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A invasão
da Europa
Trânsito,
restrições ao tráfego
e economia
impulsionam o
transporte sobre duas rodas
A primavera
é a estação das motos na Europa. Um cenário
que só se via em Roma, apinhada de motocicletas, ciclomotores,
scooters e outras variações em torno do mesmo tema, agora
é comum em cidades como Madri e Paris. No ano passado, 1,2 milhão
de unidades apenas dos modelos menores foram vendidas na União
Européia em alguns países, dez vezes mais que há
uma década. Somados todos os modelos, o total fica em torno de
2 milhões. Veículos urbanos por natureza, sobretudo nas
versões de baixa cilindrada, as motos somem não completamente
na parte mais rigorosa do inverno e ressurgem, cada vez em maior
número, quando o tempo começa a esquentar.
Há
várias razões para o fenômeno. A primeira é
que elas são excelente opção no trânsito cada
vez mais congestionado das capitais, boa saída para profissionais
que precisam se deslocar muito, de médicos a chaveiros. Outra explicação
é a tolerância com que são tratadas pelas autoridades
de trânsito. Geralmente podem estacionar sobre a calçada
e estão autorizadas a circular dentro das áreas centrais
em que carros de particulares não são admitidos. A indústria
espera, agora, um grande incremento de vendas em Londres, graças
ao pedágio que se criou para a circulação na área
do centro.
Há
ainda a razão econômica para impulsionar as vendas. Motos
podem rodar até 50 quilômetros com 1 litro de gasolina e
custar um décimo do preço de um carro popular. Finalmente,
existe o apelo aos jovens. Em muitos países, adolescentes podem
conduzir motocicletas a partir dos 14 anos, legalmente. "Os jovens já
representaram a parte mais significativa do mercado", diz Francesco Nepi,
vice-presidente da Piaggio, fabricante da Vespa. "Agora os adultos estão
em maioria." Uma cena comum de qualquer centro europeu é a executiva
a caminho do trabalho de tailleur e scooter.
No segmento
mais sofisticado desse público há verdadeiras jóias
do design (veja quadro). No Brasil, a indústria também
tem batido recordes de produção, por enquanto com maioria
de modelos básicos, muito usados pelos motoboys. Temerários
na pilotagem, eles provocam dois tipos de sensação nos motoristas:
raiva, quando se excedem nas manobras, e inveja, quando vão embora
no meio do trânsito parado.
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Caras
e sofisticadas
Divulgação
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BMW
C1: tem cinto de segurança e teto integrado ao pára-brisa.
Preço: 20 000 reais |
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Aprilia
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AFP
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Renault
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