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"Quando deixarmos de nos sentir proprietários
de nossa companheira, o entendimento fará desaparecer
esse monstro terrível."
Jorge Wagner
Ribeirão Preto, SP
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Ciúme
Ciúme e medo da traição
são sentimentos mesquinhos que só incomodam.
Meu marido e eu (casados há dez anos) moramos em
cidades diferentes, só nos encontramos nos finais
de semana e não deixamos que tais sentimentos atrapalhem
nosso casamento, que é maravilhoso. Nunca proibi
meu marido de me trair; pelo contrário, deixei uma
caixinha de preservativos em casa para que, se acontecer,
ele o faça com segurança. Cada vez que conto
isso para alguém é uma experiência incrível.
Os homens dizem que eu sou a esposa que eles pediram a Deus,
e as mulheres, bem, elas não dizem, mas acredito
que me acham uma idiota. Sexo é apenas sexo, não
tem nada a ver com amor, que é um sentimento nobre
("Ciúme, como lidar com esse veneno", 14 de junho).
Valdirene Laginski
São Paulo, SP
Já passei por situações
nada confortáveis provocadas pelo ciúme de
um ex-namorado. Uma delas, a mais grave, foi ver minha privacidade
invadida e ser acusada de coisas que nunca fiz. Espero que
a reportagem seja lida pelo maior número de pessoas
possível e que os ciumentos enxerguem o outro como
uma pessoa que tem sentimentos e não gosta de vê-los
distorcidos.
Lucina Medeiros
São Luís, MA
As pessoas não se respeitam mais por
aquilo que são, mas pelo que podem proporcionar umas
às outras. Não é surpresa nenhuma que
essas mesmas pessoas se sintam cada vez mais inseguras e
sozinhas. Zelar por um relacionamento é uma coisa,
mas querer suprir as frustrações pela posse
e manutenção do amado é tornar um sentimento
por natureza sadio em algo doentio.
Alex Pires de Camargo
São Paulo, SP
Muito mais comuns do que se imagina, o ciúme
e a traição virtual fazem parte do nosso cotidiano,
atrapalhando a vida de muitos casais que ainda não
sabem lidar com isso. Esse é um dos principais temas
do meu livro, que está disponível, gratuito
e completo, na internet e já teve mais de 22.000
downloads em três meses: O Amor na Era da Internet
(www.hotbook.com.br).
Roberta Rizzo
Rio de Janeiro, RJ
Corrupção
A reportagem "Desta vez foi até banqueiro"
(14 de junho) diz que Salvatore Cacciola é o primeiro
banqueiro preso no Brasil. Em Belo Horizonte, Tasso Assunção,
ex-controlador do Banco Hércules, já esteve
preso nas dependências da Polícia Federal.
Sérgio Dantas Guimarães
Belo Horizonte, MG
Partidos
Alguns Estados brasileiros estão sofrendo
com a greve de professores da rede pública de ensino,
como é o caso do Paraná. Mas chega a ser irônico
o que está acontecendo em São Paulo. Professores,
manifestantes do MST, partidos políticos de oposição,
revolucionários com causas próprias sabe-se
lá quais envolvidos em baixarias públicas.
Será saudade de 1968? ("Mucho locos", 14 de junho)
Luciana S.
Curitiba, PR
Se for para ensinar os alunos a cometer violência,
é muito mais justo contratar marginais com competência
muito superior à dessas bestas quadradas que falam
das elites quando elas mesmas são elite, já
que estão acima de sua classe.
Nelson Mattos Filho
nelsonmattos@uol.com.br
Diogo Mainardi
Confesso que meus sentimentos pelo senhor
Mainardi são ambíguos. Porém, desta
vez, concordo plenamente com sua opinião quando se
refere ao nosso futebol. Há muito não consigo
identificar a arte nos pés de nossos craques (14
de junho).
Catarina Lembo
diegolembo@bol.com.br
Ao dizer que os jogos entre Palmeiras e Corinthians
não eram futebol e sim várzea, Mainardi mostrou
quanto é um mau perdedor. O time dele não
agüentava mais correr no fim do jogo e foi despachado
mais uma vez da Libertadores. Talvez agora o Marcelinho
passe a ser conhecido na Europa, pois ajudou a classificar
o grande representante da colônia italiana no Brasil.
Lucas Antiqueira
Piracicaba, SP
Ao ler a opinião de Diogo Mainardi
sobre o futebol no Brasil, ficamos satisfeitos em saber
que não somos os únicos a considerar que esse
esporte, não só brasileiro como também
mundial, precisa dar um salto de qualidade, saindo da mesmice
e dos esquemas táticos centenários e capengas.
A Cyberball criou o futebol jogado em tempo estratégico.
Em breve estaremos implantando o primeiro Centro de Estudo
e Treinamento Científico do Esporte do mundo, aqui
em São Paulo. Agradecemos a Diogo o apoio indireto
que sua coluna nos deu. Afinal, onde se empregou tecnologia
de modo adequado deu certo. Por que no futebol seria diferente?
Cesar Torres
www.cyberball.com.br
O Comitê Olímpico Brasileiro,
as 27 confederações olímpicas e os
milhões de jovens atletas brasileiros lamentam profundamente
o teor do artigo de Diogo Mainardi. Defender a monocultura
do futebol é fechar os olhos para talentos como Gustavo
Kuerten, Gustavo Borges, Robert Scheidt, Torben Grael, Jacqueline
Silva e Sandra Pires e tantos outros atletas que dignificam
ou já dignificaram nosso país.
Carlos Arthur Nuzman
Presidente do COB
Rio de Janeiro, RJ
ONGs
Correta a conclusão da reportagem
"O que elas querem? (14 de junho), sobre "separar o joio
do trigo" no âmbito das ONGs. Mas é preciso
lembrar que cada sociedade tem as ONGs que merece, pois
elas refletem sua capacidade de organização
e seus valores morais. No caso do Brasil, até que
a "taxa de pilantragem" entre as ONGs é, por enquanto,
provavelmente inferior à da sociedade como um todo. Roberto
Smeraldi
Amigos da Terra Amazônia Brasileira
São Paulo, SP
Realeza
VEJA acerta em cheio ao responder à
pergunta crucial: "O que Charles viu em Camilla, uma mulher
aparentemente sem maiores atrativos?" Sempre defendi o ponto
descrito por VEJA. Ou seja, beleza e elegância (quesitos
em que a esposa oficial do príncipe ganhava longe,
sem sombra de dúvida) nem sempre vão satisfazer
um homem, sendo mais importante a "competência" da
mulher no papel de companheira. A resposta pura e simples
é que Camilla era muito mais competente como mulher,
dentro ou fora dos lençóis. VEJA resumiu tudo
isso na frase comparando uma mulher bem resolvida a uma
beldade que fazia papel de "coitadinha" ("O.k., vá
em frente", 14 de junho).
Geraldo Costa Filho
gcosta@ismi.net
Howell, Michigan, EUA
Stephen Kanitz
Concordo inteiramente com seu ponto de vista
sobre o equívoco de nosso padrão industrial.
Meu pai dizia que "o Brasil é um país de pobres,
onde tudo é feito para os ricos". Só faço
um reparo: não é necessária uma política
industrial para corrigir isso. O governo pode ficar fora
disso. O que se necessita é de espírito empreendedor;
é preciso que nossos empresários vislumbrem
as oportunidades de mercado onde elas existem, fazendo os
produtos que a maioria dos brasileiros possa comprar. Torço
para que seu artigo "Como ficar rico no Brasil" (Ponto de
vista, 14 de junho) tire o cisco dos olhos deles.
Maria Helena Zockun
mhzockun@uol.com.br
Fã-clube do Arc
Oi, Arc, eu leio a revista VEJA e sempre
te vejo lá! Moro em João Pessoa e acho que
você deveria vir até aqui para ver se vale
a pena investir na Paraíba.
Hellane
hellanejp@bol.com.br
Arc, tenho de cumprimentá-lo pelas
maravilhosas declarações. Confesso dar muitas
risadas de várias referências a tragédias
que você transforma em comédias. Realmente
sua civilização é muito evoluída
e acho que tão cedo não vai investir por aqui.
Um grande beijooooooo!!
Cristiane Costa
Feira de Santana, BA
Mike Moore
Adorei a entrevista com Mike Moore (Amarelas, 14 de junho).
Ele é uma pessoa extraordinária pela maneira
como fez das dificuldades encontradas em sua vida apenas
uma vírgula e não um ponto final para o sucesso.
Parabéns, isso serve de incentivo para nós,
brasileiros.
Nidiana Cavalcanti
Recife, PE
Gostei muito quando o senhor Mike Moore se referiu ao fato
de os brasileiros terem memória curta. Ele se refere
à inflação que já foi de 1.000%
ao ano, e os brasileiros não dão valor ao
melhor momento que estão vivendo, com relação
aos últimos dez anos. O atual presidente é
um grande homem que conseguiu mudar a História do
Brasil em praticamente sete anos.
Marcos Melo Guimarães
marcoscebeu@hotmail.com
Porto Velho, RO
Ecstasy
O consumo de ecstasy na cena clubber é diretamente
proporcional à popularização da música
eletrônica. Assim como existem pessoas que passam
a freqüentar raves e clubes com a intenção
de consumir drogas, existem sempre aquelas que vão
para curtir o som de cara limpa. A disseminação
não se restringe ao ecstasy, abrange qualquer droga,
em qualquer lugar ("Ecstasy A bola da vez", 14 de junho).
Mariana P. Traetta
clubbingirl@hotmail.com
O casal de traficantes, pelo que se vê nas fotos,
não usa, como diz a matéria, um visual clubber,
de "cabelos coloridos, roupas brilhantes, piercings e tatuagens
espalhados pelo corpo". Ao contrário, a moça,
aparentemente, é uma estudante de direito bastante
"normal" e o rapaz, um saudável lutador de jiu-jítsu.
Nélia de Paula
Recife, PE
É com muita indignação que se vê
mais uma vez que no Brasil só pobre é que
vai para a cadeia, pois a filha de um embaixador não
deveria ter, como todas as pessoas que são enquadradas
como traficantes, nenhum benefício nem ser solta,
mesmo sendo pega com 260 comprimidos de ecstasy. Pergunto:
"Será que se fosse um 'mano' do morro teria o mesmo
tratamento?"
José Roberto Soares
Orleans, SC
Itamar Franco
Esse governador é incrível. Depois de posar
com uma modelo sem calcinha, fazer a indústria voltar
a produzir o Fusca, agora arruma uma namorada que podia
ser sua bisneta e lhe dá cargo e carro por nossa
conta ("Tenente Classe A", 14 de junho)!
Francisco Chagas
Goiânia, GO
É revoltante ver políticos praticando os
mesmos atos condenáveis por eles criticados. Como
mineira que sou, gostei de que VEJA tenha conseguido documentar,
apesar da intervenção policial, o que acontece
nos bastidores da nossa política. Por isso temos
esperança de um Brasil melhor. Parabéns pela
reportagem.
Maria José de Freitas
Belo Horizonte, MG
Quem teve a oportunidade de ler a matéria de VEJA
"Tenente Classe A" deve ter ficado indignado como eu com
mais uma demonstração de que ainda existem
políticos com mentalidade mesquinha. É o caso
do velho governador mineiro Itamar Franco e de seu secretário
da Casa Civil e Comunicação Social, que, em
vez de colocar os veículos em questão para
ser utlizados na área de educação,
saúde ou segurança pública e até
pela própria Polícia Militar, os utilizam
em benefício próprio e permitem que eles sejam
usados por uma tenente.
Marcos Vinicio da Silva
Maceió, AL
Parabéns à tenente da Polícia Militar
Kênia Prates da Silva. Afinal, para namorar Itamar
Franco só mesmo ganhando um Mercedes Classe A.
Luiz Fernandes da Silva
Joinville, SC
Bajuladores
Não concordo com o que foi afirmado na reportagem
"Se o leitor espirrar, saúde!" (14 de junho). A meu
ver, puxar o saco continua sendo visto, sim, como coisa
feia. Os puxa-sacos, na melhor das hipóteses, só
conseguem agradar às pessoas que são alvo
das bajulações, embora isso não seja
a regra. Muitas vezes, as pessoas que são cortejadas
por puxa-sacos os mantêm próximos muito mais
por questão de conveniência que de afinidade.
À medida que os bajuladores deixam de ser úteis,
são imediatamente descartados.
Edson Beiser de Melo
Maringá, PR
Vera Fischer
Realmente belíssima! É surpreendente que
uma pessoa, depois de passar por tantos problemas pessoais,
consiga dar a volta por cima com tanta majestade. Parabéns
a Vera Fischer. Porém, é lamentável
que a Rede Globo, tendo exibido poucos capítulos
da novela Laços de Família, permita
que a personagem Helena beba tanto em tão pouco tempo.
Helena bebeu champanhe na festa de formatura de Edu, champanhe
e vinho na noite de Natal, cerveja em seu escritório
e um drinque com Miguel ("Belíssima!", 14 de junho).
Geovanna Pires
Jundiaí, SP
Inmetro
Em relação ao texto "Fora do controle de
qualidade" (10 de maio), que cita o lápis preto como
um dos 120 produtos que não tiveram nenhuma marca
aprovada pelo Inmetro, a Faber-Castell, líder mundial
na fabricação de lápis, gostaria de
esclarecer que a empresa mantém no Brasil a maior
fábrica de lápis de qualidade do mundo, que
produz cerca de 1,5 bilhão de unidades por ano. O
lápis grafite Faber-Castell feito em nosso país
é produzido de acordo com o padrão de qualidade
do comércio internacional, uma vez que é exportado
para mais de setenta países, entre eles Estados Unidos
e várias nações européias. A
unidade fabril da empresa, em São Carlos (SP), é
certificada com o ISO 9000 e devido ao seu programa florestal,
que garante 100% de auto-suficiência nas matérias-primas,
detém o certificado FSC Forest Sterwardship
Council. John Quad
Diretor de marketing
São Paulo, SP
CORREÇÃO:
Ao contrário do que informou a Secretaria de Segurança
Pública de Minas Gerais, o bandido Robervaldo Luiz
de Lira não está foragido e já foi
condenado por dois crimes (total de dezoito anos de prisão)
("Socorro! Um assassinato a cada 13 minutos", 7 de junho).