Edição 1 654 -21/6/2000

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
Economia e negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Ana MAria Machado, a campeã da literatura infantil
Katia Zero é best-seller com seus guias de Nova York
O sucesso do bósnio que escreve em inglês
A Obra que inspirou o Zorro
As melhores comédias de todos os tempos
O alter ego de Garth Brooks
Jackeline Petkovic, a líder das manhãs
Carlos Lombardi às voltas com o sindicato das aeromoças
Monique Evans e o trash da madrugada
Colunas
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
Veja recomenda
Os mais vendidos

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 

Peão no chão

Garth Brooks tenta bancar o pop e cai do cavalo

Sérgio Martins

O cantor country Garth Brooks é o maior vendedor individual de discos nos Estados Unidos em todos os tempos. Tem um impressionante desempenho de 93 milhões de cópias, mais do que Michael Jackson em números absolutos – o criador de Thriller vendeu "apenas" 50 milhões. No ano passado, o homem que posa de vaqueiro resolveu fazer uma extravagância – e desabou do cavalo. Inspirado em um de seus ídolos, o romancista Stephen King, que escreveu vários livros sob o pseudônimo de Richard Bachman, Brooks inventou de criar um alter ego pop. O personagem, de barba por fazer e roupas pretas, foi batizado de Chris Gaines. Para produzir e promover o disco de Gaines, a gravadora de Brooks, a EMI, gastou algo em torno de 20 milhões de dólares. Parte do dinheiro foi para o departamento de marketing da companhia, que inventou até uma "biografia" para Gaines – o astro teria, entre outras coisas, escapado de um gravíssimo acidente de carro no passado. Na semana passada, foram divulgados os números da empreitada. Um fiasco. O disco Garth Brooks in... The Life of Chris Gaines, que misturava desajeitadamente rock, pop e funk e soava como James Taylor tocando berrante, não se pagou. Mais de um terço da tiragem inicial de 3 milhões de CDs acabou mofando no depósito da companhia. O astro country, atração do rodeio de Barretos há dois anos, não fez pose de indiferente. "Vendi mais jornais do que discos com essa brincadeira. É realmente difícil lidar com o fracasso", declarou. Resta sacudir a poeira e escolher melhor a próxima montaria.