
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
|
|
12 por 8 é
ruim
Médicos
decretam que pressão
boa é a que fica abaixo disso
Na
semana passada, um comitê formado pelos mais renomados cardiologistas
dos Estados Unidos divulgou um documento com as novas diretrizes de classificação
da hipertensão arterial. A partir de agora, para quem tem mais
de 18 anos, a pressão arterial só é considerada normal
se estiver abaixo de 12 por 8. Nesse patamar, já se está
no grupo de risco. De acordo com tais diretrizes, pessoas com pressão
na marca de 13 por 9 são consideradas hipertensas e, portanto,
o ideal é que se submetam a tratamentos à base de drogas
anti-hipertensivas. Os que estão no grupo de risco, reforçam
os cardiologistas, devem controlar o peso, fazer exercícios com
regularidade, parar de fumar, diminuir a ingestão de sal, reduzir
o consumo de bebidas alcoólicas e comer mais frutas, legumes e
produtos desnatados. As novas recomendações baseiam-se em
estudos que demonstram que, mesmo em níveis de pressão até
agora considerados normais, é alta a possibilidade de haver dano
às artérias e aumento do risco de doenças cardiovasculares.
"No índice 12 por 8, o problema é a pressão mínima.
Por isso, grosso modo, o ideal é mantê-la entre 6 e 7, sem
que a máxima ultrapasse 12", diz o cardiologista Sergio Timerman,
de São Paulo.
Os novos
índices de pressão normal vieram se somar a outras modificações
recentes nos parâmetros para a prevenção de doenças
cardíacas e derrames. Entre outras mudanças, a atual cartilha,
adotada desde o ano passado pela Associação Americana do
Coração, antecipou a idade para o início do controle.
Passou dos 40 para os 20 anos. Os médicos também reviram
os limites de colesterol no sangue pelos padrões antigos,
o tolerável era 240 miligramas por decilitro de sangue. As novas
regras estipularam que as taxas do colesterol total não podem ultrapassar
200. Nem mesmo recomendações antigas, como a prática
de exercícios físicos, escaparam da linha dura dos cardiologistas.
Há cinco anos, acreditava-se que meia hora de atividade física,
três vezes por semana, era o suficiente para proteger o coração.
Agora, o mínimo é meia hora por dia. De tão rígidas,
as recomendações soam quase exageradas. Mas os médicos
estão realmente alarmados com a explosão de distúrbios
cardiovasculares nos últimos anos. Eles são a principal
causa de mortes no mundo, com 17 milhões de óbitos
o equivalente a uma em cada três mortes. No Brasil, somam 300 000
por ano. O que se espera com essas mudanças é que elas resultem
em mais cuidado por parte das pessoas.
|
|
 |
|
 |

|
 |