Edição 1863 . 21 de julho de 2004

Índice
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Auto-retrato
Datas
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 
Cartas

 
"Inteligência e talentos humanos concentrados na cirurgia plástica
mudam, para melhor, a vida de
milhões de pessoas."
Renzo Sansoni
Uberlândia, MG

 

Transformação visual

Gostei muito da reportagem "Mudança radical" (14 de julho), sobre as pessoas que mudam completamente de vida quando se submetem a várias intervenções. Sou um exemplo vivo disso. De 2001 até hoje, já me submeti a dezoito cirurgias, três só de aumento de seios (minha atual prótese é de 495 ml). Essas cirurgias mudaram minha vida! Antes eu era o patinho feio e gordo, agora me acho linda. Fui contra o que todo mundo dizia, fiz tudo o que eu queria, e me orgulho muito disso. Hoje me sinto realizada!
Miriam Priscilla de Rezende Castro
Barbacena, MG

Fiquei impressionada com a reportagem. Mulheres, abram os olhos. Estamos jogando no lixo anos de luta pela liberdade feminina e contra a mulher-objeto. Estou ansiosa por saber quando será lançada a prótese de inteligência e de bom senso!
Simone Espindola de Oliveira
Blumenau, SC

A cada acidente ocorrido em cirurgias de lipoaspiração, fico indignado com os resultados que as próprias vítimas e seus familiares poderiam ter evitado se tivessem um pouco de consciência de que toda e qualquer cirurgia representa um risco. Será que vale a pena correr esse risco por causa de uma vaidade?
Sérgio Galvão Diniz Torreão Braz
Brasília, DF

A reportagem centra-se de forma demasiada em procedimentos vinculados à cirurgia plástica. Hoje, há uma nova área denominada medicina estética, a qual proporciona mudanças de excelente resultado, sobretudo em relação à face, sem necessidade de internações ou bisturi. A tendência dos procedimentos médicos é ser cada vez menos invasivos, proporcionando melhor conforto ao paciente.
Ricardo Dorneles Furtado
Porto Alegre, RS

 

Corrupção

Em relação à reportagem "As vitórias parciais contra a corrupção" (7 de julho), é necessário observar que a sistemática processual penal brasileira estabelece que à Polícia Judiciária compete apurar infrações penais e suas respectivas autorias, com as ressalvas previstas no artigo 144 da Constituição. Fica, pois, definido que à polícia competem as investigações criminais. Ao Ministério Público incumbe promover a ação penal, entre outras funções, nas quais não se inclui o exercício da investigação, exclusividade da Polícia Judiciária. A reportagem exibiu casos de repercussão, atribuindo o sucesso ao Ministério Público, e em nenhuma linha lembrou que os promotores se basearam em inquéritos policiais, presididos por delegados de polícia. Foi o que ocorreu em 1999, quando foi investigado, em São Paulo, o escândalo nacionalmente conhecido como Máfia dos Fiscais. À época, a Polícia Civil foi representada por um grupo de policiais que integrei e coordenei. O trabalho foi feito de forma integrada com representantes do Ministério Público e de outros organismos, constituindo a chamada força-tarefa, sob o comando de delegados de polícia. E não poderia ser de outra forma, já que a missão era incumbência legal da Polícia Civil.
Romeu Tuma
Deputado estadual e delegado de Polícia Classe Especial
São Paulo, SP

 

Ministério Público

O egrégio conselho superior do Ministério Público, na reunião realizada em 8 de junho, acolhendo proposta apresentada pelo doutor José de Arruda Silveira Filho, aprovou, por unanimidade, votos de elogio à revista VEJA pela matéria publicada na edição de 2 de junho sob o expressivo título "Pior que mordaça".
Rodrigo César Rebello Pinho
Procurador-geral de Justiça
São Paulo, SP

 

Kenneth Rogoff

A entrevista com o professor Kenneth Rogoff (Amarelas, 14 de julho) é um banho de otimismo sobre o Brasil. Porém, sem fazer a lição de casa – a começar pela obediência às leis, pela melhoria na educação e pelo combate à violência –, nada acontecerá. Continuaremos somente no sonho.
Edivelton Tadeu Mendes
São Paulo, SP

A revista anuncia como "economista brilhante" um homem que diz que "o Brasil é um país muito mais rico do que a China". Esse tipo de diagnóstico tem nos ajudado muito a manter nosso status de "país do futuro" e vergonha social do presente.
Eduardo Giuliani
São Paulo, SP

O economista afirma que o Brasil está em situação favorável para entrar numa fase de crescimento alto. Mas, ressalva, desde que solucionados problemas estruturais como reforma da legislação trabalhista, redução da dívida pública e dos juros, reforma fiscal e da legislação tributária. Ou seja, tudo aquilo que Lula e outros governos vêm tentando fazer sem sucesso. O economista não disse nada que o conselheiro Acácio não teria dito se entrevistado.
Sérgio de Souza Tôrres
Rio de Janeiro, RJ

 

Lya Luft

Há tempos não conseguia ler algo e no fim parar por alguns minutos para refletir sobre o que tinha lido. Lya Luft nos faz voar, pensar de forma diferente naquilo que acreditávamos ser insignificante. Com a força de suas palavras, ela me seduz cada vez mais.
André Luiz de Sousa Cornélio
Parnaíba, PI

Encanta-me, cada dia mais, a seção da escritora Lya Luft. Externando sua sensibilidade e delicadeza feminina, a autora extrai do cotidiano ricas reflexões, que conseguem atingir até mesmo nossas petrificadas mentes masculinas.
Dhenis Cruz Madeira
Belo Horizonte, MG

 

André Petry

Parabéns ao senhor André Petry pelo excelente artigo ("A favor do aborto – e da vida", 11 de julho). A mulher que traz no ventre um feto sem cérebro, além de ver por terra seu sonho de ter nos braços um bebê saudável, que é o primeiro desejo de toda mulher ao engravidar, é punida pelo Estado ao ter de levar a gravidez até o fim e realizar o funeral do filho. São nove meses de um sofrimento que pode ser minorado se deixarmos de usar o nome de Deus para castigar a mãe. Não é possível que se continue a usar a religião para arrastar o sofrimento da mãe que traz no ventre um feto sem cérebro. Deus, certamente, não aprova tal atitude do Estado.
Kátia Maria Miranda de Oliveira
Salvador, BA

Aborto sempre será morte. É cometer um assassinato, qualquer que seja a justificativa para esse ato. A vida é sagrada, e ninguém tem o direito de tirá-la.
Adriana Costa
Washington, DC, EUA

 

Mercosul

VEJA está de parabéns pela reportagem "O Mercosul foi parar na geladeira" (14 de julho). Porém, como ex-empresário que sofreu muita concorrência de produtos argentinos, ainda tenho uma dúvida. É fato concreto que o Brasil, em suas disputas comerciais, discute muito, contesta os incentivos que são dados aos estrangeiros, briga por alíquotas de imposto menores para nossos produtos, leva o assunto à OMC, com parceiros muito mais importantes para nosso comércio exterior, como Estados Unidos, União Européia, Canadá, China, que possuem um poder de barganha infinitamente maior que o da Argentina. A questão é: por que o Brasil aceita que a Argentina sempre crie problemas quando algum setor de sua economia não consegue concorrer com a nossa? Será que não está faltando pulso para nossos negociadores de comércio exterior? Ou só discutimos com países "ricos" por questões ideológicas? Ou, ainda, teriam as relações comerciais entre Brasil e Argentina virado um jogo de "truco", no qual se sai melhor quem grita mais?
João Alberto Fernandes
Santa Rita do Passa Quatro, SP

 

Mídia

Não resisto a cumprimentar Roberto Civita e a toda a equipe da Abril. Afinal, esse time gerencia milhões de leitores e publica sete das dez melhores revistas nacionais. Como assinante, sinto-me acionista de VEJA e redigi esta carta porque admiro as pessoas otimistas.
Neide Domingues da Silva
Por e-mail

A frondosa árvore da Editora Abril recebeu a vitamina que lhe faltava para galgar as alturas e os espaços da prosperidade plena. O largo sorriso de seu presidente, Roberto Civita, é a prova inconteste dessa conquista, demonstrada num pioneirismo inteligente e responsável ("Um negócio pioneiro", 14 de julho).
Lázaro Justo Jacinto
Anápolis, GO

 

Justiça

O governo Lula resolveu o problema do risco dos credores na falência de incorporadores imobiliários aplicando um golpe no consumidor. Com a aprovação na Câmara e no Senado do projeto de lei 3065/2004, de autoria do governo federal, em caso de falência do incorporador imobiliário caberá aos condôminos a obrigação de pagar os débitos fiscais, previdenciários, trabalhistas, hipotecários e de fornecedores do empreendimento, sob pena de não poderem prosseguir na construção. Caso não seja possível prosseguir com a construção, a mesma será vendida e o dinheiro, utilizado no pagamento dos credores do empreendimento. Apenas o saldo será rateado entre os condôminos. É uma pena que esse governo não tenha como objetivo o respeito ao consumidor e à poupança das famílias ("Um passo decisivo", 14 de julho).
Micael Heber Mateus
Diretor Jurídico da Associação Nacional dos Clientes da Encol
Goiânia, GO

 

Diogo Mainardi

Diogo Mainardi expõe feridas para um Brasil acostumado a elas. A dor provoca reação nas pessoas. Entendo que é por isso que ele não usa anestesia em suas colunas. O artigo "Pobre é bom negócio" (14 de julho) expõe uma ferida que dói e tem de doer mesmo para os que tiram proveito dos pobres. Como psiquiatra e educador, eu complementaria: "Pobre é bom negócio para os pobres em ética e cidadania", mesmo porque os que trabalham realmente em favor dos pobres, esses são ricos de alma. Que a revista VEJA continue nos propiciando diversos olhares sobre os seres humanos deste planeta, principalmente do Brasil. E que Diogo Mainardi continue a nos mostrar o que ele percebe com o seu olhar de águia.
Içami Tiba
Psiquiatra e escritor
São Paulo, SP

Não entendo por que crucificam Diogo Mainardi. Concordo com ele: em vez de elevar a condição social dos pobres, os intelectuais brasileiros acabam por explorá-los mais.
Diogo Max
Recife, PE

 

Medicamentos

Parabéns pela reportagem "O barato pode sair caro" (14 de julho), bem informada e equilibrada. Os medicamentos no Brasil, realmente, não são caros. O brasileiro é que ganha mal. Segundo o Ipea, cerca de 60 milhões de brasileiros sobrevivem com menos de um salário mínimo. Essa faixa da população não tem acesso a nenhum tipo de medicamento. Os ingênuos planos de farmácia popular, mesmo que fossem bem-sucedidos, atingiriam apenas uma parcela ínfima da população.
Jorge Paprocki
Psiquiatra
Belo Horizonte, MG

Há um sofisma em comparar o preço dos medicamentos no Brasil ao preço deles nos Estados Unidos. Um brasileiro que ganha um salário mínimo (86 dólares aproximadamente) poderá adquirir 955 aspirinas a 9 cents cada uma, enquanto um americano que recebe o salário mínimo de seu país (800 dólares) adquirirá 6.666 aspirinas a 12 cents cada uma. Isto é, quase sete vezes mais! Nossos medicamentos são caríssimos. Não vale o argumento de que a matéria-prima é importada, porque hoje temos boa parte dela nacional. Os componentes, a mão-de-obra, as embalagens, a publicidade também são mais baratos no Brasil. O lucro é que, em geral, não é brasileiro.
Hertz Uderman
Por e-mail

 

Roberto Pompeu de Toledo

Esquece o ensaísta Roberto Pompeu de Toledo (ou ignora...) os 356 anos do Exército brasileiro. Adversidades sociais, políticas, militares e, principalmente, econômicas foram superadas devido à existência de uma força terrestre forte, fazendo o Brasil ser respeitado no universo das nações. Sua pergunta – para que serve o Exército nacional? – possui inúmeras respostas, até constitucionais. Indagação infeliz para um jornalista de sua qualificação ("Debates, meios-debates e não-debates", 14 de julho).
Claiton de Oliveira Caon
Porto Alegre, RS

Quem garante a soberania do país são as Forças Armadas. Sugiro ao senhor Roberto Pompeu de Toledo procurar se inteirar melhor das atividades realizadas pela Marinha, Exército e Aeronáutica antes de expor idéias e tirar conclusões.
Alexandre Esteves Nery
Rio de Janeiro, RJ

 

CORREÇÃO: O torneio olímpico de tênis, embora não dê prêmio em dinheiro, conta pontos para o ranking da ATP (Auto-retrato, 14 de julho).

 

 
COMO VIRAR ESCRITOR(A)

Ana Clicia de Souza Alves, leitora radicada em Belém do Pará, depois de ler a reportagem "A descoberta do talento" (30 de junho), ficou empolgadíssima com a possibilidade de se dar bem na área literária. "O texto mostrou que preciso apostar no meu talento. Sou extremamente criativa e gostaria de ser uma grande escritora, pois sei que investindo nesse campo poderei alcançar meus objetivos. Mas por onde começar?", perguntou Ana Clicia. VEJA abordou o tema em algumas oportunidades. A matéria "Até parece fácil" (20 de janeiro de 1999) destacou bons manuais que ensinam como montar uma obra literária. A nota "Seu primeiro livro" (Guia, 1º de outubro de 2003) deu dicas de como passar pela avaliação das editoras.

 
EXTRAS DOS DEPUTADOS BRASILEIROS


O leitor Paulo Bellizia, da capital paulista, intrigado com uma informação publicada na nota "Quanto ganha um deputado" (23 de junho), que comparava, em euros, a remuneração de políticos europeus e brasileiros, escreveu para a redação: "O valor de 16 000 euros de 'extras' é mensal ou anual?" O montante ­ cerca de 228 vezes maior que o salário mínimo no Brasil ­ é mensal e se destina não só às despesas de gabinete (correios, telefone, passagens aéreas, salários de assessores, entre outras) como também ao auxílio-moradia e às despesas gerais no Estado. A matéria "Saiu a 1ª reforma: o aumento dos deputados" (12 de março de 2003) tratou detalhadamente dessa questão.

 

JIMMY ARIAS E MATS WILANDER

A reportagem "O fazedor de campeões" (7 de julho) informou que o técnico de tênis Nick Bollettieri "tornou-se conhecido quando, em 1985, o americano Jimmy Arias, que treinava com ele, ganhou o Torneio de Roland Garros". O leitor Giovanni Lima, do Rio de Janeiro, corrigiu a informação: "O campeão de Roland Garros em 1985 foi o sueco Mats Wilander". Além desse título, Wilander venceu o Roland Garros em 1982 e em 1988 – é tricampeão, assim como o checo naturalizado americano Ivan Lendl e o brasileiro Gustavo Kuerten. Arias jamais venceu o tradicional torneio francês. No entanto, com expressiva performance em 1983 – quatro títulos, entre eles o de Indianápolis –, o tenista americano ganhou destaque, assim como o treinador Bollettieri. Mais sobre os tenistas e o Torneio de Roland Garros.

DA INTERNET
ATPtennis.com
Torneio de Roland-Garros

 

 
 
 
 
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