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Coisa de cinema
Conversível da Audi capaz de atingir
230 quilômetros por hora é lançado no
Brasil
Rodrigo Cavalcante
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Segurança
reforçada
Capaz de ultrapassar
230 quilômetros por hora, o
TT Roadster recebeu várias alterações
em relação ao seu irmão gêmeo,
o TT com capota.
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Divulgação
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1)
Duas barras tubulares
de alumínio protegem os ocupantes em caso de
capotagem
2)
Um pequeno aerofólio
foi colocado junto à tampa do porta-malas para
segurar o carro no chão
3)
Um microprocessador aciona
automaticamente a tração nas quatro
rodas quando o carro ameaça perder a aderência
4)
O quadro de encaixe do pára-brisa
foi reforçado para agüentar a pressão
do vento
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O Audi TT Roadster é um daqueles carros
que provocam paixão imediata, das fulminantes. Foi
assim na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil, onde chegou
há apenas três semanas. Menos de um mês
foi suficiente para que todo o lote de 33 unidades trazido
da matriz alemã fosse vendido ao preço de
158.000 reais cada uma. Podendo
atingir 230 quilômetros por hora, é um sucesso
tão espetacular e inesperado que a Audi brasileira
só terá novos carros desse tipo nas concessionárias
no próximo mês. Não precisou nem mesmo
estrear no país o filme Missão Impossível
2, com as cenas em que o pequeno TT disputa de igual
para igual um racha com um respeitável Porsche Boxster
pilotado por Tom Cruise, merchandising que custou 2 milhões
de dólares à fábrica alemã.
"Não esperávamos uma aceitação
como essa, num período tão curto e com tão
pouca publicidade", diz Leonardo Senna, representante da
Audi no Brasil. A surpresa explica-se, em parte, pela tradicional
resistência dos brasileiros aos carros sem capota.
Os modelos roadster, como são chamados os esportivos
conversíveis de apenas dois lugares, têm roubado
a cena nos salões internacionais de automóveis.
Em Frankfurt, no fim de 1999, brilhou o BMW Z8, e em Detroit,
no começo do ano, foi a vez do Mercedes-Benz Vision
SLA. Em março, em Genebra, havia até uma sala
especial de modelos históricos, como o lendário
Mercedes-Benz 500 K Luxus Roadster, de 1936. É uma
prova de que, na onda retrô que inspira o design dos
carros atuais, os pequenos conversíveis estão
de volta. No Brasil, além do Audi TT, podem-se comprar
o BMW Z3, o mitológico Porsche Boxster e o Mercedes
CLK 320. Todos apresentam dispositivos especiais para melhorar
a segurança do motorista em caso de capotamento em
alta velocidade. O Porsche dispõe de uma barra automática,
um santo-antônio que se ergue quando o carro se inclina
além da conta. O CLK tem um equipamento similar que
fecha a capota. O forte do Z3, além de capota automática,
é o sistema de estabilização.
A Audi tomou cuidados especiais com a segurança
do TT Roadster por motivos óbvios: a versão
cupê envolveu-se em vinte acidentes sérios,
dois deles com mortos, um ano após seu lançamento.
A montadora chegou à conclusão de que o modelo
não era suficientemente estável por causa
das curvas aerodinâmicas da traseira. Projetou então
um aerofólio que, instalado na tampa do porta-malas,
garante maior aderência à pista. Há
também novos componentes, que vão de estabilizadores
nos eixos a amortecedores mais rígidos. O mais importante
desses componentes é o sistema inteligente de tração
nas quatro rodas, acionado assim que o veículo ameaça
fugir do controle do motorista nas curvas mais acentuadas.
O mecanismo contrabalança a tração
como forma de compensar a perda de aderência. A inexistência
de um mecanismo automático de segurança na
capota (não há espaço para instalar
esse equipamento, pois o carro é minúsculo)
foi compensada com duas barras de alumínio tubular
atrás do apoio de cabeça dos bancos, que protegem
a cabeça do motorista e do passageiro. A suspensão
dianteira e a base do carro também foram reforçadas.
"É um veículo que não sai mais do chão",
diz Leonardo Senna.
Como todo carro esportivo de preço salgado, o Audi
TT Roadster oferece detalhes com requintes impensáveis
em modelos convencionais. O acabamento dos bancos, em couro
com costuras salientes, foi inspirado nas luvas de beisebol.
O vidro elétrico traseiro que sobe atrás das
barras metálicas evita aquele redemoinho de vento
típico dos conversíveis e com isso não
embaraça o cabelo dos dois ocupantes. O equipamento
de som de alta fidelidade foi projetado para manter a qualidade
até mesmo quando a capota está aberta e o
torpedo voa baixo pelas estradas.
A eterna vedete dos salões
Photo 4
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| Rossa, criada pela Pininfarina:
inspiração no desenho da Testa Rossa
de 1959 |
É sempre a mesma história. Basta a exibição
de uma Ferrari para transformar qualquer salão
de automóveis num acontecimento de vulto. Na
semana passada, o salão de Turim, na Itália,
foi o palco de apresentação da nova
carroceria desenhada pela Pininfarina para as máquinas
da fábrica Maranello. O poético nome
de Rossa (vermelha) é uma homenagem à
lendária Testa Rossa de 1959, que conquistou
fama nas pistas de corrida. A herança do modelo
histórico é percebida na grade dianteira
arredondada, semelhante a uma enorme boca, e nas formas
aerodinâmicas dos pára-lamas salientes.
O toque moderno está nos faróis minúsculos
alinhados verticalmente, quase um par de frisos riscados
na carroceria. Embaixo da casca vermelho-brilhante
escondem-se um motor de 485 cavalos e a mecânica
completa do modelo 550 Maranello, de 1996, capaz de
atingir 300 quilômetros por hora.
O modelo foi projetado para
comemorar setenta anos do mais famoso estúdio
de design de carros do mundo e, por enquanto, só
existe como protótipo. Das pranchetas da Pininfarina
não saíram apenas Ferrari, como a novíssima
360 Modena. Outros carros cultuados por suas formas,
como o Fiat Coupé, o Peugeot 406 Coupé
e o Mitsubishi Pajero Pinin, nasceram no mesmo lugar.
"Não existe linha supérflua nos desenhos
da Pininfarina", diz Paulo Nakamura, designer da Fiat
do Brasil. "Eles são como arquitetos, envolvem-se
no projeto desde o rascunho dos carros até
a saída da linha de montagem." Além
de desenhar a carroceria, os técnicos do estúdio
Pininfarina hoje um império de mais de 2
000 empregados e faturamento de quase 400 milhões
de dólares por ano participam do desenho
das peças mecânicas.
Sem a mística da Ferrari,
outros designers aproveitaram o salão de Turim
para propor soluções criativas de veículos
movidos a combustíveis alternativos. O estúdio
italiano Bertone criou um modelo que funciona tanto
a eletricidade como a gasolina, com apenas dois lugares,
um à frente do outro. O carrinho de 3 metros
de comprimento e 1 de largura, movido por um motorzinho
que não passa dos 100 quilômetros por
hora e com a reduzida autonomia de 85 quilômetros,
foi projetado para adolescentes entre 14 e 16 anos.
Para os brasileiros, que só podem dirigir depois
dos 18 anos, o veículo é apenas uma
curiosidade.
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