O show vai na mala
Compra de ingressos pela internet facilita
a vida de turistas brasileiros na Broadway
Gustavo Poloni
Disney
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O Rei Leão:
grande sucesso do momento em Nova York, só
tem ingressos para 2001
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A veterinária Raquel Borges Alves, de São
Paulo, programou com cuidado a viagem que fará em
julho, com o marido, aos Estados Unidos. O roteiro inclui
alguns dias em Nova York, cidade em que pelo menos um programa
já está garantido: o casal vai assistir, em
poltronas bem localizadas, ao concorrido musical Os Miseráveis,
em cartaz na Broadway. A compra dos ingressos foi feita
pela internet. Raquel optou pelo serviço de um site
de venda de bilhetes porque enfrentou dificuldades, há
alguns anos, para encontrar lugar na platéia de outra
atração da Broadway. Na ocasião, ela
passou pelas agruras típicas do turismo pré-digital.
Saiu da casa em que estava hospedada, tomou um trem e encarou
uma longa fila para comprar o ingresso. Voltou para casa
e, à noite, teve de refazer todo o trajeto até
o teatro. "Foi uma experiência desgastante", lembra.
Garantir bilhetes para uma peça em Nova York, Londres
ou Paris sem sofrimento não é nada do outro
mundo. Há bastante tempo é possível
fazer isso por telefone. A novidade deve-se à multiplicação
de empresas que usam a rede mundial de computadores. No
Brasil, o negócio está dando os primeiros
passos. Desde setembro, a Spectaculum oferece no endereço
eletrônico www.hishow.com.br
tíquetes para shows, peças e eventos esportivos
no Brasil e no exterior. Outra a apostar nesse mercado é
a Fun by Phone, antiga empresa de venda de ingressos por
telefone que mudou o nome para Fun by Net, inaugurou o site
www.funbynet.com.br
e há duas semanas passou a trabalhar com espetáculos
da Broadway.
As duas empresas continuam a operar também por
telefone, mas esperam ampliar rapidamente a participação
de seus serviços virtuais. No ano passado, as vendas
pela rede representaram 6% do faturamento da Fun by Net,
de 1 milhão de reais. A expectativa é de que
até o fim deste ano essa fatia chegue a 20%. "Estamos
investindo 3 milhões de dólares em novos serviços,
como venda casada de ingresso e estacionamento para as peças
locais", diz Leo Toscano, presidente da empresa. Na Spectaculum,
o percentual é mais modesto: entre 1% e 2% dos ingressos
são comercializados via internet. "Mas esse número
deve crescer com o advento de novas tecnologias, como a
internet sem fio", avalia José Mário Campos,
diretor da firma.
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Ingressos como o da
peça Aida podem custar até 1
000 dólares no mercado negro
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Ao efetuar a compra no site, o internauta recebe uma senha,
trocada pelo ingresso na bilheteria momentos antes do espetáculo.
As taxas cobradas variam de acordo com o evento e, no caso
de peças ou shows no exterior, costumam acrescentar
em média 10 dólares ao preço de cada
bilhete. Os musicais da Broadway já há alguns
anos exercem fascínio sobre os brasileiros que vão
a Nova York. "Em alta temporada, eles chegam a ocupar 40%
dos lugares em determinadas apresentações",
diz Campos. O fato despertou a atenção dos
produtores e alguns desses espetáculos chegaram a
ser trazidos para curtas temporadas no Brasil, em versões
com cenários mais modestos e apenas alguns nomes
do elenco original. Entre os que podem ir até a Broadway,
os grandes sucessos do momento são Aida e
O Rei Leão, cujos ingressos podem custar até
1.000 dólares no mercado
negro. Apesar de facilitar a vida do espectador, o uso da
internet, nesse caso, não dispensa uma boa dose de
planejamento: O Rei Leão só tem lugares
disponíveis para fevereiro do ano que vem.
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