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Cartas
 | "Todo
cidadão sabe que depredação de patrimônio alheio é crime. Portanto, todos
os participantes são igualmente culpados pelo ocorrido." Emilia
Grossman Curitiba, PR |
A violência dos sem-terra
VEJA está de parabéns
pela alta criatividade e inteligência em sintetizar, em apenas uma palavra,
a verdadeira essência desse partido que ocupa o poder. Assim como a metáfora,
o PT mostra sua verdadeira cara: a do caos, da safadeza, da ganância, da
mentira, do mensalão, da impunidade e a mais perigosa: a da ditadura e
do autoritarismo ("Insulto à democracia", 14 de junho). Alberto
Maurício Danon Por e-mail
Quem conhece um pouco a história dos últimos 100 anos não
pode deixar de lembrar o que aconteceu na Alemanha antes da ascensão de
Adolf Hitler ao poder. Num episódio que ficou conhecido como Noite dos
Cristais, o braço armado do Partido Nacional-Socialista depredou as propriedades
de judeus. Posteriormente incendiou o prédio do Congresso, atribuindo a
culpa a um judeu. Lá o governo era fraco, aqui é conivente. Deu
no que deu. Frederico A. Strassburger Blumenau, SC
Que ninguém se iluda com o bom-mocismo do "Lulinha Paz e Amor" nem com
a ignorância do presidente Luiz Inácio "Nada Sei" Lula da Silva.
Ele continua sendo feito do mesmo recheio do tempo em que volta e meia era detido
por ir contra a lei com grande empáfia. Se estivesse na oposição,
seria o sindicalista Lula e comandaria a invasão do Congresso (que ele
dizia abrigar os 300 picaretas), e não o Bruno Maranhão, que um
dia com certeza ainda será candidato à Presidência da República
do Vale-Tudo, pois parece que o gosto pela baderna é pré-requisito
para ser bem votado. Leandro Soares da Costa Ivoti, RS
Fiquei estarrecida com a explosão
de violência e barbárie dos integrantes do MLST ao invadir o Congresso
Nacional. Como sabemos, a impunidade é mãe de todos os vícios.
A contínua e irresponsável colocação do boné
pelo presidente, que esquece a liturgia do cargo que ocupa, chancela implicitamente
todos os desmandos perpetrados pelo bando. Mas há uma saída: punição
exemplar e faxina eleitoral, com votação pautada na ética
e na racionalidade. Dulce Maria de Britto Freire Barros Olinda,
PE Esse grupo de sem-terra que invadiu
o Congresso Nacional merece, sim, ganhar terra: um enorme pedaço de terra
numa colônia penal agrícola, onde os participantes da barbárie
fossem obrigados a trabalhar e produzir. Adriana C. Silveira Maceió,
AL Opor-se ao MST (ou MLST etc.)
apenas por considerá-lo baderneiro constitui uma forma equivocada de interpretar
o fenômeno dos sem-terra no Brasil. O fundamental é apontar o teor
anacrônico de sua finalidade. No entanto, a maioria dos políticos,
tanto governistas quanto da oposição, assim como a mídia,
limita suas críticas apenas aos atos delinqüentes praticados por esses
movimentos sociais. Poucas figuras públicas o enfrentam num debate conceitual,
analisando a raiz do problema agrário num país de 8,5 milhões
de quilômetros quadrados. Quando o fazem, em geral são membros da
extrema direita, sem isenção de análise, da mesma forma que
alguns líderes do MST (e MLST). Em tempos de campanha eleitoral, deve-se
aproveitar para debater o assunto e analisá-lo para que os sem-terra, sem-moradia,
sem-renda, por isso revoltados, não invadam o Congresso, hoje tão
sem crédito. Não será reforçando a segurança
do Congresso que tudo se resolverá. Os problemas continuam porque ninguém
foi até "suas raízes". José Antonio da Silva Pinto
Feira de Santana, BA O MST e seu
filhote sobrevivem do repasse governamental de verbas públicas, ou seja,
do dinheiro que o Estado arrecada via tributação escorchante imposta
à parcela da população que efetivamente trabalha (e trabalha
duro) para sustentá-lo. Tulio Alcântara Valente Resende,
RJ A invasão da Câmara
dos Deputados, apesar da barbárie, teve um aspecto muito positivo, pois
mostrou para o Brasil quem são e a que vieram esses terroristas, que de
agricultores nada têm. Amaury de Athayde Junior Curitiba,
PR Depois dessa, eles mostraram bem
o que são aos políticos e ao resto da população, que
agora podem avaliar o que nós passamos aqui no Pontal do Paranapanema com
esses invasores que acabaram com nossa região fazendo-se de heróis
e coitados. Angela R. Barbosa Presidente Prudente, SP
Na última aula de geografia, meu professor disse que a invasão do
MLST era o início da revolução que salvaria o país
e que eles eram exemplos a ser seguidos por nós. Então eu disse
a ele que reuniria meus colegas para quebrar a escola, para protestar por aulas
decentes, e ele me expulsou da sala. Que coisa esquisita! Luiz Fernando
P. da Silva Ananindeua, PA
Nessa barbárie, a única coisa certa que o MLST fez foi invadir uma
terra improdutiva. Luiz Henrique A. Borsari Uberlândia, MG
Marco Aurélio
Mello Podendo parecer ingenuidade,
procuro acreditar no ministro Marco Aurélio Mello (Amarelas, 14 de junho);
afinal de contas se trata do ocupante de um cargo de alta relevância. Sua
condição de presidente do Tribunal Superior Eleitoral o credencia
como um homem que tem um dever a cumprir junto à sociedade brasileira e
não podemos, de forma alguma, deixar de levar em conta seus atos e suas
opiniões. Vamos acreditar. Esse é o nosso propósito.
Napoleão Brito Soledade, PB
Os homens públicos há muito perderam a sinceridade, mas tivemos
uma surpresa nas páginas amarelas, pois Marco Aurélio Mello foi
de uma espontaneidade incomum nos nossos dias. Mara Narciso Montes
Claros, MG Admiro o ministro Marco
Aurélio. Mas não posso concordar com suas considerações
sobre o erro cometido pelo TSE no julgamento da verticalização.
Eles tiveram cerca de dois meses para fazer a análise da questão.
Como puderam cometer tal equívoco? Será que, no dia em que o ministro
for julgar o recurso de um médico envolvido numa possível falha
médica, levará em consideração que a nossa profissão,
como a dele, também não é uma ciência exata? Matilvani
Moreira Castro, PR A anulação
do voto não significa que "eu não tenho nada que ver com isso".
Significa que "eu não tenho força para mudar isso". E quem o diz,
reconhece o senhor, são as camadas mais esclarecidas dentre os eleitores:
os que conseguem ver que os políticos honestos estão de mãos
amarradas, tolhidos pela legislação eleitoral e pelos regulamentos
das Casas Legislativas aprovados pela maioria desonesta que há muitos anos
as ocupa. Paulo V. Silva Palhoça, SC
IRB
Com relação à nota "De volta à prateleira", publicada
no Radar (14 de junho), esclareço que a proposta do governo federal em
tramitação no Congresso sobre o setor de resseguros não prevê
a privatização do Instituto de Resseguros do Brasil, mas a abertura
do mercado, de forma a atrair novos concorrentes. Bernard Appy
Secretário executivo Ministério da Fazenda Brasília,
DF Lya Luft
O artigo "Por um pouco de limites"
(Ponto de vista, 14 de junho), de Lya Luft, me fez pensar nas causas da desordem
que assola a infância e a adolescência. Constato que eles carecem
de um ensino que os prepare para saber pensar. Adriano C.M. Pereira
Belo Horizonte, MG As crianças
e os jovens estão carentes de limites colocados de forma dialogada e compreensiva,
sem a omissão dos pais e professores. Bruno Claudio Koller
Florianópolis, SC Sou professora
desde 1986 em um grande colégio de Natal e sinto a diferença entre
os estudantes de hoje e os de outrora. A turma atual não tem limites, talvez
por falta de diálogo na família. Falta o respeito à figura
do professor e do diretor do colégio e aos familiares. Podemos dizer que
já não se fazem alunos com vontade de aprender como antigamente.
Kátia Azevedo Natal, RN
Achei extraordinária a metáfora do boné do otimismo e da
coragem (Ponto de vista, 31 de maio) para enunciar esses acontecimentos que nos
deixam tão estarrecidos. Precisamos encarar essa realidade que tanto nos
incomoda com muito fôlego e lucidez. Milú Villela
Presidente do Museu de Arte Moderna de São Paulo São Paulo,
SP André
Petry Em "Retrato do Brasil" (14
de junho), André Petry nos dá uma aula de como entender o país,
informando sobre as razões que levaram o Ministério Público
a pedir o arquivamento do processo contra dezesseis sem-terra que participaram,
em março de 2002, da invasão de uma fazenda dos filhos do então
presidente Fernando Henrique Cardoso em Buritis, no interior de Minas Gerais.
A invasão em si foi uma farra, como demonstra a comilança de cinqüenta
galinhas para animar o forró regado a vinho, uísque, conhaque, cachaça
e seis caixas de cerveja afanados da adega da fazenda. Os óbvios crimes
praticados pelos dezesseis sem-terra presos ficaram "pra lá", e é
por atitudes como essa que agora eles invadiram e depredaram o Congresso Nacional.
Eu, que sempre tive o Ministério Público como uma das raras instituições
brasileiras que realmente defendem as leis, não sei mais o que dizer aos
meus amigos. Newton Castelo Branco de Brito Guerra Teresina, PI
É triste constatar a realidade
do Brasil, muito bem relatada por André Petry. Os baderneiros vêm
crescendo e mudando seus alvos a cada dia que passa, por pura inércia dos
poderes constituídos. Estão invadindo apenas para destruir. Os próximos
alvos poderão ser as sedes do Ministério Público e do Judiciário
ou ainda as propriedades particulares de seus membros. E, quando isso acontecer,
quem poderá detê-los? Ariovaldo Alves Nery Jr. Curitiba,
PR A princípio só nos
resta a resignação, porém podemos lançar mão
de nossa mais poderosa arma, o voto. Podemos dizer não ao MST, ao MLST
e ao PT. Vamos dizer não à corrupção. Até no
Ministério Público não podemos mais confiar. James
A Jaworski São Paulo, SP
Copa 2006 Ao ler a reportagem "O
maior espetáculo da Terra" (14 de junho), principalmente as cifras envolvidas
na Copa do Mundo da Alemanha, e lembrar das três últimas Copas, posso
afirmar que em 2014 a Copa não será na América do Sul. Se
for, com sorte e com dinheiro externo, será no Chile. O Brasil não
terá nenhuma condição. Marco Aurélio Ferreira
Lisboa São Paulo, SP
Há um motivo maior para que o Brasil inteiro pare para prestigiar a Copa
do Mundo de Futebol. Ali, nós somos representados por gente "competente".
São pessoas que na maioria vieram lá de baixo. É uma rapaziada
que se dedicou muito para estar onde está. Foram engraxates (como Pelé)
e são liderados por pessoas como Mestre Zagallo, que jorra lágrimas
verdadeiras na véspera do primeiro jogo, emocionando o país.
Pita Braga Côrtes Curitiba, PR
Talvez a bolha no pé de Ronaldo seja causada pelo salto alto que ele não
consegue tirar. Tudo é mídia, marketing. Até um calo vira
notícia mundial ("A bolha assassina", 14 de junho). Crísciam
S. Duarte Faccin Cachoeiro de Itapemirim, ES
Uso Adidas há quase quatro décadas e desde muito já contava
a história de Adi Dassler para meus filhos. Foi muito bom ver a foto do
fundador da Adidas na matéria "As marcas que jogam em casa" (14 de junho).
Pura nostalgia. Parabéns à revista pela cobertura que está
dando ao Mundial 2006. Marcelo de Oliveira Barretos, SP
Veja essa
De Lula para Ronaldo após o jogo contra a Croácia: "E aí,
companheiro, eu só estou de ressaca, mas você continua gordo" (Veja
essa, 14 de junho). Antonia Cibele Figueiredo Ligório Taguatinga,
DF A frase de Chico Anysio sobre
o goleiro Dida é um exemplo clássico de racismo agravado pela senilidade.
Antonio Veronese Paris, França
Na maioria das vezes em que o Brasil não obteve êxito na Copa do
Mundo, os goleiros não eram negros. Benedito Geraldo Barcello
Vera Cruz, SP A frase proferida pelo
humorista Chico Anysio sobre o goleiro Dida e, por associação, sobre
o saudoso Barbosa é extremamente racista. Será que, para o respeitado
humorista, capacidade intelectual e física, habilidade, raciocínio
e destreza são privilégio dos brancos? Adilson de Almeida
Rio de Janeiro, RJ
Oposição light Desde
que o PSDB não tomou atitude em relação ao senador Eduardo
Azeredo, escolheu o candidato mais fraco para concorrer à Presidência
e o Congresso vem absolvendo os mensaleiros, decidi votar nulo. Não vejo
outra opção. Só em uma coisa concordo com o presidente Lula:
há 300 picaretas no Congresso, no mínimo ("Oposição
de faz-de-conta", 7 de junho). Isabel Barreto Salvador, BA
Heloísa Helena
Hoje estou feliz! VEJA traduziu o
que nos últimos meses tem sido assunto entre as pessoas de minha relação.
PT e PSDB são iguais! No Brasil, neste momento, precisamos de um choque
de coerência e ética. Seu nome é Heloísa Helena. Acredito
que ela tenha chances de chegar ao segundo turno, afinal ela é o que Lula
foi em 2002. Direita e esquerda, quem se importa ("Candidata arretada", 7 de junho)?
Luisa Barreto Rio de Janeiro, RJ Geraldo
Alckmin Futuro presidente Geraldo
Alckmin, vossa excelência tem a cara da honestidade, da ética, da
decência, da competência. Precisamos tirar essa gangue do PT que se
instalou no governo. Tenha certeza, nós estamos anestesiados de tanta indignação.
Daremos a resposta no dia 1° de outubro (Amarelas, 7 de junho). Joaquim
Palitot João Pessoa, PB
Concordo com o candidato à Presidência Geraldo Alckmin quando diz
que a indignação do povo brasileiro vai estourar durante a campanha
eleitoral. O brasileiro é um povo digno, honesto e trabalhador e se sente
amargurado e humilhado pelo véu de corrupção e de cinismo
que cobre nossa pátria. Maria Helena Krügerci Maringá,
PR Como um país com tantos
problemas sociais, políticos e até de tradições como
a Índia consegue crescer 8% ao ano e poderá se tornar uma das três
maiores economias do mundo e o Brasil, com todos os seus adjetivos e sua qualidade
humana, está nesse marasmo econômico (que o senhor Lula e seu governo
não enxergam)? Petuel Preda São Paulo, SP
Depois da entrevista, comparar Geraldo Alckmin
a um chuchu é uma tremenda injustiça. Ele deveria voltar para Pindamonhangaba
e plantar batatas. Afonso Pancieri Colatina, ES
Ouvir Geraldo Alckmin diminui a grande opressão que sentimos em nosso peito,
pois nos dá uma esperança de cobrar as "pizzas" que comeram à
nossa custa. A resposta nas urnas tem de acontecer, pois não é possível
que o povo queira continuar sendo enganado. Nubia Alves de Oliveira
Castanhal, PA Todo esse bom-mocismo
de Alckmin não vai levá-lo a lugar algum, muito menos à Presidência
da República. Ou ele muda o tom, ou não conseguirá convencer
ninguém de que merece o cargo que postula. Munição ele tem
de sobra. O governo do PT é pródigo em fornecê-la. Helaine
Póvoa Brasília, DF Ministério
da Cultura Se até Gil, que parecia
defender as causas nobres em suas magníficas letras, usa de meios nada
decentes para se promover e ganhar dinheiro à custa de seu cargo no governo,
em quem podemos acreditar neste país de moralidade estragada ("Ministro
em causa própria", 14 de junho)? Cícero N. Guerra
Lagarto, SE Não
fiquei nada surpreso com a reportagem. Apenas envergonhado, como brasileiro e
cidadão, num momento em que todos nós estamos atônitos com
a triste realidade de violência, incompetência administrativa, desrespeito
aos bens públicos e impunidade que assola o país. Parece que os
rumos da decência e da ordem democrática no Brasil não pertencem
mais aos seus governantes. O governo Lula, que reconheço, envergonhado,
ter ajudado a eleger com meu voto (esperançoso) nas últimas eleições
(mesmo sendo parlamentarista convicto), não deu certo em nem um ministério
sequer. Para muita gente dói reconhecer isso. Edvaldo F. Esquivel
Salvador, BA O Ano do Brasil
na França e a Copa da Cultura são ações estratégicas
para a divulgação da cultura brasileira no exterior. A Copa da Cultura
terá custado ao MinC aproximadamente 11,5 milhões de reais, e não
73 milhões, como informado. Os parceiros alemães investirão
15 milhões no evento. Já as empresas privadas e estatais brasileiras
entrarão com mais 3,5 milhões, vindos da renúncia fiscal
ou de recursos próprios. Sobre o pacote do audiovisual, o governo federal
lançou iniciativa inédita, que deve aportar, a cada ano, cerca de
70 milhões de reais de investimentos para o setor. Nos últimos três
anos, foram destinados mais de 700 milhões de reais diretamente do orçamento
do MinC e dos investimentos feitos por meio das leis de incentivo. O MinC não
só conseguiu fazer uma "revisão mais ampla das leis de incentivo"
como, de fato, modificou o decreto que regulamenta o funcionamento da Lei Rouanet.
Tal mudança permite a correção de 90% das distorções
no manejo da lei e foi elaborada a partir de discussões com mais de 30.000
representantes do segmento cultural de todas as regiões do país.
Sobre a gestão museológica, o ministro Gilberto Gil concretizou
a primeira Política Nacional de Museus do país. Quando assumiu o
MinC, manteve 95% do quadro de diretores e criou uma diretoria nacional. Nos últimos
três anos, triplicou os investimentos para o setor. Nanan Catalão
Assessoria de comunicação social Ministério da Cultura
Brasília, DF Em
2002 minha empresa, a GEGE Produções Artísticas Ltda., por
ser vizinha da favela da Rocinha, foi procurada pelo presidente da Casa de Cultura
da Rocinha, Maurício Fagundes, com vista a ajudá-lo na captação
dos recursos necessários à implantação do projeto
pretendido para sua sede. Como responsável pela GEGE, e entendendo ser
o projeto merecedor de total atenção e ajuda, prestei toda a colaboração,
orientando a Casa de Cultura da Rocinha, em sua proposta de captação
dos recursos junto ao ICMS-RJ, para a qual lograram êxito, tendo a Casa
captado, administrado e prestado as respectivas contas, na forma da lei, diretamente,
sem que me coubesse qualquer participação financeira. Por fim, a
música Balé de Berlim tem um único autor, Gilberto
Gil. Flora Gil Rio de Janeiro, RJ
O fim das filas do INSS
Em relação ao artigo "A república dos alucinados" (Ponto
de vista, 17 de maio), especificamente quando trata das filas do INSS, gostaria
de esclarecer alguns pontos. A prática do INSS sempre foi restringir o
atendimento aos cidadãos por meio da distribuição de senhas
limitadas. Isso porque os indicadores de gestão sempre estiveram voltados
para o processamento dos benefícios previdenciários, e não
para o atendimento. Nesse cenário, o segurado, quando não consegue
a senha, retorna no dia seguinte, sempre mais cedo. Esse círculo vicioso
começou a ser rompido quando proibimos a limitação do acesso
aos serviços e determinamos que todos os segurados que se encontrem na
agência no momento do fechamento devem ser atendidos. Como resultado dessas
medidas, e da ampliação do horário de atendimento em 66%
da rede, observamos um crescimento de 28% no volume de benefícios requeridos
nos cinco primeiros meses de 2006. Certamente são cidadãos que nem
sequer conseguiam protocolar os seus pedidos. Estamos iniciando agora a implantação
de uma nova central de teleatendimento, com o número 135, para o agendamento
das perícias médicas, serviço responsável por 60%
dos atendimentos nas agências. Começaremos no dia 16 nos estados
das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Em breve o serviço será
estendido para todo o Brasil. Essas e outras medidas vão retirar nossos
segurados das filas. Guilherme Fernando Scandelai Gerente de projetos
da presidência do INSS Brasília, DF
Roberto Pompeu de Toledo Achei seu ensaio
"Bruno e Francielli" (14 de junho) excelente. As comparações feitas
entre um e outro foram oportunas, pois também acredito que "Não
há final feliz à vista para ela, e isso deveria ir para a conta
de Bruno Maranhão", pois a corda sempre arrebenta do lado mais fraco. Como
amigo pessoal do presidente Lula e líder petista, ele não será
punido. No entanto, gostaria de fazer um pequeno esclarecimento: Francielli não
reside na zona urbana de Uberaba, mas sim na cidade de Uberlândia. Já
temos muitas mazelas como ser a capital da dengue e ter como prefeito o ex-ministro
dos Transportes acusado de ter recebido 1 milhão de reais do valerioduto.
Não queremos mais essa. José Wilson de Sousa Uberaba,
MG O senhor Roberto Pompeu
de Toledo escreveu um belo ensaio sobre o escândalo no Congresso, em que
Bruno Maranhão e Francielli foram os protagonistas. Abordou o assunto de
forma clara e objetiva, mostrou duas origens tão diferentes praticando
o mesmo horrendo vandalismo. A minha indignação vem do trecho: "Francielli
nasceu pobre. Na verdade isso nem precisava ser dito, basta atentar para seu nome.
Só pobre se chama Francielli". Eu sinceramente não sabia que existe
nome-de-pobre ou nome-de-rico. Aquela cena pavorosa a que assistimos podia ter
sido protagonizada por uma Júlia, Maria, Roberta, Paula, Laura, enfim,
o nome é o que menos importa. Franciele Rezende Franco Drummond Uberlândia,
MG Menstruação
Os métodos contraceptivos à
base de progestágenos (pílulas, implantes ou acoplados ao DIU) são
eficientes e devem ser considerados apenas mais uma possibilidade de escolha por
parte das mulheres. Possuem efeitos colaterais inerentes à resposta metabólica
individual de cada uma delas. Não devem ser indicados para suspender a
menstruação, pois aproximadamente 55% das usuárias menstruarão
regularmente ou a qualquer momento. Quanto ao seu uso para o tratamento da TPM,
existem opções terapêuticas mais simples e específicas.
A mulher deve ser alertada para a possibilidade de ganho de peso após o
início do uso de qualquer método contraceptivo, exceto o DIU de
cobre. Somente após o conhecimento desses inconvenientes a escolha será
a que melhor lhe convier, salvo as contra-indicações absolutas ("Uma
questão de opção", 14 de junho). Doutor Silvio Carlos
Cury Foz do Iguaçu, PR
Vacinação juvenil A Associação
Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA) apóia o Calendário
Básico de Vacinação proposto pela Organização
Mundial de Saúde e complementado pelo Ministério da Saúde
como estratégia de saúde pública que deve ser adotada integralmente
("Picadas juvenis", 14 de junho). Ronaldo Perlatto Presidente
da ABMA São Paulo, SP
CORREÇÃO: A dívida da Varig com os credores é
de 8 bilhões de reais, e não de dólares ("Vai arremeter?",
14 de junho). 
| AUSCHWITZ: ONDE ESTAVA O HOMEM?
 | Suzel
Tunes, da assessoria de comunicação da sede nacional da Igreja Metodista,
escreve para a redação apresentando uma resposta à indagação
do papa Bento XVI em sua visita a um antigo campo de extermínio da Alemanha:
"Onde estava Deus naqueles dias?" ("Onde estava Deus em Auschwitz?", 7 de junho).
Suzel busca nas reflexões do teólogo inglês John Wesley, fundador
de um movimento que, no século XVIII, deu origem à Igreja Metodista,
a resposta à questão papal. "Wesley acreditava na existência
de uma harmonia original na criação divina. Mas o homem, dotado
de liberdade de escolha, quebrou essa harmonia ao se revoltar contra o Criador,
distorcendo o relacionamento para o qual foi criado. Em pleno século XVIII,
Wesley acreditava na possibilidade de restauração do equilíbrio
ecológico (embora, obviamente, não usasse essas palavras) a partir
de uma renovação espiritual do ser humano. "Ao nos inteirarmos e
nos familiarizarmos com as obras da natureza, tornamo-nos como que um membro de
sua família", diz ele. Cabe, portanto, ao homem restaurar a harmonia divina,
por meio do relacionamento responsável e amoroso com a natureza e com o
seu semelhante. Portanto, na perspectiva wesleyana, era o homem que estava distante
de Deus em Auschwitz, e não o contrário." | |
| O JATINHO DE ZEZÉ E LUCIANO
A
reportagem "Sem bonés, camisetas e trapaças" (31 de maio) afirmou
que, durante a campanha de Lula à Presidência, a dupla Zezé
Di Camargo & Luciano "rodou o Brasil a bordo de jatinhos, com todas as despesas
pagas (...) para animar os comícios de Lula". Zezé informa que o
jatinho em que viajou pertencia à dupla, não era nenhuma mordomia
fornecida pela campanha. Em entrevista a VEJA (3 de agosto de 2005), o cantor
e compositor já acusava a desilusão com as campanhas políticas:
"Decidi parar com shows políticos. Não faço nem que ofereçam
dez vezes mais do que costumo receber. Porque você apóia um candidato
e depois fica na dúvida se ele fará um bom governo". |
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