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Cartas
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"Inteligência
e talentos humanos concentrados na cirurgia plástica
mudam, para melhor, a vida de
milhões de pessoas."
Renzo Sansoni
Uberlândia, MG |
Transformação
visual
Gostei muito da reportagem "Mudança radical" (14 de julho),
sobre as pessoas que mudam completamente de vida quando se submetem
a várias intervenções. Sou um exemplo vivo
disso. De 2001 até hoje, já me submeti a dezoito cirurgias,
três só de aumento de seios (minha atual prótese
é de 495 ml). Essas cirurgias mudaram minha vida! Antes eu
era o patinho feio e gordo, agora me acho linda. Fui contra o que
todo mundo dizia, fiz tudo o que eu queria, e me orgulho muito disso.
Hoje me sinto realizada!
Miriam Priscilla de Rezende Castro
Barbacena, MG
Fiquei
impressionada com a reportagem. Mulheres, abram os olhos. Estamos
jogando no lixo anos de luta pela liberdade feminina e contra a
mulher-objeto. Estou ansiosa por saber quando será lançada
a prótese de inteligência e de bom senso!
Simone Espindola de Oliveira
Blumenau, SC
A cada acidente ocorrido em cirurgias de lipoaspiração,
fico indignado com os resultados que as próprias vítimas
e seus familiares poderiam ter evitado se tivessem um pouco de consciência
de que toda e qualquer cirurgia representa um risco. Será
que vale a pena correr esse risco por causa de uma vaidade?
Sérgio Galvão Diniz Torreão
Braz
Brasília, DF
A reportagem centra-se de forma demasiada em procedimentos vinculados
à cirurgia plástica. Hoje, há uma nova área
denominada medicina estética, a qual proporciona mudanças
de excelente resultado, sobretudo em relação à
face, sem necessidade de internações ou bisturi. A
tendência dos procedimentos médicos é ser cada
vez menos invasivos, proporcionando melhor conforto ao paciente.
Ricardo Dorneles Furtado
Porto Alegre, RS
Corrupção
Em relação à reportagem "As vitórias
parciais contra a corrupção" (7 de julho), é
necessário observar que a sistemática processual penal
brasileira estabelece que à Polícia Judiciária
compete apurar infrações penais e suas respectivas
autorias, com as ressalvas previstas no artigo 144 da Constituição.
Fica, pois, definido que à polícia competem as investigações
criminais. Ao Ministério Público incumbe promover
a ação penal, entre outras funções,
nas quais não se inclui o exercício da investigação,
exclusividade da Polícia Judiciária. A reportagem
exibiu casos de repercussão, atribuindo o sucesso ao Ministério
Público, e em nenhuma linha lembrou que os promotores se
basearam em inquéritos policiais, presididos por delegados
de polícia. Foi o que ocorreu em 1999, quando foi investigado,
em São Paulo, o escândalo nacionalmente conhecido como
Máfia dos Fiscais. À época, a Polícia
Civil foi representada por um grupo de policiais que integrei e
coordenei. O trabalho foi feito de forma integrada com representantes
do Ministério Público e de outros organismos, constituindo
a chamada força-tarefa, sob o comando de delegados de polícia.
E não poderia ser de outra forma, já que a missão
era incumbência legal da Polícia Civil.
Romeu Tuma
Deputado estadual e delegado de Polícia Classe Especial
São Paulo, SP
Ministério Público
O egrégio conselho superior do Ministério Público,
na reunião realizada em 8 de junho, acolhendo proposta apresentada
pelo doutor José de Arruda Silveira Filho, aprovou, por unanimidade,
votos de elogio à revista VEJA pela matéria publicada
na edição de 2 de junho sob o expressivo título
"Pior que mordaça".
Rodrigo César Rebello Pinho
Procurador-geral de Justiça
São Paulo, SP
Kenneth
Rogoff
A entrevista com o professor Kenneth Rogoff (Amarelas, 14 de julho)
é um banho de otimismo sobre o Brasil. Porém, sem
fazer a lição de casa a começar pela
obediência às leis, pela melhoria na educação
e pelo combate à violência , nada acontecerá.
Continuaremos somente no sonho.
Edivelton Tadeu Mendes
São Paulo, SP
A revista anuncia como "economista brilhante" um homem que diz que
"o Brasil é um país muito mais rico do que a China".
Esse tipo de diagnóstico tem nos ajudado muito a manter nosso
status de "país do futuro" e vergonha social do presente.
Eduardo Giuliani
São Paulo, SP
O economista afirma que o Brasil está em situação
favorável para entrar numa fase de crescimento alto. Mas,
ressalva, desde que solucionados problemas estruturais como reforma
da legislação trabalhista, redução da
dívida pública e dos juros, reforma fiscal e da legislação
tributária. Ou seja, tudo aquilo que Lula e outros governos
vêm tentando fazer sem sucesso. O economista não disse
nada que o conselheiro Acácio não teria dito se entrevistado.
Sérgio de Souza Tôrres
Rio de Janeiro, RJ
Lya Luft
Há tempos não conseguia ler algo e no fim parar por
alguns minutos para refletir sobre o que tinha lido. Lya Luft nos
faz voar, pensar de forma diferente naquilo que acreditávamos
ser insignificante. Com a força de suas palavras, ela me
seduz cada vez mais.
André Luiz de Sousa Cornélio
Parnaíba, PI
Encanta-me, cada dia mais, a seção da escritora Lya
Luft. Externando sua sensibilidade e delicadeza feminina, a autora
extrai do cotidiano ricas reflexões, que conseguem atingir
até mesmo nossas petrificadas mentes masculinas.
Dhenis Cruz Madeira
Belo Horizonte, MG
André Petry
Parabéns ao senhor André Petry pelo excelente artigo
("A favor do aborto e da vida", 11 de julho). A mulher que
traz no ventre um feto sem cérebro, além de ver por
terra seu sonho de ter nos braços um bebê saudável,
que é o primeiro desejo de toda mulher ao engravidar, é
punida pelo Estado ao ter de levar a gravidez até o fim e
realizar o funeral do filho. São nove meses de um sofrimento
que pode ser minorado se deixarmos de usar o nome de Deus para castigar
a mãe. Não é possível que se continue
a usar a religião para arrastar o sofrimento da mãe
que traz no ventre um feto sem cérebro. Deus, certamente,
não aprova tal atitude do Estado.
Kátia Maria Miranda de Oliveira
Salvador, BA
Aborto sempre será morte. É cometer um assassinato,
qualquer que seja a justificativa para esse ato. A vida é
sagrada, e ninguém tem o direito de tirá-la.
Adriana Costa
Washington, DC, EUA
Mercosul
VEJA está de parabéns pela reportagem "O Mercosul
foi parar na geladeira" (14 de julho). Porém, como ex-empresário
que sofreu muita concorrência de produtos argentinos, ainda
tenho uma dúvida. É fato concreto que o Brasil, em
suas disputas comerciais, discute muito, contesta os incentivos
que são dados aos estrangeiros, briga por alíquotas
de imposto menores para nossos produtos, leva o assunto à
OMC, com parceiros muito mais importantes para nosso comércio
exterior, como Estados Unidos, União Européia, Canadá,
China, que possuem um poder de barganha infinitamente maior que
o da Argentina. A questão é: por que o Brasil aceita
que a Argentina sempre crie problemas quando algum setor de sua
economia não consegue concorrer com a nossa? Será
que não está faltando pulso para nossos negociadores
de comércio exterior? Ou só discutimos com países
"ricos" por questões ideológicas? Ou, ainda, teriam
as relações comerciais entre Brasil e Argentina virado
um jogo de "truco", no qual se sai melhor quem grita mais?
João Alberto Fernandes
Santa Rita do Passa Quatro, SP
Mídia
Não resisto a cumprimentar Roberto Civita e a toda a equipe
da Abril. Afinal, esse time gerencia milhões de leitores
e publica sete das dez melhores revistas nacionais. Como assinante,
sinto-me acionista de VEJA e redigi esta carta porque admiro as
pessoas otimistas.
Neide Domingues da Silva
Por e-mail
A frondosa árvore da Editora Abril recebeu a vitamina que
lhe faltava para galgar as alturas e os espaços da prosperidade
plena. O largo sorriso de seu presidente, Roberto Civita, é
a prova inconteste dessa conquista, demonstrada num pioneirismo
inteligente e responsável ("Um negócio pioneiro",
14 de julho).
Lázaro Justo Jacinto
Anápolis, GO
Justiça
O
governo Lula resolveu o problema do risco dos credores na falência
de incorporadores imobiliários aplicando um golpe no consumidor.
Com a aprovação na Câmara e no Senado do projeto
de lei 3065/2004, de autoria do governo federal, em caso de falência
do incorporador imobiliário caberá aos condôminos
a obrigação de pagar os débitos fiscais, previdenciários,
trabalhistas, hipotecários e de fornecedores do empreendimento,
sob pena de não poderem prosseguir na construção.
Caso não seja possível prosseguir com a construção,
a mesma será vendida e o dinheiro, utilizado no pagamento
dos credores do empreendimento. Apenas o saldo será rateado
entre os condôminos. É uma pena que esse governo não
tenha como objetivo o respeito ao consumidor e à poupança
das famílias ("Um passo decisivo", 14 de julho).
Micael Heber Mateus
Diretor Jurídico da Associação Nacional dos
Clientes da Encol
Goiânia,
GO
Diogo
Mainardi
Diogo
Mainardi expõe feridas para um Brasil acostumado a elas.
A dor provoca reação nas pessoas. Entendo que é
por isso que ele não usa anestesia em suas colunas. O artigo
"Pobre é bom negócio" (14 de julho) expõe uma
ferida que dói e tem de doer mesmo para os que tiram proveito
dos pobres. Como psiquiatra e educador, eu complementaria: "Pobre
é bom negócio para os pobres em ética e cidadania",
mesmo porque os que trabalham realmente em favor dos pobres, esses
são ricos de alma. Que a revista VEJA continue nos propiciando
diversos olhares sobre os seres humanos deste planeta, principalmente
do Brasil. E que Diogo Mainardi continue a nos mostrar o que ele
percebe com o seu olhar de águia.
Içami Tiba
Psiquiatra e escritor
São Paulo, SP
Não
entendo por que crucificam Diogo Mainardi. Concordo com ele: em
vez de elevar a condição social dos pobres, os intelectuais
brasileiros acabam por explorá-los mais.
Diogo Max
Recife, PE
Medicamentos
Parabéns
pela reportagem "O barato pode sair caro" (14 de julho), bem informada
e equilibrada. Os medicamentos no Brasil, realmente, não
são caros. O brasileiro é que ganha mal. Segundo o
Ipea, cerca de 60 milhões de brasileiros sobrevivem com menos
de um salário mínimo. Essa faixa da população
não tem acesso a nenhum tipo de medicamento. Os ingênuos
planos de farmácia popular, mesmo que fossem bem-sucedidos,
atingiriam apenas uma parcela ínfima da população.
Jorge Paprocki
Psiquiatra
Belo Horizonte, MG
Há
um sofisma em comparar o preço dos medicamentos no Brasil
ao preço deles nos Estados Unidos. Um brasileiro que ganha
um salário mínimo (86 dólares aproximadamente)
poderá adquirir 955 aspirinas a 9 cents cada uma, enquanto
um americano que recebe o salário mínimo de seu país
(800 dólares) adquirirá 6.666
aspirinas a 12 cents cada uma. Isto é, quase sete vezes mais!
Nossos medicamentos são caríssimos. Não vale
o argumento de que a matéria-prima é importada, porque
hoje temos boa parte dela nacional. Os componentes, a mão-de-obra,
as embalagens, a publicidade também são mais baratos
no Brasil. O lucro é que, em geral, não é brasileiro.
Hertz Uderman
Por e-mail
Roberto
Pompeu de Toledo
Esquece
o ensaísta Roberto Pompeu de Toledo (ou ignora...) os 356
anos do Exército brasileiro. Adversidades sociais, políticas,
militares e, principalmente, econômicas foram superadas devido
à existência de uma força terrestre forte, fazendo
o Brasil ser respeitado no universo das nações. Sua
pergunta para que serve o Exército nacional?
possui inúmeras respostas, até constitucionais. Indagação
infeliz para um jornalista de sua qualificação ("Debates,
meios-debates e não-debates", 14 de julho).
Claiton de Oliveira Caon
Porto Alegre, RS
Quem
garante a soberania do país são as Forças Armadas.
Sugiro ao senhor Roberto Pompeu de Toledo procurar se inteirar melhor
das atividades realizadas pela Marinha, Exército e Aeronáutica
antes de expor idéias e tirar conclusões.
Alexandre Esteves Nery
Rio de Janeiro, RJ
CORREÇÃO:
O torneio olímpico de tênis, embora não dê
prêmio em dinheiro, conta pontos para o ranking da ATP (Auto-retrato,
14 de julho).
| COMO
VIRAR ESCRITOR(A) |
Ana
Clicia de Souza Alves, leitora radicada em Belém
do Pará, depois de ler a reportagem "A descoberta
do talento" (30 de junho), ficou empolgadíssima
com a possibilidade de se dar bem na área literária.
"O texto mostrou que preciso apostar no meu talento. Sou
extremamente criativa e gostaria de ser uma grande escritora,
pois sei que investindo nesse campo poderei alcançar
meus objetivos. Mas por onde começar?", perguntou
Ana Clicia. VEJA abordou o tema em algumas oportunidades.
A matéria "Até
parece fácil" (20 de janeiro de
1999) destacou bons manuais que ensinam como montar uma
obra literária. A nota "Seu
primeiro livro" (Guia, 1º de outubro de
2003) deu dicas de como passar pela avaliação
das editoras. |
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| EXTRAS
DOS DEPUTADOS BRASILEIROS |
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O
leitor Paulo Bellizia, da capital paulista, intrigado
com uma informação publicada na nota "Quanto
ganha um deputado" (23 de junho), que comparava,
em euros, a remuneração de políticos
europeus e brasileiros, escreveu para a redação:
"O valor de 16 000 euros de 'extras' é mensal
ou anual?" O montante cerca de 228 vezes maior
que o salário mínimo no Brasil
é mensal e se destina não só às
despesas de gabinete (correios, telefone, passagens
aéreas, salários de assessores, entre
outras) como também ao auxílio-moradia
e às despesas gerais no Estado. A matéria
"Saiu
a 1ª reforma: o aumento dos deputados"
(12 de março de 2003) tratou detalhadamente dessa
questão.
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| JIMMY
ARIAS E MATS WILANDER |
A
reportagem "O fazedor de campeões" (7 de julho)
informou que o técnico de tênis Nick Bollettieri
"tornou-se conhecido quando, em 1985, o americano Jimmy
Arias, que treinava com ele, ganhou o Torneio de Roland
Garros". O leitor Giovanni Lima, do Rio de Janeiro, corrigiu
a informação: "O campeão de Roland
Garros em 1985 foi o sueco Mats Wilander". Além
desse título, Wilander venceu o Roland Garros em
1982 e em 1988 é tricampeão, assim
como o checo naturalizado americano Ivan Lendl e o brasileiro
Gustavo Kuerten. Arias jamais venceu o tradicional torneio
francês. No entanto, com expressiva performance
em 1983 quatro títulos, entre eles o de
Indianápolis , o tenista americano ganhou
destaque, assim como o treinador Bollettieri. Mais sobre
os tenistas e o Torneio de Roland Garros.
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