Os radicaizinhos
A garotada anda maníaca pelas miniaturas
de
skates que são manobradas com os dedos
Bel Moherdaui
Fotos Claudio Rossi
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| Além de skates, patins e
bicicletas: por 3 reais nos camelôs |
A mais nova mania da garotada não compromete nem
o bolso, nem a tranqüilidade dos pais. São os
brinquedinhos de dedo, miniaturas de skate, bicicleta, patins
e até prancha de surf e snowboard, que agora imperam
nos recreios e nas rodinhas de condomínios. O "esporte"
surgiu nos Estados Unidos, por obra de um skatista que resolveu
imitar manobras radicais com uma pranchinha de chaveiro.
De lá, ganhou a Europa e desembarcou no Brasil no
começo do ano. Skates e similares podem ser acompanhados
de luvas que imitam uniformes, pistas apropriadas, ferramentas
e peças sobressalentes.
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| Brincadeira na
pista: sites
que ensinam piruetas
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Há seis meses as miniaturas são campeãs
de vendas em lojas reais e virtuais. Na rede Superfestas,
que atende o sul do país, as miniaturas são
primeiríssimo lugar no ranking das lembranças
de aniversários. "Vendemos cerca de 3.000
peças por mês", contabiliza o gerente José
Luiz do Amaral. Em apenas um único dia, o site Submarino,
onde o skatinho e acessórios também são
fenômenos, chegou a vender 500 peças. O baixo
preço ajuda a engordar as vendas. Um skatinho importado,
que vem com um jogo de rodas extra, miniparafusos e duas
ferramentas, sai por 15 reais nas lojas e 3 reais nos camelôs.
As pistas de madeira são artesanais e custam entre
15 e 60 reais.
Os pais estão adorando a novidade porque, como
ela não exige espaço, as crianças passam
mais tempo em casa, ao alcance de seus olhos. A alegria
só acaba quando aparecem uma parede riscada, uma
mesa arranhada e objetos espalhados pelo chão, para
servir de obstáculo nos treinos. Entre as miniaturas,
o skate é o mais fácil e o mais divertido
de pilotar. Aprendem-se os movimentos básicos, como
o ollie (salto), em cerca de três semanas,
com umas duas horas de treino por dia. "Eu demorei um pouco
para fazer o ollie, mas depois todas as manobras
saíram com facilidade", diz o curitibano Ricardo
Pires, de 14 anos. Ricardo se apaixonou tanto pela brincadeira
que criou um site, no qual ensina a executar piruetas e
fornece dicas de como cada um pode fabricar seu próprio
equipamento.
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