artistas abençoados pelo regime comunista, como também vários que sofreram censura devido a suas ousadias, como o fotógrafo Qiu Zhijie.
DVD
Jogos e Trapaças Quando os Homens São Homens (McCabe & Mrs. Miller, Estados Unidos, 1971. Warner) Na década de 1870, no gelado norte do Estado americano de Washington, dois aventureiros se encontram: o apostador carismático vivido por Warren Beatty e a prostituta interpretada pela inglesa Julie Christie. Para todos os efeitos, trata-se de um filme sobre o desbravamento do Oeste. Mas o diretor Robert Altman o mostra pelas suas entranhas o estabelecimento dos bordéis, saloons e mesas de jogo que acompanhava o progresso. Sem abrir mão de seu senso de humor, ele defende uma tese curiosa: a de que esses elementos tinham um papel civilizador bem mais importante que, por exemplo, a chegada das estradas de ferro e do comércio. É um dos maiores filmes de Altman.
DISCOS
Villa-Lobos: Obras para Violoncelo e Piano, Antonio Meneses e Cristina Ortiz (Independente) O cellista pernambucano Antonio Meneses e a pianista baiana Cristina Ortiz costumam apresentar um entrosamento tão perfeito em suas apresentações que muitos chegaram a desconfiar que a parceria entre os dois se estendia para os bastidores das salas de concerto. O projeto que reúne a obra camerística de Heitor Villa-Lobos (1887-1959) é outra prova dessa química perfeita. Meneses e Ortiz apresentam obras da primeira fase da carreira de Villa-Lobos, como Pequena Suíte, criação de 1913. O compositor era cellista por formação e deu especial atenção ao cello em várias de suas criações. O CD traz também músicas conhecidas, como O Trenzinho do Caipira. O disco pode ser encomendado pelos telefones (11) 5535-5518 e (21) 2548-5005.
Pet Shop, Mundo Cão, Zeca Baleiro (Abril Music) No seu quarto lançamento, o compositor e intérprete maranhense retoma a mistura bem urdida de música eletrônica com gêneros regionais, como o baião e o carimbó. Esse cruzamento havia marcado seus dois primeiros discos, mas ficou fora de seu álbum anterior, Líricas, gravado apenas com voz e violão. Pet Shop, Mundo Cão apresenta baladas com guitarras estridentes e influências soul (O Hacker e Mundo dos Negócios, que ressuscita o cantor Carlos Dafé), forró eletrônico (Drumembêis) e uma regravação de Filho da Véia, sucesso do sambista Luiz Américo na década de 70. A mistura de Zeca Baleiro causa mais prazer que estranheza. É isso que o diferencia de artistas que fazem uso do mesmo estratagema, como Otto e Lenine.