Edição 1 654 -21/6/2000

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Os radicaizinhos

A garotada anda maníaca pelas miniaturas de
skates que são manobradas com os dedos

Bel Moherdaui

 
Fotos Claudio Rossi
Além de skates, patins e bicicletas: por 3 reais nos camelôs

A mais nova mania da garotada não compromete nem o bolso, nem a tranqüilidade dos pais. São os brinquedinhos de dedo, miniaturas de skate, bicicleta, patins e até prancha de surf e snowboard, que agora imperam nos recreios e nas rodinhas de condomínios. O "esporte" surgiu nos Estados Unidos, por obra de um skatista que resolveu imitar manobras radicais com uma pranchinha de chaveiro. De lá, ganhou a Europa e desembarcou no Brasil no começo do ano. Skates e similares podem ser acompanhados de luvas que imitam uniformes, pistas apropriadas, ferramentas e peças sobressalentes.


Brincadeira na pista: sites que ensinam piruetas

Há seis meses as miniaturas são campeãs de vendas em lojas reais e virtuais. Na rede Superfestas, que atende o sul do país, as miniaturas são primeiríssimo lugar no ranking das lembranças de aniversários. "Vendemos cerca de 3.000 peças por mês", contabiliza o gerente José Luiz do Amaral. Em apenas um único dia, o site Submarino, onde o skatinho e acessórios também são fenômenos, chegou a vender 500 peças. O baixo preço ajuda a engordar as vendas. Um skatinho importado, que vem com um jogo de rodas extra, miniparafusos e duas ferramentas, sai por 15 reais nas lojas e 3 reais nos camelôs. As pistas de madeira são artesanais e custam entre 15 e 60 reais.

Os pais estão adorando a novidade porque, como ela não exige espaço, as crianças passam mais tempo em casa, ao alcance de seus olhos. A alegria só acaba quando aparecem uma parede riscada, uma mesa arranhada e objetos espalhados pelo chão, para servir de obstáculo nos treinos. Entre as miniaturas, o skate é o mais fácil e o mais divertido de pilotar. Aprendem-se os movimentos básicos, como o ollie (salto), em cerca de três semanas, com umas duas horas de treino por dia. "Eu demorei um pouco para fazer o ollie, mas depois todas as manobras saíram com facilidade", diz o curitibano Ricardo Pires, de 14 anos. Ricardo se apaixonou tanto pela brincadeira que criou um site, no qual ensina a executar piruetas e fornece dicas de como cada um pode fabricar seu próprio equipamento.

 
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