Edição 1961 . 21 de junho de 2006

Índice
Millôr
Claudio de Moura Castro
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja.com
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Todo cidadão sabe que depredação de patrimônio alheio é crime. Portanto,
todos os participantes são igualmente culpados pelo ocorrido."
Emilia Grossman
Curitiba, PR

A violência dos sem-terra

VEJA está de parabéns pela alta criatividade e inteligência em sintetizar, em apenas uma palavra, a verdadeira essência desse partido que ocupa o poder. Assim como a metáfora, o PT mostra sua verdadeira cara: a do caos, da safadeza, da ganância, da mentira, do mensalão, da impunidade e a mais perigosa: a da ditadura e do autoritarismo ("Insulto à democracia", 14 de junho).
Alberto Maurício Danon
Por e-mail

Quem conhece um pouco a história dos últimos 100 anos não pode deixar de lembrar o que aconteceu na Alemanha antes da ascensão de Adolf Hitler ao poder. Num episódio que ficou conhecido como Noite dos Cristais, o braço armado do Partido Nacional-Socialista depredou as propriedades de judeus. Posteriormente incendiou o prédio do Congresso, atribuindo a culpa a um judeu. Lá o governo era fraco, aqui é conivente. Deu no que deu.
Frederico A. Strassburger
Blumenau, SC

Que ninguém se iluda com o bom-mocismo do "Lulinha Paz e Amor" nem com a ignorância do presidente Luiz Inácio "Nada Sei" Lula da Silva. Ele continua sendo feito do mesmo recheio do tempo em que volta e meia era detido por ir contra a lei com grande empáfia. Se estivesse na oposição, seria o sindicalista Lula e comandaria a invasão do Congresso (que ele dizia abrigar os 300 picaretas), e não o Bruno Maranhão, que um dia com certeza ainda será candidato à Presidência da República do Vale-Tudo, pois parece que o gosto pela baderna é pré-requisito para ser bem votado.
Leandro Soares da Costa
Ivoti, RS

Fiquei estarrecida com a explosão de violência e barbárie dos integrantes do MLST ao invadir o Congresso Nacional. Como sabemos, a impunidade é mãe de todos os vícios. A contínua e irresponsável colocação do boné pelo presidente, que esquece a liturgia do cargo que ocupa, chancela implicitamente todos os desmandos perpetrados pelo bando. Mas há uma saída: punição exemplar e faxina eleitoral, com votação pautada na ética e na racionalidade.
Dulce Maria de Britto Freire Barros
Olinda, PE

Esse grupo de sem-terra que invadiu o Congresso Nacional merece, sim, ganhar terra: um enorme pedaço de terra numa colônia penal agrícola, onde os participantes da barbárie fossem obrigados a trabalhar e produzir.
Adriana C. Silveira
Maceió, AL

Opor-se ao MST (ou MLST etc.) apenas por considerá-lo baderneiro constitui uma forma equivocada de interpretar o fenômeno dos sem-terra no Brasil. O fundamental é apontar o teor anacrônico de sua finalidade. No entanto, a maioria dos políticos, tanto governistas quanto da oposição, assim como a mídia, limita suas críticas apenas aos atos delinqüentes praticados por esses movimentos sociais. Poucas figuras públicas o enfrentam num debate conceitual, analisando a raiz do problema agrário num país de 8,5 milhões de quilômetros quadrados. Quando o fazem, em geral são membros da extrema direita, sem isenção de análise, da mesma forma que alguns líderes do MST (e MLST). Em tempos de campanha eleitoral, deve-se aproveitar para debater o assunto e analisá-lo para que os sem-terra, sem-moradia, sem-renda, por isso revoltados, não invadam o Congresso, hoje tão sem crédito. Não será reforçando a segurança do Congresso que tudo se resolverá. Os problemas continuam porque ninguém foi até "suas raízes".
José Antonio da Silva Pinto
Feira de Santana, BA

O MST e seu filhote sobrevivem do repasse governamental de verbas públicas, ou seja, do dinheiro que o Estado arrecada via tributação escorchante imposta à parcela da população que efetivamente trabalha (e trabalha duro) para sustentá-lo.
Tulio Alcântara Valente
Resende, RJ

A invasão da Câmara dos Deputados, apesar da barbárie, teve um aspecto muito positivo, pois mostrou para o Brasil quem são e a que vieram esses terroristas, que de agricultores nada têm.
Amaury de Athayde Junior
Curitiba, PR

Depois dessa, eles mostraram bem o que são aos políticos e ao resto da população, que agora podem avaliar o que nós passamos aqui no Pontal do Paranapanema com esses invasores que acabaram com nossa região fazendo-se de heróis e coitados.
Angela R. Barbosa
Presidente Prudente, SP

Na última aula de geografia, meu professor disse que a invasão do MLST era o início da revolução que salvaria o país e que eles eram exemplos a ser seguidos por nós. Então eu disse a ele que reuniria meus colegas para quebrar a escola, para protestar por aulas decentes, e ele me expulsou da sala. Que coisa esquisita!
Luiz Fernando P. da Silva
Ananindeua, PA

Nessa barbárie, a única coisa certa que o MLST fez foi invadir uma terra improdutiva.
Luiz Henrique A. Borsari
Uberlândia, MG

 

Marco Aurélio Mello

Podendo parecer ingenuidade, procuro acreditar no ministro Marco Aurélio Mello (Amarelas, 14 de junho); afinal de contas se trata do ocupante de um cargo de alta relevância. Sua condição de presidente do Tribunal Superior Eleitoral o credencia como um homem que tem um dever a cumprir junto à sociedade brasileira e não podemos, de forma alguma, deixar de levar em conta seus atos e suas opiniões. Vamos acreditar. Esse é o nosso propósito.
Napoleão Brito
Soledade, PB

Os homens públicos há muito perderam a sinceridade, mas tivemos uma surpresa nas páginas amarelas, pois Marco Aurélio Mello foi de uma espontaneidade incomum nos nossos dias.
Mara Narciso
Montes Claros, MG

Admiro o ministro Marco Aurélio. Mas não posso concordar com suas considerações sobre o erro cometido pelo TSE no julgamento da verticalização. Eles tiveram cerca de dois meses para fazer a análise da questão. Como puderam cometer tal equívoco? Será que, no dia em que o ministro for julgar o recurso de um médico envolvido numa possível falha médica, levará em consideração que a nossa profissão, como a dele, também não é uma ciência exata?
Matilvani Moreira
Castro, PR

A anulação do voto não significa que "eu não tenho nada que ver com isso". Significa que "eu não tenho força para mudar isso". E quem o diz, reconhece o senhor, são as camadas mais esclarecidas dentre os eleitores: os que conseguem ver que os políticos honestos estão de mãos amarradas, tolhidos pela legislação eleitoral e pelos regulamentos das Casas Legislativas aprovados pela maioria desonesta que há muitos anos as ocupa.
Paulo V. Silva
Palhoça, SC

 

IRB

Com relação à nota "De volta à prateleira", publicada no Radar (14 de junho), esclareço que a proposta do governo federal em tramitação no Congresso sobre o setor de resseguros não prevê a privatização do Instituto de Resseguros do Brasil, mas a abertura do mercado, de forma a atrair novos concorrentes.
Bernard Appy
Secretário executivo
Ministério da Fazenda
Brasília, DF

 

Lya Luft

O artigo "Por um pouco de limites" (Ponto de vista, 14 de junho), de Lya Luft, me fez pensar nas causas da desordem que assola a infância e a adolescência. Constato que eles carecem de um ensino que os prepare para saber pensar.
Adriano C.M. Pereira
Belo Horizonte, MG

As crianças e os jovens estão carentes de limites colocados de forma dialogada e compreensiva, sem a omissão dos pais e professores.
Bruno Claudio Koller
Florianópolis, SC

Sou professora desde 1986 em um grande colégio de Natal e sinto a diferença entre os estudantes de hoje e os de outrora. A turma atual não tem limites, talvez por falta de diálogo na família. Falta o respeito à figura do professor e do diretor do colégio e aos familiares. Podemos dizer que já não se fazem alunos com vontade de aprender como antigamente.
Kátia Azevedo
Natal, RN

Achei extraordinária a metáfora do boné do otimismo e da coragem (Ponto de vista, 31 de maio) para enunciar esses acontecimentos que nos deixam tão estarrecidos. Precisamos encarar essa realidade que tanto nos incomoda com muito fôlego e lucidez.
Milú Villela
Presidente do Museu de Arte Moderna de São Paulo
São Paulo, SP

 

André Petry

Em "Retrato do Brasil" (14 de junho), André Petry nos dá uma aula de como entender o país, informando sobre as razões que levaram o Ministério Público a pedir o arquivamento do processo contra dezesseis sem-terra que participaram, em março de 2002, da invasão de uma fazenda dos filhos do então presidente Fernando Henrique Cardoso em Buritis, no interior de Minas Gerais. A invasão em si foi uma farra, como demonstra a comilança de cinqüenta galinhas para animar o forró regado a vinho, uísque, conhaque, cachaça e seis caixas de cerveja afanados da adega da fazenda. Os óbvios crimes praticados pelos dezesseis sem-terra presos ficaram "pra lá", e é por atitudes como essa que agora eles invadiram e depredaram o Congresso Nacional. Eu, que sempre tive o Ministério Público como uma das raras instituições brasileiras que realmente defendem as leis, não sei mais o que dizer aos meus amigos.
Newton Castelo Branco de Brito Guerra
Teresina, PI

É triste constatar a realidade do Brasil, muito bem relatada por André Petry. Os baderneiros vêm crescendo e mudando seus alvos a cada dia que passa, por pura inércia dos poderes constituídos. Estão invadindo apenas para destruir. Os próximos alvos poderão ser as sedes do Ministério Público e do Judiciário ou ainda as propriedades particulares de seus membros. E, quando isso acontecer, quem poderá detê-los?
Ariovaldo Alves Nery Jr.
Curitiba, PR

A princípio só nos resta a resignação, porém podemos lançar mão de nossa mais poderosa arma, o voto. Podemos dizer não ao MST, ao MLST e ao PT. Vamos dizer não à corrupção. Até no Ministério Público não podemos mais confiar.
James A Jaworski
São Paulo, SP

 

Copa 2006

Ao ler a reportagem "O maior espetáculo da Terra" (14 de junho), principalmente as cifras envolvidas na Copa do Mundo da Alemanha, e lembrar das três últimas Copas, posso afirmar que em 2014 a Copa não será na América do Sul. Se for, com sorte e com dinheiro externo, será no Chile. O Brasil não terá nenhuma condição.
Marco Aurélio Ferreira Lisboa
São Paulo, SP

Há um motivo maior para que o Brasil inteiro pare para prestigiar a Copa do Mundo de Futebol. Ali, nós somos representados por gente "competente". São pessoas que na maioria vieram lá de baixo. É uma rapaziada que se dedicou muito para estar onde está. Foram engraxates (como Pelé) e são liderados por pessoas como Mestre Zagallo, que jorra lágrimas verdadeiras na véspera do primeiro jogo, emocionando o país.
Pita Braga Côrtes
Curitiba, PR

Talvez a bolha no pé de Ronaldo seja causada pelo salto alto que ele não consegue tirar. Tudo é mídia, marketing. Até um calo vira notícia mundial ("A bolha assassina", 14 de junho).
Crísciam S. Duarte Faccin
Cachoeiro de Itapemirim, ES

Uso Adidas há quase quatro décadas e desde muito já contava a história de Adi Dassler para meus filhos. Foi muito bom ver a foto do fundador da Adidas na matéria "As marcas que jogam em casa" (14 de junho). Pura nostalgia. Parabéns à revista pela cobertura que está dando ao Mundial 2006.
Marcelo de Oliveira
Barretos, SP

 

Veja essa

De Lula para Ronaldo após o jogo contra a Croácia: "E aí, companheiro, eu só estou de ressaca, mas você continua gordo" (Veja essa, 14 de junho).
Antonia Cibele Figueiredo Ligório
Taguatinga, DF

A frase de Chico Anysio sobre o goleiro Dida é um exemplo clássico de racismo agravado pela senilidade.
Antonio Veronese
Paris, França

Na maioria das vezes em que o Brasil não obteve êxito na Copa do Mundo, os goleiros não eram negros.
Benedito Geraldo Barcello
Vera Cruz, SP

A frase proferida pelo humorista Chico Anysio sobre o goleiro Dida e, por associação, sobre o saudoso Barbosa é extremamente racista. Será que, para o respeitado humorista, capacidade intelectual e física, habilidade, raciocínio e destreza são privilégio dos brancos?
Adilson de Almeida
Rio de Janeiro, RJ

 

Oposição light

Desde que o PSDB não tomou atitude em relação ao senador Eduardo Azeredo, escolheu o candidato mais fraco para concorrer à Presidência e o Congresso vem absolvendo os mensaleiros, decidi votar nulo. Não vejo outra opção. Só em uma coisa concordo com o presidente Lula: há 300 picaretas no Congresso, no mínimo ("Oposição de faz-de-conta", 7 de junho).
Isabel Barreto
Salvador, BA

 

Heloísa Helena

Hoje estou feliz! VEJA traduziu o que nos últimos meses tem sido assunto entre as pessoas de minha relação. PT e PSDB são iguais! No Brasil, neste momento, precisamos de um choque de coerência e ética. Seu nome é Heloísa Helena. Acredito que ela tenha chances de chegar ao segundo turno, afinal ela é o que Lula foi em 2002. Direita e esquerda, quem se importa ("Candidata arretada", 7 de junho)?
Luisa Barreto
Rio de Janeiro, RJ

 

Geraldo Alckmin

Futuro presidente Geraldo Alckmin, vossa excelência tem a cara da honestidade, da ética, da decência, da competência. Precisamos tirar essa gangue do PT que se instalou no governo. Tenha certeza, nós estamos anestesiados de tanta indignação. Daremos a resposta no dia 1° de outubro (Amarelas, 7 de junho).
Joaquim Palitot
João Pessoa, PB

Concordo com o candidato à Presidência Geraldo Alckmin quando diz que a indignação do povo brasileiro vai estourar durante a campanha eleitoral. O brasileiro é um povo digno, honesto e trabalhador e se sente amargurado e humilhado pelo véu de corrupção e de cinismo que cobre nossa pátria.
Maria Helena Krügerci
Maringá, PR

Como um país com tantos problemas sociais, políticos e até de tradições como a Índia consegue crescer 8% ao ano e poderá se tornar uma das três maiores economias do mundo e o Brasil, com todos os seus adjetivos e sua qualidade humana, está nesse marasmo econômico (que o senhor Lula e seu governo não enxergam)?
Petuel Preda
São Paulo, SP

Depois da entrevista, comparar Geraldo Alckmin a um chuchu é uma tremenda injustiça. Ele deveria voltar para Pindamonhangaba e plantar batatas.
Afonso Pancieri
Colatina, ES

Ouvir Geraldo Alckmin diminui a grande opressão que sentimos em nosso peito, pois nos dá uma esperança de cobrar as "pizzas" que comeram à nossa custa. A resposta nas urnas tem de acontecer, pois não é possível que o povo queira continuar sendo enganado.
Nubia Alves de Oliveira
Castanhal, PA

Todo esse bom-mocismo de Alckmin não vai levá-lo a lugar algum, muito menos à Presidência da República. Ou ele muda o tom, ou não conseguirá convencer ninguém de que merece o cargo que postula. Munição ele tem de sobra. O governo do PT é pródigo em fornecê-la.
Helaine Póvoa
Brasília, DF

 

Ministério da Cultura

Se até Gil, que parecia defender as causas nobres em suas magníficas letras, usa de meios nada decentes para se promover e ganhar dinheiro à custa de seu cargo no governo, em quem podemos acreditar neste país de moralidade estragada ("Ministro em causa própria", 14 de junho)?
Cícero N. Guerra
Lagarto, SE  

Não fiquei nada surpreso com a reportagem. Apenas envergonhado, como brasileiro e cidadão, num momento em que todos nós estamos atônitos com a triste realidade de violência, incompetência administrativa, desrespeito aos bens públicos e impunidade que assola o país. Parece que os rumos da decência e da ordem democrática no Brasil não pertencem mais aos seus governantes. O governo Lula, que reconheço, envergonhado, ter ajudado a eleger com meu voto (esperançoso) nas últimas eleições (mesmo sendo parlamentarista convicto), não deu certo em nem um ministério sequer. Para muita gente dói reconhecer isso.
Edvaldo F. Esquivel
Salvador, BA  

O Ano do Brasil na França e a Copa da Cultura são ações estratégicas para a divulgação da cultura brasileira no exterior. A Copa da Cultura terá custado ao MinC aproximadamente 11,5 milhões de reais, e não 73 milhões, como informado. Os parceiros alemães investirão 15 milhões no evento. Já as empresas privadas e estatais brasileiras entrarão com mais 3,5 milhões, vindos da renúncia fiscal ou de recursos próprios. Sobre o pacote do audiovisual, o governo federal lançou iniciativa inédita, que deve aportar, a cada ano, cerca de 70 milhões de reais de investimentos para o setor. Nos últimos três anos, foram destinados mais de 700 milhões de reais diretamente do orçamento do MinC e dos investimentos feitos por meio das leis de incentivo. O MinC não só conseguiu fazer uma "revisão mais ampla das leis de incentivo" como, de fato, modificou o decreto que regulamenta o funcionamento da Lei Rouanet. Tal mudança permite a correção de 90% das distorções no manejo da lei e foi elaborada a partir de discussões com mais de 30.000 representantes do segmento cultural de todas as regiões do país. Sobre a gestão museológica, o ministro Gilberto Gil concretizou a primeira Política Nacional de Museus do país. Quando assumiu o MinC, manteve 95% do quadro de diretores e criou uma diretoria nacional. Nos últimos três anos, triplicou os investimentos para o setor.
Nanan Catalão
Assessoria de comunicação social
Ministério da Cultura
Brasília, DF  

Em 2002 minha empresa, a GEGE Produções Artísticas Ltda., por ser vizinha da favela da Rocinha, foi procurada pelo presidente da Casa de Cultura da Rocinha, Maurício Fagundes, com vista a ajudá-lo na captação dos recursos necessários à implantação do projeto pretendido para sua sede. Como responsável pela GEGE, e entendendo ser o projeto merecedor de total atenção e ajuda, prestei toda a colaboração, orientando a Casa de Cultura da Rocinha, em sua proposta de captação dos recursos junto ao ICMS-RJ, para a qual lograram êxito, tendo a Casa captado, administrado e prestado as respectivas contas, na forma da lei, diretamente, sem que me coubesse qualquer participação financeira. Por fim, a música Balé de Berlim tem um único autor, Gilberto Gil.
Flora Gil
Rio de Janeiro, RJ

 

O fim das filas do INSS

Em relação ao artigo "A república dos alucinados" (Ponto de vista, 17 de maio), especificamente quando trata das filas do INSS, gostaria de esclarecer alguns pontos. A prática do INSS sempre foi restringir o atendimento aos cidadãos por meio da distribuição de senhas limitadas. Isso porque os indicadores de gestão sempre estiveram voltados para o processamento dos benefícios previdenciários, e não para o atendimento. Nesse cenário, o segurado, quando não consegue a senha, retorna no dia seguinte, sempre mais cedo. Esse círculo vicioso começou a ser rompido quando proibimos a limitação do acesso aos serviços e determinamos que todos os segurados que se encontrem na agência no momento do fechamento devem ser atendidos. Como resultado dessas medidas, e da ampliação do horário de atendimento em 66% da rede, observamos um crescimento de 28% no volume de benefícios requeridos nos cinco primeiros meses de 2006. Certamente são cidadãos que nem sequer conseguiam protocolar os seus pedidos. Estamos iniciando agora a implantação de uma nova central de teleatendimento, com o número 135, para o agendamento das perícias médicas, serviço responsável por 60% dos atendimentos nas agências. Começaremos no dia 16 nos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Em breve o serviço será estendido para todo o Brasil. Essas e outras medidas vão retirar nossos segurados das filas.
Guilherme Fernando Scandelai
Gerente de projetos da presidência do INSS
Brasília, DF

 

Roberto Pompeu de Toledo

Achei seu ensaio "Bruno e Francielli" (14 de junho) excelente. As comparações feitas entre um e outro foram oportunas, pois também acredito que "Não há final feliz à vista para ela, e isso deveria ir para a conta de Bruno Maranhão", pois a corda sempre arrebenta do lado mais fraco. Como amigo pessoal do presidente Lula e líder petista, ele não será punido. No entanto, gostaria de fazer um pequeno esclarecimento: Francielli não reside na zona urbana de Uberaba, mas sim na cidade de Uberlândia. Já temos muitas mazelas como ser a capital da dengue e ter como prefeito o ex-ministro dos Transportes acusado de ter recebido 1 milhão de reais do valerioduto. Não queremos mais essa.
José Wilson de Sousa
Uberaba, MG  

O senhor Roberto Pompeu de Toledo escreveu um belo ensaio sobre o escândalo no Congresso, em que Bruno Maranhão e Francielli foram os protagonistas. Abordou o assunto de forma clara e objetiva, mostrou duas origens tão diferentes praticando o mesmo horrendo vandalismo. A minha indignação vem do trecho: "Francielli nasceu pobre. Na verdade isso nem precisava ser dito, basta atentar para seu nome. Só pobre se chama Francielli". Eu sinceramente não sabia que existe nome-de-pobre ou nome-de-rico. Aquela cena pavorosa a que assistimos podia ter sido protagonizada por uma Júlia, Maria, Roberta, Paula, Laura, enfim, o nome é o que menos importa.
Franciele Rezende Franco Drummond
Uberlândia, MG

 

Menstruação

Os métodos contraceptivos à base de progestágenos (pílulas, implantes ou acoplados ao DIU) são eficientes e devem ser considerados apenas mais uma possibilidade de escolha por parte das mulheres. Possuem efeitos colaterais inerentes à resposta metabólica individual de cada uma delas. Não devem ser indicados para suspender a menstruação, pois aproximadamente 55% das usuárias menstruarão regularmente ou a qualquer momento. Quanto ao seu uso para o tratamento da TPM, existem opções terapêuticas mais simples e específicas. A mulher deve ser alertada para a possibilidade de ganho de peso após o início do uso de qualquer método contraceptivo, exceto o DIU de cobre. Somente após o conhecimento desses inconvenientes a escolha será a que melhor lhe convier, salvo as contra-indicações absolutas ("Uma questão de opção", 14 de junho).
Doutor Silvio Carlos Cury
Foz do Iguaçu, PR

 

Vacinação juvenil

A Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA) apóia o Calendário Básico de Vacinação proposto pela Organização Mundial de Saúde e complementado pelo Ministério da Saúde como estratégia de saúde pública que deve ser adotada integralmente ("Picadas juvenis", 14 de junho).
Ronaldo Perlatto
Presidente da ABMA
São Paulo, SP

 

CORREÇÃO: A dívida da Varig com os credores é de 8 bilhões de reais, e não de dólares ("Vai arremeter?", 14 de junho).

 

AUSCHWITZ: ONDE ESTAVA O HOMEM?


Suzel Tunes, da assessoria de comunicação da sede nacional da Igreja Metodista, escreve para a redação apresentando uma resposta à indagação do papa Bento XVI em sua visita a um antigo campo de extermínio da Alemanha: "Onde estava Deus naqueles dias?" ("Onde estava Deus em Auschwitz?", 7 de junho). Suzel busca nas reflexões do teólogo inglês John Wesley, fundador de um movimento que, no século XVIII, deu origem à Igreja Metodista, a resposta à questão papal. "Wesley acreditava na existência de uma harmonia original na criação divina. Mas o homem, dotado de liberdade de escolha, quebrou essa harmonia ao se revoltar contra o Criador, distorcendo o relacionamento para o qual foi criado. Em pleno século XVIII, Wesley acreditava na possibilidade de restauração do equilíbrio ecológico (embora, obviamente, não usasse essas palavras) a partir de uma renovação espiritual do ser humano. "Ao nos inteirarmos e nos familiarizarmos com as obras da natureza, tornamo-nos como que um membro de sua família", diz ele. Cabe, portanto, ao homem restaurar a harmonia divina, por meio do relacionamento responsável e amoroso com a natureza e com o seu semelhante. Portanto, na perspectiva wesleyana, era o homem que estava distante de Deus em Auschwitz, e não o contrário."

 

O JATINHO DE ZEZÉ E LUCIANO

A reportagem "Sem bonés, camisetas e trapaças" (31 de maio) afirmou que, durante a campanha de Lula à Presidência, a dupla Zezé Di Camargo & Luciano "rodou o Brasil a bordo de jatinhos, com todas as despesas pagas (...) para animar os comícios de Lula". Zezé informa que o jatinho em que viajou pertencia à dupla, não era nenhuma mordomia fornecida pela campanha. Em entrevista a VEJA (3 de agosto de 2005), o cantor e compositor já acusava a desilusão com as campanhas políticas: "Decidi parar com shows políticos. Não faço nem que ofereçam dez vezes mais do que costumo receber. Porque você apóia um candidato e depois fica na dúvida se ele fará um bom governo".

 
 
 
 
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