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Edição 1 803 - 21 de maio de 2003
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A invasão da Europa

Trânsito, restrições ao tráfego
e economia
impulsionam o
transporte sobre duas rodas

A primavera é a estação das motos na Europa. Um cenário que só se via em Roma, apinhada de motocicletas, ciclomotores, scooters e outras variações em torno do mesmo tema, agora é comum em cidades como Madri e Paris. No ano passado, 1,2 milhão de unidades apenas dos modelos menores foram vendidas na União Européia – em alguns países, dez vezes mais que há uma década. Somados todos os modelos, o total fica em torno de 2 milhões. Veículos urbanos por natureza, sobretudo nas versões de baixa cilindrada, as motos somem – não completamente – na parte mais rigorosa do inverno e ressurgem, cada vez em maior número, quando o tempo começa a esquentar.

Há várias razões para o fenômeno. A primeira é que elas são excelente opção no trânsito cada vez mais congestionado das capitais, boa saída para profissionais que precisam se deslocar muito, de médicos a chaveiros. Outra explicação é a tolerância com que são tratadas pelas autoridades de trânsito. Geralmente podem estacionar sobre a calçada e estão autorizadas a circular dentro das áreas centrais em que carros de particulares não são admitidos. A indústria espera, agora, um grande incremento de vendas em Londres, graças ao pedágio que se criou para a circulação na área do centro.

Há ainda a razão econômica para impulsionar as vendas. Motos podem rodar até 50 quilômetros com 1 litro de gasolina e custar um décimo do preço de um carro popular. Finalmente, existe o apelo aos jovens. Em muitos países, adolescentes podem conduzir motocicletas a partir dos 14 anos, legalmente. "Os jovens já representaram a parte mais significativa do mercado", diz Francesco Nepi, vice-presidente da Piaggio, fabricante da Vespa. "Agora os adultos estão em maioria." Uma cena comum de qualquer centro europeu é a executiva a caminho do trabalho de tailleur e scooter.

No segmento mais sofisticado desse público há verdadeiras jóias do design (veja quadro). No Brasil, a indústria também tem batido recordes de produção, por enquanto com maioria de modelos básicos, muito usados pelos motoboys. Temerários na pilotagem, eles provocam dois tipos de sensação nos motoristas: raiva, quando se excedem nas manobras, e inveja, quando vão embora no meio do trânsito parado.

 

Caras e sofisticadas

 
Divulgação
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Preço: 20 000 reais

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