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Sucesso faraônicoÉpico sobre o Egito repete, no Brasil, Carlos Graieb
Leitores, tremei! Acaba de se abater sobre VEJA a terrível maldição das pirâmides. Dos dez livros de ficção que, nesta semana, compõem a lista de mais vendidos, nada menos que três falam do antigo Egito. São eles: O Filho da Luz, O Templo de Milhões de Anos e A Batalha de Kadesh (tradução de Maria D. Alexandre; Bertrand Brasil; 30 reais; o primeiro tem 389 páginas e os outros dois, 369). Todos fazem parte da série Ramsés, escrita pelo romancista e historiador francês Christian Jacq. Em todo o mundo, a série já vendeu mais de 5 milhões de exemplares. No Brasil, já são 60000 livros -- um número para lá de respeitável. Considerando que faltam dois volumes para que a coleção fique completa, ela tem todas as chances de tornar-se um fenômeno ainda maior de mercado. Nenhum sortilégio deve ser capaz de neutralizar a magia que os faraós e sua época exercem sobre o público contemporâneo. Mas, se você ainda está se preparando para embarcar nessa excursão pelo Egito, melhor saber o que o espera. A série Ramsés está mais próxima de filmes como A Múmia, em cartaz atualmente nos cinemas, do que de estudos sérios sobre a terra dos faraós. Ação, violência e intrigas são alguns de seus ingredientes. Magia, deuses e espíritos também fazem parte da receita. Se na literatura é impossível contar com efeitos especiais milionários, Christian Jacq nem por isso deixa de lançar mão de diversos truques, para manter o leitor em suspense. O próprio Ramsés é transformado numa espécie de galã moderno, atlético e astuto, pronto para enfrentar quaisquer peripécias. Assim, não se deixe enganar pela fama de Jacq como egiptólogo. Suas credenciais nessa área são de fato impecáveis. Sua formação se deu na Sorbonne, a mais renomada universidade francesa, e ele é respeitado nos meios acadêmicos. Mas todo esse estofo fornece apenas o pano de fundo para a fantasia desenfreada que é o livro. Não é conhecimento que Jacq quer transmitir ao leitor, e sim seu fascínio pelo Egito. Não deixa de ser simpático.
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