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CINEMA
United Artists
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| Nunca
aos Domingos, de Dassin: sátira
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Nunca aos Domingos (Pote tin Kyriaki, Grécia, 1960.
Desde sexta-feira em cartaz em São Paulo) Delatado por seus
próprios colegas na "caça às bruxas" anticomunista,
o ator e cineasta americano Jules Dassin foi se exilar na Grécia.
Lá, no fim dos anos 50, conheceu a estrela Melina Mercouri, futura
ministra da Cultura grega, com quem se casou e a quem dirigiu em vários
filmes. O título mais famoso da parceria é Nunca aos
Domingos: Dassin interpreta Homero, um turista americano que, chegando
a Atenas, se deslumbra com a prostituta Ilya (Melina). Ela só aceita
um cliente se simpatizar com ele e aí o preço a ser
cobrado é irrelevante. Em vez de apreciar Ilya por sua alegria
e vivacidade, Homero já sai querendo reformá-la. E, em vez
de reagir à perseguição anticomunista com trabalhos
amargos, Dassin preferiu este outro caminho: uma sátira à
intolerância.
LIVROS
A
Face Radiante da Morte, de Alexandra Marínina (tradução
de Tatiana Lárkina; Geração Editorial; 304 páginas;
43 reais) Alexandra Marínina é uma versão
russa de Patricia Cornwell, a autora de romances policiais americana.
Assim como ela, Marínina trabalhou no ramo antes de enveredar pelo
gênero: por mais de vinte anos, atuou como criminologista. Desde
os anos 90, ela é um fenômeno na Rússia, onde seus
livros vendem milhões de exemplares e deram mote a séries
de TV. Marínina criou uma ótima personagem a agente
Nástia Kamênskaya, que fuma um cigarro (mentolado) atrás
do outro, é fanática por música clássica e
põe o marido para executar tarefas domésticas enquanto trabalha.
Nesse lançamento, o primeiro da autora no Brasil, ela investiga
a morte de uma garota cujo cadáver é achado num lixão
na periferia de Moscou.
Bush
em Guerra, de Bob Woodward (tradução de Lúcia
Magalhães e Graziella Somaschini; Arx; 454 páginas; 59 reais)
O americano Bob Woodward é uma lenda do jornalismo investigativo.
Ao lado do colega Carl Bernstein, ele realizou reportagens sobre o caso
Watergate que resultaram na renúncia de Richard Nixon à
Presidência dos EUA, em 1974. Nesse novo livro, ele enfoca a Casa
Branca nos 100 dias que se seguiram aos atentados de 11 de setembro de
2001. Woodward fez uma longa entrevista com o presidente George W. Bush,
falou com seus principais assessores (como Donald Rumsfeld e Colin Powell)
e teve acesso a documentos confidenciais. Numa narrativa ágil,
ele ilumina o processo de tomada de decisões políticas em
Washington na atual administração. Leia
trechos do livro.
DVDs
Divulgação
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| Stuart
Little 2: melhor que o 1
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O Pequeno Stuart Little 2 (Stuart Little 2, Estados Unidos,
2002. Columbia) A bilheteria às vezes tem razões
que a própria razão desconhece: continuação
das aventuras do ratinho Stuart, adotado pela família nova-iorquina
Little, esse filme é superior ao original, mas arrecadou a metade.
Aqui, Stuart passa por maus bocados na escola, onde é deixado de
lado pelos colegas. A chance de ser aceito, porém, literalmente
cai do céu, na forma da passarinha Margalo, que vive ameaçada
por um falcão. Stuart e Margalo (na versão legendada, com
as vozes de Michael J. Fox e Melanie Griffith) formam um casal improvável,
mas disposto a superar suas diferenças. Como todo bom DVD para
crianças, o disco traz o habitual making of e um punhado de jogos.
Veja
o trailer.
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| Ultimate
X: imagens
radicais |
Ultimate
X O Filme (Ultimate X The Movie, EUA, 2002.
Buena Vista) Um prato cheio para os fãs dos esportes radicais
e uma ótima oportunidade para muitos pais entenderem por que seus
filhos insistem em arrebentar-se em quedas nos patins ou no skate. Com
cenas filmadas por câmeras acopladas a guindastes e outras engenhocas,
desenvolvidas especialmente para captar acrobacias espetaculares, um filme
de 47 minutos mostra a principal competição americana desse
tipo de esporte os X Games, patrocinados pela rede de televisão
ESPN. A diversão se completa com a ótima trilha sonora roqueira
e com um farto material interativo, que permite acessar entrevistas e
perfis de alguns dos carismáticos heróis dos adolescentes,
como o motociclista americano Travis Pastrana e os brasileiros Bob Burnquist
e Fabíola da Silva ele campeão do skate e ela, da
patinação.
DISCOS
The
Trouble of Being Myself, Macy Gray (Sony Music) Poucas
artistas têm um trabalho tão interessante quanto Macy. Nesse
disco, ela retoma de modo inventivo o melhor das instrumentações
de música negra dos anos 70 e apresenta letras acima da média.
A gravação desse CD foi conturbada pela morte do padrasto
de Macy e rendeu um punhado de composições sobre sua infância,
muitas delas carregadas de ironia. É o caso de My
Fondest Childhood Memories, que levaram à separação
do pai e da mãe. Atente para a participação do guitarrista
e cantor Beck em It Ain't the Money, outra boa canção
do álbum.
André Nazareth/Strana
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| Guilherme
de Brito: nova vida para canções batidas |
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A
Flor e o Espinho, Guilherme de Brito e Trio Madeira Brasil (Lua
Discos) Dois anos atrás, o cantor de 81 anos interrompeu
um longo jejum fonográfico ao lançar Samba Guardado,
com canções inéditas. Esse novo CD revisita as célebres
parcerias de Brito com Nelson Cavaquinho. Brito dá vida nova até
mesmo a canções batidas como A Flor e o Espinho (aquela
do "Tire seu sorriso do caminho / Que eu quero passar com a minha dor...").
A diferença é o estilo de interpretação. Cavaquinho
tinha a voz rouca e tocava seus sambas cutucando o violão com o
indicador e o dedão. Brito tem voz empostada e o dedilhado dos
seresteiros de outrora. Destaca-se Gotas de Luar, em que o maestro
Elton Medeiros marca o ritmo com uma caixinha de fósforos.
When
Love Goes Wrong: Songs for the Broken Hearted, vários intérpretes
(Universal) O compositor americano Roy Orbison, autor de Cryin'
e Love Hurts, entre outras baladas dilacerantes, costumava dizer
que nada era mais infalível na hora da conquista do que falar sobre
o sofrimento amoroso. Se o raciocínio de Orbison estiver certo,
essa coletânea é tiro e queda. São quinze clássicos
do jazz e da dor-de-cotovelo, gravados durante as décadas de 50
e 60 com exceção de I Fall in Love Too Easily,
gravado por Shirley Horn em 1997. Destacam-se no elenco dois artistas
cuja discografia é escassa por aqui: Johnny Hartman, em It Never
Entered in My Mind, e a divina Peggy Lee, com A Woman Alone with
the Blues.
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