Paraguai
Estava no Brasil
General Oviedo é preso em Foz do
Iguaçu
Reuters
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| Oviedo na polícia e a peruca:
incômodo |
A cooperação foi similar à da Operação
Condor, só que estritamente dentro da lei e a favor
da democracia. No último fim de semana, a Polícia
Federal deteve em Foz do Iguaçu, no Paraná,
o general paraguaio Lino Oviedo, havia meses foragido e
cuja prisão preventiva com fins de extradição
tinha sido pedida pelo Paraguai. No apartamento no qual
se escondia, foram encontrados um revólver calibre
38, dez telefones celulares e uma peruca. Oviedo, que já
comandou uma tentativa de golpe em 1996, é acusado
de tramar o assassinato do vice-presidente de seu país,
Luis María Argaña, no ano passado. Preso,
ele poderá ser extraditado para o Paraguai, onde
goza de grande simpatia popular e nenhuma no governo. Com
sua fama de golpista, Oviedo é o principal suspeito
de ter planejado a última quartelada para derrubar
o governo do presidente Luis González Macchi, há
um mês. É um abacaxi para os paraguaios. Se
livre e clandestino é um incômodo para o governo,
dentro de uma prisão no Paraguai Oviedo é
um perigo ainda maior, pois estará mais próximo
e à vista de seus seguidores. O governo brasileiro
não podia deixar de prender o general paraguaio.
Um dos compromissos dos países membros do Mercosul
é a adesão ao regime democrático. Dar
cobertura a golpistas, como Oviedo, não é
um alento à democracia. O destino do general no Brasil
está nas mãos do Supremo Tribunal Federal,
responsável por julgar o pedido de extradição.
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